A Pena da Cura
7 Capítulo 7 - Desafios na caverna.
Notas iniciais
Lucy e Laxus não conseguiam acreditar no que estavam vendo: Um caminho lava borbulhante. Logo depois estava uma porta de pedra.
— Que maravilha... Consegue nos teletransportar pra lá? — a loira perguntou.
— Não... Agora consigo sentir minha magia, mas não consigo nos mandar pra lá, é como se essa magia em específico estivesse bloqueada.
— Tava muito fácil pra ser verdade... Vamos ter que pensar em outra coisa — se sentou.
Enquanto Lucy pensava em qual espírito poderia ajudar, Laxus olhou para o teto da caverna e teve uma ideia. Sem aviso prévio, ele jogou vários raios para cima, fazendo alguns pedaços caírem na lava, automaticamente criando um caminho.
— Agora temos como passar.
— Mas é seguro? — se levantou.
— Apenas confie em mim — sorriu.
Laxus pulou na primeira “plataforma” ajudando Lucy, e assim foram seguindo o caminho. Em certos momentos a loira bambeava, tinha a certeza que se sozinha estaria frita... Literalmente.
Não demorou muito para chegarem novamente em terra firme, Lucy ainda tremia de medo, durante o caminho fez questão de repassar em sua cabeça sua vida inteira, como um filme.
— Viu? Não foi tão ruim — Laxus tentava a acalmar.
— Foi horrível, acho que vou morar aqui desse lado... Não quero ter que passar para o outro lado de novo...
— Eu te arrasto a força, não vou te deixar aqui.
— Sério?
— Claro, somos uma equipe. Entramos juntos, saímos juntos — a olhou seriamente.
— Obrigada — sorriu meigamente. — Agora chega de melancolia — olhou ao redor. — Como abrimos essa porta?
— Com uma senha — apontou para um painel com número, do lado direito da porta
— Quem coloca senha em uma porta de pedra?
— Alguém que quer muito esconder algo... Difícil é saber a senha...
Enquanto Laxus procurava nas paredes alguma dica para abrir a porta, Lucy foi mais “atrevida” e resolveu apertar alguns números, talvez a sorte estivesse ao seu lado.
Tentou a senha mais básica que conseguiu pensar: 1234. Na hora em que apertou o “enter” ouviu barulho de engrenagens e, das paredes, surgiram dez buracos de cada lado e várias flechas ameaçaram sair.
Lucy ficou em choque, não conseguia se mexer. Laxus ouviu o barulho e imediatamente puxou a loira pelo braço, impedindo que ela... Bem... Acabasse fazendo cosplay peneira.
— ...
— Você tá maluca? O que você fez?
— Tentei uma senha aleatória e aconteceu isso... Desculpa... — ainda tremia pelo medo.
— Francamente — suspirou. — Não precisa se desculpar, apenas não clique naqueles botões de novo.
— Sim, obrigada por me salvar — sorriu.
— Não há de quê. Agora me ajuda a procurar uma senha, antes que mais alguma armadilha se ative.
— Sim senhor! — fez continência, fazendo o loiro rir.
Depois do acontecido, ambos ficaram em total silêncio. Observavam atentamente cada parte da caverna atrás de algo. Laxus até voltou pelo caminho de lava, achando que a senha pudesse estar na entrada da caverna.
Lucy olhava tudo de longe, estava com medo de encostar em algo e acabar sendo atacada pela parede de novo.
Em certo momento, ela olhou para um canto logo abaixo dos painel de números. Ao se aproximar, viu que uma parte da parede estava “descolada”. Puxou com cuidado, revelando uma charada.
1+1 = 1213
1+2 = 1314
2+2 = 2324
3+6 = 3738
8+9 = ????
— LAXUS! EU ACHEI — gritou para o loiro, que estava na entrada da caverna.
O loiro passou para o outro lado facilmente, ficando ao lado de Lucy. Olhou atentamente para a dica, mas não entendeu nada.
— Odeio charadas com números, meu cérebro fica cheio de nós — olhava para a charada como se ela fosse um monstro.
