A Perverted Neko !
9 Capítulo 8 - Memória
Notas iniciais
Aqui estou eu novamente! ^~^
Foi prometido este cap para ontem, mas só consegui terminar hoje :C
Obrigada por ainda ter leitores *^*
Vamos lá! Boa leitura! ~

– Lá fora deve estar frio... -O vento passou cortando por mim, fazendo as folhas soltas das árvores dançarem em minha frente. Realmente está frio aqui do lado de fora. O por que de eu amar tanto o frio.Apenas vagando por todos os lados e fazendo todos se esconderem dentro de suas casas para se aquecerem, fugindo do frio com seus pesados casacos e lareiras quentes. Sozinho do lado de fora sem poder entrar e interagir. Preso sozinho com si mesmo.Eu me sinto assim.O percurso do hospital até minha casa não era grande e sim bem curto. Meu pai comprou está casa por este motivo desde que souberam de mim.A mesma coisa de sempre. Entrei dentro de casa e mal consegui tirar aquele pesado casaco e acessórios quentes que já rostos preocupados vieram em minha direção. ''– Minha filha você está melhor? -abraça fortemente- Minha filha... -indaga surpresa- Você está tão gelada, deixa sua mãe ver. – Sério?! Deixe-me ver! -aproxima sua mão em minha testa- Coloque este casaco novamente filha!– Eu estou bem é sério... -minha voz foi abafa por as deles-– Venha! -joga o casaco por cima de meus ombros- Sente-se aqui com o seu pai.– Eu já disse que...'' Todo esse barulho já esta me deixando maluca. Mal sai do hospital e já estão deste jeito. Eu não aguento mais dar trabalho, não aguento mais preocupar as pessoas. Tudo o que eu vejo são olhares de pena e preocupação.É sempre assim, não importa o que tenha acontecido é sempre assim. Mesmo que eu tenha desmaiado por falta de ar ou até ter machucado o joelho. É sempre assim.É sempre os mesmo olhares em volta. ''–respiro fundo- Eu já disse que... -olho em volta-'' Ninguém me escuta, ninguém entende como eu me sinto. Toda essa confusão por mim, eu não quero ser mais o motivo.Minha Avó tentava acalmar os meus pais que não paravam de falar e discutir coisas sobre a minha segurança. Nem ela me escutava. Já chega. ''– Eu já disse que estou bem!–soltei o mais alto que pude-'' Os olhares pela primeira vez mudaram em direção a mim. Eram feições de surpresa e eu havia feito isto.Eu havia feito isto. ''– Filha.. você... -meus pais se aproximam-'' Aquele olhar surpreso se transformou em preocupação. Novamente eu estou causando problemas.A mão que carinhosamente chegava perto de minha cabeça era de minha mãe. Ela me me olhava daquele jeito.Aquela mão que eu afastei com um baque. ''– Para de se preocupar tanto comigo! Para de sempre querer me proteger! Para! -respiro fundo- Isso me irrita!'' As palavras que entoei altamente não sei que efeito tiveram, quão fortes foram ou não. A dize-las não consegui olhar em seus olhos, apenas abaixei minha cabeça e esperei alguma reação. Qualquer reação.Pela primeira vez o silêncio foi a minha resposta. Nada foi dito.Apenas suspirei estranhamente e deixei as silhuetas borradas em minha frente direcionando-me ao meu quarto.Deixei meu corpo desabar em minha cama e assim minha cabeça entrou em silêncio. Fechei meus olhos e esperei ouvir alguém chamar meu nome ou perguntar o por que de tudo aquilo, mais uma vez a resposta foi o silêncio.Senti algo remexer a cama e logo lembrei de que não estava sozinha definitivamente. Virei levemente a cabeça para o lado e encontrei-o saindo de baixo da coberta. Não me senti incomodada ou com um sentimento de algo esmagando-me por dentro ao vê-lo, senti-me confortável, o que foi estranho. Deve ser por que ele está como um gato e não como um garoto, isso de certa forma me acalma. Como se não fosse ele e sim apenas um gato.Ele estava sim muito cauteloso a chegar perto de mim, mas isso não me impediu de puxa-lo pelas patas e deita-lo em meu tórax. Fiquei um bom tempo olhando em seus olhos e tentando entender o que ele era.Afinal... nunca cheguei a lhe perguntar seriamente sobre isto, na verdade nunca pensei muito bem sobre isso.Os meus pensamentos foram mais fundo fazendo-me questionar o comportamento de minha Avó sobre isto. De certa forma ela parece saber de algo. Mas quando eu ameaço perguntar ela muda de assunto.Certamente tem algo. ''– O que você esconde gatinho insolente? -aperto suas orelhas carinhosamente- Quero saber...
