A Preferida 2 - O Ano Da Formatura

19 Sou Convidada À Sala do Diretor


Notas iniciais
Desculpem a demora, meus amores -.- Minha imaginação, infelizmente, não pode ser domada.
Sinto muito por ter demorado muito. E sinto mais ainda, por esse capítulo ter sido tão curto.
É que, embora curto, ele é extremamente essencial para a história.
E, esse capítulo é dedicado aos três homens da fic (e da minha vida também)
- De Freitas
- VincentDeLeón
- Jonathan Bemol
Love you, guys! ♥

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Uma semana depois

– Já faz uma semana que a festa aconteceu, e todos ainda estão falando dela. – Resmunguei, andando pelos corredores da escola.

– Você quis dizer: Já faz uma semana que a festa aconteceu, e todos ainda falam de você. Certo? – Piper arqueou uma sobrancelha bem definida.

– Não. – Cruzei os braços. – Aquilo não foi nada demais

– Nada demais? Nada demais? – Piper repetiu, incrédula. – Jennifer Connor, dois garotos quase saíram nos tapas, por sua causa! Isso não é nada?

– Não. – Dei de ombros.

– Que menina cega. – Ela balançou a cabeça negativamente.

Ignorei Piper e suas reclamações, enquanto parava na frente do meu armário. Quando o abri um bilhete caiu, flutuando até chegar aos meus pés.

– O que é isso? – Piper perguntou.

– Não sei. — Franzi o cenho, abaixando para pegar o papel. – Parece... – E paralisei, ao ler a letra formal.

– Jenny? – Ela chamou.

– Piper... Acho que eu me ferrei. – Disse, mostrando a folha para ela que, como eu, arregalou os olhos e ficou totalmente pasma.

– Isso é... Da diretoria? – Ela perguntou.

– Acho que sim. – Mordi a parte inferior da boca. – Já recebi um bilhete para ir lá antes. Era... Igual a esse.

Caro (a) aluno (a),
O diretor Henderson te espera na sala dele.
Por favor, ir o mais rápido possível.
Assunto urgente.

Atenciosamente,
Diretoria de Empire High School.

– Ok. – Piper disse, quebrando o silêncio. – Isso é, definitivamente, estranho. Você não acha que eles erraram o armário?

– Acho que não. – Respondi, ficando mais aflita a cada segundo. – Eles têm uma relação com o número do armário, e o nome do aluno correspondente.

– E como você sabe disso, senhorita? – Ela estreitou os olhos.

– Nicholas. – Dei de ombros. – Ele quis se vingar de um garoto, uma vez. E... Enfim, acho que preciso ir pra sala do diretor.

– Essa conversa ainda não acabou. – Piper estreitou os olhos e eu passei por ela.

– Depois te conto o que aconteceu. – Pisquei um olho e comecei a me dirigir até a diretoria.

No caminho, passei por vários alunos. Uns cochichavam entre si quando me viam, outros me encaravam, pasmos.

Comecei a ficar aflita e andei mais rápido.

Na minha cabeça, pensamentos um tanto impossíveis começavam a aparecer.

E se Nicholas foi preso por uma das “brincadeiras” dele, e eu ter que responder por alguma coisa?

E se descobriram que eu fiquei escondida na escola, duas vezes, com meu namorado, sozinhos?

E se Margareth tivesse me colocado em alguma armadilha que ela mesma fez? Não acho essa hipótese impossível...

– Entre! – Ouvi gritarem, quando bati na porta da diretoria.

Abri a porta lentamente e entrei. A sala estava repleta por pessoas desconhecidas.

No canto, encostado em uma parede, um homem baixo e gordo. Parecia ser menor que eu (e isso é muito difícil, sou bem baixa). Tinha um bigode, e ficava mexendo nele, enquanto estreitava os pequenos olhos para mim.

Ao lado do tal cara, havia um alto, forte e imponente homem. Ambos usando trajes policiais. Isso foi o que me deu mais medo.

Atrás da mesa, o diretor se encontrava parado, me encarando. E, na cadeira, de costas para mim, alguém que não reconheci de imediato.

– A-algum problema, diretor? – Perguntei gaguejando, enquanto media os dois policiais. O que estariam fazendo ali?

– Por favor, sente-se. – O diretor Henderson disse pacientemente, apontando para uma cadeira na sua frente.

Sentei meio hesitante, e comecei a olhar ao redor. O clima que se instalava na sala era tenso.

Continuei olhando de um rosto para o outro. Todos com a desconfiança visível no olhar.

Comecei a ficar tensa também. O silêncio era absoluto, e, com exceção do cara sentado ao meu lado, todos me encaravam.

Felizmente, alguém irrompeu pela porta, falando:

– Desculpe a demora. – Olhei e vi que era o novo professor. O Giovanni Lacorte.

– Então podemos começar. – O policial baixo e gordinho falou, desencostando da parede e andando até mim. – Podemos abrir o caso de pedofilia contra essa jovem?

Hãn? – Olhei, totalmente incrédula, para o tira. – Caso? Pedofilia? Contra mim?

E então, como um estalo, entendi parcialmente as coisas. Olhei para a pessoa ao meu lado, e foquei em seu rosto. Paralisei imediatamente.

– D-Dylan?

Notas finais
^^'
É, dei uma viajada nesse capítulo, mas... Espero que tenham gostado. De coração, espero que tenham gostado.
Pra quem não leu a 1° temporada, Dylan é o ex-namorado da Jenny. O antigo professor de português (antes do italiano entrar)
Beijos! ♥