A Personificação Da Perfeição
10 Quem é meu pai?
Notas iniciais
Então eu vim postar.
Espero que gostem e boa leitura.
#Lumus
POV Sophie
Eu levantei suando frio e fui rapidamente para o banheiro. Me olhei no espelho e vi o quanto estava pálida. Resolvi tomar um banho na banheira para me acalmar.
Liguei a água e coloquei os sais de banho. Assim que entrei, comecei a relaxar enquanto a água quente invadia meu corpo nu.
Parei para pensar naquele sonho estranho. Eu deveria ter uma imaginação realmente fértil. Agora além de sonhar com um rapaz bonito, ainda sonho que sou, provavelmente, namorada dele e imortal. Minha mente anda me pregando muitas peças.
Depois de uma hora de banho me lembro do Tom. Eu deveria procurá-lo.
POV Tom
Sábado, 22:00, baile de natal.
Eu havia ido pegar uma bebida para mim e para Sophie quando vejo um rapaz loiro e este me chama. Eu estranhei já que ele parecia ter a minha idade e eu nunca havia o visto por aqui. Mas provavelmente estava bêbado demais e precisava da ajuda de algum monitor para algo, e eu era monitor-chefe.
Fui rapidamente até ele, tendo em mente que não poderia demorar muito por causa da Sophi.
Quando me aproximei tive a certeza de não conhecê-lo, mas se ele fosse mais branco, poderia com certeza ser parente do Abraxas... E da Sophie.
- Em que posso ajudá-lo? – Perguntei formalmente.
- Preciso conversar com você, em um lugar menos tumultuado. – Me disse ele sorrindo.
- Não conheço você. – Afirmei. – Você não deve ser aluno. Apresente-se!
- Não sou aluno, mas preciso falar com você. É sobre o seu passado. – Depois dessa frase, ele havia ganhado aquela discussão. Eu realmente precisava saber algo sobre meu passado.
- Se você estiver mentindo, irá me pagar caro. – Afirmei. Ele apenas acenou com a cabeça e começou a andar para fora do salão comunal.
Eu continuei o seguindo, subimos escadas, caminhos por corredores e paramos em algum corredor próximo à sala de transfiguração no terceiro andar.
- Aqui não tem tumulto. Não tem ninguém. – Afirmou ele.
- Exato, e se você tentar me atacar irá se arrepender. – Foi minha vez de afirmar.
- Não quero lhe atacar, quero apenas lhe contar sobre seu passado. – disse-me calmamente.
- Por que está aqui? – Perguntei curioso.
- Por que seu pai me mandou. – Disse ele e eu ergui minhas sobrancelhas.
- Como assim meu pai? Meu pai é um trouxa! – Exclamei me irritando.Era óbvio que ele estava tentando me enganar.
Eu estava me virando para ir embora quando o escuto dizer:
- Seu pai não é um mero trouxa, rapaz.
Nessa hora eu me virei e o encarei surpreso. Ele apenas sorriu e continuou.
- Sua mãe foi uma bruxa de puro sangue e linhagem nobre, como você já deve saber, mas ainda assim mortal. Mas seu pai não, ele não é um simples mortal. Ele é um deus, Tom. – Sério, eu estava quase acreditando naquele cretino.
Eu realmente me irritei. Peguei minha varinha de dentro das minhas vestes e apontei para ele.
- E você quer que eu acredite nisso? Quer que eu realmente acredite que deuses existem? – Perguntei descrente.
Quem ele achava que era para tentar me enganar assim?
- Espero que sim. Já que é a mais pura verdade. Eu sou Apolo, você já deve ter ouvido falar de mim. – Disse ele simplesmente, como que se aquilo esclarecesse tudo.
- Você quer que eu acredite que você é o deus grego do sol? – Perguntei e ri em seguida.
- Eu sou grego e romano, e ainda estou presente na atualidade. – insistiu ele.
- Você é maluco e esta me irritando. Crucio! – Eu disse bravo.
O feitiço o acertou em cheio, ou melhor, teria acertado se uma forte luz branca na tivesse se formado na sua frente.
- Você não pode me ferir com sua magia, Tom. – Explicou ele.
Ótimo. Métodos trouxas então. Tirei uma adaga do bolso e joguei nele, ele se desviou a tempo, mas ainda consegui arranhar seu braço o suficiente para fazê-lo sangrar... Sangrar um sangue DOURADO!
