A Preferida 2 - O Ano Da Formatura
7 Pego Carona
Notas iniciais
E meus perdões, se o capítulo não ficou lá tão bom.
Tentei o meu melhor (:
É que minha imaginação... É uma coisa bem difícil de explicar -.-'
*
Capítulo dedicado à Larissa Coca, pelas palavras fofas na recomendação que deixou :3
Muito, muito obrigada flor! Fiquei MUITO feliz! Muito Muito Muito mesmo!!!
♥
Aproveitem XD
Agora, com a folga da escola, se minha imaginação deixar, eu posto mais capítulo =D
Pov. Nicholas
— Me solta. – Vociferei para Nadia, enquanto me esquivava de suas unhas.
Saí do armário e corri até a garota de cabelos longos.
— Jennifer! – Chamei, mas ela não virou. Continuou correndo. – Jennifer! Espera! – Consegui, com muito custo, alcançá-la. – Jenny! – Segurei seu braço, mas ela se esquivou.
— Me solta, seu canalha! – Ela tinha a voz embargada.
— Não é isso que você está pensando! – Insisti. – Ela que me agarrou.
— Ah é? – A Jennifer se virou, finalmente, para mim. E então eu vi seus olhos, cheios de lágrimas. Eu sabia que ela estava fazendo uma força imensa para não chorar. – Sabia que todos dizem isso?
— Eu não sou todos. – Retruquei, olhando no fundo de seus olhos castanhos. Como eu amava esses olhos castanhos. – Eu sou Nicholas. O seu Nicholas.
— Não é isso que está parecendo agora. – Ela franziu o cenho e eu senti meu coração apertar.
— Eu te amo. – Fixei meus olhos nos dela e disse com toda a sinceridade. – Vamos, não acredite nisso. – Ela abaixou as cabeças e eu tive vontade de gritar e meter a mão na Nadia.
— Depois conversamos. – Ela disse simplesmente, e começou a andar para fora da escola.
Fiquei olhando-a até que estivesse fora de vista. Jennifer não olhou para trás nem uma vez. E eu me senti horrível por isso.
Pov. Jennifer
Eu o amo. Realmente. Eu amo o Nicholas.
Mas eu vi. Eu vi os dois se beijando. Ninguém me contou... E é difícil lidar com algo assim. Principalmente com a Nadia, que é ex-namorada dele.
— Você está bem? – Ouvi uma voz que me fez pular.
— Hãn? – Olhei para o cara alto e loiro.
— Você está bem? – Ele repetiu. Sorrindo. Já falei que ele não tira aquele sorriso da cara? Pois é. Ele não tira aquele sorriso da cara. E isso me irrita.
— Sim. – Respondi, mais seca do que pretendia, e continuei andando.
— Vai pra casa? – Ele perguntou.
— Vou.
— Quer carona? – O professor italiano ainda estava sorrindo.
— Não.
— Olha. Eu preciso fazer boas ações, e essa é a oportunidade.
Suspirei e olhei no fundo de seus olhos.
— Tá. – Dei de ombros.
Entrei no seu carro e expliquei onde morava. Ele deu partida no carro e não nos falamos pelo caminho inteiro. Até o professor Lacorte quebrar o silêncio:
— Porque está chorando, Connor?
— Hãn? – Franzi o cenho e olhei no retrovisor. Meu rosto estava vermelho e molhado. Lágrimas ainda teimavam em descer pela minha bochecha. Enxuguei-as rapidamente e olhei fixamente para frente. – Nada.
— Pode me contar. – Ele sorriu ternamente. – Eu sei que sou um professor... Mas... Eu costumo me identificar muito com meus alunos.
Suspirei profundamente e encarei as ruas de Nova York que passavam ao meu lado.
— Não foi nada. É que... Eu sempre confio nas pessoas erradas. – Dei de ombros, fazendo uma enorme força para não chorar.
— Todos nós confiamos na pessoa errada, em algum momento da vida. – Ele me olhou, enquanto parava no sinal vermelho.
— Você podia ser filósofo. – Eu sorri e cruzei os braços.
— Obrigado. Eu acho. – Ele sorriu e deu partida no carro, novamente.
— De nada. – Respondi.
— Sabe, Connor... – O professor continuou, acho que não queria perder o rumo da conversa. – Você é bem diferente do que eu achei que seria.
— Como assim? – Franzi o cenho.
