A Player e o Regresser - Beast Eyes
5 3 - The Player -Hatake History 971-878: Catching Bijuu! P1
Notas iniciais

Byakko Hatake – Era Senju X Uchiha
(971 Anos Antes de Konoha)
Quase que como uma volta as origens voltei a ser Byakko Hatake. Hikari a última filha que tive da última vez que fui Hatake seguiu minhas ordens e o clã voltou a crescer novamente nesses quase 69 anos que fiquei fora. A diversidade genética do clã aumentou ao mesmo tempo que as características Hatake se mantiveram.
Aqueles meros 1.995 membros sobreviventes fizeram o clã crescer apesar do clima rigoroso deixar apenas os mais fortes sobreviverem. Chegamos aos 9.568 ainda longe dos 15.789 antes do clã se dividir, mas mais perto.
- Pretende descer as montanhas em busca de diversão? – Nokia animada com ideia de aproveitar os homens fora do clã me olhou.
- Sim. Quero ver como é lá embaixo. Quero saber como nossos irmãos que fizeram da floresta do país do Fogo estão. Deve ser estranho viver em meio a tantas guerras e mais guerras dos clãs. Pior ainda perto dos Uchiha e Senju.
- É, essa gente é esquisita... Mas ainda é cedo demais para realizar a tradição do clã é melhor esperar mais uns 5 anos. – Ela comentou.
- Não vou descer para transar com caras e sim para explorar. – Expliquei. Como “prodígio do clã” já aprendi tudo que tinham para ensinar faz uns dois anos, mas decidi esperar até os 10 para descer.
Nokia riu.
Alguns dias depois já tinha preparado tudo, trouxe minhas lobas Fuu, Sui, Rai e Ka uma pena não ter uma 5ª para chamar de Do. Nokia e mais garotas se preparavam para descer. Para as garotas com idade entre 15 e 25 anos descer para se divertir significa quem além de explorar o mundo vão em busca de homens fortes e curtir sexo.Virou uma tradição a uns 30 anos, pois poucos homens sobem a montanha graças ao clima frio hostil. Dos que sobem a maioria são Hatakes da floresta e mercadores Haruno o que não ajuda na diversidade genética já que os Hatakes são Hatakes e os mercadores são fracos.
Para as garotas é um rito de passagem divertido que une o útil ao agradável de se divertir e expandir o clã antes de se casaram com homens Hatake. Aproveitando a juventude e a liberdade antes se dedicarem ao clã, além de provar as habilidades ninjas para todos.
Ao voltar elas se gabam de suas conquistas de seduzir algum líder ou herdeiro clã sem o homem nem perceber que a garota não é uma civil. Quanto mais importante o clã, maior é a conquista.
Até nossos Dirus Lupus entraram na brincadeira se transformando e passando-se por cães ou até mesmo outros animais como gatos, raposas, cavalos, pássaros ...etc.
Fico extremamente feliz que nossos lobos evoluíram muito em físico, habilidades, inteligência, compatibilidade com chakra e no uso de chakra. Linhagens sanguínea estão evoluindo naturalmente entre eles. Junto com o meu poder de manipulação posso acelerar esse processo.
- Finalmente chegou o dia! – Nokia comentou alegre com as meninas. Nós usamos um Henge misturado com um Fuuinjutsu. De maneira que o Henge é mantido de forma permanente de acordo com a vontade do usuário sem deixar nenhum rastro e sem precisar ser mantido conscientemente. O selo totalmente invisível mante a aparência ao mesmo tempo que faz parecer o fluxo de chakra de um civil.
É uma técnica de grande custo-benefício já que o selo se alimenta de pouquíssimo chakra constantemente e a quantidade pode ser fornecida em excesso quando se está acordada, o excedente fica armazenado e mantem o funcionamento quando se está inconciente.
- Como é verde aqui! – Yuka ficou admirada. Ao saímos do país do Ferro nossos lobos se transformaram em bois e cavalos e usamos o disfarce de mercadoras do pais do Ferro.
- Vou por aqui, até mais amigas! Nos vemos em 5 ou 8 anos. – Decidi alegremente.
- Cuidado Byakkita. – Nori avisou me chamando pelo apelido. – Sei que é mais forte que a gente, mas não se deixe levar por isso.
- É fiquei sempre atenta e seja cuidadosa! – Nokia e as meninas me avisaram.
****
Longe delas finalmente pude iniciar a caçada.
Fiz centenas de Kage Bunshins e com Henge se transformaram em animais comuns do habitat. Enquanto os clones procuravam rastros comi e meditei ao invés de dormir. Fuu e Rai permaneceram comigo em forma de cão de guarda. Sui e Ka foram explorar os arredores.
Horas depois quando anoiteceu e já tinha recuperado totalmente meu chakra os clones se cancelaram. Analisei com cuidados as informações adquiridas, descobri que tanto Nibi quanto Gobi estão próximos. Tenho apenas que decidir se vou para oeste ou leste. A escolha é fácil já que Gobi está mais próxima ao clã Uchiha e ao Senju. Fui para oeste em direção a Nibi que está perto da borda entre dois países sem nome que ficam entre o país da Terra e o do Fogo.