'' O pequeno apenas fez careta quando apertei suas orelhas e voltou seu olhar indiferente para mim. ''– Você é um bruxo? Um demônio? -indago curiosa-'' Ikuto se remexeu e soltou um pequeno rosnado me advertindo. ''– Certo! -abro um pequeno sorriso- Não precisa ficar bravo. Só preciso entender por que todos escondem coisas de mim. -fecho meus olhos- Sabe é meio dificil saber que é doente mas não saber o que tem.É a mesma coisa sempre, quando pergunto o que tenho eles desviam os olhos de mim e mudam de assunto repentinamente. -suspiro- Não é diferente agora. -escuto seu miado e sorrio- As vezes fico me perguntando o por que de estar aqui... -bocejo- O significado....'' A ultima coisa que me lembro antes de cair no sono foi olhar para os olhos azuis do meu amado Ikuto. Essa foi uma boa sensação depois de tudo.– Amuchi! Vem aqui! Vem ver isso! – Oque? Oque?! -indaga curiosa- '' O garotinho coloca as mãos nos olhos da garotinha vendando-os ''– E lá vamos nós! -risos-'' O garotinho tira as mãos dos olhos da garotinha deixando-a enxergar.''– Waaah! -indaga encantada-'' Uma grande e bela colina de orvalho abraçada por graciosas flores e dente de leão era o que seus olhos enxergavam. A felicidade e encanto eram imensos.Algo que durou muito pouco. Toda aquela beleza transformou-se em trevas e escuridão. As flores murcharam, os orvalhos que antes eram brilhantes agora eram sem vida. O céu perdeu o seu tom de azul e se mergulhou em um tom negro avermelhado.Desesperada tentei pegar a mão que era estendida gentilmente em minha direção, o que era minha salvação desapareceu em um instante. Fiquei sozinha na escuridão.Estava me cercando e me abraçando.Mesmo gritando por ajuda eu não era ouvida. Ficaria ali sozinha para sempre. ''– Não! Não!... O-Oque... -'' Sua voz em desespero me acordou rapidamente e em sua frente coloquei-me, virando um homem para lhe ajudar. Chamei por seu nome mas seus lábios não me respondiam e seu olhar estava totalmente apagado e tomado por lágrimas. Tentei de várias maneiras acorda-la e chamar sua atenção mas, de certa forma eu tenho o conhecimento que isto não é normal.Suspirei fundo e tentei me acalmar olhando em seu rosto. Passei minha mão em seu cabelo e senti algo, soltei-o dos fios que o prendia e trouxe em minha direção. ''– Um dente de leão? -indago surpreso- – Alguém me ajude...–chora baixinho- – Está se lembrando? -indago preocupado-'' Deitei-a na cama e cobri o seu corpo com a coberta e dei um beijo em sua testa. Não queria deixa-la sozinha neste momento. Muito menos neste momento.Mas preciso pedir ajuda. ''– Não é a hora ainda -toco em seu rosto-'' Fechei meus olhos e embarquei em uma pequena viagem distorcida. Não gosto de fazer tal coisa mas realmente é preciso. É pela Amu afinal.Minha amada Amu.Sem muita demora estava em sua janela e assim entrei. ''– Ikuto? O que o traz aqui? -fala gentilmente- – Preciso de sua ajuda.– Sobre o que seria? -sorri-– Ela está lembrando. -mostro o dente de leão- E também não é só isso.– Ah... isso é certamente um problema. -levanta- Venha cá.'' Andei em sua direção e lhe entreguei o dente de leão, no mesmo instante ele desapareceu . Ela assim fechou seus olhos e entoou algumas palavras e veio em minha direção. ''– Eu não falei para você protege-la? -suspira-– Está tudo bem agora? -indago preocupado-– Depende. Ela está lembrando de tudo sozinha -olha em minha direção- Por causa de seus sentimentos por você.– Mas isto não tem... -fui interrompido por sua voz-– Ikuto! Você sabe o que pode acontecer com ela se isso for mais além -suspira- Por favor não se aproxime tanto, se não o encanto irá se perder. E tudo o que foi feito se perderá.– Eu entendo.– Ela é a nossa única salvação, não estrague tudo. -afaga a cabeça do garoto- Agora vá, você sabe o que fazer.'' Não foi difícil e nem demorado e assim já estava em seu quarto, ajoelhei-me a base de sua cama e fiz carinho em seu cabelo rosado. Seu rosto que estava em tempestade já estava mais calmo, o que me deixou mais tranquilo. Então encostei minha testa na sua e beijei seus lábios por um longo período.Seus questionamentos e suas falhas memórias que a perturbavam foram retiradas. Assim consegui ver o seu sofrimento e o que tanto perturbava-a.Lembrar disto te faz sofrer tanto assim. Então não se lembre. ''– Não se force a lembrar!'' Algo escorregava de meus olhos para o meu rosto. Lágrimas. Não quero que nada de ruim aconteça com você.Voltei para o pequeno felino e deitei em seu colo, como se nada tivesse ocorrido. Então peguei no sono rapidamente. Estava tranquilo.Amu está bem. ''– Hmm... -abro meus olhos- Que dor.. -olho para meu colo e solto uma risada- Certo... dormimos assim -risos- Mas... ontem eu tive um sonho... ah! deixa para lá -sorri-'' Realmente sonhei que o Ikuto estava chorando abraçado a mim, mas foi algo tão real e seus sentimentos. Seus sentimentos eu sinto eles dentro de mim.Foi tudo tão real. ''– Ah!!! não ! não! -coloco as mãos em meu rosto- Não pode ser! Para de loucura Amu! -rolo de um lado pro outro- – Meow! -voz abafada-– A-ah! I-Ikuto! -meu coração dispara- Han? Ikuto -indago curiosa- Hey Ikuto!'' Senti algo remexer em baixo de minha barriga, assim achei meu pequeno e peludo gato que estava sendo levemente esmagado por mim.Entrei em risos. ''– M-Me desculpe! -indago em risos- – Meow!'' Amu realmente havia esquecido de sua dolorosas memórias mas, de certa forma conseguiu lembrar-se de um pouco do que ocorreu naquela noite. Suas forças estão se acabando. ''– Por favor cuide de minha neta Ikuto -suspira- Dependemos dela.
Notas finais
Espero que tenham gostado!!
Não sei se essa semana tem um novo, mas semana que vem irá ter ^~^
XOXO
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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