A Persona De Todos Nós.

6 Capítulo 6 - Verdadeira força negra de uma Shadow


Eu, Arisato e Yu. Fomos escolhidos pelo narigudo do Igor para entrar no Quarto de Veludo. Pelo o que percebi isso não era necessário para todos os usuários de Personas. Somente para alguns. Por quê?

– Pessoas especiais escolhidas pelo Quarto de Veludo? – perguntei – E isso quer dizer...

– Somos especiais. – disse Yu com um tom baixinho. Embora isso fosse bem obvio.

–Disso eu sei, mas... O que quer dizer? – perguntei, as duvidas ainda pipocando na minha cabeça – Igor tem alguma coisa com isso?

Arisato suspirou e conferiu se alguém os ouvia.

– Há alguns meses, eu evitei o fim do mundo. Na verdade eu tinha o anunciante do fim do mundo no meu corpo. Igor sabia de tudo. Ele estava ali espiando o meu destino, sabe? Observando que caminho eu iria tomar.

Evitou o fim do mundo? Quem é esse cara? Mas... Observando o caminho que ele iria tomar? Será que eu fiz uma boa escolha em escolher a carta da Arcana da Força? O que mudaria se eu escolhesse a outra carta? Seria melhor o meu destino? E ainda fico pensando, se esse destino é só meu.

Yu tomou a vez com sua voz baixinha.

– Comecei a investigar alguns assassinatos bizarros por diversão e acabei me envolvendo com Shadows e coisas maiores ainda. Igor também estava lá, medindo meu potencial.

Assassinatos bizarros? Aquelas garotas contorcidas em cima dos postes! Eu vi isso passando no noticiário outro dia.

– Quer dizer que ele sabe de tudo e fica testando todas as pessoas? – perguntei, enquanto colocava a mão no bolso e passa meus dedos na chave e na carta.

– Ele não testa todas as pessoas. Ele testa “as pessoas”. – disse uma voz que se aproximava.

Era o Keima. Ele parecia ter prestado atenção na nossa conversa. E agora? Aquilo era pra ser segredo! Assim como eu, Arisato e Yu ficaram assustados.

– Calma, calma. – ele tirou uma chave de veludo do bolso – Eu tenho o ingresso do clubinho.

Mais uma pessoa especial. Isso estava ficando cada vez mais perigoso. Se quando o mundo ia acabar somente Arisato foi chamado, o que iria acontecer agora para o Igor chamar dois e reunir com outros mais antigos.

– Isso não é brincadeira sabia. Isso é muito sério. – disse Arisato com seu tom frio. – Eu tive que fazer decisões tão importantes e dramáticas que não quero fazer nunca mais.

– Eu sei, eu sei. – disse Keima enquanto arrumava os seus óculos. – Mas qual será o acontecimento pro Igor chamar eu e o loiro?

– O loiro aqui se chama Naruto. – disse apontando pra mim mesmo – E eu não sei o que está acontecendo ou o que vai acontecer. Mas eu não vou ficar sentando esperar alguém resolver.

– Você tem uma bela determinação. – disse Yu colocando sua mão no meu ombro.

– Vocês dois mantenham isso em segredo. – disse Arisato – Vou conversar com a Mitsuru e o Akihiko e defini-los como líder. Ter pessoas que lutam ao seu lado te leva ao melhor destino.

Keima tossiu.

– Eu estou bem. Eu me dou melhor sozinho. – ele falou e tirou o um videogame portátil do bolso. – Podem me explicar isso aqui no meu PFP?

Ele estava no que parecia ser o menu do PFP. Ele passou pelos vários jogos salvos na memória. “Encontros na Escola”, “Saindo com uma Maid”, “Namoros na esquina”... Tudo com uma garota fofinha na capa. Esse cara era bem viciado! E por fim parou em um aplicativo. Nele tinha uma imagem da Margareth com uma cara bem fofa e caricata. O nome do aplicativo era simplesmente “Persona”.

– Eu não executei ainda. – falou e então seus olhos começaram a brilhar – Mas a Margareth está linda! Como personagem de um jogo, claro.

– Vamos ver o que acontece quando isso é executado? – perguntou Yu ainda com a voz baixa, mas agora com certa curiosidade.

Keima apertou o botão. Apareceu uma caixa de texto perguntando se ele queria mesmo continuar. Ele olhou para todos nós e todos estavam mega curiosos. Quando ele clicou a tela ficou em branco e...

Nada. Não aconteceu nada. Apareceu apenas um menu com três itens escrito “Indisponível” e por ultimo um “Voltar”. Além de ter a foto do Igor e da Margareth do fundo.

– Bom... Então é isso? – conclui – Acabou?

– Nenhum poder vem completo e treinado. Isso evolui com você. – disse Yu, tentando encorajar o Keima.

Keima desligou o PFP e suspirou.

– Então vamos esperar para ver o que acontece. – falou Keima se afastando – E repito, eu não quero participar de um grupo.

