O pai de Ed entra no quarto e atrás dele estão Ed e Mark, parece que eles apelaram para as autoridades para nos achar, mas pelo menos agora eu sei o que eu queria. Depois de dar uma explicação pelo que fizemos saímos do hospital e vamos para a lanchonete próxima.

Conto para Ed e Mark do que aconteceu com Joe e lá no hospital psiquiátrico.

-Então parece que Joe é a vítima e não a vilã dessa história... — :Mark fala.

-Pois é então temos que arranjar um jeito de acabar com esse demônio antes que ele faça outras vítimas

-Só não sabemos como!- Kate fala.

-Vou ver se acho uma coisa na internet- digo me levantando- Tchau, até amanhã!

-Também já vou- Ed fala.

-Vou lanchar- Mark fala e Kate o acompanha.

Chego em casa com fome, aliás morrendo de fome depois de hoje, abro a geladeira e procuro o que comer, avisto um prato de lasanha no fundo da geladeira, pego e ponho no micro-ondas, Uns minutinhos depois meu jantar está pronto, pego uma lata de refrigerante para acompanhar e janto assistindo ao jornal local.

Nem chego a prestar muita atenção no jornal, depois eu lavo a louça suja e subo direto para o meu quarto, abro meu notebook e enquanto carrega tiro meus tênis. Coloco no site de pesquisa que costumo usar e digito rapidamente: “Matar demônios”, aparece milhares de sites, mas eu cato informações até chegar a um site, nele várias palavras preenchem o fundo, frases como: “Eles estão te observando”, “Ninguém está salvo”, “Não se corte” e outras me fazem sentir vulnerável, mas como sempre supero rapidamente.

Um texto diz que a única forma de matar um demônio é quando ele está dentro de uma pessoa e você mata essa pessoa, fora isso tem umas técnicas de aprisionamento em espelho, mandar ele para “o lugar dele”. Leio também que quando o corpo morre, ou seja, a parte humana o demônio é aprisionado no corpo até que o corpo morra totalmente, ou apodreça em outra linguagem.

Segundo o site a possessão é como um vírus, a pessoa pega, alguém pode ajudar a tira-lo fazendo a pessoa melhorar e o demônio que possuiu a pessoa precisa dela viva para que ele não fique preso ao corpo da pessoa.

Se aquela menina a quem Mark decepou a cabeça estava possuída, e o que possuiu ela é o que está fazendo mal a Joe, será bem menos difícil de derrota-lo, basta acabar de vez com o corpo em que ele está aprisionado e depois libertar Joe, que na verdade nem sei o que farei para liberta-la, mas sei que tenho que acabar com esse maldito “vírus” antes que ele mate mais pessoas inocentes.

Acho que Ed consegue pegar uma daquelas drogas tranquilizantes utilizadas naquele hospício para acalmar os nervosinhos, eu daria um jeito para injetar no corpo em que o demônio está fazendo-o dormir, então destruo o corpo de uma vez, derrotando-o.

O problema maior é se esse demônio não for o único vagando por aquela casa, porque se não é menos provável de eu conseguir sair viva de lá, mas procuro pensar no “melhor”.

Pego meu celular e busco na agenda o número de Ed, quando acho pressiono em cima e escolho o chip que sempre uso.

-Alo?

-Ed, sou eu Marina- digo.

-É eu sei! Aconteceu alguma coisa?- ele pergunta.

-Não, pelo menos ainda não, preciso de sua ajuda- digo.

-Pra que?

-Pra arranjar uma daquelas drogas tranquilizantes que têm no hospital em que seu pai trabalha.

-O que você quer com isso?

-Depois te conto, você consegue isso até amanhã pra mim?- pergunto.

-Olhe na verdade daqui apouco vou visitar meu pai no trabalho dele e dou um jeito para arranjar isso pra você, ok?

-Ok, amanhã me encontra no recreio e eu te conto o plano!- falo.

-Está bem! Tchau deixe-me arranjar seus tranquilizantes!

Desligo o celular, me arrumo e desço até o quintal, pego dois galões de dez litros cada e saio em direção do posto de gasolina mais próximo já com o meu plano arquitetado em minha mente.