A Preferida Do Duque.
3 Capítulo 3 - Segredos e Intrigas.
Notas iniciais
Estou trabalhando nos capítulos das outras fics, amanhã provavelmente sairá mais dois capítulos de duas das minhas fics ><
Espero que gostem deste capítulo.
Perdoem-me pela demora de responder os reviews, é que bem, to apenas com tempo para poder postar para não decepcionar vocês, irei responder alguns hoje, pois ainda tenho que dormir, obrigada por todos os comentários, eu os leio com muito carinho, principalmente quando tenho tempo ♥
Como eu sempre digo essa fic é dedicada para as minhas duas amigas aqui do A.S @Suupy e @Naome *u* E para uma daqui do Nyah! Que é a Netuno que ama o casal Miraxus , aquela diva, linda e maravilhosa *u*. E para vocês leitores também! Pelo tamanho perceberam que fiz com muito amor né?
Sem mais delongas...
Aproveitem a leitura minna! ♥
–Mirajane, você viverá com o Laxus a partir de hoje. – Meu pai falava com um sorriso enorme.
–O quê?! – Gritei, e o Laxus também.
–Isso é impossível! – Falei pro meu pai com um olhar irritado.
– Claro que é possível, antes de tomar essa decisão eu estava conversando com Ivan e tivemos essa ideia junto com outras pessoas, achamos que vocês deviam se conhecer mais. – Meu pai falava com um sorriso enorme no rosto.
–Quem ajudou vocês a ter essa ideia extremamente idiota? – Disse encarando meu pai e o Ivan.
–Bom, não podemos dizer quem foi, porém temos que agradece-los pois realmente pode ser bem útil.
–Útil?! Útil como?! Você quer que sua filha esteja na mesma casa que um homem que não ama? E vice e versa? Não posso aceitar sua decisão pai! Não vê que isso é algo ridículo? –Falei quase gritando com ele tentando parecer mais educada possível, afinal eram visitas.
– Quem disse que não? Bom esqueça isso, e claro que pode ser útil, você irá conhecer melhor o Laxus e quem sabe criar sentimentos? – Meu pai ainda sorria. -Mesmo eu sabendo que se depender de você será impossível. – Meu pai murmurou e eu quase não entendi.
Olhei para o Laxus que se mantinha em silêncio, uma quietude que me irritava...
– Pai... Por favor, não me force a fazer algo que não quero, ou melhor que não queremos, pois tenho a certeza que o Laxus também está odiando certo? – Olhei para o Laxus que estava sentado relaxado na poltrona.
Ele levantou e veio até mim, me puxou para ele segurando minha cintura, o olhei espantada e ele sorria, porém não um sorriso verdadeiro e sim falso...
–Majestade, eu adoraria que a Princesa Mirajane viesse morar comigo, eu sei que nos daríamos... muito bem. –O Duque Dreyar agora estava me encarando com um sorriso sarcástico que na minha opinião era de dar medo em qualquer um, ele se aproximou da minha orelha. – É melhor você concordar princesa Mirajane... Se não quiser sofrer consequências. – Laxus sussurrou para mim e logo voltou a sorrir para meu pai.
– Olha, você e o Laxus se dão bem né? Apesar de só se verem hoje... Que estranho. – Meu pai começou a rir. – Mas que bom que você aceitou meu querido jovem Laxus, fico feliz em poder entregar a minha filha a um homem de confiança como você. – Meu pai abriu um sorriso enorme.
– Ora vossa Majestade, eu é que fico honrado em ter a princesa na minha humilde casa e como minha noiva, fico feliz pelo seu comentário, definitivamente cuidarei bem dela... –Laxus apertava minha cintura com mais força. – Sorria. – Ele sussurrou em meu ouvido.
Eu sorri forçadamente para meu pai, cuidar de mim? Claro, ele vai tentar é me matar de novo... Não consigo definitivamente acreditar que ele é meu doce assassino, não dá! Eu não consigo engolir isso, como é possível? E que história é essa de se sentir honrado? Ele é um falso! Isso sim que ele é...
