Notas iniciais
Crianças não leiam isso ' ' kk o capitulo mais gostoso de escrever até agora foi esse. Espero que gostem.

Cada passo doía. A garota loira estava ajudando com um vestido que a outra moça trouxera, ela conhecia aquele rosto, era o de mamãe.

Seus olhos também doíam e ela piscava muito. Até aquele momento não dissera nada.

Ela também viu um homem usando uma camisa branca e comprida que era estranhamente aberta apertar a mão do homem que a levantara.

Ela fez esforço para que a imagem dos olhos chegassem ao cérebro...

" Vic... Vic... Victor! — ela se lembrou. — Victor Áurea. Maria... Alice..."

Ela gostara do nome. Parecia aquela sensação que tiveres quando Victor abriu um sorriso ao vê-la. Fora a primeira coisa que Maria vira em toda a sua vida. Só que, naquele sorriso tinha algo mais. Não era pura alegria, carregava tristeza e também uma certa... Loucura.

– Como é... — Começou a dizer para a garota. As frases se formavam devagar. — Como é seu nome?

Jessie ficou impressionada.

– Jessie. — Ela respondeu pregando lhe o vestido. — Jessie Áurea.

Ela sorriu para Victor, que retribuiu com um aceno de cabeça.

– Jessie Áurea... Você é bonita. — Ela agora podia falar frases completas. O que gostou muito.

– Obrigada. — Ela sorriu. — Pode me chamar só de Jessie.

– Jessie... — Disse a menina devagar. Era mais fácil assim de lembrar as coisas. Maria Alice ainda era uma criança, descobrindo o mundo.

– Está pronta. — Disse Jessie. — Espero que esteja certo... Foi assim que Cristine fez.

A garotinha fez uma mesura.

– Sou grata a você, lady Jessie. — Ela andou até Victor. Jessie acompanhou os movimentos de boca aberta.

A garota se impressionou, porque o jeito de Alice caminhar era como o da rainha, uma classe que ela nunca ia ter.

Maria Alice avançou mais alguns passos e parou na frente dos homens.

– Lorde Victor. — ela se curvou. — é uma honra conhecê-lo.

Victor sorriu e se curvou.

– O prazer é todo meu senhorita. Esse é o senhor Salvatore Stalin.

Ela encarava o homem que parecia querer desmaiar.

Ele beijou lhe a mão esquerda, mas não lhe dirigiu a palavra.

– Victor... Ela é idêntica à...

– À rainha Vitória, claro. No tempo que passei fora nunca a esqueci. Eu podia até mesmo recriá-la.

Victor ignorou Stalin e segurou mão da garota.

– Pode me acompanhar, lady Alice?

A garota fez um gesto de cabeça.

Victor então olhou para o teto da sala, deixando a mão da garota parada no ar.

– Tenho outra ideia milayde. — Ele sorriu. — Por que Brandon não acompanharia vossa majestade?

Brandon, que ficara calado o tempo todo até o momento se levantou.

– Seria uma honra, Milayde. — ele imitou Victor, fazendo a princesa cobrir a boca ao sorrir enquanto Brandon tomava a sua mão.

Victor estava com vontade de chorar. Seu trabalho fora ótimo, ela virara uma pequena Vitória, Victor nem imaginava como conseguira simular uma pessoa inteira dentro daqueles cartões. Se bem que ele teve muito tempo para isso. Era um jeito de matar a saudade.

Jessie foi até ele e segurou sua mão.

– Você é quase um deus. — murmurou.

– Para certas pessoas pareço mais um padre. — Ele sorriu. Então se virou para Stalin. — Foi uma honra trabalhar com você doutor.

– Igualmente. — Ele respondeu. — mas você terá que voltar aqui quando alguém for envenenado.

– Me desculpe, sou um medico, não um professor. — Provocou. — Nos vemos por aí senhor.

Stalin se virou nervoso.

Victor saiu da sala pela porta dos jardins, já era noite.

Brandon e Maria estavam mais a frente, sorrindo como crianças deveriam fazer.

– Victor... — Sussurrou Jessie. — Aquilo foi incrível. Você...

– Não, nós a criamos. Você foi muito forte, já teve experiência com cadáveres abertos antes?

– Aquilo foi nojento. — Ela sorriu. — Foi a primeira vez. Agora já sei quem chamar se precisar morrer virgem.

– Espero que não aconteça. — Victor estranhou a frase. — Sou um ótimo pai. — Ele revirou os olhos.

– Você não pode ser meu pai. — Ela disse. — Nunca vou conseguir perdoar você com todas essas mulheres querendo ser a minha mãe.

Victor sorriu.

– Não é bem assim... Essa é a parte mais complicada da minha vida.

Jessie parou no meio do pátio e olhou em seus olhos.

– O que você fez pra deixar Cristine e Anne daquele jeito?

Ele deu de ombros.

– Depende de que jeito era aquele.

