A Praça perto de Casa.
7 Capítulo 7:Sendo Honesta com o papai.
Notas iniciais
ahsuahushaushuashuashua
Duas semanas se passaram desde que eu comecei a namorar o Zero, e graças à Yori eu consegui cobertura completa, afinal é só dizer que eu vou sair com minha melhor amiga, claro, não preciso comentar com papai que meu namorado(pessoa q ele não tem conhecimento da existencia) e o namorado dela vão também... Mas não que eu esteja mentindo pro papai, só omiti fatos não-importantes.
Certo, tenho que parar de me auto-justificar, meu irmão vem hoje passar o final de semana, e algo quer dizer que vai dar merda, mas por enquanto serei feliz e vou esperar pelo meu DEUS GREGO, que vai vim me ajudar com inspiração para as minhas fics de romance... Em especial para as partes de beijo, se é que me entendem.
Olha! ele chegou! Lindo e delicioso como sempre... Com aquele sorriso derrete-corações... Aquele perfume... E aquele \'Oi Yuuki-chan\' que só ele sabe falar, será que não dá pra ficar mais perfeito? Ah! sim, dá! Antes deu responder eu me dá um beijo de tirar o fôlego!
-Oi Zero — cumprimentei ainda ofegante — como foi o tempo que você ficou sem minha querida beleza?
-Foram terríveis... Almoçar com o Ichiru não é nada legal, aposto como a comida ficaria até mais gostosa se meu acompanhante fosse você — ah! Fala sério! Ele tá no topo da lista dos candidatos a namorado do ano! Duvido que o Aidou seja tão perfeito assim... Morra de inveja Yori! MUahahhaha Eu tenho o namo perfeito! E você só tem o loiro que gosta de irritar.
-No dia em que meu pai concordar com nosso namoro eu vou almoçar na sua casa — prometi com uma piscadela... Tadinho uma promessa impossível de se cumprir... Será que ele liga?
-Falando nisso... Quando você vai contar para o seu pai?
Okay, ele pisou feio no grande calo que é meu pai... Olha ele é um muleuqe, os pais já se tocaram que ele não é mais um garotinho e que já pode namorar, mas o problema é que eu como garota, sofro com o fator: princesinha do papai que precisa ser protegida. Será que é tão difícil entender isso?
-Bem... Que tal no meu aniversário de dezoito? OIu quem sabe quando eu já morar bem longe de casa... Ou até quando meu pai estiver bêbado, será que conseguimos deixar ele bêbado o suficiente pra te aceitar? — eu falei da minha maneira meio sonhadora... Mas até q a idéia de daixar ele bêbado era uma boa.
-Ta certo, eu já entendi, mas eu queria que ele soubesse que a filhinha dele está em boas mãos — ele sussurrou no meu ouvido e me puxou para outro beijo.
-O QUE DIABOS TÁ ACONTECENDO AQUI? — uma voz MUITO irada berrou no meu ouvido e alguém me empurrou pra longe do meu namo.
Ao olhar para o ser sem cérebro, sem noção e sem respeito pela vida e não me surpreendi ao ver que era meu irmão. Ele encarava o Zero com uma cara que eu reconheci como a cara de quem decidia o melhor jeito de dar uma surra em quem tava na tua frente... Opa, nada bom... Nii-san é ninja... Ele é praticamente o karatê-kid, não! Ele é o sempai do Karatê-kid! Droga! O Zero ta perdido.
-Escuta aqui Kaname — comecei com raiva e fiquei na frente do Zero — fica longe! Eu to N-A-M-O-R-A-N-D-O sacou? porque você não arranja uma namorada e me erra?
-Aé? Papai não me avisou que você tinha saído com o namorado... Ah! é mesmo ele não sabe que você tem um namorado — Kaname tinha um sorriso muito maquiavélico — então porque você não é boazinha, volta pra casa comigo e eu não comento nada com o Senhor Kuran, a menos que você deseje ficar e então eu vou ter que explicar pro papai o motivo deu ter voltado pra casa sem você — aí já era maldade demais! Usar isso como chantagem era um golpe MUITO baixo.
-Não precisa fazer isso, cunhado — Zero deu uma pausa dramática depois do cunhado para deixar bem claro que eu e ele tínhamos um lance — eu vou levá-la para casa e vou me apresentar para o Senhor Kuran — ele pegu minha mãe e começou a me puxar para fora da praça e pro caminho até em casa.
-Ah! Isso que você tá fazendo é muito fofo e tals... Mas... — fiz um momento de suspense — EU NÃO QUERO FICAR VIÚVA ASSIM TÃO RÁPIDO!!! — berrei fingindo chorar — e nós não conseguimos nem chegar a um mês de namoro!
-Calma, Drama-Queen, eu vou ficar bem, não precisa surtar, seu pai não vai fazer nada de muito grave, além do mais eu corro bem rápido — Zero me garantiu com um sorriso que me fez sentir, por um momento, que tudo ficaria bem e que quando acabasse o dia papai e ele estariam bebendo cerveja enquanto assistem um jogo de futebol.
Mas tudo que é bom tem a tendencia a acabar, na verdade quando é comigo eu nem tenho chance de aproveitar as sensações boas antes delas acabarem, e quando o nii-san abriu o portão dando seu sorriso \'você vai se ferrar e eu vou assistir de camarote\' eu soube que estava perdida... E o Zero possivelmente não sairia vivo de casa.
-Certo, Zero-kun, se algo der errado eu taco minha chave pra você, atraso o máximo que puder o papai e você foge, combinado? — sussurrei pra ele antes de abrir a porta da frente.