–Oh, vejo que está começando a gostar da nossa querida princesa! Isso é realmente bom! – Meu pai ria. – Deixe de ser bobo, eu que fico honrado em entregar minha filha a um cavalheiro como você, que logo irá suceder seu pai, um dos homens mais ricos de Magnólia! Vejo que a Mirajane também gostou da ideia. – Meu pai agora estava sorrindo novamente, ele estava me dando raiva, por quê não desfaz esse sorriso? Argh!
– Sim, eu fico totalmente lisonjeado com seu elogio vossa Majestade, porém demorará um pouco para eu suceder meu pai, já que ele é um grande homem, mas claro que um dia irei supera-lo! – Laxus sorria falsamente o que me deixava com raiva, e ele não me largava, o que era pior, não que eu odiasse que sua mão estivesse me tocando, pelo contrário eu amava estar novamente em seus braços, mas o que eu estou dizendo? Não, eu não gosto, ele é um homem falso e odioso, e eu estou percebendo isso agora.
–Claro que não, você está logo atrás de seu pai dos homens mais ricos de Magnólia Laxus, e está bem perto de sucedê-lo ou melhor ultrapassa-lo, e apenas com 20 anos de idade, está bem avançado. –Meu pai dizia com um sorriso enorme.
Está na cara que meu pai só quer me fazer casar com ele por ele se rico, eu acho... Já que o pai dele Ivan, era amigo do meu pai bem antes...
– O que é isso... – Laxus ria sarcasticamente, pelo menos para mim parecia. – Não sou tudo isso vossa Majestade, está exagerando... – Ele voltou a sorrir.
– Não, não estou meu rapaz! – Meu pai sorria. – Agora só falta uma esposa para se tornar um grande homem de verdade!
– Mas eu já achei, não é princesa Mirajane?- O olhei espantada pelo comentário, e Laxus apenas sorria forçadamente para mim. – Eu me sinto um homem realizado ao poder ter a mão desta linda mulher vossa Majestade, tenho certeza que seremos felizes... – Laxus falou ainda olhando o meu pai com um sorriso. –Concorde minha querida noiva... –Laxus sussurrou em meu ouvido o que me fez arrepiar com o “minha querida noiva” é claro que ele estava apenas fazendo pressão, o que ele iria ganhar com tudo isso? Ele apertou novamente minha cintura, para me apressar a falar.
– É Duque Dreyar... Definitivamente seremos felizes. – Apertei a mão dele, tentando machuca-la, o que não fez resultado algum, pois ele nem se mexeu, nem se contorceu... Isso realmente me deixou irritada demais... Meu pai me encarou com um semblante espantado, e eu apenas sorri forçadamente.
– Sério minha filha? Que bom que está aceitando esse casamento aos poucos, isso realmente me enche de alegria! E obrigado Laxus por se oferecer a cuidar da minha filha, você está amadurecendo Mirajane. – Meu pai estava todo radiante o que me deixava ainda mais irritada...
– Sim papai... – Falei com um tom de voz sem graça e ríspido, ou melhor... tentei parecer ríspido.
– É claro que eu cuidaria desta bela mulher vossa Majestade, ela é um sonho de consumo para qualquer homem! – Laxus falava sorrindo para meu pai, que estava com outro sorriso imenso destacado na face.
– E outra coisa, minha querida filha Mirajane, nunca teve contato com nenhum homem, ela é totalmente pura, então não sabe das coisas boas da vida, se é que me entende Laxus... E espero que não tire a pureza dela tão cedo... Melhor dizendo também ela nunca beijou... Talvez seja inexperiente nisso. –Meu pai ria, mas que assunto é esse? Ele não deveria estar me protegendo? Por quê está falando isso com o Laxus? Meu pai chegava a ser ridículo em certos momentos.
– Sim, eu sei bem disso vossa Majestade, e não se preocupe, não tirarei a pureza dela tão cedo... – Laxus olhou para mim e sorriu maliciosamente, o que me fez corar violentamente, ontem a noite ele visitou meu quarto e me beijou, e ele percebeu que eu nunca beijei ninguém, o que me deixou bastante constrangida claro. –Porém aos poucos, claro, com bastante gentileza, cuidado e amor, mostrarei a ela o lado bom da vida vossa Majestade, com todo o respeito é claro. – Ele falou sorrindo para meu pai, que logo devolveu, o sorriso.