— Não acho que seja certo chamar essa... Coisinha simples de charada.
— Está de brincadeira, né?
— Claro que não, pensa comigo... 1 e 1 juntos dá 11, depois vem o 12. Depois do 12 vem o 13. Logo 1213. 1 e 2 juntos dá 12, seguindo a lógica do primeiro, o resultado é 1314 — explicou calmamente.
— Faz sentido... Então como é 89... A senha só pode ser 9091 — Laxus olhava abismado para a loira.
— Exatamente — colocou a senha, fazendo a porta se levantar aos poucos.
— Impressionante — o loiro elogiou.
— Ah, isso não foi nada — se envergonhou. — Olha, já dá pra gente passar — desviou o assunto.
Com a porta completamente aberta, ambos entraram no escuro. A porta logo se fechou novamente e as luzes acenderam.
Estavam em uma sala completamente feita de esmeraldas, nem as luminárias escapavam. No centro da sala tinha um pedestal com uma cúpula de vidro em cima.
Ao se aproximarem a cúpula abriu automaticamente, revelando a segunda parte do cajado, idêntica a primeira.
— Achamos... ACHAMOS! — Lucy abraçou Laxus, mas logo se tocou do que tinha feito — Desculpa... — corou.
— Não tem problema, também estou feliz — pegou a parte do cajado. — Agora precisamos encontrar uma saída.
— Acho que vamos ter que sair por onde entramos, a porta abriu de novo — apontou para a porta.
— Que estranho... As coisas sempre acontecem quando precisamos... Por que será? — começou a andar para a saída.
— Eu que não quero ficar aqui para descobrir — riu.
Fizeram o mesmo caminho de volta. Quando chegaram lá fora, viram que o céu já estava escuro. Do nada, a Dona Tamandra surgiu na frente deles com Happy na cabeça.
— Vejo que conseguiram meus jovens, meus parabéns.
— Happy, você está bem, pequeno? — Lucy abraçou o gatinho.
— Aye, ela me deu esses biscoitinhos de peixe. Quer um?
— Não, obrigada...
— A senhora sabia desse lugar? — Laxus perguntou.
— Claro, fui eu quem fiz vocês chegarem até aqui com minhas ilusões — sorriu.
— Mas por quê?
— Eu sou um anjo.
— A senhora está brincando, né? — a loira a olhava surpresa.
— Não. Sou o anjo encarregado de guiar qualquer dupla que preenche os requisitos para encontrar o cajado.
— Mas se a senhora é um anjo... A sua pena já não seria o bastante?
— Minhas asas só funcionam no meu mundo, meus jovens. Fui mandada para esse mundo há anos, vocês são os primeiros que estão conseguindo passar dos desafios.
— Mas eles foram até que fáceis — Lucy a olhava curiosa.
— Fáceis porque eu os guiei. Eu trouxe vocês aqui para a caverna e também para o concurso. Aliás, eu sou a senhora da pousada — se transformou.
— Só pode ser sacanagem...
— Os desafios são todos baseados em coragem, primeiro a placa de perigo, depois bloquear a magia de teletransporte... Coragem — sorriu, voltando ao normal.
— Por que está especificamente nos guiando? — o loiro perguntou.
— Como eu disse, vocês preenchem os requisitos: uma pessoa bondosa e uma com a magia da pessoa que se quer curar. A maioria não quer o cajado para causas tão nobres como salvar um amigo, como vocês. A maioria quer apenas poder...
— O fato da senhora ter deixado o Happy de fora é porque ele interfere nesses requisitos?
— Não, ele não é uma pessoa, então não muda em nada o fato dele ter vindo com vocês... Eu apenas achei melhor deixar vocês... Sozinhos — sorriu maliciosamente, fazendo ambos corarem.
— Eles se goooooooxtam.
— Agora vamos pra prefeitura, vocês devem estar com fome — segurou os dois pelos pulsos, os puxando.
Estavam tão envergonhados que nem falaram nada, apenas se deixaram ser levados pela anja que os puxava, enquanto certo gatinho voava ao redor soltando piadinhas.
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