A Preferida 2 - O Ano Da Formatura

4 “Ni?!”, “Amizade?” e “Nadia”


Notas iniciais
Hello my peoples!
Queria pedir desculpas por não ter postado ontem. Sorry -.-'
Maaaaas, para compensar, hoje vou postar dois capítulos. Já estão prontos e tudo mais =D
Esse capítulo é dedicado à Vee_Maslow. Ain deus. Cada vez eu fico mais feliz! kkk'
Duas recomendações *o*
Aaah. ^^
Foi isso que me deu inspiração para fazer o 2° capítulo de hoje =D
Espero que vocês gostem. A história vai começar a ficar "quente" a partir de agora!
~~ Mais uma vez, obrigada Vee_Maslow *-* ~~

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Duas semanas depois.


Desde minha conversa com o Nicholas, lá no gramado da escola, ele não falou muito comigo. Gosto de pensar que o motivo, é a traição que ele sofreu... Mas eu não sou boba, sei que a aparição de Nadia na escola, mexeu com ele. Assim como certas lembranças do Dylan, também mexem comigo.

— Jenny, querida, você está bem? – Ouvi Piper ao meu lado.

— Sim, sim. – Forcei minha mente para focar o momento. Estava no intervalo, sentada com Piper e, como eu gosto de chamá-los, meu dois loiros; Andrew e Amani.

— Deve estar pensando no namorado. – Andy sorriu e pegou em minhas mãos. Observei Piper olhá-lo de cara feia.

— Desculpe meu amor. – Eu disse à Piper, sorrindo. – Mas eu cheguei primeiro.

— Ah, não fale assim! – Andrew riu e largou de minha mão, e foi abraçar a namorada. Fiz biquinho e Piper riu.

— Calma Jenny. – Ela disse. – Ainda tem o Amani aí do seu lado!

Olhei para o loiro sentado perto de mim e sorri.

— Não Piper, acho que ele está ocupado demais pensando na “carreira” – Fiz aspas com os dedos ao falar carreira, afinal, o futuro promissor dele, é gerenciar a franquia do Dunkin’ Donuts.

— Amani! – Piper chamou e estalou os dedos na frente de seus olhos.

O garoto piscou algumas vezes e nos encarou:

— Hãn?

Revirei os olhos e sorri. O sinal bateu na mesma hora. Que ótimo, minha próxima aula era de química. Seria aula prática, e eu ainda nem tinha um companheiro de laboratório.

*

O professor havia passado uma tarefa simples. Pelo menos, foi o que ele disse. Não entendi nada do que me explicaram, não posso negar, sou horrível em química.

— Algum problema, senhorita Connor? – O professor perguntou, chegando perto da minha mesa.

— Não. – Dirigi a ele um sorriso amarelo, enquanto pegava os tubos de ensaio.

— Pelo o que estou vendo. – Ele observou atentamente uma folha que estava em sua mão. Acho que era a lista de chamada. – Temos uma nova aluna na nossa sala. – Ele sorriu e se virou para mim: — Parabéns, senhorita Connor, conseguiu uma nova companheira!

Gemi e bati a mão na testa, quando ninguém estava olhando.

Por quê? Porque justo ela?

Pense comigo. Quem é a única garota que, há duas semanas, entrou nessa escola?

Nadia.

E, como minha sorte é muito legal comigo, com certeza ela vai ser a minha companheira de laboratório.

E agora? O que eu faço? Finjo que gosto dela, e não sinto ciúmes? Ou falo tudo o que penso?

— Olá. – Ouvi uma voz ao meu lado. – Tudo bem?

— Tudo. – Respondi, com a cabeça abaixada.

— Você é a Jennifer Connor, não é mesmo?

Forcei-me a olhá-la quando ouvi aquilo. A garota ao meu lado era alta, uns dois centímetros, maior que eu, o cabelo era preto e longo. Mas o mais impressionante nela eram os olhos. Azuis. Tão azuis, que chegavam a nos hipnotizar.