- Vocês fiquem longe até eu chamar pelas marcas. – Aviseis minhas lobas e saí a toda velocidade. Em poucos minutos avistei meu algo o que era fácil, afinal era um enorme gato flamejante de uns 30m de altura deitado em uma área arrasada.
- Oi Nibi podemos conversar? – A Kyuubi era capaz de conversar então imagino que as outras 8 também sejam.
- Um humano? O que quer? – O enorme gato azul e preto flamejante abriu os olhos de cores diferentes um amarelo sem pupila e o outro verde. Quase ri, a combinação de cores me trouxe uma memória soterrada por era e mais eras de existência. Se o gato tivesse detalhes brancos ao invés de preto teria todas as cores da bandeira do Brasil.
- Poderia me ceder uma parcela de seu chakra? – Assim que terminei a besta se enfurecei.
- Malditos humanos é sempre o que querem! – O gato gritou antes de me atacar com uma baforada de fogo. Tentei insisti em conversar, mas Nibi não queria mais ouvir. Confesso que em partes fiquei feliz, pois realmente queria caçar e foi o que fiz.
- Esses poderes? O que é você?! – Foi a última coisa que o gato disse antes de eu absorvê-lo por completo.
- Tsk... ainda estou longe... – É desagradável estar tão fraca. Nibi o gato resistia, mas era impossível escapar do meu controle. Rapidamente mudei de localização indo para um lugar ermo em meio a cachoeiras a várias centenas de metros de distância. Pelas marcas chamei minhas lobas. – Fuu, Ka, Sui, Rai vou ficar ocupada por uns dias guardem o perímetro e me alertem se algum intruso se aproximar.
- Claro boss! – As quatro responderam em uníssono. Preparei o local e o meu corpo antes de meditar.
No limiar entre o subconsciente e a alma
- O que diabos é você? – O gato perguntou alarmado flutuando nos escombros e ruinas de cenários queridos a muito tempo perdidos. – Isso não é o subconsciente humano. – O gato observou tudo a volta flutuando em meio a um espaço de maneira distorcida.
- Eu sou humana... Tecnicamente? Hm... Sou uma humana que transcendi para algo além e agora voltei a ser humana? É... Acho que é a melhor maneira de explicar. – Conclui.
Estou voltando a ser eu mesma lentamente, mas ainda tenho um longo caminho... Não sei se realmente voltarei a ser o que eu era ou se vou mudar para algo diferente. A única coisa que sei é irei voltar a besta da calamidade.
- O que quer? Qual o seu objetivo? – O gato questionou sério e eu ri.
- Agora ficou a fim de conversar é? – Ri novamente. – Não se preocupe muito. O que são meros 20 anos para criaturas imortais? Passa mais rápido que uma fração de segundo. Primeiro... – Estabilizei o cenário focando em uma lembrança agradável. Aquele belo dia ensolarado do começo do jogo em uma planície gramada e repleta de flores onde nos Players criamos nossos personagens em Shinobi Souls.
- Vinte anos? O que quer dizer com isso? Duvido que seu corpo ira aguentar... – O gato começou a explanar sobre a deterioração do meu corpo atual.
- A isso não importa. Sempre planejo vidas curtas mesmo apenas o suficiente para criar e manter o que preciso para Revival da próxima rodada. Não compreende né? Não tem problema, logo irá entender. Não se assuste enquanto conversamos irei preparar o meu corpo.
- Ei?! – O gato ficou tenso ao sentir seu chakra ser sugado.
Meu corpo queimava e ardia ao ser destruído pelo grande fluxo de chakra denso e corrosivo da bijuu. Usando minha habilidade com cura forcei meu corpo a assimilar o chakra enquanto se regenerava do dano causado. – Meu objetivo é assimilar seu chakra em meu corpo de maneira a alterá-lo geneticamente, não só para criar resistência como para ser capaz de gerar algo igual.
- Quer ser capaz de usar o meu chakra? Não entendo se morrer de que vai adiantar?
- De muita coisa afinal o foco não sou eu e sim a geração que irei gerar. Aqueles que nãos são descendentes de Kaguya tem uma evolução lenta de habilidade e por mais que eu desenvolva meu clã existem coisas como o chakra de vocês que não só pode acelerar muito as coisas como também liberar novos caminhos para evolução.
- Como sabe sobre Kaguya? – O gato semicerrou os olhos me encarando com intensidade.
- Aprendi parcialmente sobre a história desse mundo na seleção de personagens. – O gato me encarava como seu falasse em uma língua desconhecida. Então decidi apenas mostrar as memorias no céu como se fosse um grande projetor recebendo uma imagem.
- Isso é totalmente insano! – O gato comentou desconcertado. Riu de nervoso. – A profecia é inútil? Se isso for verdade...
Dei de ombros quando o gato voltou a me encarar. – O tempo vai provar mesmo que não acredite em mim.
