A Preferida

33 A Consulta Final


Notas iniciais
Bom. Só nos resta mais um capítulo. O próximo, que vai ser a peça, será o final.
Embora eu fique muito triste com o término dessa história... Eu não consigo parar de sorrir! XD
1° É, está confirmado. Terá uma segunda temporada de "A Preferida"!!!
2° AAAAAAAAAAAAAAH! MAIS UMA RECOMENDAÇÃO PARA "A Preferida"!!!!!!!!!!
ESTOU TÃO FELIZ!
NUNCA, repito NUNCAA, tinha recebido tanta recomendação *--*
Obrigada mesmo tulipavermelha *-* Fez meu dia mais feliz com sua recomendaçao! *-*
Esse capítulo vai ser dedicado à tulipavermelha, pela recomendação. *o*
Ok. Enjoy esse capítulo porque, admito, quase chorei fazendo-o
u.u

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Mal pisei na sala de espera, a secretária disse que era para eu entrar direto. Algumas pessoas que estavam esperando, olharam feio para mim.

Bati na porta do consultório e ela se abriu. Já estava começando a cumprimentar o médico, mas... Não era ele quem havia aberto a porta.

– Jennifer, querida. Que bom que veio! Já estava começando a imaginar o que tinha acontecido com você! – Ela sorriu e eu a encarei, boquiaberta.

– Mas... O que você está fazendo aqui? – Perguntei enquanto entrava.

– Jennifer. Oi. – John, o psicólogo, estava sentado em sua poltrona. Eu olhei de um para o outro, procurando alguma explicação somente com olhares, mas, obviamente, na única coisa que consegui, foi arrancar um sorriso falso de Margareth.

– O que está acontecendo? – Perguntei, enquanto sentava na poltrona e via Margareth fazer o mesmo.

– Jennifer. – John me olhou seriamente. Uma onda de arrepio passou por minha espinha. – Precisamos conversar.

– O que ela faz aqui? – Apontei com o queixo para a megera loira do meu lado.

– É sobre isso que precisamos conversar. – Ele permaneceu sério e frio.

– Como assim? – Encarei o médico, ainda tentando entender.

– Jennifer. Você sabe o motivo de ter vindo três meses seguidos nesse consultório? – Ele perguntou.

– Não era por causa... – Olhei para a loira. – Daquele problema?

– Os vinte e três professores? – Ela perguntou, arqueando uma sobrancelha.

– Hãn? – Fiquei surpresa. – Como você sabe disso? – Virei para o médico. – Você contou para ela?!?

– Mas é claro que não. – Ela pareceu ofendida. – Eu já sei disso há muito tempo, minha filinha.

– Você me enoja. – Estreitei os olhos para ela.

– Tenho o orgulho de falar o mesmo de você. – Ela retrucou.

Senhoritas. – John repreendeu. – Tenham respeito.

– Desculpe. – Murmurei.

– Mas então... – Ele disse, como se uma conversa já tivesse sido iniciada. – Estamos aqui hoje, para explicar-lhe algo, Jennifer.

– Até que enfim. – Resmunguei.

– Você precisa saber de tudo, desde o começo. – Ele continuou. Vi de rabo de olho, que Margareth sorria. Mas que diabos estava acontecendo? – A ideia de você começar a passar comigo, foi de sua mãe.

O QUE?!? – Olhei para ela com as sobrancelhas levantadas. Mas que era aquilo? Um complô?

– É verdade. – Ela me encarou desafiadoramente. – Ou você acha que aquele idiota do seu pai, teria cabeça o suficiente, para te colocar em um psicólogo?

Levantei da poltrona e encarei os dois.

– I-isso era uma a-armação de vocês dois? Desde o c-começo? – Gaguejei, tentando entender.

– Não é uma armação. – O psicólogo disse, pacientemente. – Quer se sentar?

– Não. – Respondi de imediato. – Quero que vocês me expliquem, o motivo de eu ter que sentar nessa poltrona toda semana e contar meus problemas para um estranho, enquanto a minha mãe retardada estava por trás de tudo isso! – Falei o mais baixo que consegui. Queria tanto gritar naquela hora. Tudo que eu pensava ser saudável e real, estava se vaporizando. O que mais estariam escondendo? Que outra parte era uma mentira? O Nicholas também era um tipo de “ajudante” dela? Era esse o motivo de ter se distanciado de mim nos últimos dois meses?

Não. Isso não estava acontecendo.

– Então sente novamente na poltrona e prometemos explicar-lhe tudo. – John continuou calmo. Hesitante, voltei para o lugar. – Margareth?

– Ah, não. — Ela sorriu. – Faça você as honras de contar a ela.

O psicólogo deu de ombros. Eu só conseguia ficar olhando, boquiaberta, de um para o outro.

– Se insiste. – Ele disse. – Jennifer, desde o começo do ano, eu e sua mãe, estamos sabendo de seu histórico “escolar”. – Ele fez aspas com os dedos enquanto falava Escolar. Fiquei imóvel, tentando ver até onde eles estavam de complô. – Então, para ajudar você, Margareth me contratou.

