A Pintura

1 Capítulo Ùnico


A última aula havia terminado e os alunos já saltavam de seus lugares, prontos para aproveitarem o fim de semana.

Não que houvesse muita algazarra, do tipo que só se acalma com a polícia, mas qualquer pessoa poderia concluir o óbvio: aqueles adolescente estavam pulando de alegria por dentro (e alguns por fora mesmo).

Garotas corriam para seus namorados, grupos de nerds se reuniam para conversar sobre o novo jogo do samurai sumô (ainda em pré-venda, mas já esgotado em três dias) e os professores corriam para a sala do cafezinho, prontos para esquecerem os aborrecimentos do dia.

Isso valia para todos, como é lógico, pois em uma sexta-feira à noite, após toda sorte de aulas tediosas, provas terríveis e trabalhos chatos, ninguém na universidade de Bellwood tinha paciência para continuar com aquela rotina maçante de ensino superior.

Vinte minutos após o sinal tocar, os corredores já estavam vazios, as salas silenciosas e já não se percebia nenhuma alma viva no prédio, nem o canto de um pássaro distante.

De repente, se ouviram passos pelo corredor norte do edifício, anunciando que, a despeito de todas as possibilidades, alguém fora deixado para trás.

Tratava-se de uma garota muito bonita, com cabelos ruivos e longos, olhos verdes, pele clara e bochechas avermelhadas (sinal claro de sua pressa).

— Não acredito que deixei isso passar! – resmungou – Estive tão ocupada esta semana, que acabei entregando o trabalho do senhor Anthony em cima da hora. Resultado? Ele me deu uma bronca daquelas! E agora estou super atrasado para o meu encontro com o Kevin… e nós já passamos tão pouco tempo juntos! Ele já está me ligando a quase quarenta minutos…

Nesse momento, Gwen tirou o celular do bolso e averiguou as chamadas perdidas, apenas para receber mais uma ligação inoportuna:

— E então, chatonilda? – disse uma voz masculina pelo aparelho – Vai fazer a gente esperar até amanhã? O cinema não vai ficar te esperando, sabia?

— Eu sei, panaca, eu sei disso – respondeu Gwen, com um sorriso – O professor me segurou até tarde. Ei, Ben, pode me pegar em 20 minutos, por favor?

— Sem problemas, Gwen – Ben respondeu – O Kevin parece ansioso pra te ver hoje, hahaha, acho que você tá deixando ele carente com essa distância toda.

— Ben, foco, por favor! – pediu ela.

— Ok, ok, mas eu acho que…

Ben não pôde concluir seu pensamento, pois o celular de Gwen havia desligado.

— Perfeito! Agora fiquei sem bateria!

Gwen correu para a saída, ofegante, mas começou a ouvir um som suave, como se alguém estivesse a dedilhar cordas de metal.

Embora atrasada para encontrar Ben e Kevin, Gwen não conseguiu evitar a curiosidade, então caminhou de volta para o corredor, subiu algumas escadas e buscou a origem daquela música tão bela.

Após passar por algumas salas escuras e corredores sinistros , percebeu uma luz vinda do interior da sala 203, logo ao fim do corredor.

— Oi? Tem alguém aí?

Como ninguém respondeu, Gwendolyn abriu a porta e observou o novo ambiente.

Era uma sala de artes, com alguns modelos de argila, telas em branco e algumas pinturas na parede.

Perto da janela, um garoto tocava uma lira dourada, com cordas de aço.

O rapaz não tinha mais do que 16 anos, tinha cabelos loiros e olhos tão profundos e azuis, que logo fizeram Gwen se lembrar de um dia alegre, quando ela visitou a praia com o avô e seu primo, Ben.

As águas do mar estavam tão azuis naquele dia! Tudo era tão simples naquela época, em comparação com aqueles dias corridos na universidade!

— Porquê as coisas não podem ser como antes – Gwen suspirou, atraindo a atenção do rapaz – Perdão, não queria interromper… essa música é muito bonita.

O rapaz sorriu e convidou a garota a se sentar:

— Não interrompeu – ele sorriu, inocente – Precisa de algo?

