Notas iniciais
FinaImente A primavera dos Iobos, chegou no Nyah Fanfiction! Estavam ansiosos? Pois Princesa Winchester e eu, estávamos em coIicas para iniciar as postagens! Sem deIongas, este é o proIogo da nossa historia,Ieiam com a atenção, principaImente para aqueIes que não estão familiarizados com o universo de GOT! Ieiam as considerações finais e deixem seus comentários.

Prólogo

Há milhares de anos, caiu um inverno que era mais frio, duro e infinito que qualquer outro na memória do homem. Chegou uma noite que durou uma geração, e tanto tremeram e morreram os reis em seus castelos como os criadores de porcos em suas cabanas. As mulheres preferiram asfixiar os filhos a vê-los passar fome, e choraram, e sentiram as lágrimas congelarem em seu rosto (…) Nessa escuridão, os Outros vieram pela primeira vez (…) Eram coisas frias, mortas, que odiavam o ferro, o fogo, o toque do sol e todas as criaturas com sangue quente nas veias. Arrasaram fortificações, cidades e reinos, derrubaram heróis e exércitos às centenas, montando seus pálidos cavalos mortos e liderando hostes de assassinados. Nem todas as espadas dos homens juntas logravam deter seu avanço, e até donzelas e bebês de peito neles não encontravam piedade. Perseguiam as donzelas através de florestas congeladas e alimentavam seus servos mortos com a carne de crianças. (…) E assim, enquanto o frio e a morte enchiam a terra, o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…”
(Bran IV – A Guerra dos Tronos)

A temperatura estava caindo a cada dia, não havia mais nada que não houvesse congelado, e mesmo vestida de grossas peles e lã, sentia que seu corpo estava a congelar. A menina de não mais que dez anos, cabelos ruivos, olhos verdes como duas pequenas esmeraldas, tinha uma aparência frágil, porém já era exímia guerreira e uma sobrevivente nata, dito que essas qualidades eram imprescindíveis aos povos além da muralha.

A pequena selvagem, havia se desgarrado de seu grupo, ficando para trás durante a batalha contra o rei da noite. Meses já haviam passado e continuava perdida, sozinha, comendo o que encontrasse pelo caminho. Sendo que boa parte de sua alimentação vinha dos corpos congelados que encontrava, ou da pouca caça divida com o lobo branco, que a seguia desde a luta contra os mortos. Sozinha, Lyrin caminha, dessa vez com a certeza de estar indo em direção a sua última esperança, a muralha. Há dias não se alimenta, nem consegue acender qualquer fogueira, as pontas dos dedos estão negras, mas naquela noite ela encontra uma caverna.

Um bom presságio”— Pensa a garotinha.

Afinal, teria um lugar para se abrigar durante a nevasca, que caía violentamente aquela noite. A ruivinha, adentra a caverna, era o lugar mais quente que havia estado há semanas. Ali, ela consegue fazer uma fogueira com alguns galhos secos, e tenta aquecer os pés. Por não sentir mais nada nos dedinhos necrosados, sabia que teria de amputá-los, mas primeiro, precisava alcançar a muralha e se distanciar ao máximo do exército de mortos.

O lobo se aconchega a criança, oferecendo o calor de seu corpo e a menina acaricia seus pelos.

— Vamos ficar bem, desta vez, tenho certeza que estamos no caminho certo, Nevasca. Eu só não sei, se nos deixarão entrar, mas se sobrevivemos ao rei da noite, não serão patrulheiros da muralha, que ceifaram nossas vidas, não é? — Diz ela ao lobo branco.

Durante toda a vida, Lyrin ouviu falar sobre os vagantes brancos, homens de gelo que preparavam um exército há milhares de anos, para que um dia, finalmente, derrubassem a muralha e destruíssem tudo o que era vivo pelo caminho.

O seu povo, nunca soube ao certo, como tais criaturas surgiram, mas a maioria dizia que foram criados pelos filhos da floresta, a fim de os ajudarem na luta contra os primeiros homens, que insistiam em cortar suas adoradas arvores coração. No entanto os pacíficos habitantes das florestas de Westeros, não tinham ideia de que a arma que criaram para expulsar os primeiros homens, carregassem consigo uma força e magia muito maior do que podiam controlar. Os vagantes se voltaram contra os filhos da floresta e passaram a destruir tudo que exalava calor. A situação tomou proporções tão assustadoras, que os primeiros homens e os filhos da floresta tiveram de se unir contra o inimigo em comum. E depois do maior inverno que existiu, eles venceram os mortos e construíram a grande muralha, para mantê — los longe.

Nessa divisão arbitrária, seu povo ficou fora da segurança de Westeros e a mercê do rei da noite. Centenas de anos se passaram e as histórias foram sendo esquecidas, quando todos já pensavam não passar de apenas um conto para assustar crianças, vilas e clãs começaram a ser dizimados. Aldeias inteiras foram sacrificadas e tinham seus corpos amontoados formando símbolos estranhos, ou apenas desapareciam sem deixar rastros. As pessoas voltaram a falar sobre os caminhantes, lendas voltaram a ser contadas e muitos diziam que outra vez, um herói renasceria para extirpar o rei da noite.

Lyrin adormeceu junto ao lobo, exausta e ainda sem conseguir retirar as criaturas de sua mente. Quando o dia raiou, a selvagem e o lobo se colocam mais uma vez a caminho de seu destino, e depois de mais um dia de caminhada, ela avista tochas ao longe. O lobo branco dispara em direção ao imenso paredão de gelo, numa alegria percebida, como se retornasse ao lar, ou para aqueles que amava.

Quase que no instante que os olhos de Lyrin se enchem de brilho, ao ver a muralha tão perto. A menina sente um toque frio em seu ombro esquerdo e ao virar — se, a pequena ruivinha contempla os olhos azuis, e o rosto congelado do rei da noite. Seu corpo estremece e as palavras dele ressoam em seus ouvidos.

— Você me pertence, criança — Ele fala quase como um sussurro, e imediatamente a menina, sente seu corpo ser invadido por uma onda gelada, seus olhos verdes, tornam — se lentamente azuis, a pele toma tons acinzentados, e o seu calor, deixa de existir. Não sentia nenhuma dor, mas era como se algo houvesse sido arrancado de dentro dela.

Em segundos, seus olhos, agora totalmente tomados pela cor azul, estão petrificados. Não havia sentimento dentro deIa, não havia frio ou fome, apenas força, uma força voraz e congelante que emanava de seu peito, e uma frase tomava seus pensamentos.

“ O inverno chegou, não deixe nada viver.”

Notas finais
Entao gente, o que acharam desse proIogo, curtinho e cheio de informaçoes? Essa fic vai apresentar uma Iinha do tempo, ou seja os caps aIternaram entre acontecimentos passados e presente. Não se preocupem que sera faciI se ambientar pois os caps estao super bem divididos! Deixem seus comentários e que sigam na Iuz dos novos e dos antigos deuses, pois para merecer a primavera, precisara sobreviver ao inverno. Ps: Preciso de sujestoes pra nome de um personagem, OC da casa mormont! Deixem suas sujestoes, nos comentarios! AqueIe que der a meIhor sujestao ganha mensao honrosa e biscoitos! haha