A Possessão De Mary
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Era de manhã de Sexta-feira Mary ja estava arrumada para ir para o colégio acordava sozinha com o despertador.
_Mary não vai amarrar o cabelo. Sua mãe colocava a entregava um caderno que ela havia deixado em cima do sofá noite passada.
_Mãe me deixa ir de cabelo solto hoje, eu sempre vou com ele amarrado. E as garotas da escola sempre ficam mais bonitas com ele solto. Dizia Mary abrindo a porta de casa e olhando para a mãe parada.
_Você ja é bonita assim, não tem que parecer as garotas da escola, mais tudo bem vá de cabelo solto hoje. Dizia a mãe de Mary dando-lhe um beijo no rosto.
Mary chegava à escola e vira alguns garotos parados em frente que não estudavam ali, com algumas garotas do colégio agarradas neles, apenas dois estavam sózinhos mas com algumas garotas os rodeando, Mary olhou para um deles discretamente, e percebeu que usava um chapéu antigo que combinava muito com ele. Usava roupas pretas e sua pele era branca, ela olha os seus olhos castanhos claros, e percebe que ele também estava olhando para ela. Rapidamente ela vira e ouvi uma vóz feminina vinda de trás. _Hey Mary o que carrega ai nessa bolsa? Parece pesada. Quando Mary se virou a garota a olhava de braços cruzados com um olhar de deboche. As pessoas que estavam em frente a escola também olhavam as duas. Acho que todo mundo gosta de ver uma encrenca na escola. Pensou Mary.
_Não é da sua conta ok? Disse Mary virando-se e andando até a porta da entrada do colégio. Mas senti alguma coisa a puxar pela bolsa. Rapidamente Mary virasse novamente para trás segurando a mão da garota que a puxou e torcendo com força. _Encoste sua mão de novo em mim, e vou te fazer ficar sem ela. Mary a largava e a empurrava com força.
Mas tarde na hora da saída Mary não foi para casa, foi diretamente para igreja, ajoelhou na frente de uma cruz enorme e começou a rezar. Ela chorava, os soluços do seu choro chamaram atenção do padre. _Mary o que aconteceu querida? Perguntava o padre colocando a mão no ombro de Mary que estava ajoelhada.
_Padre eu fiz uma coisa terrível eu acho eu não sei eu... Mary falava soluçando quase não se entendia o que a garota queria dizer.
_Venha ao confessionário vamos conversar. Dizia o padre a puxando pela mão devagar.
Mary ficara de frente ao confessionário sentada no chão de cabeça baixa.
_Então querida o que quer me dizer? Pergunta o padre de dentro do confessionario.
_Hoje uma garota da minha escola, ela parecia querer encrenca comigo, queria saber o que eu levava dentro da bolsa, então ela puxou minha bolsa, eu não levava nada demais, só que alguma coisa me disse pra quebrar a mão dela, e aquele momento meu corpo estava agindo por contra própria eu quase quebrei a mão da garota, eu não queria machuca-la, então eu voltei a si e a soltei. Padre eu sei que eu cometi um pecado. Dizia a garota, enxugando as lagrimas.
O padre ficou calado por um momento, Mary até estranhou o silencio do padre. Então ele falou. _Olha querida, vá para casa, apenas peça a deus perdão. O padre só disse aquilo e saiu do confessionário.
Na volta da escola Mary sentiu esta sendo seguida, estava anoitecendo o que a deixava um pouco apavorada. _OLÁ! Diz uma voz masculina e sedutora vindo de trás da garota, Mary rapidamente olha para trás, e percebe que é o garoto sózinho e bonito meio pálido que ela havia visto na escola.
_Ah olá, quem é você? Pergunta Mary cruzando os braços parada da frente dele.
_Sou John! Você é Mary não é? Vi o que aconteceu hoje na escola, e vou dizer uma coisa, você se defende muito bem. John sorria a olhando.
_Não quis fazer aquilo John. Diz Mary. _Agora se me der licença eu tenho que ir.
_ESPERA! eu passei na frente da igreja e te vi lá, se sentiu mesmo culpada por ter feito aquilo? Pergunta John a fitando.
_É eu me sinto, obrigada pela preocupação, mas eu tenho mesmo que ir Sr. John, minha mãe vai me matar, foi um prazer lhe conhecer. Diz Mary se virando e continuando andar em direção a sua casa.