–Sim, espero que ela se divirta bastante, pois minha querida filha nunca foi tão feliz , dizendo assim... E quero ver logo o herdeiro que vocês terão, estarei esperando ansioso, saiba que ela não saberá muitas coisas que nem a mãe dela, então a ensine cuidadosamente. – Meu pai ria, mas que conversa é essa? — E outra coisa Laxus, ela nunca teve contanto nenhum com ninguém de fora do palácio e espero que continue assim, ouviu? –Meu pai agora tinha desfeito o sorriso do rosto, e encarava bem sério o Laxus, que demonstrava ainda uma face calma e serena, o que me irritava pois eu estava amedrontada com o tom de voz e o rosto do meu pai... Eram poucas vezes que eu e meus irmãos o vimos com essa face, e sempre por causa de mim que pedia para sair deste palácio, eu realmente desde pequena nunca gostei de ficar aqui presa, eu me sentia triste, e não era algo que eu realmente desejava, principalmente depois da suposta morte da mamãe, que o deixara bem pior. –Repito, sob circunstância nenhuma deixe-a sair da sua casa, ouviu? Se não eu infelizmente terei que tirar a Mirajane de você.
– Entendo vossa Majestade, pode deixar que ensinarei bem cuidadosamente sim! – Laxus olhou para mim antes de voltar a encarar meu pai com um sorriso. – Não se preocupe que já irei planejar algo sobre o herdeiro, que talvez não demore... – Ele sorria agora maliciosamente para mim. – Tudo bem vossa Majestade, não deixarei nossa querida Mirajane sair da minha casa e nem ter contato com ninguém de fora, se é assim que deseja, apesar de eu não entender bem o motivo desnecessário sobre isso... mas se é assim que o senhor deseja, assim será. – Laxus estava estranho agora, pois a mão dele me apertava com força porém cuidadosamente minha cintura, era mais como se ele estivesse tentando se controlar, e ele deve ter percebido que estava me apertando com bastante força pois logo parou.
– Mas papai! Por quê eu ainda não posso conhecer os moradores daqui? Eu acho isso injusto, você me aprisionou aqui a minha vida inteira, como fez com a mamãe! Isso é muito injusto, é por isso que nunca fui feliz e você sabe disso! Ainda querendo me forçar um casamento, não significa que foi porquê você e a mamãe se casaram assim que eu tenha que fazer o mesmo! –Falei desabafando o que fez meu pai ficar com uma fisionomia espantada, e logo estava ficando triste, o que me entristeceu também... Não queria vê-lo assim... Será que passei dos limites? Não, eu não podia hesitar agora... Eu realmente tinha que contar tudo que eu sentia para ele, se não seria pior... E eu tenho a certeza disso.
–Eu... realmente sinto muito minha filha, por te manter presa nessa casa durante todo o tempo, eu só estava tentando protege-la de tudo que está tendo á fora do palácio, não era minha intenção, e quanto a sua mãe... –Meu pai falava com um tom triste, e abaixou a cabeça. –Eu pensei que se você tivesse o mesmo tipo de casamento que eu e sua mãe tivemos, você poderia ser feliz também, já que fomos felizes o suficiente juntos... E-eu... realmente sinto muito minha filha... Não pensei que se irritaria tanto com isso... – Ele levantou a cabeça e me encarou com uma fisionomia triste.
– Realmente me desculpe pai, eu apenas queria desabafar tudo que estava preso em mim todos esses anos, e se eu não falasse hoje, acho que nunca mais falaria, então queria me aliviar um pouco... Realmente me perdoe por isso... – Falei tentando me soltar da mão do Laxus que me prendia com força, porém não consegui sair, o que me deixou meio estressada, pois ver meu pai naquele estado me deixava arrasada de verdade...
– Mas eu quero que você me perdoe minha filha, você não tem que pedir perdão pois o errado sou eu, ainda bem que me contou como se sentia, se não eu nunca saberia todo o sofrimento que eu te fiz passar, fico feliz por ter desabafado pela primeira vez comigo. – Meu pai sorria para mim.
– Eu te perdoou pai, e eu irei morar com o Laxus, e como o mesmo disse tenho certeza que seremos felizes... – Falei desanimada...
