A Princesa Perdida
7 Juliette
POV Juliette
Ao acordar, eu estava deitava na areia e senti uma mão acariciando meus cabelos e ao olhar para cima, dei de cara com o rosto mais belo e gentil que alguém poderia ver: Svinian, o príncipe tritão que estava me mostrando seu reino. Ao perceber que eu estava acordada ele me abraçou, sorrindo.
– Ela acordou, que ótimo. — Disse uma voz feminina. Ao olhar na direção da voz, vi que se tratava de uma mulher que utilizada uma guirlanda de violetas na cabeça, e que possuía asas nas costas. Uma ninfa! — Geralmente leva de meia hora a 45 minutos para um ser humano acordar vítima de quase afogamento e, nesse caso ela teve muita sorte.
– Como assim vítima de quase afogamento? — Disse o príncipe. — Minha irmã permitiu que ela pudesse respirar embaixo da água.
– Talvez tenha sido armação para cima da menina.
– E quem você acha que teria feito isso? — Havia uma preocupação em sua voz.
– Não sei. Mas não há dúvidas de que foi uma sereia.
– Svinian? — Chamei ainda bêbada de sono.
– Consegue levantar? — A ninfa perguntou.
– Acho que sim. — Svinian se levantou e me pegou nos braços. E foi só então que percebi que sua cauda não estava ali, Svinian tinha pernas!
– Muita mordomia da sua parte, não acha? — Svinian riu.
– Você é uma princesa, e merece ter tudo o que quiser. A propósito, enquanto estivermos em terra, me chame de Nian pois tem pessoas má intencionas se encontrarem sereias e tritões.
– Ok, Nian. — Ele riu novamente.
– Esta menina é filha de Dahlia. — Disse a ninfa.
– Como assim filha de Dahlia? — Perguntou Svinian.
– Nosso reino está sofrendo porque o avô desta jovem está atrás dela.
– Me solta Nian. — Pedi.
– Mas Juliette...
– Eu mandei você me soltar, Nian.
– Tá bom. — Ele me colocou com cuidado no chão.
– Como sabe que sou filha dessa tal de Dahlia?
– Santo Gter. Você não sabe quem é sua mãe?
– Espera, minha mãe?
– Sim. Minha mãe e ela eram amigas.
– Espera... Quer dizer que você é filha de Ikham?
– Sim. Meu nome é Illyria. E fui eu quem cuidei de sua irmã junto de minhas irmãs.
– Eu tenho uma irmã? — Perguntei, surpresa.
– Sim. E ela está aqui em Haram.
– Estamos em Haram?- Perguntei mais surpresa ainda.
– Você finalmente está em casa depois de anos longe daqui.
– Como cheguei aqui?
– Depois que Svinian percebeu que você estava em perigo, ele não voltou para Trevan por pensar que o que tentara te matar estava por lá.
– Não sei se sabe, mas tritões e sereias têm a habilidade de nadar extremamente rápido.À velocidade da luz por assim dizer. — Informou Nian.
– Se vocês estão sofrendo por minha causa, eu deveria ir até o meu avô e acabar com tudo isso.
– Não Juliette! Ir atrás de seu avô depois do assassinato de sua mãe seria suicídio.
– Ele matou ela?
– Não. Mas toda a compaixão que ele tinha se esvaiu após o assassinato de sua mãe.
– No entanto, você se parece muito com ela. — Disse Illyria.
– Não quero que ninguém se machuque por minha causa. Eu preciso ir até lá.
Dei as costas para eles e segui caminho rumo ao castelo de Haram, onde reencontraria várias pessoas que não via há muito tempo...
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