– Você sabe muito bem. Não pense que não percebi.

– Eu não sei, vai ver elas viram algo que você não viu ainda.

– Pode apostar que eu vi. — ela sussurrou em seu ouvido e o deixou ali parado, pensando em que diabos acabara de acontecer ali.

Quando Victor a alcançou, viu que Vitória estava ali, abraçando a recém nascida de 12 anos como se fosse um bebe.

Victor parou ao lado de Brandon e de Jessie e ficou observando a cena.

– Acho que a Alice vai explodir. — Comentou Brandon.

– Não se preocupe, — ele sussurrou. — Se ela estragar algo que levei o dia inteiro depois juro que explodo ela.

– Com bombas? — os olhos de Brandon brilhara.

– Não, vou tentar fazer uma filha do jeito fácil.

Vitória soltou a garota e caminhou até ele.

– Eu ouvi isso. — Ela disse. — Se você não fosse tão fofo eu mandaria te matar.

Ela o abraçou forte.

– Eu poderia te beijar por isso. — Ela disse.

– Eu não ia reclamar... — Victor piscou. — já o Alberto....

Vitória o soltou.

– Ele ia te exilar de novo. E eu ia matar ele. — a rainha segurou a mão da princesa de metal. — E escuta bem, ninguém pode saber dela! Cuida disso.

– Errrrr... — Victor pigarreou. — Você não esqueceu nada?

– Você poderá abrir uma clínica na cidade amanhã, mas só peço que não use metais para substituir partes de ninguém. Aquele tal de Jack pode usar isso contra nós.

– Mas Vicky...

– Fora isso sobra apenas o cargo de médico particular real.

Victor tremeu.

– Melhor não. Mande Anne me mostrar o lugar amanhã.

Jessie ficou curiosa, era o trabalho dos sonhos de qualquer médico.

– Tchau Vicky. — Victor se curvou.

Quando eles estavam entrando no palácio, Vitória pediu para Jessie esperar. Todos pararam com ela.

– Vou preparar aposentos para você amanhã. Não fica bem uma dama dormir com um cavalheiro sem ser casada.

– Mas... Ele é o único que eu conheço e confio aqui.

– Garanto que estará segura, você tem mais uma noite naquele quarto.

Victor abriu a porta para que Vitória e Maria Alice pudessem passar.

Ao chegarem no quarto, notaram algo diferente. Um espelho fora colocado na parede oposta da janela.

– Brandon... — Chamou Jessie. — Pode chamar o Joe para mim?

– O que você quer com o Joe? — Perguntou.

– Quero falar com ele. Por favor Brandon. — Ela deu lhe um beijo na bochecha. — Por mim...

– Tudo bem, milayde.

Brandon correu porta a fora, deixando a sozinha com Victor.

– Jessie... O que você...

A garota fechou a porta.

– Finalmente estamos sozinhos. — Disse Jessie girando a chave e trancando a porta do quarto.

– Jessie o que você...

A garota colocou o dedo indicador sobre a boca dele.

– Quero te agradecer. Você me livrou do León, me fez sentir especial...

– Você não precisa me agradecer por isso eu só...

– Mas eu quero. — Ela ficou nas pontas dos pés e beijou a boca dele.

Victor a afastou.

– Não Jessie, isso não tá certo! Tenho quase o dobro de sua idade.

– Você não parece ter trinta. — Ela sorriu. — E tá preso aqui comigo.

Ela levantou a chave e colocou no decote.

– Eu deixo você pegar...

– Jessie...

A garota apertou o pénis ereto de Victor.

– Não finja que você não quer...

– Para com isso, não sou homem para você.

Ela colocou o dedo na boca e fingiu estar triste.

– Não me acha bonita?

– Não é isso, você é linda mas...

Ela colocou a mão no peito dele e deslizou.

– Também te acho bonito. Eu quero você...

Ela se inclinou para beijá-lo novamente, mas Victor virou o rosto.

– Deixa de ser chato Victor... — Ela disse quando pulou no colo dele.

Para não deixá-la cair, ele segurara suas coxas junto a ele. Victor temia que não conseguisse resistir.

– Jessie abre a...

A garota mergulhou seus lábios na boca dele.

– Cama. — Ela disse puxando o em direção à cama de Brandon.

Os dois caíram sobre a cama do garoto.

– Não finja que não quer Victor. — Ela esfregou sua intimidade sobre o falo dele.

– Jessie...

A garota se levantou.

– Me diz que não quer isso...

Ela então abriu o zíper do corpete revelando um par de seios lácteos e firmes. A chave caiu no chão.

Victor pensou seriamente em não agarrar a garota ali mesmo.

Ele ficou parado, o que a fez a ir à ele.

– Pensei que tivesse experiência.

– Não com adolescentes.

– Então comece a ter.

Ela subiu sobre ele e o beijou. Víctor colocou a mão sobre seus cabelos loiros e a afastou.