- Isso não pode estar acontecendo. – Eu afirmei tentando me convencer.
- Tom, você é um semideus. Pare de complicar as coisas para nós dois. – Disse ele parecendo entediado.
- Ok, se você estiver falando a verdade, me diga: quem é meu pai? – Perguntei me sentindo um bobo de acreditar nisso.
- Poseidon. Você é meu primo. – E deu o sorriso mais branco que eu já vi. Agora que parei para reparar, tudo nele parecia brilhar, desde o cabelo até os olhos... olhos dourados.
Céus! Eu estava começando a acreditar em toda essa loucura.
- Mas se ele é meu pai, por que nunca me procurou? – Perguntei.
- Porque os deuses são proibidos de ver ou interferir na vida de seus filhos. – Respondeu-me.
- E se por algum acaso eu acreditar nisso tudo, o que acontecerá depois? – Estava realmente curioso e... no fundo eu sabia que tudo aquilo era verdade.
- Você irá ao acampamento Meio-sangue. Quiron irá te receber lá e você deverá ficar no chalé destinado aos filhos de Poseidon. E você só possui um irmão. Eu achei realmente engraçado você não possuir TDAH e dislexia. Mas isso provavelmente vem do fato de sua mãe ser uma bruxa e ter um sangue mais forte do que os trouxas. – Ele viu meu olhar de curiosidade e logo completou, explicando. – Semideuses geralmente tem TDAH e dislexia, o TDAH ajuda nas batalhas e a dislexia ajuda a conseguir ler em grego. Mas você, pelo que percebo, não possui nenhuma das duas coisas.
- Na verdade, eu possuo TDAH em um nível razoavelmente baixo. – Disse bobamente.
Ele sorriu e disse:
- Então você acredita em mim.
- Eu realmente me acho um otário, mas sim. Acredito. – Respondi sorrindo.
- Então priminho, você deverá vir comigo agora mesmo para o acampamento. – Ele disse.
Nessa hora eu me lembrei da Sophie.
- Eu não posso, não posso deixar minha melhor amiga aqui! – Respondi exasperado.
- Os monstros logo sentirão seu cheiro se você ficar e estará colocando essa menina em risco de morte. Você não conseguirá nem ao menos se proteger, imagine proteger ela. – Argumentou ele.
E aquilo fez sentido. Eu não possuía treinamento adequado, eu a colocaria em perigo e não poderia protegê-la. Mas eu estaria quebrando meu juramento de nunca deixá-la, se fosse com Apolo. E em contra partida eu quebraria minha promessa de protegê-la, se ficasse aqui em Hogwarts. E a vida dela era mais preciosa do que um juramento.
- Eu vou com você. – Disse decidido.
Ele sorriu e disse:
- Então vamos pegar suas coisas.
Corremos em direção às masmorras e quando passei em frente a porta principal, vi Sophie conversando com Abraxas. Eles estavam bem, e ele iria protegê-la, eu tinha certeza.
Cheguei ao meu dormitório e arrumei tudo. Ouvi passos no salão comunal e tive esperança de ver a Sophi antes de partir, mas quando estava tudo pronto e eu pude descer, ela já não estava mais lá. E eu sabia que não havia tempo de eu ir procurá-la.
Assim que saímos dos jardins da escola, Apolo segurou meu braço e mandou-me fechar meus olhos e assim eu fiz. Senti um leve formigamento na pele.
- Pode abrir os olhos, Tom. – Disse a voz de Apolo.
Assim que eu fiz, vi que estava em um lugar grande, perto de uma plantação que parecia ser de morangos e ouvi pessoas cantando e ao longe pude ver o brilho do fogo, provavelmente uma fogueira. Neste lugar nem parecia ser inverno. Estava realmente ameno.
- Onde estamos? – Perguntei à Apolo.
- Acampamento Meio-Sangue. – Respondeu-me ele.
- Não, quero saber em que lugar da Inglaterra nós estamos. – disse irritado.
Ele riu e me olhou divertido.
- Estamos em Montauk, no norte de Long Island, Estados Unidos. – Disse ele sorrindo como se contasse uma piada.
Eu quase infartei.
- Eu não estou mais na Inglaterra. – Anunciei depois de algum tempo.
- Bem vindo ao seu novo lar, semideus. – Disse alguém atrás de mim.
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