Assim que a última aula do dia termina eu vou diretamente ao encontro de Ed logo na entrada do colégio, com ele estão esperando Mark e Kate. Eles conversam e Ed aparenta dar comandos, penso que ele esteja falando para que os dois nos esperem em frente da padaria enquanto chegamos com a gasolina.

-Estão prontos? -pergunto.

-Estamos!- Kate fala.

Separamo-nos, eu e Ed vamos à direção da minha casa e Mark junto a Kate em direção da casa 666. Eu ando rápido e Ed me acompanha, praticamente corremos.

-Porque estamos indo tão rápido?- Ed pergunta.

-Porque quanto mais cedo nós nos encontrarmos com o restante e irmos até a casa, mais cedo estaremos livres disso!

Chegamos em casa e vejo que meu pai está dormindo no sofá, passamos sem fazer barulho em direção ao quintal onde eu escondi os galões de gasolina. Conseguimos sair de casa com os galões sem acordar meu pai e só não andamos na mesma velocidade porque os galões estão pesando um pouco para termos força o suficiente para correr carregando eles.

O céu está cada vez mais escuro com as nuvens se aglomerando, formando o que eu acho que vai ser uma tempestade. Conseguimos chegar ao encontro de Mark e Kate antes da chuva nos alcançar, assim que chegamos em frente da casa 666 um relampado corta o céu atrás da casa.

Tentamos abrir a porta, mas ela está trancada, entrego o galão de gasolina que eu estou segurando para Mark e então arrombo a porta do mesmo jeito que eu sempre faço, com o grampo de cabelo que eu sempre deixo em um bolso da camisa ou na minha nuca.

Olhamos em volta e nenhum sinal de alguém nos observando, colocamos os galões de gasolina em cima de uma poltrona velha, na minha mochila eu trouxe o caderno que encontrei o vidro de água benta e a cruz que estavam no fundo falso do meu closet, afinal tudo isso estava junto daquele aviso e então poderia ser essencial para vencer essa batalha.

Andamos pela casa até chegarmos em frente a entrada do porão da casa, a porta não está trancada e antes que nós fossemos até o porão eu escuto um barulho dentro de um dos armários que está trancado por um cadeado enferrujado, puxo de dentro da minha mochila um estilete e abro o cadeado, dentro do armário está uma garota do meu tamanho, ela está com uma máscara de oxigênio, não sei direito, mas acho que eu já vi ela antes em algum lugar.

Tiramo-la de dentro daquele armário e em seguida removemos a máscara de oxigênio.

-Ei menina!- eu falo dando uns tapinhas de leve na cara dela, na tentativa de acorda-la.

-Marina!- ela acorda e me abraça falando meu nome- Precisamos sair daqui!

-Você me conhece?- pergunto assustada, pois nunca tinha visto ela.

-Não se lembra daquele dia na praça? Eu e você começamos a brincar sem mesmo nos conhecer, ai um cara tentou levar para a casa dele então nossos pais chegaram a tempo de nos impedir?- ela me lembra.

-Era você?- pergunto.

-Sim, e você se lembra que o cara era um estuprador?

-Que horrível! O que aconteceu com ele?- pergunto.

-Foi morto por uma garota que ele tentou violentar, então o demônio possuiu a garota e fugiu até chegar aqui! Lembra que ele jurou que nós seriamos dele?

-A gora eu lembro!

-Se não sairmos daqui ele cumprirá esse juramento!

Antes de perguntar como ela chegou aqui escuto um barulho atrás de nós, é a mesma garota possuída que nos atacou da última vez que estivemos aqui.

-Olha que cena bonita... As minhas duas favoritas juntas!

-O que você vez com a dona desse corpo seu desgraçado?- pergunto.

-Ela morreu quando aquele imbecil decepou a cabeça dela!- o demônio fala apontando para Mark.

Kate pega rapidamente o vidro com água benta e atira na direção da garota possuída, a água queima a pele dela, ela grita com dor, em seguida eu pego as seringas, uma eu seguro na mão direita e a outra na esquerda.

-Hora de dormir!- falo correndo, em seguida eu injeto as anestesias um em cada lado do pescoço da possuída.

Ela desmaia no chão.