A Primavera dos Lobos

9 Negros ou Vermelhos, um dragão é um dragão


Notas iniciais
Oi pessoas! Aqui é a Iset trazendo um capítulo que vai dar o que falar! Bom este capítulo marca a união de um plot do livro que infelizmente não foi mostrado na série, com algumas adaptações e nossa visão e teorias sobre os fatos. Espero que curtam a leitura...

Negros e Vermelhos, um dragão é um dragão


Lídia gemeu alto ao sentir o membro enriquecido do loiro a penetrar. O tom cobre de sua pele, castigada pelo calor de Essos, contrastava com os olhos e cabelos claros e longos, o tornando totalmente diferente dos homens que conheceu.

As unhas da morena enterraram em suas costas enquanto ele estocava com voracidade dentro dela.

— Você fode como um dothraki. —Fala a mulher sentindo a barba rala e dentes do amante, fundirem com a carne de seu pescoço.

O loiro parou por uns instantes e desenhou o contorno dos lábios dela com a ponta do dedo. Agarrou — a pelos cabelos e segurou com firmeza os seus quadris, enterrando se fundo dentro dela enquanto a puxava para si a colocando sobre seu colo. Lídia gemeu mais uma vez e avançou sobre ele, enredando os braços finos em seus ombros musculosos movendo seus quadris com movimentos circulares e ele aproveitou para abocanhor uma de suas tetas fartas, deixando que o calor da sua língua, arrancasse um daqueles gemidos dengosos da morena que o levavam ao delírio.

O sangue parecia correr mais rápido em suas veias, em Meereen ouviu Naharis dizer que não havia nada melhor do que matar um homem que queria sua morte e foder com uma mulher que queria ser fodida, e embora o encontro não tenha terminado muito bem, as palavras do comandante foram as mais verdadeiras que já tinha ouvido e Lídia o queria como nenhuma outra.

Brincou com os mamilos dourados com a ponta de sua língua, depois chupou-os de forma faminta, o que a fez jogar o corpo para trás, intensificando ainda mais os movimentos que fazia sobre ele.

— Meu príncipe — gemeu a morena, oferecendo seu corpo suado ainda mais a ele, o que o levou a um estado sublime de excitação.

O loiro, empurrou novamente a mulher contra a cama a colocando de costas e depois puxando os quadris dela contra os seus. Curvou- se sobre suas costas e beijou a longitude de suas costas esguias. Levou a mão aos seus cabelos, apertando sua nuca e gemendo com ela ao sentir — se adentrando a umidade quente do meio de suas pernas.

Deslisou por ela, primeiro lenta e depois freneticamente se ensandecendo de prazer e também a ela. Não demorou para senti — lá se esvaindo sobre seu membro, o que aumentou ainda mais o ímpeto de estocá — la com força. Agarrou- se a curva perfeita de suas ancas e a observou acompanhar seus movimentos, gemendo e depois gritando o nome que era seu, mas o qual ainda poucos reconheciam. Dalí os dois foram para uma coluna, e o loiro a faz sua recostada a ela. Nem o balanço do navio foi capaz de anular a impetuosidade dos amantes. Após possuí — lá por longos minutos, levou — a ao céu com sua boca carnuda, beijando e sugando a umidade salgada de sua boceta ao chupá — la com as duas pernas em seus ombros.

Tão delicioso e humano, mas Lídia agradeceu por não ser humana o que lhe permitiu atravessar o tempo e estar naquele momento, quando gozou novamente agora sobre os lábios daquele jovem homem.

Quando se deram por conta estavam no chão, fundindo — se em um só, ela subia e descia de forma voraz sobre o membro que parecia cada vez mais rígido e faminto até que ele a preenchesse com seu êxtase a fazendo desabar sobre seu corpo exausta e satisfeita como nenhuma outra sacerdotisa vermelha se sentiu.

A morena deitou-se ao lado dele tentando recuperar o fôlego. Ela fora escolhida pelo Deus do fogo para guiar aquele que empunharia a espada luminífera contra a grande noite.