– Sério filha? Que bom! Realmente estou muito feliz. – Meu pai agora esboçava um sorriso no rosto ao qual me fez sorrir também, pois vê-lo assim me deixava muito feliz, ele quase não sorria, sempre ficava mal encarado pelos cantos, até os empregados e guardas tinham medo de falar com ele, por causa da fisionomia, até eu sentia medo pra falar a verdade, já que meu pai nunca foi do tipo carinhoso...
– Sério pai.- Falei sorrindo.
–Então você irá para lá ainda hoje certo?
– Sim, eu acho. – Falei tentando forçar outro sorriso.
– Então a Ticyanne irá com você, como sua empregada pessoal, e ficará lá com você pelo tempo que for preciso, certo? – Meu pai sorria radiante novamente, e eu fiquei aliviada.
–Sim! – Sorri de felicidade, pois a minha querida amiga iria comigo também, e eu talvez não me sentiria mais estranha em estar naquela casa a sós com ele...
– Bom vossa Majestade irei mandar prepara a carruagem para podermos ir pra minha casa, certo? Enquanto isso, princesa Mirajane, por quê não vai arrumar suas coisas? – Ele falava com um sorriso sarcástico, estava na cara que ele não gostava de tudo que meu pai e o dele decidirá, e eu também não estava gostando...
–Sim, Duque Dreyar. – Curvei e me direcionei para a escada, a qual eu escutei dois passos atrás de mim.
Era a Lisanna e Ticyanne, que subiam cochichando algo e davam risinhos histéricos, revirei os olhos e andei um pouco mais rápido e acabei me deparando com algumas gotas de sangue no corredor, e iam para o escritório do meu pai, nele tinha um guarda parado em frente do mesmo.
–O que aconteceu aqui? –Perguntei olhando para o sangue no chão.
– Eu não posso te contar Princesa Mirajane, isso é assunto do seu pai. – Ele falava sério e frio sem me encarar.
–Eu exijo saber o que está acontecendo, por quê diabos tem sangue no chão? –Eu esbravejei.
–Como eu disse, eu não posso te contar Princesa Mirajane, isso é assunto do seu pai. – Ele ainda olhava para a parede a frente dele.
Coloquei minha mão na maçaneta tentando abri e o guarda impediu com uma staff, o que me irritou.
–Como ousas?! Eu quero saber o que aconteceu ai dentro, agora! – Comecei a ficar irritada de verdade.
Senti uma energia invadir meu corpo, uma coisa negra estava me possuindo, e muito poderosa, estava ventando bastante, e meu vestido preto voava loucamente junto com meu cabelo, essa energia maligna já estava penetrando em meu corpo, subindo até minha cabeça.
Comecei a sentir medo em volta de mim, o guarda me encarava espantado, ouvi alguns passos vindo da escada.
–Mirajane... – Pela voz era o Laxus...Ele me abraçou por trás o que me fez aos poucos voltar ao normal, não ao todo. –Se acalme Mirajane, não se mostre aqui. – Ele sussurrava no meu ouvido. – Voltei totalmente ao normal e senti-me cair nos braços dele, suponho que desmaiei.
* * *
–Mira-nee, Mira-nee! – Ouvi a voz de Lisanna, e abri meus olhos lentamente, percebi que estava deitada em meu quarto, encostei-me na cabeceira. – Graças a Deus você acordou!
– O que aconteceu Lisanna? –Perguntei desesperada, será que tudo aquilo foi um sonho?
– Você desmaiou nos braços do Laxus. – Lisanna falava totalmente feliz, o que me fez revirar os olhos. – Você estava estranha, emanava uma energia perigosa, bastante perigosa mesmo! – Lisanna falava com os olhos passando uma sensação de medo.
– Sério?! Não acredito... – Falei por fim.
–Sim, foi verdade, e o Laxus ameaçou o guarda falando para não contar o que tinha acontecido ali, e o guarda afirmou porém Laxus falou umas coisas que eu a Ticyanne não entendemos, e o guarda ficou tremendo de medo. – Lisanna falava pensativa, e logo esboçou um sorriso.
– A quanto tempo estou desmaiada? – Perguntei massageando minha cabeça que doía um pouco.
– Acho que quase a 2 horas... Levante-se logo, a Ticyanne já arrumou suas malas, você tem que partir com o Laxus e ela, mas parece que ela irá primeiro do que você, para ajeitar suas coisas na casa dele. – Lisanna falava sorrindo.