Ela disse que não, mas aceitou o convite para se sentar.

Como manda a boa educação, ela se apresentou como sendo Gwendolyn Tennyson, aluna da universidade.

— Fico encantado, senhorita Gwendolyn. Eu me chamo Arão; estudo pintura, mas não tenho muitos colegas de turma, então gosto de ficar aqui, depois da aula.

— Eu te entendo – respondeu ela – Às vezes é bom ficar um pouco sozinho… Me desculpe, mas – disse Gwen, curiosa – Mas que fita é essa no seu pescoço? É algum tipo de medalha?

— Isso? – disse ele, tirando um medalha de dentro da camisa – Tenho isso desde que era bebê.

O objeto era inteiramente feito de ouro, sendo composto por um anel e uma estrela de Davi ao centro. Logo abaixo da estrela havia o desenho de uma faixa, onde se lia uma inscrição em inglês, com os dizeres “Yours Ever” (“sempre seu”) e relevo de folhas logo acima da inscrição.

— Foi um presente de alguém? Da sua mãe?

— Não sei, Gwendolyn – respondeu ele – Eu fui criado em um orfanato desde bebê. Pelo pouco que sei, fui abandonado na porta de lá, sem bilhete ou qualquer documento…

— Me desculpe, Arão, eu não devia…

— Está tudo bem – sorriu ele – Eu não tenho problemas em falar sobre isso. As pessoas tendem a me olhar com menos pena quando eu falo disso de forma natural, entende?

Apesar da resposta, a sala foi tomada por um silêncio constrangedor, até que Arão perguntou se Gwen gostaria de ver as pinturas na parede com mais atenção, ao que ela aceitou.

De um lado, havia uma aquarela que imitava Davi, o famoso pintor da revolução, mas não era das melhores.

— Às vezes é melhor que fique ruim mesmo. O que é perfeito não precisa de melhora… E esse aluno precisa consertar muita coisa, a começar pela alma.

Do outro lado da sala, havia uma pintura a óleo, retratando um lago com lindos jardins e algumas árvores ao fundo. No centro da pintura, havia um casal de noivos muito alegre, remanso em um barquinho.

— Vê o sorriso do homem e a alegria nos olhos da mulher? – perguntou Arão – Eles acabaram de se casar. A artista sonha que ela e o namorado também vão ter uma cena assim… Espero que ela consiga.

— Meu namorado prefere carros quebrados e graxa nas mãos – suspirou Gwen – Ás vezes acho que ele me daria mais atenção se eu também tivesse quatro rodas.

— Seu namorado é trabalhador – respondeu Arão – Talvez a graxa seja sinal de bom caráter…

Ao lado, havia uma pintura tão bela quanto a anterior, retratando Cristo rodeado por seus discípulos e por uma grande multidão.

No meio das pessoas viam-se judeus do primeiro século, alguns centuriões romanos e dois comerciantes, escondendo o dinheiro.

— Essa pintura deve ter dado trabalho – comentou Gwen – Será que valeu a pena?

— É claro que valeu, Gwen. O aluno que pintou esse quadro levou três semanas inteiras para terminar tudo. Quando ele terminou e mostrou à classe, a professora chorou e o abraçou…

— Porquê? – perguntou Gwen – Mesmo bonita, essa pintura não parece melhor do que as outras.

— Sim, Gwen, você tem razão. Mas o pintor quase não pôde terminá-la: ele sofreu um grave acidente de carro, quando um motorista bêbado acertou o táxi dele… O taxista e o ébrio morreram, mas o garoto sobreviveu e terminou esse quadro, quando ainda estava hospitalizado.

— Arão, essa pintura é sua?

O garoto sorriu e confirmou com a cabeça.

Nesse momento, Gwen começou a chorar, mas Arão sorriu para a ruiva e a abraçou:

— Não, Gwen, não chore. Vê como os discípulos estão alegres? Não vê a criança rindo, enquanto brinca com o cordeirinho? Veja a expressão sublime do Cristo… Esse quadro não é para a dor, mas para toda a alegria.