– Como assim te contratou? – Perguntei, tentando evitar o olhar da vadia ao meu lado.

– Ele está prestando serviços a mim. – Ela disse, com a voz óbvia.

AH NÃO?! JURA?!? – Olhei com desprezo para ela.

– Cale a boca, menina insolente. – Ela retrucou. Levantei da poltrona novamente e me preparei para lançar meu corpo em cima dela. Como uma mulher poderia ser tão desprezível?

– Jennifer. Por favor. – John pediu. – Sente-se.

Bufei e me joguei ao lado da loira, cruzando os braços.

– Agora, continuando. – O médico me encarou. – Como estava dizendo antes, sua mãe me contratou. Para que? Para ter certeza que você pararia com essa obsessão. Confesso que duvidei muito de você, Jenny. – Ele disse dando de ombros, eu abri a boca, totalmente incrédula. – Não me olhe assim. – Ele estreitou os olhos. – Eu só estou pensando assim, por causa de nosso projeto que não deu muito certo.

– Projeto? – Perguntei, franzindo o cenho. – Mas do que é que vocês estão falando, pelo amor de Deus?

– O projeto. – John passou a mãos pelos cabelos escuros. – Era para ver se você conseguia deixar de lado, a necessidade de conseguir, que os professores se interessassem por você.

Por um momento horrível, eu pensei no que ele estava falando. Pensei na possibilidade de esse projeto ter sido ativado desde o recomeço das aulas. E, por um horrível segundo, eu entendi o motivo de tudo aquilo e o que era o projeto. Ou melhor, quem era o projeto.

– Por favor, não. Não diga que é isso o que estou pensando. – Eu comecei a balançar a cabeça negativamente e o John somente me olhou. Sem alterar sua expressão.

– O que você está pensando? – Ele me perguntou.

– Não. Não. NÃO! Isso não pode estar acontecendo! – Enfiei o rosto por entre as mãos e me segurei para não chorar ali mesmo, no consultório.

– Diga de uma vez, garota! – Ouvi Margareth ralhar comigo.

– E você? – Virei para ela, os olhos cheios de lágrimas. – Que maldito direito você tinha, de brincar comigo desse jeito? E o fato de você ser minha professora? Faz parte do “projeto” também? – Gritei para Margareth, enquanto reprimia a vontade de lhe estapear a cara.

– Acalme-se Jennifer. – John pediu.

– Me acalmar? Acalmar? – Repeti. – E você é o pior aqui! O que ele é? Seu amiguinho? Ou é um desconhecido? Quanto você pagou a ele para trabalhar com vocês? Hãn? Quanto? – Admito que explodi naquela hora. Não conseguia entender como aquilo tudo iria me mudar. – Por favor. Por favor. – Pedi como em uma prece, para qualquer um que estivesse ouvindo, enquanto enfiava novamente o rosto por entre as mãos.

– O que está dizendo? – Margareth perguntou rispidamente.

– Por favor. – Levantei a cabeça e olhei suplicante para o psicólogo. Já podia sentir lágrimas correndo pela minha bochecha. – Por favor, diga que o projeto não é o Dylan.

Quando John afirmou lentamente com a cabeça, eu lembro de ter me derramado em lágrimas.

Aquele amor então, não era verdade. Nunca foi. Ele foi só um professor escolhido à dedo pela idiota da Margareth, apenas para tentar mudar algo que já tinha mudado.

Mudou no momento que eu me apaixonei pelo Dylan. Quando eu realmente me apaixonei pelo meu professor de português.

E agora, depois de saber que foi tudo uma farsa, o lugar onde antes batia um coração, está um buraco. Como se algo fosse tirado à força, e muito dolorosamente, de dentro do meu peito.

Era somente um projeto.

– Parabéns, Margareth. Parabéns, John. – Eu falei por entre as lágrimas que corriam livremente pelo meu rosto. – Podem comemorar. Conseguiram atingir o objetivo. – Peguei minha bolsa e levantei da poltrona. Dessa vez, para nunca mais sentar. – Conseguiram me deixar muito mal. Muito pior do que qualquer momento. Nesse momento, vocês conseguiram. Então, parabéns. Espero que estejam felizes com isso.

E, ao sair do consultório tentando, inutilmente, enxugar as lágrimas que não paravam de cair, só um pensamento me martelava a cabeça.

Como eu teria coragem de encarar o Dylan, a pessoa que mentiu descaradamente para mim por todos esses dois meses, daqui a poucas horas, na peça de teatro?

Notas finais
Consegui fazer direitinho? Vocês choraram tanto quanto eu? kkk'
Confesso que quase não terminei, de tanto aperto no coração.
Se não fosse meu hermano, o VincentDeLeon, acho que estaria até agora escrevendo -.-'
Obrigada novamente tulipavermelha!
Seis recomendações *o*
Nem acredito! kkk'
Alguém mais quer me fazer feliz? kkk'
E então? Consegui mudar a opinião de muita gente?
Inté amanhã! Com o último capítulo dessa temporada ='(
Beijos!