O loiro, esperou ela adormecer, vestiu — se com calças de montaria, camisa, colete de couro ornamentado com fios de ouro e tomou a bela espada de aço valiriano, recebida como presente da compahia dourada, e encarou-a por alguns instantes.

Há alguns anos sabia o porquê de tantos estudos e treinamentos serem dados a um pobre menino de uma companhia teatral, mas mesmo assim nunca imaginou que aquele dia chegaria. Depois de tantas frustrações, finalmente ele rumava a Westeros. Ao lado da companhia dourada, munido de navios, mercenários, ouro, Lídia e é claro Senhor da Luz, que vinham clareando seus pensamentos, guiando-lhe os passos e tirando de seu caminho aqueles que tentavam diminuir a grandeza a qual ele foi destinado ainda no ventre de sua mãe.

Deixou a espada sobre a mesinha de madeira rústica e subiu as escadas até a proa onde ficou ficou por um longo tempo a admirar as estrelas no céu.

— Incomodo?— Fala o Illyrio tomando lugar ao lado dele.

— Não, estava apenas pensando em tudo que irá acontecer quando chegarmos em Westeros.

— Você será rei, o melhor que os sete reinos já tiveram. Cersei e Daenerys, acham que tem o direito de reinar, mas você meu caro, tem o dever. Um dever para com o seu povo…

— Eu sei disso, mas Cersei acha que estamos indo para ajudá — la a vencer a mãe dos dragões, ela não vai abdicar do trono tão facilmente e Daenerys, bom ela tem três dragões, um exército Dothraki e o outro de Imaculados, não quis ir ao meu encontro em Volantis, acha que estou abaixo dela.

— Daeneys teve a chance de o ter ao seu lado, no entanto o ignorou. Ela pode ter chocado aqueles ovos, mas negro ou vermelho um dragão é sempre um dragão. Quando tomarmos Porto Real, seja por bem ou pela força ela terá de reconhecer o seu poder, assim como todos que conheceram o poder de Aegon I, durante a conquista dos sete reinos.

— Bom, AegonI tinha um dragão… E segundo a sacerdotisa, quem sentará no trono de ferro é a menor preocupação de Westeros nesse momento. Mas o que quer dizer com dragões negros ou vermelhos?

— Ora, nisso eu devo concordar com Connington, não deve confiar tanto naquela mulher. E o quero dizer é que não importa se foi ela a chocar aqueles ovos, o sangue Targaryen corre em suas veias.

— Jon nos deixou. Ele foi embora, e você só diz isso porque não conhece o poder dela.

— E como conhecer se é você que está sempre ocupando o meio das pernas dela. — fala em tom de riso.

— Não é deste poder que estou falando — retruca o loiro tomando um leve rubor.

— Acredite meu amigo, não há nada mais poderoso que a boceta de uma mulher que sabe como usá-la. — Fala Illyrio coçando a barba e o leitor volta o olhar para o oceano com um sorriso nos lábios — Agora, tente descansar. Pois quando chegarmos a Westeros, todos terão de saber que Aegon, neto de Aerys Targaryen e herdeiro legítimo ao trono regressou para reclamar seu direito e cumprir seu dever.

(...)

Jon Connington desembarcava no porto pesqueiro de Porto Real. A cidade ainda tinha o mesmo cheiro fétido de urina e merda a qual foi obrigado a abandonar há mais de vinte anos, não era algo que ele sentiu falta, mas também não poderia dizer que o odor não lhe trouxe aquela sensação calorosa de estar em casa. Caminhou por entre as ruelas, e a pobreza parecia ainda ser maior do que nos tempos de Aerys. Haviam uma quantidade exorbitante de mendigos e órfãos, artistas de ruas maltrapilhos disputavam espaço com comerciantes e putas. Estas, atendiam seus clientes em qualquer canto, sem se preocupar se estavam a vista de todos.

