A Personificação Da Perfeição
3 Sala Precisa
Notas iniciais
Mais um capítulo e boa leitura. Espero que estejam gostando.
#Lumus
#Lumus
Descobri que ela tem 16 anos, a mesma idade que eu. Que gostaria de entrar para a Corvinal ou Sonserina, que ela adora o Abraxas e que estudava em Beauxbatons. Contei a ela que tínhamos a mesma idade e que estava na Sonserina, juntamente com Malfoy. Ela fez a pergunta que eu temia, perguntou sobre meu sangue. Eu respondi a verdade, já imaginando que ela me xingaria. Mas foi bem o contrário, ela não pareceu se importar e disse que se eu estava na Sonserina é porque merecia. Eu sorri com o comentário.
Logo depois disso encontramos Abraxas e resolvemos voltar para o castelo, já que estava tarde e Sophie seria selecionada as 19:30, pouco antes do banquete em uma reunião que o diretor Dipet havia anunciado para os alunos.Assim que entramos no castelo, Dippet veio ao nosso encontro. - Srta. Howlert, é um prazer revê-la. - Digo o mesmo, senhor. – respondeu ela educada.- Está quase na hora de sua seleção, está muito nervosa? – Perguntou o diretor.- Bastante. Gostaria de pedir um favor ao senhor. – Disse ela, fingindo estar nervosa. Sim, era apenas fingimento.- Claro, claro. Se eu puder atender. – Respondeu ele animado.Enquanto isso eu e Abraxas apenas ouvíamos a tudo atentamente.- Gostaria que Tom Riddle pudesse ficar aqui e me acompanhar durante a seleção. – Disse ela, envergonhada... ou melhor, fingindo vergonha. – Desculpe, Abrax, é porque Tom é Monitor-Chefe e creio que seria o mais adequado. Isso, se ele não se sentir incomodado é claro.O diretor me olhou com expectativa.- Não me importaria, senhor. – Respondi seriamente, embora estivesse gargalhando internamente.- Obrigada, Tom. – E sorriu para mim, novamente.Chegou a hora em que entramos no salão principal, ela estava muito nervosa, eu pude notar. Não entendo muito bem porque, mas segurei sua mão e dei um meio sorriso na sua direção, tentando encorajá-la.POV SophieRealmente fiquei feliz por Tom ter vindo comigo, e mais ainda por ele estar tentando me encorajar, o que de fato esta funcionando. Percebi que todos olhavam para nossas mãos e as meninas me olhavam com certa raiva. Pelo jeito o Riddle é muito disputado.Assim que chegamos em frente a mesa dos professores, o diretor Dippet levantou-se sorrindo animadamente para mim e pediu-me para sentar-me em um banquinho que havia ali, e em seguida pôs em minha cabeça um velho chapéu falante. Percebi que ele falava apenas na minha cabeça.“Ora ora. Mais uma sangue-puro nesta escola. Salazar ficaria realmente feliz. E por falar em Salazar, você deve honrá-lo, querida. Mesmo sendo gentil e doce, você deve ir para a...”- SONSERINA. – Ele gritou a ultima palavra e a mesa em verde e prata aplaudiu a decisão. Vi Tom sorrir em minha direção. Eu realmente fiquei feliz em ir para a Sonserina, sempre soube que aquela seria minha casa.Eu desci praticamente correndo até onde Tom me esperava, assim que cheguei perto dele, ele me abraçou, coisa que me surpreendeu e pareceu surpreender a todos os alunos ali presentes, pois houve um “Ohh” coletivo. Assim que ele me soltou, pegou novamente minha mão e me levou até a nossa mesa.- Ahh, sabia que você não iria nos desapontar, Sophi! – Gritou Abraxas... Eu odeio quando fazem isso. Não quis vir pra cá porque toda minha família é daqui, quis vir pois respeito e admiro esta casa.- Me erra, Malfoy. – Respondi e sai pisando duro do salão principal. Senti todos os olhares sobre mim, e logo senti alguém me puxando pelo braço.Me virei e dei de cara com Tom, me fitando preocupado.- Por que você saiu daquele jeito? O que a besta do Malfoy falou? – Perguntou ele, parecendo raivoso na ultima pergunta.- PORQUE O MALFOY SÓ PENSA NA DROGA DA FAMÍLIA. – Gritei irritada, mas logo baixei o tom de voz. – Ele só se preocupa com isso, e só ficou feliz porque eu agradei a família.Baixei meu rosto, queria chorar, mas não na frente do Tom.- Venha, vamos para a sala comunal. – Sugeriu Tom.- Não quero ver o Malfoy, não tem algum outro lugar em que ninguém me ache? – Perguntei esperançosa.- Bem... NOS ache, porque eu irei com você. E sim, há. Venha comigo. – E saiu me puxando escada a cima.Andamos por um bom tempo, subimos muitos andares até que Tom me arrastou (literalmente, porque eu já estava quase morta de cansaço) até em frente a uma tapeçaria muito antiga, parou ali e minutos depois uma grande porta de mármore negro apareceu.Ele me puxou para dentro da sala, e eu nem me preocupei em estar em uma sala sozinha com um rapaz. Ele era o Tom. Um garoto frio, mas que tinha um sorriso maravilhoso e um abraço aconchegante. Eu queria ele, não como namorado, como amigo. Eu sabia que não conseguiria namorar ninguém, isso não parecia correto. Ele era um desafio, um verdadeiro enigma que eu iria desvendar.Assim que entramos na sala eu me surpreendi, era realmente espaçosa. Haviam poltronas e puffs por todo canto, mas era tudo no maior tom de preto. Aquilo me deixava com dor de cabeça, como se estivesse me forçando a lembrar de algo que eu não tinha a mínima ideia do que fosse.
- Preto me deixa com dor de cabeça. – Disse olhando a sala.- Desculpe, eu não sabia. Então faz assim: imagine a sala da forma como você quiser e ela lhe concederá tudo isso.E assim eu fiz: Imaginei uma sala ampla, com as paredes em um lindo tom de azul claro, com o chão em madeira polida, puffs coloridos por todo canto, um tapete azul mar, lindo.Assim que abri meus olhos vi que a sala estava exatamente como imaginei. Olhei para Tom, totalmente confusa.- Co-como...? – Gaguejei.- Esta é a sala precisa, ela aparece quando precisamos, e se molda ao nosso gosto e necessidades.- É realmente surpreendente. – Eu disse.
Notas finais
#Nox
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