-Se for verdade nem mesmo se juntar o chakra de todos nós será suficiente p...
- Claro que apenas isso não irá. – Cortei o Gato. – Por isso que estou desenvolvendo meticulosamente meu clã. Esse começo é dolorosamente lento não só graças a incompatibilidade com o poder Otsutsuki deles, como também por a maior parte dos meus poderes estarem indisponíveis graças a maldição.
Sorri de raiva ao me lembrar. – Matei os desgraçados e eles me amaldiçoaram em retorno. Vou restaurar minha alma e terminar com resto os desgraçados. – E tentar achar um jeito de voltar para a dimensão de Shinobi Souls.
*****
De maneira estranha a conversa fluiu entre nós. O gato tem interesse nas Entidades e Shinobi Souls e eu curiosidades sobre as bijuus num geral. Uma pena não terem lembranças de quando eram Juubi isso me daria informações mais interessantes. Me contentei com curiosidades sobre Hagoromo, Hamura e seus filhos.
Levou um total de 10 dias sem pausa para criar uma resistência. Mas sete anos para trabalho mais delicado da assimilação. Isso tudo desgastou meu corpo um bocado perdendo 60% da expectativa de vida, porém isso não é um problema já que não planejo nem viver até os 48, muito menos até os 120 anos de vida.
Pelo caminho usei o Death’s Glare para analisar ninjas poderosos pelo caminho para saber se é alguém com destino importante ou não.
- Por que se importa com isso? – O gato perguntou curioso.
- Para evitar efeito borboleta. Existem coisas que parecem irrelevantes, mas que na realidade podem alterar completamente o futuro.
-Hm... Ainda assim por que se importa com isso? Quero dizer não está aqui apenas por vingança? Que diferença faz se o destino das pessoas mudara se no final todos vão morrer... – O gato elaborou mais a pergunta insatisfeito com a resposta.
- Sim quero exterminá-los, porém não significa que quero alterar a vida de todos os seres do planeta. A vida deles é a vida deles. Meu objetivo é meu objetivo.
- É estranhamente altruísta de maneira esquisita. – Ignorei o comentário do gato.
Tive um par de gêmeas com um ninja do país da Terra, no ano seguinte outro par com um do Vento, seguido de outro do Fogo e engravidei de trigêmeos de ninja do país do Raio. Então decidi voltar a nossa vila.
- Byakko demorou demais! Achei que algo tinha acontecido! Oh que gracinhas! – Nokia se encantou com os meninos enquanto me dava bronca.
- Desculpa estava apreciando viajar. Tem tantos lugares bonitos vi... – Enrolei Nokia com histórias sobre lugares que vi. – Esse é Kou, Yuu, Enki, Denki, Ren e Lan. – Apresentei os bebês. – Essa é a tia Nokia...
- Está diferente. – A matriarca perceptiva notou. – Seus filhos têm um chakra esquisito.
Concordei com a cabeça. – Encontrei uma bijuu que me salvou minha vida. Recebi um pouco do seu chakra e isso mudou meu corpo. Me salvou da morte ao mesmo tempo que encurtou minha vida. – Dei de ombros mentindo sem nem pestanejar. Não quero que membros do clã passem a caçar as bijuus, afinal eles irão morrer.
Os olhos da matriarca se arregalaram. – Uma bijuu? Qual? Sempre que ouço histórias dessas bestas é sobre desgraça. – Questionou num misto de supressa e medo.
- Nibi. As pessoas tendem a importuná-las, não criaturas más. O pessoal abaixo da montanha só sabe viver de guerra a gerações, não têm uma cabeça muito boa... Alguém teve a brilhante ideia de usá-las como armas, a todo momentos as bestas são importunadas por alguém achando que finalmente será o humano a domá-las. – Expliquei.
“Tch essa não é a história que vivi quando me sequestrou.” – Nibi reclamou depois da conversa que tive com a anciã. Dava para sentir o gato olhando com cara de julgamento só pelo tom da voz.
“Claro que não é. Se eu contar a verdade todo dia algum idiota terá a ideia brilhante de ir atrás de uma bijuu para conseguir poder. Isso não é algo que eles vão conseguir nessa geração, mas aqui algumas centenas de anos vão criar métodos para isso e quando perceberem serão bateria de chakra para shinobi.” –Lembro de como a evolução da captura de Youkais e Bestas Divinas evoluíram. – “To te fazendo um favor. Apesar de que não demorar muito até outros pensarem nisso.” Avisei.
O gato riu e desdenhou. “Estou tocado com a generosidade, preso nos confins da sua alma...”
****
As vezes a vida gosta de pregar peças. Conheci Shiro um garoto da linhagem de Ginko o gêmeo do “Shiro” original. Ele também é albino e tem constituição fraca. Death’s Glare confirmou o que suspeitava ele é a reencarnação do original.
- Ei Shiro você aceitaria um remédio que o curaria, mas vai fazer viver menos? – Fui sincera.