John foi ao lado dela, e continuou andar ao seu lado. _Vou te acompanhar até sua casa. Diz ele sorrindo, Mary ficava feliz por isso, mal o conhecia é verdade, mais parecia esta segura com ele.
Chegando em casa ele a deixou na porta, sua mãe mal deixou ela entrar em casa, ja foi a puxando pelo braço. E fechando a porta. _QUEM É AQUELE? Dizia a mãe de Mary aos gritos.
_Calma mãe ele só estava me acompanhando até em casa, eu estava na igreja eu juro! Pergunte para o padre. Dizia Mary tentando se soltar das mãos da mãe, que apertavam seu braço.
_Não importa quem seja ele, não quero mais te ver andando com garotos assim. Você viu o jeito dele. Com certeza não vai mais a escola, não tem cara de ser tão novo. Dizia a mãe de Mary a soltando. _Vá ja para o quarto, e peça a Deus para eu não te colocar de castigo.
_Castigo? Castigo mãe? Eu não saiu para lugar nenhum, viver nessa casa ja é um castigo pra mim. DEIXA-ME EM PAZ!!! As ultimas palavras de Mary, saíram com uma voz totalmente diferente da dela, saiu grossa e rouca ficou assustadora, parecia algum gravador de voz. Então a garota bateu a porta do quarto com força.
Sua mãe estava assustada e paralisada, Mary nunca avirá agido daquele jeito. ''Deus proteja a minha filha''. Pensou a mãe de Mary.
O outro dia de manhã Mary acorda cedo mais perceberá que era sábado. Mesmo assim se arruma, coloca um vestido preto longo de espartilho que sua mãe a ajudava a colocar. _Filha! O que foi aquilo ontem? Pergunta a mãe de Mary ajudando-a a arrumar o espartilho atrás.
Mary vira para sua mãe devagar, _era isso que eu queria falar, eu estou me sentindo estranha, eu não estou me controlando do que faço nem do que falo, é como se não fosse eu por um momento mãe. Diz Mary abaixando a cabeça.
_Mary você tem que ir mais a igreja. Não pode continuar assim, sua voz estava totalmente mudada ontem, não parecia que estava falando com minha filha, parecia que estava falando com... Com o demônio. Diz a mãe de Mary engolindo seco.
Mary fica paralisada, seu coração estava acelerado ao ouvir aquelas palavras sairem da boca de sua mãe. _Mãe esquece isso, Esta bem? Mary pega um batom vermelho de sua prateleira, e passa em sua boca. Ficou perfeito, mas não parecia adequado para ir para igreja.
_Tira isso já! Não vai com esse batom! Disse a mãe de Mary.
_É só um batom, é claro que vou assim. Mary não costumava desobedecer a sua mãe, aquilo estava estranho. A mãe de Mary estava com medo disso.
Chegando na igreja, era manha de missa,Mary estava se sentindo mais bonita de lá, era uma igreja ela não podia se sentir assim. E pela primeira vez quando começou a missa, Mary não estava prestando atenção nas palavras do padre, e nem fazendo as orações, estava pensando em John em todo aquele momento, foi a unica coisa que ela conseguiu pensar.
Voltando para casa com sua mãe, ela avistou John sentado em um bando de baixo de uma árvore, sua mãe não tinha o visto ''ainda bem'' . _Mãe eu posso ficar um pouquinho aqui fora? É que eu quero pegar um ar.
_Claro, não demore pra ir pra casa, entendeu? Pergunta sua mãe.
_É eu entendi. Quando Mary virá que sua mãe não estava mais por perto, foi ante o banco que John estava sentado. _Oi John.
_Sabia que viria aqui. Diz John sorrindo, _Senta!
_Não fique convencido, só vim porque não tinha nada melhor para fazer. Mary ria baixo.
_Entendo. Diz John suando irônico. _Sua mãe não pareceu gostar muito de mim ontem.
_Ah! Ela não gosta de ninguém, a não ser do padre de mim e da nossa vizinha. Mary o olhava meio encantada.
_Você é linda! Diz John olhando os lábios de Mary.
Mary ria meio tímida. _Faz isso com todas as garotas? Pergunta Mary.
Notas finais
Continua...
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