– Me diga que não quer... — Ela sussurrou em seu ouvido.

Victor não conseguia olhar para nada além daqueles seios balançando.

Ele então segurou firme as costas da garota e a virou na cama. Victor olhou nos olhos dela e disse:

– Eu quero. No momento é o que eu mais quero.

Ele chegou bem perto e Jessie pensou que ele fosse beijá-la, mas Victor disse:

– Mas eu não posso.

Ele se deixou cair ao lado da garota seminua, seu braço ainda estava ao redor dela.

– Leon não amava... Você não me quer... Me sinto a garota mais feia do mundo.

– Feia? Você é a garota mais linda desse palácio, talvez até do reino unido.

– Então porque nenhum homem me quer?

– Porque você não precisa de um homem para ser feliz. Algum dia vai perceber que não precisa correr atrás de nenhum, eles virão rastejando até você.

– Mas eu ainda te quero. — Ela se virou de frente para ele. — Você também quer... Porque não me deixa terminar?

Ela estava acariciando o rosto dele lentamente.

– Estou apaixonado por outra.

– Eu não tenho ciúmes... — Ela esfregou se nele. — Sério, eu deixo você apertar.

Víctor passou a mão pelo peito da garota até achar o zíper do corpete. Victor o fechou.

– Não posso fazer isso. Não tenho esse direito. Vem cá.

Victor segurou a mão da loira e levou a de frente ao espelho.

– O que você vê?

– Uma garota que acaba de ser rejeitada e o gostoso que a rejeitou atrás dela.

Víctor sorriu enquanto passava a mão ao longo dos cabelos loiros da garota.

– Sabe o que eu vejo? Uma garota insegura que acabou de ser rejeitada, uma linda garota, atrás dela vejo um velho metido e muito talentoso.

Ela sorriu.

– Jessie, escuta... Algum dia um homem virá te procurar, um homem que vai querer seu amor mais que seu corpo, então talvez você possa entregar a ele tudo isso.

Victor colocou as mãos sobre os seios da garota.

Ela olhou para cima para encontrar o rosto dele.

– Enquanto esse homem não aparece, me deixa terminar o que a gente começou?

– Não.

A garota desfez o nó da gravata dele.

– Um último beijo, por favor.

– Jessie... A gente já...

– O último, eu prometo.

Ela não esperou resposta e pulou no colo dele, beijando-o com voracidade. Dessa vez, Víctor respondeu.

– Essa mulher tem muita sorte. — disse quando o soltou.

Víctor deu de ombros.

– Não é bem assim, ela se casou à algum tempo. O marido dela me odeia.

– Você se apaixonou por uma mulher casada? Pensei que fosse menos canalha.

– Começou muito antes de Melbourne...

A garota arregalou os olhos.

– Anne Key de Melbourne?

Victor sorriu.

– Tenho uma longa história pra contar. Mas não hoje. E por causa do acabou de acontecer, você dorme com Brandon.

– Acha que vou tentar algo durante a noite? — Ela sorriu.

– Vou me certificar. — Victor deixou seu dedo indicador percorrer a face dela. — E também tenho um encontro.

– Você vai me deixar aqui sozinha? — Ela arregalou os olhos. — E se o Leon voltar? E se Jack mandar alguém?

– Joe pode ficar aqui com você.

Ela revirou os olhos.

– Claro, me sinto muito segura com um cara que caiu no primeiro golpe.

– Ele vai ficar mais atento agora. — ele sorriu. — E acho que você sabe matar também.

– Me empresta aquela sua arma? Não tenho nenhuma aqui.

Victor deu tapas na coxa, onde estava o cano da arma.

– Só por que você é importante para mim.

Ele lhe entregou a arma. Ele tomara as medidas preventivas, o primeiro paint estava descarregado e a arma travada, ela destratou a arma, mas não tentou matá-lo.

– Você sabe atirar? — Ele perguntou.

– Melhor que qualquer um. — Ela sorriu. — talvez até melhor que você.

– Com certeza. — ele pegou uma espada de prata que estava embainhada debaixo da cama. — prefiro armas brancas.

Victor deu um beijo na testa dela.

– Fica bem tá?

– Eu prometo.

– E não tente seduzir mais ninguém.

Ela fez uma expressão safada.

– Você sabe que só tenho olhos para você não é?

– Sim, e pra qualquer um que te dê um pouco de atenção. Vou tomar um banho. Joe já deve estar ouvindo atrás da porta.

Victor abriu a porta, Joe e Brandon estavam no meio do corredor.

" Menos mal." pensou.

Victor pegou algumas roupas que Vitória deixara sobre a cama e saiu do quarto.

Ao passar por Joe sussurrou:

– Não deixe ninguém entrar ou no quarto e se ela quiser sair vá com ela.

– Tudo bem. Falamos do pagamento depois.

Notas finais
Então, o que acharam? Me contem nos reviews espero vocês lá. Bjos mecanicos