A Primeira Vítima do Rei

22 Vai ficar tudo bem


Notas iniciais
Bom cap meio triste, mas enfim ta aqui! Boa leitura

Cap anterior

–Eles quem? – Eu fiquei com medo de ter que consolar ela, e depois Simon acabar interrompendo de novo

–Sua irmã, seu irmão, sua mãe... Seu pai? – Ela disse mais sem jeito ainda

***

– Bem... – Eu não queria contar, mas ela estava agindo de um jeito estranho então fiquei sem jeito de recusar- Meu irmão... –Eu arrumei a touca, pensando em como explicar do jeito certo- Ele era igual ao finn, idêntico, na personalidade, na aparência, até no jeito de falar... Minha irmã era um menino no corpo de uma garota, igualzinho ao henry... minha mãe era um doce de pessoa, ela fazia doces e nos levava pra passear todo sábado, os dias que ela tinha de folga... Ela era uma advogada muito importante, mal tinha tempo pra nós... Mas mesmo assim... Mesmo assim eu nunca senti raiva dela, nem coisa parecida... –Eu fui parando de falar lentamente, minha vista escureceu de novo

FLASHBACK ON

–MÃE CUIDADO!-O grito veio de henry. Só ouvi sua voz, a imagem foi clareando aos poucos

Então eu vi o carro capotando, rodando até o meio fio, passando pela grade e caindo na grama, de cabeça pra baixo

–Henry? Annie?-Eu os vi tentando soltar o cinto, tinha tinha sangue e óleo nos nossos corpos

–Me ajuda Pen!-Annie gritou , não conseguia mexer um dos braços, que estava preso entre os bancos. Eu arranquei o cinto dela com um canivete que vivia no meu bolso (Presente de Gunter), e o meu em seguida, henry já tinha tirado o dele, estava saindo de dentro do carro

–HENRY! VAI BUSCAR AJUDA!-Gritei na esperança dele me obedecer, já que ele não costumava fazer isso

–P-pen...-Ouvi uma voz sussurrante. Era a minha mãe. Ela estava no banco da frente.

Olhei pra Annie, que fazia caretas de dor, e se contorcia tentando tirar o braço. Olhei pro banco da frente, o volante estava sujo de sangue.

Olhei ora pra Annie, ora pra minha mãe, tentando decidir qual das duas ajudar.

–P-pen vai salvar a mamãe, eu vou ficar bem-Annie disse tentando tirar o braço de lá, ela incrivelmente não derramou lágrimas, por que aquilo deveria estar doendo muito.

Eu sai de dentro do carro me arrastando pela grama. Tinha sangue nas minhas roupas e em meu nariz, mas eu não me importava, eu sabia que tinha que salvar minha mãe.

Rastejei até o lado da janela do motorista. Escorria muito sangue da testa e da boca dela. Ela estava presa e não respirava direito.

–M-mamãe? – Eu me aproximei, eu achei que ela estivesse bem

–Pen... filho... va-vai ficar tudo bem... –Ela sorriu, com a boca escorrendo sangue. Nessa hora eu percebi que nada iria ficar bem

–M-mãe, eu, eu te amo! –Eu falei, sem um segundo a perder

–Por favor... cuide, cuide de seus irmãos –Ela estendeu a mão pra mim

–Mãe, não vai, por favor – Eu segurei sua mão, apertando um pouco. As lágrimas desciam descontroladamente

–Me prometa Pen, me prometa... –A voz dela falhava, ela apertava minha mão de volta

–P-prometer o que? –Eu falei entre soluços

–Pen, pen, s-simon vai cuidar de vocês – Ela falou com um tom de voz calma, tentando me acalmar. – Prometa... prometa que vai cuidar dos seus irmão, ok?

–Não vai embora mãe-Eu disse tentando acalmar os soluços, eu só tinha 15 anos... não estava pronto para isso.

–Calma filho... não não chore, vai ficar tudo bem...-E ela fechou os olhos e soltou minha mão.

A imagem se escureceu.

FLASHBACK OFF

–Pen? Pen? Você ta bem? – Abri os olhos. Marcy estava rindo da minha cara

–D-desculpa marcy, eu só estava tendo um... Eu estava lembrando de algumas coisas –Eu sorri meio sem jeito

–Lembrando? Pen você ta chorando! – Ela falou ainda rindo

–Estou?-Eu passei a mão nos olhos, estavam molhados-Ah, sim, eu estou.

–Você ta bem? –Ela se aproximou e foi pra trás de mim, me abraçando pelo pescoço

–Sim, eu vou tomar um banho... – Me afastei dela, pegando minhas roupas e entrando no banheiro.

Durante o banho fiquei pensando em toda a minha vida, desde quando minha mãe morreu até o rei gelado me congelar. Da morte de meus irmãos até eu comprar um apartamento e morar sozinho, desde que Gunter se foi... Ele era meu melhor amigo, além de irmão de consideração e primo. As vezes eu tinha ciumes dele com Simon, ele era filho de verdade (de acordo com a lei. Ele era adotado), eu chegava a pensar que desde que o Gunter se foi, Simon queria que eu ocupasse o lugar dele, por isso eu e Simon começamos a brigar tanto. Gunter era muito mais apegado com ele... Eu tinha muitos sentimentos por ele, além de amizade. O que eu mais sentia dele era inveja. A mais pura inveja. Nós brigávamos muito frequentemente, por que depois que eu via ele com o Simon, aquilo me deixava com um péssimo humor, me levando a estapea-lo na primeira palavra que ele dissesse para mim.

Eu tinha muita inveja, por que a mãe dele sempre estava em casa, e por que ele tinha um pai.

Eu nunca soube quem era meu pai. Nunca tive coragem de perguntar pra minha mãe, achava que ela iria começar a chorar e não querer tocar no assunto. Já havia perguntado diversas vezes ao meu tio, porém ele sempre mudava de assunto, me mandava ir fazer alguma coisa ou me ignorava.

Eu não gostava de brigar com o Gunter, aquilo me fazia muito mal. Nós sempre demorávamos pra fazer as pazes, já que Gunter não falava muito e eu era um pouquinho orgulhoso.

Meus olhos embaçaram ao lembrar de como minha vida foi boa antes de Gunter morrer... Foi a primeira tragédia. E depois disso, minha vida perdeu o rumo. Minha esperança pra continuar eram meus irmãos... Henry e Annie, que, ainda tão novos, não entendiam nada. Eles ficavam perguntando aonde Gunter estava, e se ia demorar pra voltar. Nessa época Annie tinha 3 anos e Henry 2.

–Por que será que o finn se pareçe tanto com o henry?-Pensei alto

–Pen, você ta mesmo bem?-Marcy perguntou invadindo o banheiro e olhando em meus olhos

–Não, tudo bem, eu já to melhor –Eu sorri

–Seus olhos estão inchados... – Ela falou em um tom desconfiado

–E-eu sei, droga, eu não queria que você me visse assim... –Eu tentei fazer o homem. Afinal “Homens não choram”, como Gunter costumava me dizer quando eu bancava o chorão

–Tudo bem...-Ela saiu do banheiro, ainda com a mesma expressão desconfiada

Notas finais
Bom, sobre os irmãos do pen, eles são equivalentes ao finn e a fionna, só que eu mudei de nome porque neh? Comentem e favoritem! Beijeike de cupcake (afs mano ¬¬) e até o próximo cap