–Eu ainda realmente tenho que ir? –Falei desanimada.
–Sim Mira-nee, e cuidado... O Laxus é conhecido por ser mulherengo, um verdadeiro “casa nova”, como as mulheres daqui dizem, ele é habitualmente charmoso como percebeu certo? – Lisanna começou a rir. – Então segure seu marido! –Lisanna falava ainda rindo. — E não perca para aquelas vadias que você eventualmente conhecerá minha querida irmã! – Lisanna murmurou e eu quase não entendia, pois ela falou em um tom inaudível.
– Já era de perceber... – Falei lembrando da noite passada. – O que você disse Lisanna? Eu não entendi. – Disse tentando realmente saber se eu ouvi certo.
–N-nada Mira-nee, apenas falei que é pra você não perder para as outras, já que muitas mulheres o acham lindo, só isso. – Lisanna tentava transparecer calma, porém eu sabia que ela estava mentindo pois eu conhecia minha irmã.
–Tá, que seja, não estou querendo ele pra mim, eu não o amo, e nunca o amarei.
–Sei... – Lisanna falou levantando uma sobrancelha.
–É sério, então... Já está tudo pronto? –Perguntei tirando a coberta de cima de mim.
–Espere aqui Mira-nee vou lá embaixo olhar. – Lisanna saiu do meu quarto lentamente.
Eu realmente não acredito que terei que ir para casa daquele homem, eu não estava realmente feliz com isso, mas tenho que fazer pelo meu pai... Não quero vê-lo triste de novo, alguém bateu na porta.
–Entra.
Elfman entrou cabisbaixo, e sentou em minha cama, quando levantou a cabeça vi que ele estava chorando.
–O que está encarando? Chorar é coisa de Homem! – Ele falava com as lágrimas caindo.
Eu comecei a rir e fui até ele, o abraçando.
–Eu sei Elfman, eu sei... –Falei quase chorando também, sair dessa casa não seria tão fácil quanto eu imaginei um dia... Deixar meus irmãos e meu pai aqui não era bom. – Mas olha pelo lado bom, você vai poder me visitar lá não é? Então não chore tá? – Falei sorrindo para ele.
–Mas ele vai tirar sua pureza Mira-nee e fazer isso é coisa de Homem! – Elfman estava tentando secar as lágrimas.
–Ãn?! Como assim Elfman? – Eu fiquei corada violentamente, por quê todos estão comentando sobre minha pureza?
–Você sabe, vocês terão que ter um herdeiro, então desse jeito ele terá retirado a pureza que ainda sobra de você Mira-nee e só um Homem de verdade faria isso!
– Bom, não é como se eu nunca tivesse que fazer um herdeiro... Mas não se preocupe meu irmão, eu vou saber me cuidar certo? – Falei tentando parecer calma, pois este assunto realmente me deixava inquieta o suficiente para me deixar maluca.
– Mira-nee! – Ele chorava. – Isso é coisa de Homem!
Comecei a rir, e Lisanna entrou no meu quarto chorando também e correndo para me abraçar.
–Sentirei sua falta Mira-nee! – Lisanna falava enquanto me abraçava, senti as lágrimas descendo dos seus olhos.
– Não se preocupe Lisanna, você e o Elfman poderão me visitar certo? – Afastei os dois de mim e enxuguei as lágrimas de ambos, e sorri para eles. – Não se preocupem, a irmã de vocês sabe se cuidar certo? — Os dois afirmaram com a cabeça. – Então, não chorem o.k? – Falei sorrindo docemente para eles e logo os abracei, soltando-os na mesma hora.
–Mira-nee, já está na hora de ir... Vamos? –Lisanna levantou puxando-me junto.
–Sim... – Levantei e o Elfman também, eles saíram do meu quarto e eu parei na porta encarando meu quarto, ele me deixará saudades...
Sai do meu quarto e vi que Lisanna e Elfman me esperavam na escada, desci com eles e encontrei meu pai encostado no sofá que tinha no hall, ele estava meio triste, o que me deixou espantada.
–Filha... –Ele veio até mim e me abraçou. – Desculpe por eu não ser um pai muito presente nem carinhoso, eu realmente espero que me perdoe, e espero que você seja muito feliz, eu te amo minha querida e doce Mirajane.
