A Possessão - Parte 1
2 Capítulo 2
Acordo depois de uma noite longa, antes de me levantar penso no que fazer com a minha suposta madrasta assassina e decido noite que vem ficar de olho nela para ver se eu consigo mais pistas do seu caso, então eu me levando e vejo o machado do meu pai sujo de sangue encostado na porta do meu quarto que está aberta, droga Jose fez mais uma vítima.
Mas porque ela deixou o machado aqui perto de mim, na porta do meu quarto, ela só pode estar tentando me incriminar, mas é claro! Se ela me incriminasse e alegasse que eu tenho problemas, ela se veria livre de mim e me afastaria de meu pai por algum motivo.
Pego o machado e desço com ele escondido de baixo de um lençol e o lavo no quintal, apagando todos os vestígios. Por um instante penso em entregar aquela vadia para o meu pai, mas do que adiantaria? Ele não acreditaria que a mulher maravilhosa com quem ele dorme todo dia na verdade é uma assassina de sangue frio.
Depois de lavar o machado e o lençol que eu o escondi entro na casa e pego um copo de leite como café da manhã, são cinco e meia da manhã ainda tem bastante tempo até a hora de eu ir para a escola, então mando uma mensagem de texto para Ed:
“Preciso falar com você, Jose fez mais uma vítima!”
Arrumo-me para a escola e saio antes de meu pai e Jose acordarem, passo em frente a casa de Ed e sento na calçada para esperar por ele, depois de um tempo ele sai pronto para a escola.
-Quem foi a vítima agora?-ele pergunta agoniado.
-Não tenho ideia! Apenas vi um machado com sangue escorrendo e uma mão marcada com sangue nele.
-Primeiro uma faca, depois um machado... Essa mulher está cada vez usando armas mais pesadas. Como a paramos?
-Não tenho ideia, mas se ela tentar me matar, eu não irei ter pena da vagabunda!- digo com raiva.
-Você tem certeza que é ela a autora dos assassinatos?
-Bom, ela é a única de nós que é ruim o bastante para matar alguém que nem se quer conhece e também se for ela, é porque ela está tentando me incriminar para se ver livre de mim quando me mandarem para um hospício ou algo do tipo, mas vou começar a investigar isso.
-Mas tome cuidado! Não deixe que ela te mate.
-Sei me cuidar!
Então seguimos o nosso caminho diário até a escola. Quando chegamos à escola conversamos sobre como descobrir e provar que Jose é mesmo a autora dos assassinatos um garota se aproxima de nós e diz:
-Fala Ed, quais as novas?
-Oi Caroline, você já conhece a Marina?- ele me apresenta.
-Oi Marina, tudo bom?
Faço um careta dando intender que não, então Ed interrompe e fala a história para Caroline, eles parecem ser amigos a um tempo e por sinal ele confia muito nela para contar essa história.
-Que mulher doida!- Caroline fala quando ele termina de contar a história.
O sinal toca e seguimos para a nossa sala, nós três passamos o dia praticamente conversando e se conhecendo, é bom ver que eu já no terceiro dia na cidade já tenho dois amigos.
Depois da escola nós seguimos para a minha casa, quando chegamos faço um sinal com os olhos para Carol, mostrando quem é Jose, continuamos nosso caminho até o quarto.
Assim que chegamos ao quarto, Carol diz:
-Aqui é o lugar que eu estou pensando?
-Sim! É o quarto do exorcismo de Joe
-Caramba! Como você consegue dormir de noite sabendo que alguém foi exorcizado aqui? Você não tem pesadelo?
-Pra ser sincera não tenho um sonho a três noites
-Você encontrou alguma coisa de Joe?
-Apenas uma frase dela que foi escrita na parede com tinta vermelha
-Tens certeza que era tinta?
-Você acha que poderia ser sangue? –Digo assustada.
-Não sei tipo a moleca estava possuída, só pensei né.
Quando eles vão embora de casa, tudo ao meu redor fica escuro e depois de um dia cansativo finalmente descanso.
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