Balançou a cabeça em negação, o que os Baratheon e Lannisters fizeram com sua cidade? Caminhou durante toda a tarde, quando de longe avistou imensas ruínas, do que um dia foi o Septo de Baelor, o abençoado. Os rumores sobre a destruição do belo templo construído pelo antigo rei Targaryen correram o mundo, porém ver a construção que resistiu centenas de anos transformada em um amontoado de pedras, era algo demasiadamente impactante a qualquer um.

Passou a noite em uma pousada, e pela manhã viu os mantos dourados passarem apressados pela ruela. Embora tivesse certeza que ninguém o reconheceria, instintivamente se escondeu até a passagem deles ser completamente. Andou pela cidade angariando informações sobre os últimos acontecimentos. Desde que perdeu o contato com Varys, não tinha notícias do que vinha acontecendo e também não imaginava o que se passava pela mente dele.

Quando esteve em Volantes, falou sobre unir — se a Daenerys, no entanto parece que a jovem mulher já tinha feito os próprios planos e deixou Essos, antes mesmo de um primeiro encontro.

Desde então, Varys parecia tê-los abandonado a própria sorte, o que os levou de volta a Illyrio em Pentos e este por sua vez os enviou a Companhia Dourada para que regressarem a Westeros para devolver o trono de ferro ao herdeiro de seu amado príncipe Rhaegar. No entanto, Jon sempre nutriu uma antipatia voraz pela companhia de mercenários e passou meses a tentar dissuadir seu filho adotivo de se unir a eles. Porém, o garoto não era mais o Jovem Girff e sim Aegon Targaryen e ele queria o que era seu por direito o mais rápido possível, mas Jon temia que isto o levasse de encontro com a morte.

Enfiou a mão no bolso e retirou um broche com a cabeça de um dragão prateado, por instantes viu Rhaegar retirando — o do próprio colete e o prendendo ao seu, como um gesto de amizade na última vez que se viram.

Seu príncipe prateado, jamais voltou daquela batalha e Jon o odiou por isso. Ele era o único que sempre soube como a batalha terminaria mesmo antes de começar. O amor por aquela “coisinha gelada”, o transformou num homem egoísta e obcecado. Rhaegar sabia que havia condenado Lyanna a morte quando colocou um filho dentro dela e ele queria morrer com ela. O suicídio de seu príncipe, entregou os rebeldes Westeros, pois mesmo que o rei não tivesse aberto os portões para Tywin Lannister, a guerra já havia sido perdida quando o martelo de Robert dilacerou o peito do príncipe dragão, pois o Rei Louco não poderia manter o poder por muito tempo. Ele mesmo foi exilado pelo rei e passou anos a viver no estrangeiro entregue a bebida e a melancolia até Varys vir ao seu encontro e lhe entregar um menino, um garotinho loirinho de lindos olhos violeta como os de Rhaegar dizendo ser o príncipe Aegon. Varys contou que quando soube da ordem de Tywin para matar os herdeiros Targaryen, tratou de junto a Elia trocar o menino por uma criança qualquer. Jon nunca entendeu como Elia não tentou salvar sua outra criança, mas se comprometeu a criar o filho de Rhaegar como se fosse seu, e quando o menino teve idade suficiente contou a ele sobre sua triste origem.

E tudo para que? O amor de Rhaegar e Lyanna só trouxe dor e sofrimento. A noiva do fogo pereceu a guerra, como na profecia do fantasma do Alto coração, porém levou com ela a criança por qual Rhaegar arriscou a vida de tantos. O filho com fogo e gelo no sangue que nos delírios de seu príncipe prateado traria a luz no meio da escuridão. Aquele pelo qual ele entregou o amor de sua vida, sua família e a ele próprio as garras da morte.

De fato, Connington se sentia culpado por tudo que aconteceu, seu ciúme e despeito pela Martel fez o incentivar o amigo a se deixar levar pelos sentimentos que afloraram durante a falsa primavera. Mas jamais imaginou que Rhaegar chegaria tão longe, o que era para ser uma boa lembrança de uma aventura em um torneio tornou — se uma obsessão. Por mais que tentasse resistir, Rhaegar passou um ano tentando tirar ano loba de seus pensamentos e sonhos, e quando não suportou mais a distância se encontrou com ela e fugiram juntos. Poucos meses depois a semente dele crescia dentro dela e o príncipe vivia preso na amargura constante de saber que a perderia.

