A Possessão - Parte 1
11 Capítulo 11
Ela está vindo em nossa direção, cada vez mais perto, Ed pega o machado e arromba a porta e no momento em que ela cai nós saímos e a possuída está bem atrás de nós então levantamos bem rapidamente a porta tentando fecha-la para aquela coisa não sair.
-Kate ainda tem água benta?- pergunto já desesperada.
-Sim, toma aqui- ela me entrega o frasco.
Abro o frasco e jogo tudinho na garota que geme de dor e diz:
-Vocês estão mortos seus vagabundos!
Saímos correndo o mais rápido que podemos sem parar e sem olhar para trás, umas duas quadras depois ouso dar uma olhada, a porta parece estar no lugar e a casa parece só mais uma casa comum sem ninguém morando.
Entramos em uma lanchonete e sentamos em uma mesa, coloco o diário de Joe em cima da mesa e guardo o frasco vazio no bolço da minha jaqueta.
-O que foi aquilo?- Kate inicia uma conversa.
-Possessão- Ed fala.
-Temos que ajudar aquela menina, ou pelo menos tentar!- digo.
-Mas a cabeça dela está decepada! Ela não pode sobreviver e só está “viva” ainda por causa do demônio... Certo?- Mark diz.
-Talvez sim, talvez não, temos que fazer alguma coisa! E se alguém entrar naquela casa?- observo.
Um silêncio toma conta da mesa então abro o diário de Joe enquanto Ed faz sinal para um garçom, ele pede quatro latas de refrigerante e duas porções de batata frita.
-Será que esse diário vai servir de alguma coisa mesmo?- Kate questiona.
-Sinceramente eu não sei, mas quanto mais informações eu conseguir dessa Joe é melhor para entender essa história.
O garçom trás em uma bandeja as latas de refrigerantes e as batatas fritas, ele coloca as batatas no centro da mesa e distribui os refrigerantes.
-Qualquer coisa é só chamar- ele diz.
-Ok, valeu!- Mark diz.
-O que tem ai?- Ed pergunta enquanto eu leio a primeira página do diário.
-Nada demais, só ela falando que eles se mudaram pra cá e que ela está sentindo falta da irmã Emily- respondo.
Fecho o diário, pego o saleiro e começo a despejar o necessário nas batatas, em seguida abro a minha latinha e tomo um gole. Comemos umas batatas em silêncio até que finalmente alguém fala.
-O que vamos fazer?- Kate pergunta.
-Temos que mandar aquele demônio para o lugar dele!- digo.
-Será que é um demônio mesmo?- Mark diz.
-Claro que é você não viu a menina sentir uma dor que pareceu insuportável quando eu taquei água benta nela?- digo.
-Será que aquela menina não é a Emily?- Kate pergunta.
-Acho que não, eu vi o corpo de Emily, ela já morreu a um tempinho- digo.
-E se agente for até o hospício onde o pai delas está internado?- Ed fala- meu pai trabalha lá, nós podemos ir fazer uma visita e tentar arrancar a história dele.
-Até que essa ideia foi boa!- Mark observa.
-Onde é esse hospício- pergunto.
-Não é muito longe de lá de casa, meu pai disse que são umas cinco quadras de lá de casa até o trabalho.
-Que tal irmos amanhã- digo.
-Por mim tudo bem- Mark fala.
-Eu estou junto- Kate fala.
-Está bem, amanhã eu peço o endereço do trabalho do meu pai e agente vai depois da aula- Ed confirma.
No outro dia acordo e me levanto rapidamente, mas algo me chama a atenção, certa visão que tive, a que eu seguia um rastro de sangue em meu quarto, parece que veio a realidade, pois lá está o rastro e então eu abro o meu guarda roupa e vejo a mesma mala, eu abro.
Uma faca média e bastante afiada suja de sangue, um braço em decomposição e um espelho que está escrito, “culpada!” com sangue.
-O quê é isso?- pergunto pra mim mesma.
O braço que estava lá puxa uma seringa escondida e me aplica rapidamente, fico meio zonza e eu apago naquele chão sujo com sangue.
Estou jogada no chão até que a porta do meu quarto se abre, uma garotinha entra no meu quarto e me ajuda a me levantar.
-Quem é você?- pergunto.
-Você saberá!- ela fala ainda me ajudando.
Quando eu me ponho em pé ela segura a minha mão e me puxa para fora do meu quarto, aparentemente ela quer me mostrar alguma coisa então eu sigo ela, mesmo pensando que pode não ser uma boa ideia.
-Cadê a sua mãe?- eu pergunto.
-Ela precisa de você! E eu também!- ela diz ainda me levando para um lugar.
Estamos atravessando um corredor escuro que sei que não é o corredor de casa, entramos rápido em uma sala e ela nos deixa em um lugar escondido, ela aponta para um sujeito o qual não consigo ver o rosto porque ele está de costa e ela diz:
-É ele! O homem mau!- ela fala.
-Como é o nome dele ele?- sussurro de volta.
-Não ei! Ele não diz!- ela continua- tem umas pessoas mortais que ele prende.
O sujeito que está com uma capa preta se vira atira uma faca em minha direção, ela me atinge na barriga e então eu acordo.
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