Fiquei com os olhos arregalados, pois ele nunca houvera feito isso comigo.
–Eu também te amo pai, e espero ser feliz também... – Falei suspirando. –Então eu vou indo. –Acenei para meu pai e sai do hall, dirigindo-me para fora do palácio. –Lisanna, pode ir comigo em um lugar rapidinho?
–Sim Mira-nee.
Fomos até o jardim, que era meu lugar preferido, eu queria me despedir dele, cheguei perto das rosas que pareciam tristes.
–Tchau minhas queridas amigas. – Sorri docemente para elas, e elas agora estavam com um animo melhor, olhei para o céu, já anoitecerá assim tão rápido? As estrelas brilhavam, e estava muito bela.
–Mira-nee, eu quero te dar uma coisa. – Lisanna se aproximou de mim e me entregou um pacote embrulhado. -Abra apenas quando se sentir só, e for realmente necessário. –Lisanna sorriu para mim.
–Certo minha irmã. –Devolvi o sorriso para ela.
–Vamos. –Lisanna me puxou e fomos até a carruagem.
O Laxus estava encostado na mesma, e me olhava, me despedi da minha irmã e do meu irmão de novo, o Laxus me ajudou a subir e logo subiu também.
–Boa viagem Mira-nee! – Elfman e Lisanna gritaram, acenei para eles.
A carruagem começou a andar, onde eu sentei tinha uma janela ao meu lado, olhei para ela em esperança de ver o que tinha fora do palácio mais fui impedida por Laxus que me puxava para perto dele com força.
–O que acha que está fazendo Laxus? – O olhei irritada.
– Estou impossibilitando você de olhar o que tem fora do castelo. – Ele sorria sarcasticamente.
– Para quê?
– Você ouviu o que seu pai disse querida princesa.
–E você precisa obedece-lo? –Falei revirando os olhos.
–Sim.
Ficamos em silêncio por vários minutos.
–Para quê você concordou com esse casamento? –Falei séria. –Você não queria se casar comigo.
–Bom, eu realmente antes não queria me casar com você, porém percebi que poderia ser divertido ter você como minha esposa... – Ele sorria maliciosamente.
– O quê? Você é tão idiota, como todos dizem. – Falei encarando a janela de novo.
Ele me puxou e me beijou, um beijo que me encheu de aquecimento, e fez meu coração disparar a cada segundo, ele me puxou para mais perto, fez-me subir em seu colo e eu não conseguia parar, eu realmente não queria acabar com isso, porém ele parou e sorriu maliciosamente.
–Sim, sou um idiota, mas um idiota que você deseja de corpo e alma. – Ele sorria maliciosamente.
Corei violentamente com o comentário dele e sai rapidamente dele.
Ficamos quietos e logo a carruagem parou, o cocheiro abriu a porta para descermos, Laxus desceu primeiro e estendeu a mão para me ajudar a descer, segurei com uma mão o vestido e a outra a mão dele, notei que tinha outra carruagem a frente da nossa.
O cocheiro da carruagem a frente retirava todas as minhas malas que tinham dentro da mesma, olhei para casa que era enorme também, do tamanho do palácio, era grandiosa, fiquei encantada com a mesma, realmente a casa é espantosamente belíssima.
–Não é uma bela casa? – Laxus falou sorrindo e me puxando para perto dele.
–Sim... –Concordei com ele, eu encarava a casa boquiaberta.
–Vamos entrar? –Apenas afirmei com a cabeça. – Ghul, leve as malas da princesa para dentro, o rapaz que deveria ser o mordomo apenas afirmou.
Entramos na casa e por dentro era tão grandiosa quanto fora, o que me surpreendeu, ele definitivamente era um dos homens mais ricos de Magnólia.
–Está encantada princesa? –Laxus falava sorrindo maliciosamente e se aproximando de mim.
–Sim, é realmente fantástica. –Falei olhando tudo.
Laxus me beijou novamente porém eu estava tentando me soltar, acho que ele ficou revoltado, pois não parou e continuou, então parei de me debater e entreguei-me aos beijos dele, ele percebeu e logo me puxou para mais perto, para tornar o beijo melhor.
Ele enfiou a língua na minha, e eu entrelacei com a dele.