Ele me encarou da cama. – Isso vai me dar uma vida normal? Prefiro viver pouco como alguém normal do que muito definhando como um invalido. – Shiro fechou os olhos e sorriu. – Como está? Mais três meses e logo a casa ficara mais cheia.
Conversei com Shiro e quando ele ficou exausto deixei pedir para eles descansar.
“O que vai fazer?” – Nibi perguntou.
“Usar meu sangue carregado com o seu chakra para ajudar o corpo dele. Não é uma solução perfeita, já que ao mesmo tempo que revigora e cura irá degenerar as células mais rapidamente.”
Dia após dia dei uma xicara de café de meu sangue para Shiro beber dizendo que era remédio. Com um pequeno genjutsu fazia ele não perceber o gosto de sangue e dormir enquanto eu usava meu chakra com pequena quantidade do de Nibi para curar e regenerar seu corpo antes de dormi. Junto com a comida preparada para ajudar na recuperação de seu corpo e fisioterapia os músculos voltaram.
- Olha consigo me levantar e andar sozinho! – Shiro esbanjava alegria.
Depois que as trigêmeos nasceram Shiro se recuperou totalmente e me pediu em casamento. Aceitei sem pensar duas vezes. Aproveitei cada momento junto e decidi que bateríamos e recorde anterior de filhos com 30 meninas e 30 meninos resultado de sempre gerar trigêmeos a cada gravidez nos 20 anos.
- Que estranho sinto que estou indo na frente novamente... – Shiro disse cansado. – Se... nos encontrarmos novamente quero casar com você de novo. Não fique triste. Eu fui muito feliz todos esses anos...
É estranho ouvir uma despedida novamente. Parece que perto da morte algum resquício de lembrança fez ele sentir que não é a primeira vez.
“Você realmente se importava com ele.” – O gato notou. Contei sobre a outra vida com Shiro.
“Foi mal acabei passando do prazo de 20 anos...” — Me desculpei com o gato. — “Está na hora de cumprir a promessa. Me dê mais dois dias.” — Disse me levantando e organizei tudo para o velório. A noite cremamos o corpo e então desci a montanha escondida. “Vai mesmo fazer isso?”
“Cumpri meu objetivo de gerar crianças que assimilaram perfeitamente seu chakra elas terão uma afinidade fora do comum com Katon. Coma mudança genética isso será passado a próxima geração, talvez fique mais fraca com o tempo apesar de espalhar mais, porém isso será facilmente corrigido com uma parcela de chakra seu emprestado. Não vou precisar de você preso dentro de meu corpo para isso.”
O gato ficou um longo tempo em silencio. “Tch... Logo voltara a me importunar... Quanto tempo acha que irá demorar até outro humano conseguir fazer o mesmo?”
“Provavelmente daqui uns 800 anos seral capazes de prende-los por algum tempo, mas não aguentarão por muito tempo a não ser que usem algum descendente de Hagoromo afinal ele suportou o Juubi ao longo da vida. Muitos descendentes devem ter herdado algum nível de compatibilidade. 900 para até atingirem uma eficácia maior até durar alguns anos da vida do container... Alguém de corpo mais resistente ou mente consiga por décadas.”
Longe do país do Ferro em meio as cachoeiras libertei o gato. Foi um processo doloroso.
- Você realmente fez isso... Pensei que fosse tentar me segurar até o fim da vida.
- E o que morrermos juntos? Sabe-se lá quanto tempo demoraria para renascer. Não sou apegada as minhas vidas.
- Vai atrás das outras?
- Sim. Quero que o clã Hatake evolua tendo contato com todas as bijuus. É algo que vou precisar fazer de uma maneira ou de outra. Vocês são muito agressivos e metidos para simplesmente conversar e dar seu chakra. Além de que é mais fácil de entender se realmente verem o que estou fazendo e o que acontecera.
- Se eu avisar... – Neguei com a cabeça.
- É melhor assim. Converse com os outros quando eu terminar. Só assim todos entenderão. Vou viver por 30 anos mais ou menos se multiplicar isso por 9... não 8 uns 240 anos... Nossa é mais do que pensava...
Nibi ficou novamente em silencio por um longo tempo. – Achei que ia esperar seus filhos mais novos crescerem...
- Seria o ideal, porém o ser humano leva por volta de 12 anos até ter a capacidade de ter filhos e eu prefiro estar no mínimo com 15 para ter filhos apesar de a preferência mesmo ser de 20+. Isso me faz perder muito tempo precioso.
- Por que simplesmente não renascer já pronta?
- Para conservar minha força. Estou usando a maior parte do meu poder para acabar com as maldições. Não posso esbanjar, por isso tenho evoluído a passos de tartaruga praticamente usando apenas o poder que conquisto a cada geração.
- Matatabi. Da próxima vez que nos encontramos me chame pelo nome. Não conte meu nome para ninguém.
Mizuna Hatake – Era Senju X Uchiha
(940 Anos Antes de Konoha)
Fragmento do Juubi Matatabi adquirido com sucesso! 1/9
Ah o sistema reconheceu a assimilação. Ignorei o sistema e usei meu Revival, dessa vez em outro ramo dos Hatakes, em na linhagem mais fraca.
