A Princesa Fugitiva
1 O Encontro
Dia 09 de Setembro do ano Hanyon (1573)
Era o dia do meu casamento com o nobre Gregory Lawford, todo o reino estava ansioso porque desde a morte de meu pai, o rei Charles Boorman, todos estavam esperando um novo rei, mas eu nunca concordei em ficar o resto da minha vida presa em um castelo e ainda mais com um homem que nem amo, que eu sei que terá várias mulheres... Eu estava tentando achar uma saída do castelo sem ser percebida pelos guardas, vesti um manto preto para esconder minha veste e coloquei o capuz para ninguém reconhecer meu rosto, eu estava parecendo as bruxas que queimam na fogueira. Rasguei um pouco aquele vestido de casamento, pois estavam atrapalhando meus pés.
"Ufa! Não aguentava mais aquele vestido longo, assim ficou bem melhor, ser filha única de um rei que desejava ter um filho homem, não é fácil. Mamãe sempre fala que eu não deveria me importar com isso, mas nem me importo, não desejo ser a rainha de um reino eu quero explorar e ser livre"- Estava pensando enquanto passava pela multidão percebi a alegria das pessoas comemorando o meu noivado. Como nunca havia saído do castelo antes fiquei admirada com a iluminação, as barraquinhas, as pessoas fantasiadas e acabei me distraindo da minha missão, experimentei quase todas as comidas e ainda assisti a três teatros de rua. Quando ia comer mais um doce de palito ouvi um choro de um menino, decidi seguir o som até encontrar um menino de 5 anos sentado no chão chorando muito, antes de lhe perguntar algo resolvi dar o doce que estava na minha mão para animá-lo, depois de hesitar um pouco o menino pegou o doce e comeu com a maior satisfação, estava até a lamber os dedos, não aguentei e soltei uma pequena risada, sentei ao lado dele e perguntei o que havia acontecido:
— E...Eu estou a procurar a minha mama...
— A sua mãe?
— S...Sim, a mama disse para e...eu esperar mas acabei me distraindo e desobedeci ela. V...Você vai contar para ela?
— Primeiro iremos encontrar a sua mãe, depois você pode pedir desculpas para ela, garanto que ela vai te perdoar.
— Tá...
— Você pode me dizer qual o nome da sua mãe?
— Bean
— Que nome bonito, como ela é?
— Ela é uma fada! mama disse que eu vim para alegrar o mundo dela
— Está bem mas que tipo de fada ela é?
— Ela é uma fada da terra, o cabelo dela é marrom igual a terra!
— Ela deve ser bonita.
— Ela é!!
— Então vamos procurar a sua mãe!
Enquanto procurávamos a mãe do menino, comemos bastante e nos divertimos um pouco, contando piadas e histórias inventadas, finalmente achamos a mãe do menino em uma ponte gritando seu nome e só nessa hora que percebi que não havia perguntado o nome dele, bom mas agora já sei, Nicky. Mas como havia me esquecido o que estava fazendo antes, me debati com os guardas que me reconheceram, havia me esquecido que eu estava fugindo do castelo, ou melhor fugido do meu casamento deixando o nobre Gregory Lawford no altar. Comecei a correr, mas parei quando trombei com um homem alto, ruivo, com um corpo musculoso, estava distraída com sua beleza até que percebi que era um dos soldados de minha mãe. Nunca havia visto aquele soldado antes, deveria ser novo, mesmo assim não é hora de se distrair, comecei a correr mas ele conseguiu me alcançar.
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