–Está aprendendo em querida Mirajane? – Ele falou sorrindo e eu corei. – Hira, venha cá. — Logo apareceu uma mulher, que parecia uma empregada. – Leve a Mirajane para aquele lugar, pra poder se ajeitar.
–Sim mestre. –Hira se aproximou de mim. –Por aqui por favor, madame. – E ela começou a rir puxando-me.
Olhei para o Laxus que sorria e acenava para mim, confesso que fiquei assustada, passamos por alguns corredores e logo adentramos em um lugar, ela abriu a porta e dei de cara com várias mulheres, realmente belas, o que me deixou sem entender.
As mulheres me olhavam com uma cara de nojo, repulsa e raiva o que me deixou com medo, elas estavam todas se vestindo para algo, tinha vários chuveiros no lugar, e várias empregadas também, Hiro continuava a me puxar para uma parte que tinha 10 portas.
Uma mulher loira de olhos azuis apareceu em minha frente, ela estava com um vestido preto e curto, o que era proibido nesse reino eu acho, pois mulheres que se vestiam assim eram consideradas prostitutas, entre outras coisas.
–Hira, quem é essa? – A loira me encarava com repulsa, ela era muito, mais muito bela mesmo.
– É a mulher que acabou de chegar com o Duque aqui. –Hira falava rindo.
–Ela é ridícula, e inútil, olha como é feia. –A loira falava irritada.
– Sim, posso ser ridícula, mas pelo menos não tenho aparência de uma prostituta como você. –Falei ríspida.
As mulheres de trás começaram a cochichar.
–Olha quem fala, logo você se tornará mais uma do Duque Dreyar, e provavelmente uma prostituta pouco usada, já que é horripilante. –A loira começou a rir.
–Bom, se você acha isso não posso fazer nada por você, a sua opinião não mudou nada em mim querida, suas atitudes mostram o quão ridícula você é, me tornar mais uma do Duque Dreyar? Pra mim tanto faz, não quero nada com aquele homem, eu fui forçada a vir aqui. –Falei a olhando feio.
– Hira, por quê o Duque Dreyar trouxe ela? – A loira ignorou meu comentário pois ficou quieta por alguns instantes antes de falar com a Hira.
–Não sei Kadjia, mais parece que ele tem um grande interesse nela, já que o mesmo a mandou para cá se ajeitar.
–Não creio, eu sou a melhor e a mais bonita desse lugar, e ele quer essa... coisa? – Kadjia me olhava indignada.
–Sim Kadjia, mas é melhor você ficar quieta, se não o duque Dreyar com certeza vai se irritar.
Ouvi comentários das mulheres atrás de mim.
– Ela é realmente feia, olha o corpo dela, ela está toda vermelha. – Uma mulher de voz fina comentou.
–Sim, olha a cara dela, toda pálida, ela é horrível, como o Duque Dreyar a trouxe para cá? – Agora uma mulher com voz fina falou.
Escutei outros comentários mas optei por ignora-los, Hira me fez entrar em uma das salas, e essa tinha uma banheira enorme e com duas mulheres dentro, as duas me puxaram para dentro e começaram a me banhar, o que eu achei estranho, lavaram meu cabelo e tudo mais.
Sai de lá e fui deportada para outra sala, que tinha mesa de massagem, uma das mulheres de dentro apareceu com um gilete na mão.
–O-o que você vai fazer? –Perguntei horrorizada.
–Te depilar, o que mais? –A mulher falou rindo. –Feche os olhos e fique calma.
–S-sim. –Falei confusa.
A mulher começou a me depilar em todas as partes do corpo, o que me deixava constrangida demais, já que nenhuma mulher jamais tocará meu corpo, depois ela me fez ficar de costas e massageou todo meu corpo.
–Você tem um corpo esbelto... como se chama? – A mulher perguntou sorrindo docemente.
–Mirajane. – Falei sorrindo. – Obrigada.
– Mirajane... Já ouvi esse nome em algum lugar, mas enfim, pode ir agora. – Ela sorria.
Novamente fui parar em outra sala, agora de roupas, onde havia várias muito vulgares, uma mulher tirou um vestido roxo, com um v e meio aberto em baixo, tinha também um laço lilás no mesmo, ela me entregou, o vestido era realmente muito vulgar, o que me deixou abismada, fiquei encarando boquiaberta o mesmo, pois eu nunca tinha vestido algo daquele jeito, e nem imaginaria vesti-lo um dia.
