A Preferida 2 - O Ano Da Formatura
27 Jennick
Notas iniciais
Podem me matar, eu deixo. Meses sem postar... É foda... Mas enfim... Estamos na reta final da fic. Eu pensei seriamente eu abandoná-la, mas eu quero ter o gostinho de vê-la terminada.
Entendo se teve muitos leitores que desistiram. Entendo também se virarem haters de A Preferida XD
Mas podem ficar certos que, em duas semanas - provavelmente -, essa fic estará concluída.
Queria que ela fosse melhor. Se pudesse, trocaria váárias coisas, desde o primeiro livro da saga... Mas enfim. Espero que - aqueles que ainda lerem - gostem.
Beijos.
PS: Capítulo dedicado à linda da Alley Coller e ao meu noivo, Jonathan. Sem ele, essa fic nunca seria terminada.
;*
– Não temos nada para conversar. – Ele estreitou os olhos.
– Temos sim! – Teimei. – Você está estranho desde que...
– TE VI ABRAÇADA COM O IRMÃO DO ANDREW? – Ele perguntou, gritando e parecendo nervoso e ao mesmo tempo chateado.
– AQUILO NÃO FOI NADA E VOCÊ SABE MUITO BEM DISSO! – Retruquei.
– Olha... Fiquei anos te olhando ir de um professor para o outro. – Ele disse, indo até a janela e passando as mãos nos cabelos. – Te vi com um monte de jogadores de futebol idiotas, nerds estúpidos, aqueles skatistas maconheiros e, finalmente, tenho você para mim. Só que eu não quero te dividir! COM NINGUÉM! – Ele disse, pegando em meus ombros. – Sabe como dói? Sabe? Como dói ficar esperando por uma pessoa por anos e então finalmente consegui-la, só para ter a sensação de perder tudo depois?
– Eu... – Comecei a falar, mas ele me cortou, soltando meus braços.
– E eu não senti isso só essa vez. – Nick disse, me olhando profundamente com seus olhos verdes. – Não. Senti isso várias e várias vezes.
– Nicholas... – Sussurrei, passando os nós dos dedos em sua bochecha. Ele fechou os olhos com meu toque e pegou minha mão. – Eu te amo tanto. – Falei. – Mas tanto, tanto... E acha que eu também não sinto ciúmes com a Nadia e todas aquelas meninas estranhas que ficam dando em cima de você? – Perguntei, fazendo um biquinho involuntário.
– Mas elas não significam nada para mim. – Ele murmurou, entrelaçando nossos dedos. – Elas não têm metade de sua beleza, de sua inteligência... Você me deixa cego, Jennifer. Não quero... Não posso te perder.
– Não vai. – Falei, abraçando-o. Ele passou as mãos em meus cabelos e beijou minha testa.
– Eu te amo. – Ele disse, me apertando forte.
– Eu também te amo. – Sorri, ainda abraçando-o.
Não queria soltá-lo.
Era... Tão... Maravilhoso, estar em seus braços. Finalmente. Novamente.
– Aquilo não foi nada. – Sussurrei. – Eu juro.
– Acredito em você. – Ele respondeu, fazendo meu coração se aquecer. – Só não quero que aconteça novamente. Ok?
– Ok. – Sorri. – Aliás, ele é noivo.
Nicholas olhou para mim com uma sobrancelha levantada.
– Noivo?
– Sim. – Sorri, passando a ponta dos dedos em seu maxilar. – E estamos convidados para o casamento, depois da formatura.
Ele riu e tomou meus lábios com os seus.
Ficamos um bom tempo nos beijando. Aproveitando a chance de podermos estar sozinhos e juntos.
Nos separamos e eu enfiei meu rosto em seu peito.
– Que acha de dar uma volta? – Ele perguntou, levantando meu queixo com o dedo.
– Está frio, é de madrugada... Ir para onde? – Perguntei, sorrindo.
Ele me beijou novamente e pegou seu casaco.
– Troca de roupa rapidinho, coloca algo quente e me encontra daqui a dez minutos na varanda da casa. – Ele piscou, saindo do quarto.
Fiquei atônita.
Fui até o quarto onde Andrew e Piper estavam e abri a porta devagar. Os dois se abraçavam na cama, dormindo profundamente.
Sorri e fui até o pé da minha cama, onde estava um jeans, uma camiseta e meu casaco de inverno.
Peguei tudo, mais a bota, e saí do quarto na ponta dos pés.
Desci as escadas e abri a porta da casa, vendo Nicholas com uma mochila preta nas costas e capacete na cabeça, sentado na moto.