— Sim, sou eu. Por quê? – Franzi o cenho.

— Nada não. – Ela sorriu, fazendo uma covinha em cada bochecha. – Só que... Eu ouvi falar muito de você.

— Sério? – Fiquei paralisada. Quem contou de mim pra ela?

— É. – Ela deu de ombros. – Só algumas coisas.

— As duas aí. – Ouvi o professor falar conosco. – Eu sei, compreendo que vocês são novas companheiras e tudo mais... Mas, por favor, vamos nos concentrar na experiência, sim?

— Desculpe. – Fizemos coro.

Depois de cinco minutos em silêncio, mexendo em líquidos de cores estranhas e tudo mais, não aguentei. Tive que perguntar a ela:

— O que você soube de mim?

Ela virou para mim, sorrindo.

— Que você é uma aluna exemplar em português, e que... – O sorriso desapareceu de seu rosto. – Que é a namorada do Nicholas.

Fiquei sem reação. E agora?

— É... – Foi a coisa mais inteligente que consegui pensar.

— E... – Nadia mordeu o lábio. – Ele? Falou alguma coisa de mim?

Olhei para ela sem saber o que falar.

— Eu... – Ia dizer que não, mas suspirei fundo e vi que aquilo era inútil. Resolvi dizer a verdade. – Falou.

Percebi uma ponta de esperança, quando ela me olhou com aqueles olhos extremamente azuis.

— O que? – Ela piscou e seus olhos brilharam de excitação.

— Nada de mais. – Trinquei os dentes. – Só que você... O magoou.

E toda aquela esperança e felicidade, se esvaíram.

— Ah... – Ela ficou sem expressão. Talvez um pouco confusa e espantada. Mas o que ela queria que eu dissesse? Ele realmente havia dito aquilo. – E... Vocês são felizes juntos?

— Sim. – Respondi, dando um ponto final na conversa.

O resto da aula, nós permanecemos caladas e focalizadas, na medida do possível, em nossos tubos e reagentes.

Quando o sinal bateu, anunciando o fim daquela aula, eu juntei minhas coisas e saí. Não esperava que Nadia viesse atrás de mim.

— Jennifer?

— Sim? – Me virei e a vi, correndo para me alcançar.

— Olha... – Ela disse, quando chegou ao meu lado. – Eu sinto muito pela situação entre nós duas. Entendendo que vocês dois estão juntos e tudo mais... Só espero que a minha antiga relação com o Ni, não interfira em nossa amizade.

Naquela hora, eu pensei em duas coisas;

1 — NI?! ESSE ERA O APELIDO DO NICHOLAS? NI?!

2 – Nossa Amizade? Desde quando nós temos uma amizade?

Mas, é claro, eu não disse nada disso para ela. Apenas assenti.

— Sim, tomara que não interfira. – Dei um sorriso amarelo e mudei o rumo, indo para o ginásio. Para completar, naquela hora, eu teria aula de Educação Física.

Eu odiava aquela aula. E não era porque eu deveria correr e jogar a bola de um lugar para o outro, não, muito pelo contrário. Eu adorava fazer esportes, o problema... Era ter a megera da Margareth me dando aula.

A última vez que eu impliquei com ela, a vadia me mandou para a detenção. Embora, naquela hora, eu a tivesse odiado, não consigo parar de pensar que, se não fosse isso, nunca teria conhecido o Nicholas.

O que me leva a pensar.

Será que ele sente falta da Nadia? E, cá entre nós, ela não tem o corpo de quem já tem um filho.

Notas finais
E então?
Gostei tanto de fazer esses dois capítulos! =D
Espero que tenham gostado, tanto quanto eu!
Sei que ainda tem poucos capítulos nessa 2° fic, mas, se a Paula di Angelo e a Vee_Maslow escreveram recomendações, porque outros leitores também não podem? >.
Até daqui a pouco, com o próximo!
Beijos!
♥