A Princesa Perdida
18 Capitulo 17
Notas iniciais
Pov. Bella
De duas coisas eu tinha certeza. A primeira: Eu seria castigada quando chegasse em casa, já que Athenodora sentiria minha "falta". É claro que a casa já estava toda limpa e impecável, mais Athenodora não iria perder essa chance de me bater. Porem, na hora em que eu sai da casa dos Denali, não pensei nisso. Eu só pensava em Tanya. A segunda: Tanya não tinha ido passear.
Não que eu já tivesse andado muito por aquelas bandas do vilarejo, na verdade, eu só ia lá para comprar coisas e ajudar Siobhan. Mas pelo tempo em que eu já tinha andando (mais ou menos umas três horas), era óbvio que Tanya não estava lá.
Apesar de tudo o que Tanya já fez para mim, eu não conseguia odiá-la. Afinal de contas, ela era minha irmã. É claro que eu sempre me lembrava de todas as palavras dolorosas, da forma como ela me tratava e principalmente do dia do baile. Aquilo doía em mim, mas mesmo assim.
Lembro-me na infância, quando Alistair (marido de Athenodora) ainda era vivo. Éramos uma família, apesar de eu não ser uma Denali de sangue. Todas nós: Eu, Kate, Irina e Tanya brincávamos e riamos como as crianças fazem. Não víamos maldade nas coisas e era disso que eu sentia mais falta: UMA FAMILIA QUE ME AMASSE.
Tanya e as outras irmãs Denali sempre foram influenciáveis. Depois da morte de Alistair, foi fácil para Athenodora fazer uma criação de discórdia entre nós. Nesse ponto, eu me considerava até forte. Nunca deixei que ninguém me manipulasse. Apesar de ser escrava de Athenodora, eu sempre tive minha opinião formada, e eu ainda tinha um fio de esperança de que tudo aquilo seria temporário.
Eu estava cansada. O único lugar que eu não tinha ainda visto era a floresta. Será que Tanya iria mesmo para lá? Parecia meio estranha essa ideia.
Apesar de sempre ir a minha clareira, eu não gostava muito de vagar pela floresta de Cullen. Parecia que toda a vez que eu entrava nela, eu estivesse correndo algum tipo de perigo. Eu sentia que, só quando eu chegasse a clareira é que minha "missão" estaria cumprida. Me sentia segura lá.
Segui pelas trilhas, achando que talvez, por elas, eu estaria mais segura e não me perderia. Andei por quilômetros. Percebi que já estava quase na hora do crepúsculo. Era hora de voltar. Mas de repente, eu escuto um barulho de folhas se mexendo. Assustei-me, não era o vento. Pensei em ir embora o mais rápido que minhas pernas pudessem, só que eu não o fiz. Pelo contrario. Resolvi seguir onde estava o barulho.
Vi um vulto. Sobressaltei-me e vi que o vulto se escondeu nas arvores novamente. Andei mais um pouco e percebi que aquelas flores eram familiares. Olhei mais a frente e suspirei.
Eu estava na clareira! Apesar de entrar pelo o outro lado da floresta, eu cheguei até ela. Parecia meio insano, já que dessa vez em não sabia o caminho. Sorri. mais percebi que não estava sozinha. Havia alguém de costas ao longe.
Aproximei-me para ver quem era, parei cerca de 10 metros de onde a pessoa estava. Aqueles cabelos..
NÃO! NÃO PODERIA SER!
– Oi! — Ele virou e sorriu para mim. O sorriso mais lindo que já tinha visto na vida.
– Oi!- respondi meio sem ar
Por um longo tempo meus olhos ficaram preços naquela imensidão verde-esmeralda que eram os olhos do príncipe Edward. Ele estava trajando uma roupa de soldado e sua espada estava junto a ele.
Eu não sabia o que falar. Eu só queria... Queria olha-lo. Admirar sua beleza, seu sorriso torto, seu rosto. Ambos ficamos por minutos só nos olhando. Percebi que Edward andou alguns passos mais para perto de mim e eu arfei. Ele estava agora a menos de três metros.
– Você sumiu... — ele quebrou o silencio porem nossos olhos ainda estavam conectados.
– Desculpe. — falei e abaixei a cabeça, quebrando o contato.
– Por que está me pedindo desculpas?