– Para onde vamos? – Perguntei, sorrindo.
– Surpresa. – Ele respondeu, estirando a língua.
Subi na moto e ele ligou o motor.
Eu não sabia para onde estávamos indo. Não fazia a menor ideia do que ele tinha na cabeça. Não importava quanto tempo de viagem e, obviamente, não ligava em deixar o pessoal na casa. Piper – como a única menina – provavelmente estaria em boas mãos. Se é que você consegue me entender.
– Que horas são? – Perguntei, enquanto bocejava e encostava a bochecha em suas costas.
– Não sei. – Ele respondeu, entrando com sua moto no meio dos carros.
Peguei seu celular no bolso lateral e vi que haviam três chamadas não atendidas.
Uma era do Andrew, outra de um número não reconhecido e outra da Nadia.
– Você ainda fala com ela? – Perguntei, apertando mais meus braços ao redor dele.
– Ela quem? – Ele perguntou.
– Nadia... – Respondi, arrumando o capacete na cabeça.
– Não... – Ele falou, encolhendo os braços. – Por quê?
– Uma chamada não atendida, dela. – Respondi.
– Estou ignorando suas ligações. – Ele disse, fazendo uma curva. – Não quero falar com ela. Nem sei se quero saber sobre o resultado do exame.
– Por quê? – Perguntei.
– Nós acabamos. Eu e ela, não existe mais. Não quero ter relações com ela. Não tenho motivos para isso. – Ele deu de ombros, parando em um posto de gasolina. Tirou o capacete e eu o imitei. Observei o moreno descer da moto e sorrir para mim. – Além do mais... Encontrei alguém muito melhor.
* * *
– NÃÃÃO! TÁ BRINCANDO! ESTAMOS MESMO AQUI? – Perguntei, pasma, olhando para a placa.
– Ahan. – Ele riu, fazendo uma curva e me dando a vista toda de Las Vegas.
Era de manhã, e a cidade parecia sonolenta.
– Que pena que não poderemos ficar até a noite. – Murmurei, enquanto entrávamos na cidade.
– É verdade. – Ele disse, andando mais lentamente com a moto. – Mas um dia te trago aqui de novo e ficamos uma semana, pode ser?
– Yes, sir. – Sorri.
– Aonde quer ir primeiro? – Ele perguntou, enquanto eu olhava aqueles imensos hotéis temáticos.
– Não sei... – Sorri. – É tanta coisa...
– Que tal ir pra um cassino?
– Um cassino? – Sorri. – E perder todo o dinheiro que não temos?
– Vai que temos sorte. – Ele riu. – Vamos?
– Vamos. – Apertei mais sua cintura.
*
– Oh Deus meu... AI DEUS MEU! – Piper exclamou, pulando no colchão.
– Calma! – Sorri, prendendo meus cabelos castanhos em um rabo de cavalo. – Ainda não acabou...
Naquele dia nós fomos para todos os hotéis imagináveis. Vimos uma réplica da Torre Eiffel e entramos em um navio pirata. Foi... Épico.
– Que tá achando? – Ele perguntou, me pegando pela cintura e mordiscando minha orelha, enquanto andávamos por entre cassinos, “igrejas” e hotéis de luxo. Além de boates e lanchonetes.
Aquilo tudo era surreal, com certeza.
– É tudo perfeito. – Eu disse, olhando para tudo aquilo totalmente abismada.
– Mais perfeito ainda com você do meu lado. – Ele sussurrou no meu ouvido.
Sorri e abracei Nicholas.
Ficamos por um bom tempo assim. Nada parecia importar. O lugar, o tempo, o clima, o valor da bolsa de valores, o picles ali no chão, aquela loira aguada olhando pra ele, o DNA... Nada, absolutamente NADA parecia afetar aquele momento.
A não ser aquele maldito celular que tocou.
– Alô? – Ele atendeu, ainda me abraçando. – Uhum... O QUE? SÉRIO? É... – Ele hesitou. – Eu... Nos... Já vamos para aí. – Ele suspirou, desligando o telefone.
– Que foi? – Perguntei, olhando preocupada pra ele. A luz do pôr do sol batia contra seu rosto.
– Precisamos voltar. – Ele falou com pesar.
– Por quê? – Perguntei.
– O resultado do exame de DNA chegou no chalé. Não sei como, mas está lá.
Notas finais
Não vou pedir reviews, pq nem sei sevai ter alguém que vá ler esse capítulo... Mas enfim.
BEIJOS!
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