Como Mizuna Hatake repeti a mesma viagem na mesma idade dessa vez pegando o gorilão Yonbi. Assim como Nibi primeiro criei a resistência e depois parti para a assimilação de maneira refinada. Ao longo das viagens encontrei Nibi novamente e me lembrei de algo que havia esquecido.
- Não pensei que fosse me encontrar tão cedo. – Matatabi encarou com suspeita. – Vejo que pegou Yonbi...
- Não foi planejado juro. Mas aproveitei que te senti por perto e me lembrei de algo. Como percebeu meus nomes mudam a cada Revival, mas existe um que tenho real apreço. Kiseki Dragon. Não é o meu nome original de verdade, esse eu perdi a eras, mas é o mais próximo disso que possuo.
- Ah... – Matatabi parece ter ficado sem graça. – Não se preocupe muito Yonbi ela vai cumprir a promessa. – Nibi disse ao gorila. – Vem aqui. Sei que disse que vai demorar gerações, mas já que não se preocupa em morrer cego leve um pouco. – Nibi disse encostando suas caudas em mim e transferindo chakra apenas uns 8% do total o que é pouco, mas para um humano é muito.
- Opa valew. – Agradeci e segui meu caminho sem revelar que sabia o nome de Matatabi afinal isso parece ser realmente importante para Nibi.
Curiosamente o chakra de Matabi se estabeleceu mais facilidade que o de Yonbi. Imagino que seja porque minha alma contém um fragmento. — “Não fui o primeiro.” – Yonbi comentou. – “Não.”
Ele começou a fazer os mesmos tipos de questionamentos que Matabi e aceitou melhor as respostas. Não se foi porque notou que Nibi aceitou ou se era pelo seu próprio julgamento ou talvez personalidade. Aos 17 anos finalmente completei a assimilação e pude ir para o próximo passo. Aos 20 já tinha 6 crianças e carregava mais duas na barriga quando voltei a vila.
Contei uma versão similar a história da Nibi a mesma matriarca que me olhou com curiosidade. – Talvez seja destino...- Ela sussurrou.
Graças ao chakra de Yonbi e Nibi meus filhos da vida passada se aproximaram de mim mais ainda. Já tinha uma boa amizade com os trigêmeos mais novos pois nós crescemos juntos com pouco mais de 1 ano de diferença. Treinamos e brincamos juntos antes de descer a montanha.
Casei logo e me estabeleci dessa vez com alguém que trabalha na Guild de artesãos e decidi trabalhar com vidro, madeira e pedra. Já conhecia as técnicas do clã tanto no fogo comum quanto feito no Katon.
Criei belos tabuleiros e peças de Xadrez, Go, Shogi e Damas. Quebra-cabeças atualizado do Mapa-Mundi e de cada região também, jogos da memória desde os infantis para ensinar a ler, contar como também uns para as crianças maiores aprender sobre os clã existente e clãs que viraram história.
Além de atualizar os brinquedos mais antigos decidi criar outros. Como bolas de gude, peões de metal e pedra. As arenas criei em locais públicos para a criançada se juntar pra jogar.
- Olha só que lindo meu Dragoon Azul! – Olha minha Dranzer vermelha! – A Draciel rosa é a mais bela de todas! — Que nada olha só minha Driger verde! – Meu Pegasus é o mais forte! – Que nada meu Ifrit...
As crianças discutiam sem parar. Diferente das beyblades eu esculpia os peões de maneira mais simples em uma peça única. Variando levemente no peso e bordas, mas muito nas pontas. Fazendo a arte do rosto das Feras Bit na parte de cima e o corpo inteiro na de baixo.
O pessoal ficou fascinado com habilidade de moldar a estrutura e a cor da pedra ao misturar certos elementos e moldar a força com uso de chakra. – Que controle impressionante! Consegue ao mesmo tempo regular a temperatura do fogo e força! – Yuka observou fascinada. – Pensei que era o chakra da bijuu, mas eu não consigo fazer o mesmo. – Disse chateada.
- Não é o chakra da bijuu e sim o controle. Tem que treinar mais para aperfeiçoar o controle ao ponto de moldar a forma e o elemento juntos. O chakra puro é usado movimentar e fazer pressão, já o elemento tem que controlar a potência.
- Hm. – Yuka observou pensativa.
“Não sabia que humanos eram capazes de fazer coisas tão bonitas.” Yonbi comentou de supetão. “Pessoas são capazes de fazer coisas maravilhosas ou horríveis. Depende de cada um.” – Falei num geral, apesar de ele ter falado a arte.
“Vocês são incapazes de fazer ninjutsu ou coisas similares ou apenas não fazem por que não querem?” – Perguntei algo que não cheguei a perguntar a Matatabi.
“Nosso chakra sozinho já é mais poderoso que qualquer técnica humana.”