— Todos, assim que entrei na escola, falaram sobre você, e todos os professores que fez se demitirem. A não ser, claro, o do ano passado. Acho que aquele foi demitido...
— Se demitiu. – Corrigi.
— É. Por aí mesmo. – Ele continuou, enquanto virava uma esquina. – Mas enfim... Eu pensei que você seria...
— Uma vadia? – Tentei. Para a minha surpresa, ele confirmou:
— Na verdade... É. Eu pensei que você seria bem diferente.
— Espero que isso seja bom. – Sorri.
Ele riu.
— Pode ter certeza que é.
— E por isso, está me dando essa carona? – Arqueei uma sobrancelha.
— Não.
— E porque é, então?
— Porque, como eu já falei para muitos dos meus alunos, eu costumo pegar as dores dos outros.
Franzi o cenho.
— Como assim?
— Você já gostou tanto de uma pessoa, que ficou feliz ao vê-la sorrindo?
— Sim... – Involuntariamente, a imagem de Piper veio na minha cabeça. Sorri e ele me olhou.
— É disso que estou falando. Não gosto de ver ninguém chorar, ficar triste, ou sofrer. Por isso sorrio tanto, quero mostrar que, mesmo nos momentos difíceis, um sorriso ajuda.
Fiquei ali, refletindo naquelas palavras. Dei um pequeno sorriso para ele, em agradecimento, e olhei para frente novamente. Tínhamos parado em outro semáforo, quando percebi uma coisa que me intrigou.
— Er... Professor?
— Por favor, me chame de Giovanni. – Ele sorriu.
— Ok. Giovanni, você não é casado? – Olhei para sua mão esquerda, sem aliança. Olhei para a direita, sem anel de compromisso. E foi então que pensei “QUEM IRIA DEIXAR ALGUÉM ASSIM, SOZINHO?”
— Receio que não. – Ele apertou as mãos no volante e eu me arrependi de ter perguntado.
— Desculpe. – Disse, um pouco sem graça.
— Tudo bem. – Ele sorriu. – Acontece. Alguns acham a pessoa certa, outros... Não.
— Eu que o diga... – Murmurei. – Quantos anos você tem? – Sim, eu sou muito cara de pau.
— Vinte e oito. – Ele respondeu, inabalado, colocando o sorriso de volta no rosto. — Mas, e então? – Ele continuou. – Como vai o senhor Dekker?
— Quem? O Nicholas? – Perguntei, arregalando os olhos.
— É. Vocês dois não estão namorando? – Giovanni perguntou, meio confuso.
— Não sei... – Olhei para a aliança prata em meu dedo. Ele a havia me dado no meu aniversário, junto com um lindo vestido salmão. Disse que era para a formatura. A aliança tinha uma linha fina, dourada, bem no meio. Era tão linda quanto seus olhos verdes... – Ultimamente ele está muito estranho.
— Por causa de Nadia? – Ele me perguntou e eu fiquei chocada. O professor viu minha expressão e corou levemente. – Eu sou um professor. Um professor legal. Tenho meus contatos.
Ri e depois me lembrei de algo que não me animou.
— A última vez que vi alguém com contatos, eu me ferrei de todas as formas.
Ele parou o carro e me olhou com aqueles olhos azulados:
— Prometa-me que ainda vai me contar essa história. – Ele sorriu. – Chegamos.
— Ok. Prometo... – Peguei minha bolsa no chão e abri a porta do carro. – Obrigada, profes... – Ele me olhou com reprovação e eu suspirei. – Obrigada Giovanni.
— Muito melhor. – O homem continuou sorrindo, e só deu partida no carro, quando eu entrei no prédio.
Entrei em casa pensando em duas coisas:
“1° — Era a segunda vez que um professor me dava carona.”
“2° — Esse professor era bem diferente do que eu imaginava. Bem diferente do Dylan. E isso, eu acho, é bom.”
Notas finais
Espero que sim kk'
Posso pedir um favor para vocês? *-*
Estou com uma nova fic, chamada Les Amateurs de Cirque. E eu gostaria MUITÍSSIMO que vocês dessem opiniões sobre ela. :3
Aqui está o link: https://www.fanfiction.com.br/historia/200261/Les_Amateurs_De_Cirque
E eu realmene espero ver a carinha fofa de vocês, lá XD
Beijos, amores ♥
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