A Possessão - Parte 1
1 Capítulo 1
Acordo assustada de um pesadelo para outro. Meu nome é Marina, tenho 17 anos e estou morando com o meu pai e a minha madrasta rabugenta desde quando minha mãe morreu.
Nós estamos nos mudando para uma casa nova em outro bairro, assim que chegamos à casa nova, pego as minhas coisas e vou direto para o último quarto do andar superior, é um quarto pequeno, sujo e bagunçado, assim que chego começo a tirar as coisas que parecem ser da moradora antiga da casa. Assim que arrumo as coisas decido pintar a parede então arredo o guarda roupa que era da moradora antiga e que eu tinha deixado no mesmo lugar onde eu encontrei, quando vejo que tem umas palavras escritas que dizem: “Me ajude! Ele não quer me deixar!”, mas deve ser besteira então desço para pegar a tinta roxa que usei para pintar o meu quarto antigo.
Quando passo em frente à sala, Jose, a minha madrasta diz:
-Espero que nesta casa deixe o seu quarto limpo e arrumado. Diferente da porcaria que você deixava no quarto antigo!
Eu ao ouvir aquele comentário recuo alguns passos de forma que eu fiquei de frente para ela então respondo:
-Vá à merda Jose e nem pense em entrar no meu quarto- respondo grosseiramente
Vejo a lata de tinta, a pego e volto para o meu quarto. Abro as janelas e começo a pintar as paredes, assim que termino, eu fecho a lata que tem ainda um pouco de tinta e guardo em baixo da cama.
Pego os meus novos livros escolares e ponho na estante, separo os que vou usar amanhã e deixo a mochila ao lado da minha cama. Tomo um banho e saio de casa para um passeio de bicicleta, quando estou passando em frente à casa do vizinho um cara vem na minha direção fazendo sinal para eu parar.
Ele se apresenta:
-Olá! Meu nome é Eduardo, mas pode me chamar de Ed. Você é nova por aqui, onde você mora?
-Oi, sou Marina e estou morando na casa 172, é descendo a rua!
-Sério? Você tem coragem de morar lá né?
-Tenho eu acho, mas porque você esta dizendo isso?
Sentamos na calçada enquanto ele me conta que todos dizem que tem algo errado com a casa e que ele já ouviu uma história de um exorcismo que aconteceu lá, mais precisamente no meu quarto.
Fico tensa enquanto ele conta a história, depois nos conhecemos um pouco, ele é um ano mais velho que eu e esta na mesma escola que eu estou e também na mesma sala, depois de uma conversa, eu olho para o relógio e vejo que já é hora de eu voltar para casa então eu me despeço dizendo:
-Então até amanhã, tchau e obrigada pela história!
-Ok, tchau!- ele fala se retirando para dentro da casa dele.
Quando eu chego em casa, vejo que pediram pizza e o meu pai e a entojada estão a mesa jantando então pego dois pedaços de pizza e um copo de refrigerante e vou para a sala para jantar vendo TV e longe da minha madrasta.
Depois vou para o meu quarto e me jogo na cama do jeito que estou e durmo.
No outro dia vejo um corte no meu pulso e tento imaginar como eu teria conseguido aquele corte, depois faço um curativo e me arrumo para a escola. Quando eu desço com a minha mochila vejo meu pai na mesa da cozinha lendo o jornal e não vejo Jose por perto, então falo com o meu pai:
-Bom dia! Quais as novidades?
-Ouve um assassinato na casa ao lado, de acordo com a perícia o assassino utilizou uma faca e a mulher tentou se defender com outra faca, mas não adiantou de nada. A polícia acha que ela chegou a ferir o assassino devido às manchas de sangue que não era da mulher, na maçaneta da porta.
-Credo!
-Tome cuidado ao andar por ai minha filha!- ele diz preocupado.
-Não se preocupe, agora vou para a escola, não quero me atrasar no meu primeiro dia!
Chegando à escola encontro Ed e seguimos para a sala onde vamos ter a nossa primeira aula.
Depois de um dia longo e chato no meu primeiro dia de aula, eu e Ed voltamos para a casa, eu o convido para conhecer a minha casa e ele aceita. Assim que chegamos vamos primeiro na cozinha e quando abro a graveta dos talheres para pegar duas colheres vejo uma faca grande suja de sangue e escondo rapidamente na minha mochila e depois pego as colheres.
Subimos com os sorvetes e vamos para o meu quarto, eu ainda estou atordoada com aquela faca manchada de sangue. Assim que nós entramos no quarto eu tranco a porta e mostro a faca pra ele e digo:
-Olhe isso! É a faca favorita de Jose, ela sempre diz que é a melhor faca para fazer corte e disse que seria a única que podia usa-la, só para me provocar.
-Espera! Você acha que ela foi a culpada da morte da senhora Brown?
-Acho! Aquela mulher é ruim, está com o meu pai porque não tem que trabalhar, mas o meu pai acha ela maravilhosa!
-Hm. Fique de olho nela! Cuidado, você vai contar isso para o seu pai?- ele pergunta.
-Claro que não! Ele não iria acreditar mesmo! E tem mais, ela acabaria sabendo por que o meu pai conta tudo para ela.
Depois eu conto para ele que quando nos mudamos eu vi aquela frase na minha parede e ele diz que poderia ter sido escrita pro Joe, a garotinha que dizem que foi possuída e exorcizada nesta casa, neste mesmo quarto.
Ele disse que a garota fazia coisas, mas depois não se lembrava de nada, como se fosse sonambula, isso por que quanto mais o demônio tomava conta dela mais ela perdia a consciência.
Mas isso não importa agora! Eu tenho que arrumar um jeito de deter esta assassina e rápido antes que ela mate mais uma pessoa.
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