“Verdade, mas faria sentido serem capazes de fazer algo além do próprio elemento que possuem. Vocês basicamente conseguem manipular o próprio elemento que possuem ou alguma habilidade especial. Mas nunca vi você ou Nibi manipularem água exemplo ou Nibi manipular terra coisa que você faz.”
Yonbi ficou em silencio. “Tenho minhas teorias. 1º Que nunca realmente tentaram fazer algo realmente da composição de corpo/chakra inerente de vocês. 2º Que não possuem tal habilidade para mudar o próprio corpo dessa maneira ou que falta algo que os humanos possuem.”
“Por que acha que falta algo em nós que vocês têm? Nós somos o chakra mais puro e potente, podemos moldá-lo à vontade mais livre que qualquer humano.” Acho que Yonbi ficou ofendido com a ideia de ser inferior a humanos em algo.
“Simples. Os animais parecem ter uma limitação similar, sem ajuda humana são incapazes de fazer ninjutsu fora do elemento natural próprio.” — Expliquei. – “Parece falta algo em vocês que permita realmente fazer total uso das próprias habilidades.”
Yonbi fiquei quieto por vários meses após nossa conversa. Apesar de silencioso poderia senti-lo observando com atenção tudo que fazia na forja e na oficina. Me irrita não poder criar coisas mais uteis e interessantes para avançar mais rápido a humanidade desse estado quase que perpetuo da idade média asiática...
Os anos passaram rápido não demorou até chegar a hora de encerrar esse round. Os 20 anos foram o suficiente para gerar muitos bebês que herdaram o chakra de Yonbi com corpos adaptados. Graças a generosidade de Matatabi eles também herdaram uma certa adaptabilidade ao chakra de Nibi também.
Também foi tempo suficiente para criar bem a maiorias deles, meus mais velhos irão se encarregar dos mais novos. Instrui as minhas filhas a serem cuidados se algum dia saírem da vila, pois o chakra de bijuu é cobiçado como Kekkei Genkai.
- Não pensei que realmente me libertário. – Yonbi comentou me encarando com seus grandes olhos amarelos sem pupilas. Ele parecia querer dizer algo mais então esperei por vários minutos. - Por que não esperou até o fim de sua vida? Com sua força poderia ter me mantido preso até sua morte.
Suspirei com preguiça. – Não preciso viver toda expectativa de vida do meu avatar, apenas o suficiente para fazer o que preciso e recomeçar o ciclo. Meu objetivo é criar e evoluir meu clã, não aproveitar cada vida.
Yonbi me encarou pensativo. — Acho que finalmente entendo Matabi... Você... Não seria mais eficiente ter juntado os descendentes de Hagoromo e Hamura?
Finalmente a Bijuu parece estar levando minha história a sério. – Isso daria muito trabalho. Os descendentes de Kaguya são regidos por fortes forçar do destino que vão moldando o mundo e as pessoas ao redor. É mais eficiente me concentrar em uma família pequena mais livre dessas amarras e com menos gente importante na história. Com eles posso forjar algo mais detalhado e resistente. Quando chegar a hora certa de nos juntarmos o mundo os outros naturalmente também irão sofrer uma evolução massiva.
- Ainda é difícil de acreditar... Mas humanos em seu tempo de vida curto fazem muitas coisas imagino que... – Yonbi falou consigo mesmo contemplativo. – Vai demorar quanto tempo até vir atras de mim novamente?
- Não sei ainda. Não vou precisar selar dentro de mim novamente, apenas receber uma parcela de chakra para reforçar os descendentes. – Decidi avisar Yonbi antes de partir. – Tame cuidado. Converse com Matatabi se quiser, afinal já sabe de tudo. Apenas certifique-se de não contar a ninguém que não saiba. Já te expliquei como efeito borboleta pode ser terrível.
- Da próxima me chame de Son Goku é estupido ser chamado pelo número de caudas.
-Son Goku... Isso me traz lembranças... -Dragon Ball. Sun Wu Kong. – Que curioso...
- Lembranças? – Yonbi questionou confuso. Me ouviu atentamente quando contei sobre um desenho e mitos de um mundo em que vivi a eras atras. Quando terminei as histórias ele gargalhou.
- São apenas sete? Se fossem nove teríamos uma para cada...
Que coisa estranha falar de Dragon Ball com um Son Goku que não é O Son Goku da história, nem o Sun Wu Kong da Viagem para o Oeste.
Hotaru Hatake – Era Senju X Uchiha
(910 Anos Antes de Konoha)
Como Hotaru ironicamente acabei capturando Nanabi a bijuu inseto. Diferente de Son e Matatabi que tem personalidades mais serias Choumei é mais infantil e feliz. Assim como Son gosta de me ver trabalhar e diferente de Son e Matatabi gosta bastante de crianças. Ele realmente se diverte quando ensino meus filhos sobre ninjutsu, outras técnicas e controle de chakra ou música.
