Acordo com uma dor de cabeça desgraçada, eu estou deitada no sofá e meus pés estão sujos. Digo para meu pai que não vou para a escola hoje porque não estou me sentindo bem.

Ligo para Carol para dizer que não vou poder ir hoje, para que ela me passe à matéria depois quando alguém atende o celular dela:

-Oi vadia! A sua amiguinha já era!- uma voz grossa e assustadora fala.

-Do que você tá falando? A final quem é você?

-Sou seu amigo!

-Meu amigo? Ah vá à merda!

Então desligo o celular. Quem será que atendeu o celular dela? Algo me diz que tem alguma coisa muito errada então saio correndo para a casa de Carol que fica no início da rua.

Quando chego a casa dela a porta está apenas encostada então entro correndo na casa quando vejo o celular de Carol no chão, ele está com a tela quebrada como se alguém tivesse jogado ele com força do chão. Quando estou a caminho da cozinha aparece no celular uma mensagem de voz ela diz: “Oi filha! Deixei um assado no forno para você é só esquentar! Beijo”.

Chegando à cozinha vejo que tem uma marca de mão suja de sangue na alavanca da porta do forno, chego perto e abro o forno. Assim que vejo o que tem no forno me jogo contra a parede, sento no chão e começo a chorar. O que estava no forno era a cabeça de Carol.

Penso que pode ser coisa da minha madrasta, saio correndo da casa em direção à casa de Ed, chego lá e ele está cortando a grama, chego perto dele e digo:

-Jose fez mais uma vítima!- Digo desesperada ao pensar que a próxima, pode ser eu.

-Quem? Seu pai?

-Não... A Caroline!

-Desgraçada! E a mãe da Carol já sabe disso?

-Não sei se ela também foi morta, vamos ver se ela está lá na casa!

-Ok!

Ele larga o cortador de grama e sai correndo junto a mim em direção à casa de Carol. Chegando lá, nós fomos para a cozinha e mostro onde que eu vi a cabeça de Carol, ele diz:

-Droga! Essa mulher está cada vez pior!

-Temos que avisar para os pais de Carol!- digo

-Eles não estavam em casa?

-Talvez ainda estejam!- penso que algo maior aconteceu.

Seguimos o corredor da casa dela até onde parece ser o quarto dos pais dela, Ed abre a porta e vemos a mãe de Carol deitada na cama, ela está morta, mas algo chama a minha atenção, ela está sem a mão esquerda. E no móvel ao lado da cama está a mão dela, com uma cruz em cima.

Antes de sairmos da casa vemos o corpo do pai de Carol sentado no sofá. Eu pego o celular de Carol e vejo na agenda telefônica o número de uma tia dela e ligo dizendo que eu sou uma amiga dela que ouve uma tragédia, contei tudo e disse para ela vir na casa.

Faz sete dias desde a morte de Carol, hoje tem uma missa de sétimo dia para ela em uma igreja aqui perto. Arrumo-me e quando desço Ed está me esperando para irmos à missa junto ao meu pai e a vagabunda da minha madrasta.

Não sei por que, mas não estou me sentindo muito bem hoje, quando entro na igreja sinto uma dor forte na barriga e caio no chão, antes de apagar completamente vejo as pessoas me rodeando e eu apago.