Enquanto secava as lágrimas, Gwen olhou para uma escultura em tamanho natural, próxima da mesa da professora, logo perguntando sobre quem eram as duas figuras retratadas ali.

— Fala do garoto tocando lira, com a menina sentada aos pés dele? – perguntou Arão – Eu ainda não terminei. Me baseei em uma obra muito antiga, que vi uma vez quando ainda estava em Atenas. Minha escultura retrata Febo Abel e sua irmã, a deusa Atena, ainda na infância.

— Atena não nasceu já adulta, da cabeça de Zeus?

— Há muitas lendas, Gwen – respondeu o rapaz – Retratei apenas uma delas.

Caminhando até uma tela, Arão se ofereceu para pintar um retrato de Gwen, o que ela aceitou.

Sentando-se em um banco de madeira, à frente da classe, Gwen deu um sorriso, enquanto Arão preparava suas tintas e escolhia os pincéis mais adequados.

Assim que tudo estava preparado, o rapaz fez os pincéis dançarem na tela, como bailarinas em uma montagem de O Lago dos Cisnes.

— Sabe… – disse o rapaz – Acho que te vi uma vez, em alguma reportagem ou algo assim. Você não tinha um primo que gostava de sorvete e só usava verde?

— O Ben é um “super herói”, mas todo mundo descobriu um tempo atrás.

— Ah, sim, o “garoto alien”, não é isso? Fico feliz que ele use seu potencial para ajudar os outros…

— E para bancar o panaca, pode acreditar, hahaha.

— Mantenha o sorriso – pediu Arão – Por favor, tente não rir.

— Desculpe – pediu ela, retornando a pose anterior, com as mãos nos joelhos e a cabeça erguida, como nas antigas pinturas reais.

Quando a Lua ficou a pino, o pincel já estava deslizando pela tela, como patins em um lago congelado, deixando um bonito rastro de tinta tão vermelha quanto o sangue de um rei.

— Verde e vermelho não ficam muito bem juntos – disse o rapaz – Mas, no seu caso, me lembra de uma antiga rainha celta, Maeve. Já pensou em usar um casaco verde ou algo do tipo.

— Nem pensar – riu ela – De planta, já basta o Ben.

Com cuidado, Arão aplicou a tinta verde nos olhos da pintura, aplicando um pouco de branco e preto, até reproduzir algo que se aproximasse do modelo real.

Para os lábios da moça, decidiu usar uma mistura que fizesse o vermelho da tinta clarear, no intuito de evitar vulgarizar a modelo.

Enquanto o pincel tingia a tela com as mais variadas cores, Arão perguntou sobre os passatempos de Gwen, ao que ela respondeu que praticava artes marciais:

— Você devia tentar – disse Gwen – Em um mês, vai se sentir muito mais disposto e com boa saúde.

— Pode ter razão – respondeu Arão, sem tirar os olhos da tela – Mas não gosto de violência. Me sinto mais realizado pintando telas, esculpindo ou tocando minha lira.

— Suas colegas de classe devem gostar de toda sua dedicação – riu Gwen – Vê alguma delas em especial?

— Só preciso ver a modelo na minha frente – sorriu o rapaz, de forma pueril – ou meus quadros nunca ficariam prontos. Para um pintor, a modelo a sua frente se torna o “centro da criação”, entende?

— Nem tem ideia… – suspirou Gwen, como se lhe viessem à mente memórias pouco agradáveis.

De repente, um rapaz de cabelos negros entrou no ateliê, surpreendento Gwen.

Ajeitando os cabelos negros, a camisa branca abotoada e a calça jeans azul, o garoto parecia sem entender o que estava acontecendo.

— Aí, Gwen, a gente tava no carro e esperando um tempão, então… quem é esse cara?

— Meu Deus! Eu esqueci do nosso encontro – lamentou a garota – Essa não, perdemos o cinema! Desculpe, Arão mas…

— Está tudo bem, senhorita Gwendolyn, já terminei a pintura. – respondeu Arão, sorrindo – Venha ver. Você também, senhor Kevin, venha ver o retrato.

