A Plenitude das Sombras

3 Capítulo III - Um ato confessional


Notas iniciais
Olá, caros leitores e caras leitoras... Sejam bem vindos a mais um capítulo da minha fic... Boa leitura!

Desde o incidente, Elisabeth se tornou uma pessoa fechada, não confiava mais em ninguém que declarava ser seu amigo, isso incluía Bell.

Ouviu-se naquela noite três batidas na janela do quarto de Isabelle Chisholm. O que garantiu que Elisabeth levasse um repentino susto.

Ela se levantou lentamente, usava uma camisola de seda de uma cor rosada que ganhou de presente de sua mãe anteriormente, além disso ganhou também um bracelete prateado, que "combinava perfeitamente com seus olhos", de acordo com a sua mãe. Amedrontada ela se pôs a abrir a janela. E quando o fez, não viu nada além de ruas vazias com pouca iluminação e árvores com as folhas alaranjadas pelo outono que residia naquela época.

A garota dos olhos violetas deu as costas para a janela, e olhou o relógio em uma das paredes, que demarcava o horário de dez para as três da matina. Ela deu um passo, em direção à cama.

– Devo estar cansada... Estou até ouvindo coisas. — Disse para si mesma enquanto dava o primeiro passo.

Contudo, quando ela se pôs a por o segundo pé no chão, ouviu mais três batidas. Elisabeth, olhou a janela, que agora estava aberta. Algo estava pendurado em um prego mal preso, um colar prateado, com uma safira incrustada.

Ela deu um passo cambaleante para trás, e caiu. O baque acordou Isabelle, que possuía um sono "terrivelmente leve", contara uma vez para Lisa.

– O que está acontecendo?... Lisa? Por que diabos está no chão? — Despejava Isabelle entre bocejos.

– ... — Elisabeth murmurou algumas palavras inaudíveis. E um bilhete entrou voando pela janela.

O bilhete caiu ao lado da garota de olhos violetas, e ela, com pestanejos repetidos, verificando se aquilo não passava de outro sonho, abriu o bilhete, a letra era de uma impecável caligrafia.

" Caríssima Elisabeth, use o colar, siga a sombra, quem está ao teu redor corre perigo, assim como ti mesma. Verá-me em breve.

R. M.C"

Quando leu isso, Lisa tomou um semblante aterrorizado, seus olhos estavam marejados e vermelhos. Sua boca, entreaberta. E uma lágrima descia pelo seu rosto. Os fantasmas de seu passado sombrio voltaram a importuna-la, ela sabia o que o: "...quem está ao teu redor corre perigo...", significava que Isabelle, Ruth, Joseph e Hector poderiam se ferir se continuassem perto dela.

Bell, vendo a perplexidade de Lisa, pôs-se a levantar e puxar o bilhete ferozmente. Leu-o lentamente, e quando abriu a boca para perguntar-lhe o que aquilo significava, um tufão interrompeu-a, ele estourou os vidros da janela, fazendo Isabelle gritar, invadiu o quarto e espalhou folhas para todos os lugares.

– Venha comigo! — Gritou Lisa, que puxou Isabelle pelo braço. Com esforço conseguiu pegar o colar, capturou o seu diário e correu para a porta, e de imediato, ela se trancou.

– Está trancada pelo lado de fora... — Gritou Bell enquanto girava a maçaneta, e tentava abrir a porta todas as formas possíveis. — Não temos saída...

Lisa olhou para cada canto do quarto, e focalizou a janela, à essa altura a velocidade do vento estava menor.

– Temos uma chance... — Disse Lisa para si mesma.

– Uma chance de quê? — Gritou Bell — Oh, não! Não está pensando em...

Lisa agarrou sua amiga, colocou o colar, apertou o diário com mais força, e a puxou em direção à janela...

...

– Nós poderíamos ter morrido! — Gritou Isabelle.

– Não morremos... — Disse Lisa enquanto limpava a terra de sua camisola. — E temos de ir, tem algué... algo, atrás de nós.

– Elisabeth Ellon Roones, eu não vou a lugar nenhum enquanto você não me dizer o que está acontecendo aqui! — Disse Isabelle.

– Bell... Eu não posso te... — Lisa fixou o olhar no rosto de Isabelle, ela estava aterrorizada, seus olhos estavam vermelhos. O terror estava a consumindo, viu o quanto estava sendo difícil para Isabelle ver aquilo tudo em uma noite, ela teve uma vida para arrumar aquilo tudo em sua mente. Isabelle estava vivenciando aquilo pela primeira vez. Pôde compreende-la. Lisa suspirou. — Tudo começou quando tinha quatro anos, e me perdi na floresta... — Começou. Bell se sentou no chão de grama da Srª Chisholm — algumas... coisas, me pertubavam. Eram e são chamadas de sombras. A lenda delas se espalha por toda a Viderry... — E ela explicou o que aconteceu com si mesma, cada pequeno detalhe, lembrava-se de tudo. Alguns minutos se passavam e Bell ouvia as palavras de Elisabeth como uma pequena criança curiosa, ouvindo uma nova história. E quando Lisa contou o final de sua biografia até aquele presente dia, uma esfera negra se projetava atrás da jovem de olhos violetas.

– L-L-Lisa... — Isabelle gaguejou apontando para algum lugar atrás de Elisabeth.

Ela se virou e encarou a esfera, que flutuava e exalava uma névoa negra. Então três palavras projetaram-se em sua mente: "...siga a sombra...".

– Bell, venha, vamos segui-lo.

– O quê?!

Notas finais
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