-Er... Certo... Eu acho — ele murmurou em resposta, acho que eu apavorei o pobre coitado... Mas a verdade tem que ser dita.
-Espere aqui, ah! Nii-san fica aqui também, quero dar a notícia sem seu sarcasmo — pedi pro meu irmão o mais educada que pude, nessa hora tem que ser boa com seus inimigos/aliados.
Eu parei em frente a entrada da sala de tv, papai estava feliz assistindo um jogo de futebol, e pelo sorriso na cara dele o seu time estava vencendo, ótimo um pai bem humorado é sempre algo bom, a mamãe apareceu na cozinha e eu fiz um sinal pra fazer ela vim até mim.
-O que foi Yuuki — ela me perguntou preocupada.
-Mãe, lembra que eu falei que estava namorando?
-Lembro, claro, o que tem? — acho que eu devo estar branca como um papel porque a mamãe ta bem preocupada.
-Porque ele ta ali na sala e quer conhecer o papai — respondi num fio de voz — dá para você preparar o terreno e impedir que eu fique viúva?
-Claro filhinha! — ela me deu um sorriso reconfortante de \"tudo vai ficar bem\" e olhou na sala de estar onde Zero e Kaname estavam trocando olhares assassinos um com o outro — nossa filha, ele é lindo mesmo!
-Eu sei! Sua filhinha tem bom gosto baby — me gabei ela então foi conversar com o papai e eu só fiquei espiando escondida para só aparecer quando a mamãe desse um sinal que eu poderia me aproximar.
Mamãe falou algo para o papai, mas eu não ouvi, ele parecia não prestar muita atenção, ou ele devia estar ignorando de propósito, mas minha mãe chegou ao ponto de uma vez e isso eu escutei em alto e bom som — então já que você está me ignorando e quem cala consente, a Yuuki vai te apresentar seu namorado.
Papai me olhou com um misto de choque, raiva e susto, como se a mama~e tivesse dado um soco na boca do estômago dele e tivesse dito que eu paguei para ela fazer isso... Bem, como já dizia a sabedoria popular: O que é um pum para quem está cagado? Resolvi encarar meus problemas de frente — Pai, eu estou namorando e trouxe ele para você conhecer e, se puder, aprovar — disse num fio de voz olhando para o sapato do papai, que de repente ficou muito interessante — Zero, pode vim.
Escutei os passos dele, então ele parou do meu lado, um pouco mais a frente, para que meu pai pudesse vê-lo — Bom Dia Senhor Kuran, é realmente uma honra conhecê-lo — ele cumprimentou com a voz mais polida que conseguiu, e devo admitir que se eu fosse o papai acharia ele um ótimo partido pra minha filha.
Papai se levantou e eu posso jurar que ele parecia mais alto que o normal... Será que a raiva faz as pessoas crescerem? Porque se fizerem eu vou ser muito raivosa daqui para frente. Papis andou na nossa direção a cada passo parecia que o chão tremia, ou será que era eu que tava tremendo? Ele tava com uma cara de raiva contida, sua cara estava vermelha e ele parecia querer matar o Zero com o olhar.
-Você! O que significa isso? — era óbvio que isso era uma pergunta retórica, mas acho que se o Zero não respondesse papai viraria um belo soco na carinha linda dele.
-Eu vim aqui para conhecer o Senhor... E perguntar se está tudo bem em eu namorar a sua filha — a voz do Zero saiu calma, mas eu pude perceber o medo.
-E... — papai fez uma pausa sinistra e pegou Zero pela gola da camiseta tentando o erguer no ar — quais são suas intenções com a minha filha? — eu nunca na minha vida inteira desejei tanto ser invisível, papai tava assustador, o mais irônico é que quando o Kaname trás as namoradinhas dele o papai dá o maior apoio, maldito hipócrita.
-QUERIDO! LARGUE O GAROTO! — mamãe berrou da sala, finalmente a gloriosa salvadora surgiu das cinzas para salvar o donzelo em perigo.
-De... Desculpe, querida — papai o soltou e pareceu ficar mais calmo.
-Minhas intenções são as melhores, juro que não vou fazer nenhum mal à Yuuki — Zero garantiu com uma voz confiante e honrosa.
Deus, eu sei que nunca fui lá muito religiosa, e que eu não acredito muito em rezar, mas por favor pelo menos dessa vez, dá um forçinha pra mim e faz o papis aceitar o Zero... Por favor! É a primeira vez que eu peço algo dá um help.
-Já que o estrago já ta feito, melhor ele do que um daqueles delinqüentes juvenis que você chamava de amigos na oitava série.
-Muito obrigado — Zero deu um sorriso muito simpático e olhou para mim confiante, é acho que o papai não vai mais matar ninguém... Valeu aí Deus.
-Agora que estamos todos felizes, que tal sentarmos e conversarmos? — mamãe sugeriu e levou Zero e o papai pro sofá e os três se sentaram — quero conhecer o meu genro.
Fui sorrateiramente até a sala de estar e encontrei o Kaname rolando de rir, ele até chorava — sabe mana, eu achei que o papi ia soca o Zero até a morte — e voltou a gargalhar.
-Engraçadinho, vamos até a sala, tá todo mundo conversando — o chamei e nós fomos até a sala.
Sentei do lado do Zero que conversava animadamente com a minha mãe, ou pelo menos ouvia interessado o que minha mãe falava.
É... Pelo menos o papai aceitou até que bem... O Zero não precisou usar a rota de fuga ainda, pelo menos.
Notas finais
Beijos e Abraços
E, é claro, deixem reviews
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