Kevin se aproximou e viu a pintura junto de Gwen, em silêncio.

A expressão do casal já dizia o quão impactante estava o trabalho.

— Ei, galera, vão passar a vida toda nesse lugar?! – disse um garoto, que acabava de entrar na sala; era Ben Tennyson, primo de Gwen.

Talvez Gwen estivesse certa sobre o rapaz parecer uma planta, com aquele casaco verde, embora esse combinasse com os olhos verdes de Ben.

Os cabelos castanhos estavam um pouco bagunçados, mas como os três estavam absortos pela pintura de Arão, ninguém lhe deu qualquer atenção, até que o artista convidasse Ben a se juntar ao casal.

— Cara, isso tá muito maneiro! Mandou bem – disse Ben.

De repente, a luz do Sol raiou pela janela, iluminando o ateliê.

— Perdão – disse Arão – Graças a mim, perderam sua noite entre amigos.

— É, mas… – começou Kevin – foi legal vir até aqui e olhar essa obra de arte com a Gwen. Eu tô feliz com isso. E você, Gwen?

— Não poderia estar me sentindo melhor – respondeu Gwen, beijando Kevin – Ben?

— Ah, eu achei maneiro, então… tô de boa com isso. E quer saber? Você devia sair com a gente mais tarde.

Gwen concordou, alegando que não devia ser legal ficar noites sozinho, mesmo rodeado de tantas obras de arte.

— Eu agradeço – respondeu Arão – Quem sabe se, um dia, não os chame de amigos.

— É… – sorriu Kevin – Quem sabe…

— Vamos logo, galera, eu tô morrendo de sono!

Após alguns risos, os três se despediram de Arão e seguiram pelo corredor, quando cruzaram com uma mulher estonteante. Ela era possuidora de tamanha beleza, que os rapazes não puderam deixar de admirá-la, ainda que uma brisa fria os tenha desejado seguir para o carro e vestir alguns casacos.

A mulher possuía cabelos longos e negros, como a pena de um corvo, olhos violetas, lábios sedutores e pele clara, quase pálida. Ela usava um vestido vitoriano negro, feito de um tecido de alta qualidade, além uma gargantilha de prata e um belíssimo colar de pérolas.

Após passar pelos três, a mulher seguiu até o ateliê de Arão.

— É uma pintura muito bela – disse a mulher, enquanto olhava o quadro de Gwen – Aquela garota é muito bonita. Mas acho que há limitações até para um artista tão talentoso, não concorda?

— Você está certa – sorriu Arão, ingenuamente – Ás vezes é difícil conseguir boas tintas, tempo hábil e…

— Tintas… – sussurrou a mulher, caminhando até o rapaz e o abraçando, tal qual uma mãe protegendo seu filho precioso.

Arão arregalou os olhos e seu coração acelerou, como se algo não estivesse certo.

Seu tez começou a suar frio, de modo que ele tremeu assim que uma brisa fria entrou pela janela.

— Me desculpe, moça, mas acho melhor fechar a janela… está ficando muito…

— Frio? – respondeu ela – Acho que a limitação não está na técnica, mas na tinta… os cabelos ruivos estão um tanto opacos… Eu sinto muito por isso – disse ela, afagando os cabelos do rapaz.

— Seu perfume… é jasmim – disse Arão, quase fechando os olhos – Me fazem lembrar de um jardim, cultivado ao redor dos túmulos de Bellwood… Havia uma garotinha, que colocou um buquê de jasmins no túmulo.

— Mas que memória forte, não acha?

— Me desculpe – respondeu Arão.

Após fitar o quadro uma segunda vez, a mulher abraçou o rapaz com mais força, como se temesse que algo o levasse embora e, afagando seu cabelos loiros, ela disse:

— Porque não misturou um pouco de sangue na tinta? Isso não deixaria os cabelos da garota mais vivos? Mesmo que por pouco tempo.

Sem esperar a resposta, ela começou a sussurrar uma antiga canção, em grego clássico, cuja brisa parecia tornar ainda mais profunda.