–Anda logo com isso, sua concubina. – A mulher esbanjou um sorriso amarelo para mim.
–Concubina? – Perguntei espantada.
–Sim, você é a concubina do príncipe como o chamamos, e você é como todas as outras lá fora, apenas uma concubina, a qual nunca será preferida, pois a Kadjia é a preferida dele, pois é muito bela, e melhor que você. –A mulher começou a rir.
– Que interessante, e achas que estou me importando senhora? – Falei sorrindo.
–Hn, bom... Apenas se vista! – A mulher fechou a cara.
Eu me vesti relutante, como assim eu sou uma concubina? Nunca passei algo tão humilhante, terminei de me vesti e a mulher me levou para uma sala, que tinha duas mulheres, uma segurava escova e outras coisas e a outra maquiagem.
–Querida, por favor, sente-se aqui sim? –A que segurava a maquiagem apontou para o banco da penteadeira e sorriu.
Sentei-me e sorri para ela.
–Como se chama? –A mulher que penteava meu cabelo agora, perguntou.
–Mirajane. – Sorri.
–Bom, eu acho que ouvi esse nome em algum lugar certo Ruth? –A mulher da maquiagem falou.
–Sim, só não lembro onde. –Ruth falou penteando meu cabelo.
As duas me ajeitaram e sorriram para mim.
–Você está linda Mirajane, muito mais bonita que antes vê? – Ruth falou sorrindo para mim.
Me olhei no espelho e vi como estava totalmente diferente, nem parecia que era eu, sorri ao me ver, Ruth tinha razão eu estava muito mais bonita que antes, o que era estranho pois eu estava acostumada com meu rosto pálido.
–E-eu, realmente estou sem palavras... Essa sou eu de verdade? – As encarei com um sorriso no rosto.
–Guira, essa não é a Mirajane que cuidamos alguns instantes atrás? – Ruth falou rindo.
–Sim Ruth, é ela mesmo, mas está tão... Diferente. –Guira falou.
Nós três começamos a rir.
–Mirajane-san, é melhor ter cuidado com as mulheres dai de fora, elas não são boas, principalmente a Kadjia, essa se acha superior, melhor que todas, não gostamos dela, porém o Duque Dreyar sempre a chama para seu quarto, então não encrencamos com ela, já que por enquanto é a favorita dele. – Ruth falou, com uma fisionomia triste.
–A favorita... dele? – Falei por fim, senti uma pontada de dor em meu coração, o que é isso que estou sentindo? Nunca senti algo igual, fiquei angustiada.
–Sim, não entendemos bem o porquê, mas a maioria das vezes ele só a chama. –Guira falou pensativa.
–Acho melhor você ir Mirajane-san, nos vemos. –Ruth falou sorrindo para mim.
–Sim! –Falei sorrindo para ela.
As duas me escoltaram até a porta, e quando a mesma foi aberta, avistei várias faces surpresas ao me ver, principalmente da Kadjia que agora me encarava diferente, mas logo após voltou a sua cara de repulsa para mim, Hira apareceu e me olhou boquiaberta igual a todas daquela sala.
–Mirajane o Principe Laxus quer você agora lá em cima, de qualquer jeito. –Hira falou ainda espantada.
–Sim, tenho certeza que é algo muito importante. –Falei olhando para cara da Kadjia que ficou com uma cara de tacho, e percebi a Ruth e Guira rir atrás de mim, o que me fez sorrir.
Hira me tirou daquele espaço de mulheres todas com as caras espantadas, lembrando disso comecei a rir, eu subi as escadas que me levavam a um andar cheio corredores e portas, ela continuou me guiando até uma porta enorme e dourada, o que eu suponho ser o quarto do Laxus.
A mesma abriu quando escutou a voz dele dizendo entrar, olhei pela última vez aquele corredor que agora estava escuro.
–Pode entrar princesa Mirajane. –A mulher agora sorria com os dentes amarelo.
Entrei e dei de cara com um quarto enorme, o Laxus estava sentado na cama, com uma camisa folgada, Hira fechou a porta atrás de mim.
–Eu estava te esperando minha doce Princesa.
Notas finais
Até mais tarde minna, e por favor me respondam ♥
Fale com o autor