“Não fica bravo que prendi você dentro de mim?” — Perguntei realmente curiosa. – “Claro que fiquei no começo, mas depois entendi! Precisa de nós para salvar o mundo. Ainda não gosto da ideia de ficar preso, mas é temporário. E realmente o que são meros 20 anos? É divertido fazer parte de um plano secreto para salvar o mundo e aprendo coisas divertida com você todo dia.”
É esquisito olhar para esse enorme besourão que parece um kaiju terrível e ouvir uma voz tão infantil, cheia de sinceridade e ingenuidade.
“Gosto do som dessa música é alegre!” – Choumei comentou sobre a Primavera de Vivaldi. Choumei na verdade adora qualquer música alegre especialmente as no piano. No interior do meu estúdio anoite quando não tem ninguém com um selo de privacidade posso usar clones para tocar concertos musicais até amanhecer.
“Oh essa é mais divertida delas!” Choumei disse sobre Can Can que ensaiava com as crianças e adolescentes.
“Por que não compartilha mais disso com o mundo? Não seria melhor se os humanos fizessem mais coisas bonitas e divertidas como essas do que guerras intermináveis?” — Que estranho ver um ser tão assustador ter um coração tão puro.
“Isso não é tão simples. Nem toda pessoa gosta desse tipo de coisa. Infelizmente existem pessoas de natureza ruim que preferem destruir as criações ou a vida dos outros que apreciar ou criar algo útil.” – Isso deixou Choumei triste. – “A humanidade é complicada. O labo bom é realmente belo assim como o ruim é realmente odioso. Se tiver paciência talvez em um futuro distante consiga criar relações boas com humanos amigáveis.”
“Humanos amigáveis com bijuu? Realmente acha que um dia assim chegara? Mesmo com a profecia... Tudo que os humanos sentem de nós é medo, inveja e cobiça.” Choumei comentou chateado.
“A humanidade ainda tem muito a evoluir... Nos tempos atuais não são diferentes de chimpanzés brigando por desavenças, território e mulher...”
Das três bijuus Choumei foi o que ficou mais triste quando chegou a hora de nos despedir. “Não podemos ficar juntos mais alguns anos?” - Choumei implorou. – “Preciso continuar meu trabalho e esse corpo não irá durar mais alguns anos. Se você pudesse mudar a aparência... Ah!” – Tive uma ideia.
Usando material de um Hatake descendente de filhos com chakra de Matatabi e Son gerei um bebê com resistência mais forte a chakra de bijuu e então dividindo as células criei um gêmeo vazio. Um corpo com vida e sem alma que morrera logo ao nascer.
“Isso é apertado e esquisito.” Choumei reclamou ao ser transferido para o corpo logo após os gêmeos nascerem. “Como vivem assim? É ruim de controlar.”
Apesar de reclamar poucos dias Choumei se adaptou ao corpo. — “É miserável o começo de vida do ser humano.” — Apesar de ainda reclamar. Acabei ficando dois anos a mais para ajudar Choumei a se desenvolver junto de Nanako.
- Quando vai voltar? – Choumei quis saber ansioso.
- Ainda esse ano, no final. Vai saber quem sou Shippo, se não perceber te aviso.
Tomoyo Hatake – Era Senju X Uchiha
(878 Anos Antes de Konoha)
Como Tomoyo minha vida começou diferente, dessa vez além de crescer com os filhos mais novos e filhos de descendentes conhecidos cresci com Choumei que no corpo humano se chama Shippo.
- Eu sou o sete da sorte Shippou! – Choumei disse animados para amigos ao vencer uma partida de Go. Nanabi ficou feliz ao receber um nome humano que referência o número 7. Já que não só é o seu número de caudas como também o número que mais gosta, além de ser o da sorte.
“Ser pequeno e ter mãos humanas tem suas vantagens...” – Choumei comentou via telepatia enquanto tovaca música no Koto.
Em um piscar de olhos atingi dez anos e chegou a hora de ir atrás da próxima bijuu. “Vai trazer quem?” – Choumei ficou curioso. – “Ainda não sei. Ichibi, Sanbi, Gobi, Rokubi ou Hachibi quem estiver mais perto.” – “Hm... Boa sorte... Estarei aqui quando voltar.”
Segui rumores sobre Sanbi a tartaruga gigante e me deparei com Rokubi a lesma gigante no mar. Interessante, uma bijuu lesma parece não ter problema com sal como lesmas comuns... Será que é um tipo de lesma marinha? Ou é por que é feita de chakra? A voz estridente é um pouco irritante, mas parece ter uma personalidade tranquila apesar de ser orgulhosa.
Ao perceber o chakra das outras três e ouvir o que eu tinha para dizer ficou quieta por três anos até resolver se abrir. Enquanto assimilava o chakra criei um colar com esferas do dragão para Son prender no braço ou em uma das caudas e enquanto explorava os países e ouvia as novidades sobre acontecimentos que não chegam em nossas montanhas se passaram mais quatro anos.
Saiken só me contou o seu nome após eu me encontrar com Son e conversar com ele, dando notícias de Choumei e ouvindo sobre Matatabi. Son ficou curioso com a ideia de Choumei estar em um corpo humano próprio la na vila.