— “Enquanto viveres, brilha. De todo não te aflijas, pois curta é a vida e o tempo cobra seu tributo.”

Lágrimas escorreram pelos olhos de Arão, porém, assim que molharam suas mãos, ele teve dúvidas se eram ou não, feitas de sangue.

— Desculpe, essas lágrimas… Eu acho que meu coração está sangrando. Moça, eu estou chorando sangue?

— Shhh – ela sussurrou – Não precisa ter medo. Será que não está imaginando coisas.

Ele segurou o braço direito da mulher, como um filhote que tenta se proteger com as garras da mãe, mas um pesado sono caiu sobre ele, que teve grandes dificuldades em permanecer acordado.

— Você chora… – disse a mulher – Porque o mundo está cheio de maldade e pecado… e seu coração é cheio do mais puro amor… meu senhor, que porta a justiça e trás o julgamento sobre todo o maligno.

— Não compreendo – disse ele, fechando os olhos – Está tão frio… não vá embora, tá bem?... Quem é você, moça?

Ela beijou a testa de Arão e, antes que ele adormecesse, sussurrou em seu ouvido:

— Meu principezinho inocente, que porta a perfeição… não tenha medo, porque vim anunciar a tua glória. Jamais vou abandoná-lo, meu imperador divino e misericordioso. Nunca mais vai se sentir sozinho; nunca mais vai chorar perto da janela… – disse a mulher, segurando uma lágrima – Eu sou Pandora.

***

Já dentro do carro, Gwen e os dois garotos não conseguiam parar de pensar na mulher misteriosa, que tanto os encheu de angústia:

— Aaaaai! Eu não aguento mais isso! – berrou Ben – Mas que mulher era aquela?! Porquê a gente tá tão pra baixo?!

— Aí, Ben – disse Kevin – Porque a gente não volta pra lá e tira isso a limpo? De repente ela era uma ladrão, sei lá.

— Com um vestido daqueles? – disse Gwen – Eu não teria condições de comprar aquele vestido, nem se vendesse a minha casa! Mas sabem… estou com uma sensação ruim. A gente devia mesmo voltar lá, quer dizer, o Arão está sozinho e pode precisar da gente.

— É, pode ter razão – concordou Kevin – Ele não me pareceu o tipo de cara que se garante sozinho. Vamos lá, Ben, arregaça as mangas e chega de preguiça.

— Tá legal, esticar as pernas um pouco pode vir bem a calhar. – disse Ben.

O trio seguiu até o interior da universidade e correu até o ateliê de Arão, com os corações acelerados.

No entanto, tudo que acharam foi a tela de Gwen e algumas manchas de sangue no chão, misturadas com lágrimas.

Embora o trio tenha procurado Arão, inclusive usando os registros da universidade e os recursos de que dispunham, não encontraram pistas sobre o destino de seu amigo pintor…

Nada mais se ouviu acerca de Arão, ou da misteriosa mulher de preto.

FIM.

Notas finais
David: Jacques-Louis David (1748 – 1825) foi um pintor francês neoclassicista. Apoiou a revolução francesa e foi amigo de Robespierre, sendo o pintor oficial da corte francesa e de Napoleão Bonaparte. De suas obras vale destacar “A coroação de Napoleão” (1805-1807), “Páris e Helena”( 1788), “Cupido e Psiquê” (1817) e “Marte desarmado por Vênus e as três Graças” (1824; a última obra de David, pintada pouco antes de sua morte). A Canção de Pandora: Pandora cantou o epitáfio de Seikilos, o mais antigo exemplar completo de uma composição musical, incluindo notação e letra, do mundo ocidental (presumivelmente escrito entre 200 a.C. e 100 d.C., mas não há certeza quanto às datas). Encontrado em uma coluna de mármore, próximo de Éfeso, supostamente foi dedicado à esposa falecida de Seikilos, presumivelmente enterrada no local. Junto da lápide, também foi encontrada a seguinte inscrição: “Eu sou um túmulo, um ícone. Seikilos me pôs aqui como um símbolo eterno da lembrança imortal”.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!