E saiu. Ele era bem inteligente, mas parecia ser bem fechado em seu mundinho. Espero que ele seja útil no nosso “destino”.

– É melhor você se juntar com seu grupo Naruto. – disse Arisato – Explique que vocês fazem parte de um grupo de extermínio de Shadows. O meu grupo é conhecido como Persona 3. O do Yu é o grupo Persona 4. Vocês podem ser o Persona 5 se quiserem. Ou algo mais criativo, claro.

– Eu vou dar a notícia pra eles. Volto a falar com vocês caso aconteça alguma coisa. – sai andando e acenei para eles.

A Hinata ainda não tinha voltado. Mas agora ela podia andar sozinha por aí, então eu voltei para onde Sasuke, Ed e Al estavam sentados. Zoro não estava ali. Aposto que estava dando uma de machão ao lado do Yusuke.

– Ei, vocês. – falei apontado para eles – Vamos lá fora? Preciso falar com vocês em particular. É sério.

Os irmãos loiros se levantaram. Sasuke me olhou desconfiado.

– Tão perigoso que você nem vai esperar a Hinata? – ele perguntou.

– Contarei para ela depois. Com menos detalhes. – falei virando a cara. Eu não ia encarar os olhos frios dele agora. – Vamos logo?

Para a minha felicidade, o Sasuke não abriu mais a boca. Despistamos o Kuwabara e saímos do anfi-teatro. Andamos um pouco para o jardim da escola. Ele estava bem mais verde que o normal, já que refletia a luz da lua. O portão da escola estava trancado, graças ao Hiei. Mas isso não era mesmo necessário. Daqui eu via um monte de caixões flutuantes nas ruas.

– Então Naruto. O que é? – disse Ed curioso.

– Parece que quando eventos estranhos assim acontecem, muitos perigos aparecem. E me escolheram para formar um grupo de ataque. Eu to chamando vocês, porque sei que tem uma grande força e são pessoas que eu posso contar. Ainda falta o Zoro e a Hina, embora eu não queira metê-la em grandes problemas.

– Então, está me chamando pra luta? – perguntou Sasuke, feliz – Ótimo! Eu adoraria treinar minha espada em monstros perigosos.

Ed também estava com o sorriso de satisfeito no rosto. Somente Al estava triste. Pela cara dele, não estava convencido de ser útil.

– Eu não... – começou ele, fungando.

– Não diga nada! – gritei para ele — Eu não te chamaria aqui se eu não confiasse no seu potencial. Dá uma olhada! Temos o frio do Sasuke ali e o cabeça-quente do seu irmão aqui. Precisamos de alguém quieto para manter as coisas em ordem não acha?

Ele sorriu. Parecia ter notado seu próprio potencial. E estava feliz com isso. Eu também estava feliz com aquele grupo. Estava feliz até tudo começar a acontecer.

Um sentimento frio percorreu cada um de nós. Vinha do portão da escola. Uma coisa preta enorme estava surgindo de lá. Ela não tinha muita forma, era só uma massa preta. Então, um braço apareceu e logo em seguida mais um. Eles começaram a escalar o portão até conseguir ultrapassa-lo e chegar ao jardim da escola.

– O que é aquela coisa? – perguntou Sasuke, ficando em uma posição de defesa.

Uma mascara azul apareceu no meio dos dois braços e um soltou um urro. Um urro agudo parecido com o que eu escutei antes de desmaiar e entrar no Quarto de Veludo.

– Aquilo... É uma Shadow. – falei, sem pensar. Meus pensamentos fizeram isso sozinho.

– Então Sasuke, vamos mostrar o que nós podemos fazer pra esse bichinho. – disse Ed e correu em direção a Shadow com Sasuke.

Mais dois braços nasceram da Shadow. Um bateu em Sasuke, o empurrando para o lado. O outro acertou o Ed, mas ele não saiu do lugar. Foi quando eu notei que algo estava errado.

– Ed, seu braço... – falei olhando o braço dele inerte no chão – ED!

O braço dele foi totalmente arrancado! No lugar que ele deveria estar agora pingava muito sangue! Uma força dessas... Era impossível derrotá-lo! E eu acabei de meter o Ed nisso. Não. Não! Isso não estava acontecendo.

Ed não parecia se mexer. Ele ficou parado olhando o seu braço no chão e agora além de escorrer sangue pelo seu corpo, escorria muitas lagrimas. Enquanto isso, os braços da Shadow estavam se preparando para outro ataque. Comecei a correr, para tirar Ed do choque e tira-lo dali. Não ia dar. Eu estava longe, não chegaria a tempo. A mão afiada da Shadow mataria o Ed.

Mas isso não aconteceu. Quando a Shadow foi atacá-lo, algo pulou na frente e foi dividido ao meio. Cada braço do monstro negro pegou um pedaço do corpo que acabará de dividir e engoliu através da mascara. Ed estava mais paralisado ainda. Ele caiu de joelhos. Foi então o que eu percebi. Uma pessoa fez um ato heróico. E esse ato heróico custou à vida de Alphonse Elric.