- Nunca pensei que aquele cabeça de vento se interessaria por algo assim. O cabeça de vento sempre gostou de voar livremente por aí. – Son explicou. — São mais bonitas do que imaginava. – Son admirou as esferas. Ao partir ele me deu parte de seu chakra.
“O que foi aquilo?” – “As esferas? São...” – Expliquei a Saiken a história sobre Son Goku o personagem de Dragon Ball. – “Nuna pensei que existiria em outro mundo alguém de nome igual ao Son Goku... Fascinante sua história. Existe até a conexão com o número 4 e o fato de ser um símio...”
O chakra de Saiken é especialmente corrosivo e mais complicado de se lidar do que os outros três. Tenho que ter cuidado em cada gravidez para que o feto assimile o chakra sem derreter notei quando engravidei.
“Por que faz tantas crianças?” – “Para desenvolver e espalhar uma geração mais eficiente. Cada filho/a meu herda parte do chakra e melhorias que desenvolvi nesse corpo. O mesmo ocorre quando meu corpo assimila o chakra das bijuus. Crio descendentes com afinidade natural ao chakra de vocês e herdam kekkei genkais.”
“É assustador. Me lembra os Otsutsukis...” Saiken murmurou sombriamente.
*****
De volta a vila fomos recebidos por Choumei que cresceu bastante. Seu cabelo cinza se tornou mais esverdeado e brilhante como o corpo ou as asas de um inseto. Além da pele branca pálida de Hatake ganhar um tom levemente mais bronzeado. Mudanças interessantes...
Provavelmente porque o corpo não só foi gerado em contato com o seu chakra, mas logo recebeu a própria bijuu. É um corpo muito mais adaptado que um mero receptáculo de primeira geração ou um descendente de receptáculo. Choumei é praticamente a segunda geração de receptáculo direto de linhagem feminina, que é o gênero que carrega mais compatibilidade para a próxima geração já que não só gera o ovulo como também carrega o bebê que se desenvolve por 9 meses em seu ventre, enquanto homens apenas produzem o espermatozoide e perde o contato direto do corpo com o bebê.
Interessante...
Já estava acostumada a me casar e seguir ciclo de sempre, porém foi interessante ver Choumei viver como humano. Sua personalidade vibrante atraí outros membros do clã, especialmente os homens que tentam cortejar a moça sem perceber que é uma bijuu.
- Shippo o que acha desse aqui? – Uran trouxe uma bela Shinobue, uma flauta feita de bambu. Choumei testou na hora e adorou o som perfeito.
Saiken e eu observamos a relação dos dois evoluírem ao longo do tempo. Uran é um grande artesão que cria instrumentos de grande qualidade acústica e belos. O irônico é que é terrível para tocar qualquer instrumento apesar de ter uma voz bela e talento para compor poesia e música.
Foi curioso ver eles se apaixonando sem perceber unidos pelo amor a música. “Vai se casar com o humano?” – Saiken ficou inconformado com o ocorrido e mais ainda quando Choumei engravidou pela primeira vez. — “Não consigo entender.”
“É mais simples do que pensa. Eles simplesmente se apaixonaram, com um corpo humano Choumei é capaz de corresponder. O corpo é tão influente quanto a alma. As sensações, hormônios e instinto afetam a mente.” — Expliquei a Saiken.
“Assustador...” – Saiken resmungou. – “O importante é Choumei estar feliz. É bom explorar e aproveitar a vida. Se tornar humano deve ser uma experiencia única para alguém que nunca foi um. Assim como é para um humano se tornar outro ser.”
“Não sei o que é mais perturbador ver Choumei assim ou ouvir isso de você.”
Apesar de resmungar e murmurar em minha mente constantemente Saiken nunca reclamou diretamente com Choumei. Ver Choumei e Uran também me fez sentir outra ironia da vida sendo jogada em minha cara. O quanto desumano me tornei e como um ser que nem é humano tem mais humanidade que eu.
Tirando Shiro é difícil me conectar realmente com os outros... Eu gosto das pessoas do clã, dos meu parceiros, dos meu filhos, porém sempre quem aquele, mas... Não consigo me conectar de verdade a eles, sempre falta alguma coisa... Sei que estou melhor, ainda assim tão longe...
Saiken respirou aliviada quando finalmente a libertei. – Desculpe duvidar, só agora que estou livre acredito no que diz. Tive medo... Que me transformasse em humano.
- Por que faria isso? – Fiquei confusa.
- Não sei eu só fiquei com medo...
-Foi o próprio Choumei que decidiu virar humano... Já te expliquei isso antes. – Realmente não consigo entender o medo de Saiken.
-Não sei... Eu só... Tem ideia de como é assustador ser pego por um ser que tem total controle sobre você? Conhecendo você e ouvindo a história deu para entender um pouco, mas... ainda assim é horrível ficar à mercê de alguém assim. – Saiken estremeceu fazendo seu corpo ondular como uma gelatina gigante.
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