Fechou os olhos por um instante, beijou o dragão de prata e tornou a guardá — lo no bolso. Tomou uma barca horas mais tarde, rumando a Pedra do Dragão a nova estadia de Varys. Precisava encontrar uma forma de proteger seu filho de criação, mesmo contra a própria vontade.

Foram dias balançando na pequena barca quando desembarcou na praia de Pedra do Dragão. No passado aquele locar era movimentado, sempre cheio de servos, mercadores e populares no entanto agora parecia um deserto. Andou até as cavernas onde Rhaegar ainda adolescente lhe mostrou antigos desenhos com tanta ansiedade ao provar a ele que todos os seus sonhos eram mais que apenas delírios e sorriu ao lembrar de como os olhos do príncipe brilhavam ao iluminar todo aquele vidro de dragão.

Voltou a a andar e parou ao ver uma intensa movimentação em frente a caverna. Homens entravam e saiam carregando sacos e mais sacos do vidro. Sentiu seu peito arder de raiva ao ver aqueles estranhos destruindo o lugar adorado de seu príncipe. Largou suas sacolas e correu na direção deles jogando o primeiro ao chão e acertando o segundo com um soco, quando foi contido por outros que lhe jogaram ao chão acertando-lhe chutes e soco.

— Parem! — Ouviu uma voz altiva e depois um homem de cabelos negros e encaracolados dono de olhos entristecidos que ele não via há muitos anos. — Quem é você? Está perturbando a extração do vidro, é algum louco ou está bêbado? — Questiona Jon Snow encarando o homem magro de vestes simples e barba comprida, quando Rhaegal, um dos dragões de Daenerys, pousa atrás dele. Fazendo uma lufada de vento soprar seus cabelos e o homem a sua frente rastejar assustado.

Jon olha pro dragão às suas costas e este abaixa a enorme cabeça aos seu lado. Por mais que parecessem “dóceis” só o fato deles respirarem ao seu lado causava — lhe um frio na espinha. O moreno ousa tocar a narina quente do dragão, que se afasta bruscamente e volta a bater asas em direção ao oceano. O Snow estende sua mão ao homem que parecia ter urinado nas calças.

— Eles são assustadores, não é? — Diz Jon com a mão estendida. — Sou Jon Snow, protetor do Norte e você?

— Um bastardo do Norte, com os olhos dela… É um Stark, não é?

— Como sabe?— Questiona Jon sem entender.

— O lobo em sua armadura — fala o homem apontando para o brasão encriptado no peito de Jon.

— Sou um bastardo de Ned Stark.

— Eddard, eu o conheci. Mas foi há muito tempo. A última vez que nos vimos estávamos em exércitos inimigos.

— O que? Quem é você?

— Este homem deve estar bêbado meu senhor, não lhe dê ouvidos — fala um nortenho a Jon Snow.

— Levante-se homem. E explique o que estava tentando fazer. — Fala o rei do norte.

— Porque estão destruindo estas cavernas? — fala Connington se levantando e batendo a areia da roupa.

— Estamos extraindo o vidro de dragão, se precisa de trabalho toda ajuda é bem vinda, mas se veio causar tumulto sugiro que pegue suas coisas e saia logo daqui — fala o Snow.

— Na verdade, venho em busca de um homem, Lorde Varys.

— Ele está no castelo, mas receio não ser boa hora para uma visita. Quem é você?

— Também me chamo Jon… Sou um amigo de longa data de Lorde Varys. O assunto que quero tratar é muito importante, então se me permite devo ir. Mas antes me diga, porque extrair esse vidro sem valor algum?

— Vai rir, mas será usado para construir armas.

— Armas de vidro? Não me parece uma boa idéia meu jovem.

— Sei que não, vou pedir a um de meus homens que o escolhe até o palácio.



Notas finais
Não, como perceberam Jon Snow não vai ser Aegon aqui não. .. Deixem suas opiniões!!!