– Eu... Eu...
– Tudo bem. — ele sorriu torto de novo. — Com certeza você deve ter seus motivos para ter saído do baile daquele jeito. Estou certo? — Ele sorriu compreensível, como se soubesse algo sobre mim e entendesse tudo o que eu passei.
– Sim, eu tenho.
– Acho que não nos falamos direito aquele dia. Tampouco nos apresentamos. — e seu sorriso torto ainda estava lá- Sou Edward Cullen. — ele se aproximou mais de mim e pegou minha mão. Suavemente ele colou seus lábios nela, deixando um beijo ali.
A pele de minha mão formigou com o contato. Como se tivesse uma energia passando por todo meu corpo. A sensação era boa.
– Pra-prazer Majes-stade. — gaguejei ainda entorpecida pelos acontecimentos recentes. Fiz reverencia depois que ele soltou minha mão. — Sou Marie... — falei o nome pelo qual todos no palácio me conheciam. Afinal, foi com aquele nome que eu me apresentei ao restante da família Cullen.
– É um nome bonito... — ele fez cara de quem estava refletindo ou pensando em algo- Mas, não combina tanto com você...
– Como?- perguntei estranhando aquilo.
– Não sei... Você é tão doce, tão meiga, tão... — ele fez uma pausa e me olhou profundamente- Tão BELLA- Ele frisou bem a ultima palavra e meu corpo paralisou. ÓH DROGA, ELE SABIA!
– Eu... Eu... Eu... — eu tentava em vão buscar palavras. Nada saia.
– Tudo bem... — ele se aproximou mais de mim e tocou o meu rosto com as pontas de seus dedos. Ele me tocava com veneração. E seus dedos por onde passavam deixavam um rastro de fogo. Percebi que aquilo estava ficando muito, mais muito tenso.
– Tenho que ir. — disse apenas e me virei em direção à saída da clareira, querendo de alguma forma sair daquela bolha em que eu e Edward estávamos.
– Espere!!- ele disse e segurou meu braço com força, me puxando de volta. O que aconteceu a seguir não foi muito esperado. Meu corpo bateu de frente com seu tórax forte, fazendo com que eu sentisse todo seu corpo perto do meu.
Olhei para cima e ele me encarava com os lábios entre abertos. Senti-me enfeitiçada ao olhar seus lábios entreabertos. O cheiro de menta e Hortelã que vinham de seus lábios bateram em meu rosto e eu me senti meio tonta, embriagada. Ele me encarava como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo pra ele. Seus olhos se fixaram na minha boca e eu umedeci os lábios com a língua. ACHO QUE NÃO FOI UMA BOA IDEIA.
Ele pareceu enfeitiçado ao ver meu ato e mais rápido do que eu imaginei, ele colou seus lábios nos meus. A principio, eu fiquei estática, mais depois... ERA A MELHOR SENSAÇÃO QUE JÁ TINHA PROVADO NA VIDA.
Seus lábios eram macios contra os meus. Parecia o paraíso. Minhas mãos que até então estavam uma de cada lado do meu corpo subiram automaticamente para a nuca e o cabelo dele. Ah, como aqueles cabelos eram sedosos!! Só de toca-los eu me sentia mais sedenta por contado. Eu puxava com as mãos seu rosto pra mim e com ele não foi diferente: seus braços fortes fizeram uma prisão em volta da minha cintura, me puxando para mais perto de seu corpo.
Nossos lábios se mexiam. Éramos encaixes perfeitos.
De repente, Edward separou nossos lábios e umedeceu meus lábios com sua língua, imitando o que eu tinha feito antes de nos beijamos. E antes que eu esboçasse alguma reação, ele juntou nossos lábios de volta.
Mais algo começou a me apavorar: Sua língua. Quer dizer, eu não sabia beijar, oras! ERA MEU PRIMEIRO BEIJO.
Edward percebeu meu súbito espanto e abriu os olhos. Assim que ele o fez ele sorriu torto pra mim. Seu olhar era um misto de alegria e satisfação.
– Eu te...- Edward interrompeu sua frase quando ouvimos algo se mexendo nas arvores. Olhamo-nos assustados- Fique atrás de mim. — ele ordenou e eu obedeci ainda com medo.
Andamos em direção ao que estava se mexendo e então vimos que era...
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