A Pena da Cura

47 Capítulo 47 - Vilões em ação.


Notas iniciais
Boa leitura!

— Tem certeza que é por aqui? Eu ainda acho que estamos andando em círculos — Cendy falou, parando um pouco para olhar ao redor.

— Ele fica se mexendo de um lado para o outro, assim fica difícil... — a loira sentou no chão, tentando pensar em alguma alternativa.

— Nós precisamos continuar tenta... Ei, aquele ali não é seu mordomo? — Laxus apontou para o final do corredor.

— Onde? — Cendy se virou para olhar. — Gênyro, o que faz aqui?

— Lady Cendy, finalmente — parou ofegante. — Eu estava cuidando de Nico, como a senhorita pediu, do nada veio um homem alto e tentou pegar o garoto. Eu lutei contra ele mas não consegui... Perdão por não cumprir meu trabalho...

— Tudo bem, Gênyro. Não tenho do que reclamar sobre seus serviços, infelizmente coisas assim podem acontecer com qualquer um — sorriu amorosa.

— Muito obrigado, Lady.

— Ele está indo por ali agora — a loira indicou o corredor da direita.

— Por ali tem uma cozinha, eu passei por ali enquanto corria. Vem, eu mostro para vocês — saiu andando na frente.

Gênyro andava devagar enquanto guiava os três até a cozinha. Ele não sabia o que Jones faria quando chegassem lá, só esperava que ele não abrisse o bico e denunciasse seu disfarce.

Chegaram na cozinha e espreitaram pelo batente da porta. Dentro do local, Jones cortava várias caixas de leite, guardando o leite em jarras.

— O que esse cara tem na cabeça? — a loira olhava tudo com dúvida.

— Deve estar tramando algo — Cendy respondeu.

— Com caixas de leite?

— Vai saber, ele não parece ser muito normal, sabe...

— Temos que arranjar um jeito de pegar as chaves, estão ali naquela bancada — Laxus indicou o local.

— Eu e a senhorita Lucy poderíamos ir agachados até lá — o mordomo sugeriu.

— Boa ideia, vamos lá!

Os dois seguiram o plano, cada um indo para um lado da cozinha, sempre tomando o cuidado para não serem vistos. Lucy conseguiu chegar nas chaves mais rapidamente e, com cuidado esticou um dos braços para pegar as chaves.

No momento em que pegou as chaves, Jones se virou para ela, sorrindo. A porta da cozinha se fechou e uma fumaça marrom preencheu o local.

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— DROGA, essa coisa não abre — Laxus chutava a porta,.

— Isso já está virando palhaçada, como esse cara sempre sabe onde estamos e consegue nos pegar tão facilmente? Eu vi uma sala de câmeras, mas nenhuma delas mostrava esse lugar...

— Fora você, acho que todos desmaiaram em algum momento. Ele pode ter colocado algum rastreador escondido.

— Rastreador... Enfim, isso não importa agora. Como vamos abrir essa porta? — pegou na maçaneta, abrindo a porta.

— Abriu... Não tem nada, maldição...

— Não tem como eles saírem assim do nada, ou será que tem? — olhou para os lados.

Os dois analisaram o lugar atrás de algo que pudesse indicar uma fuga, sem a utilização de magia. O loiro muito atento, viu que a porta de um dos armários estava levemente aberta. Sem muitas esperanças, abriu a porta.

Dentro do armário não tinha nada do que normalmente deveria ter, como prateleiras e utensílios de cozinha, mas sim um escorregador grande o suficiente para um adulto passar.

— Parece que quanto mais avançamos, mais esse lugar desce — Cendy comentou.

— Bem, acho melhor descermos. É o que tem...

— Com certeza é o que tem — Gênyro saiu de um armário lateral.

— Gênyro, você está bem?

— Melhor agora, Lady Cendy. Pena que não posso dizer o mesmo de vocês dois — sorriu macabramente.

— Como assim?

—Vocês logo saberão.

O que aconteceu em seguida foi muito rápido para os dois revidarem, o mordomo empurrou os quatro (Nico e Tamandra continuam desacordados) no escorregador. Enquanto desciam, entraram em contato com o mesmo gás utilizado em Lucy e acabaram desmaiando.

— Agora sim podemos avançar com o plano — Gênyro sorriu, abrindo outro armário e descendo por um escorregador diferente.

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— Eu acho que deveríamos brincar mais com eles — Jones olhava para as caixas em suas mãos. — Eu ainda não terminei aqui, por algum motivo não está querendo funcionar.

— Era só ter usado uma caixa própria para magia, mas agora não temos tempo. Vamos começar a extração de magia antes que esses pirralhos acordem — Gênyro ligou a máquina.

— Chato...

Quando Laxus, Tamandra, Nico e Cendy chegaram no destino, Jones já estava esperando pelos três, enquanto terminava de prender Lucy na máquina, a mesma onde Laxus estava preso antes. Gênyro tinha transportado tudo para o último andar do esconderijo.

Com muita facilidade, ele conseguiu deixar todos nas posições desejadas. Seu plano era tirar a magia de um por vez, pois só tinha uma máquina. O mordomo chegou um pouco depois, quando voltou a mexer em suas caixas, sem sucesso.

Gênyro apenas se deu ao trabalho de prender Tamandra, Jones fez o resto do serviço. Com todos presos em posição e com a máquina ligada, a extração começou. Tudo estava acontecendo como o planejado, conseguiram tirar a magia dos dois loiros, de Cendy e de Tamandra.

Jones desistiu das chaves celestiais, e se focou apenas em ver o tanque mágico da máquina se enchendo de várias magias. Faltava Nico e ele mesmo, Gênyro não tiraria sua magia, pois precisavam de alguém para manter tudo sob controle.

Colocaram o menino na frente da máquina e começaram a tentar extrair a magia dele, mas nada saia. Aumentaram a potência e continuaram sem resultado.

— Por que a máquina não extrai a magia dele? Eu sinto ela... — Jones olhou para a máquina.

— Talvez pela idade dele a magia não seja tão desenvolvida, ou...

— Ou?

— Ele seja muito mais forte do que a máquina consegue suportar. O que é pouco provável, eu acho.

— De qualquer forma, melhor deixar ele por último, me ajuda a ficar preso na maca — pediu, tomando uma poção para impedir que ficasse desacordado por muito tempo.

Gênyro prendeu Jones na maca, logo ligando a máquina novamente. Com a magia extraída, ele acabou desmaiando, então o mordomo seguiu com o plano até que ele acordasse.

Tentou mais uma vez com Nico, dessa vez colocando a máquina em potência máxima. O raio que saia dela mudou de amarelo para vermelho, mesmo assim nada aconteceu.

— Isso é muito estranho, era para estar funcionando... Esse idiota deve ter mexido em algo, vou buscar a caixa de ferramentas.

Depois que Gênyro saiu da sala por uma porta lateral, Nico parou de fingir que estava desacordado, e tentou se soltar. Fazia alguns minutos que tinha acordado, mas se manteve imóvel apenas ouvindo o que acontecia ao redor.

Era uma criança esperta, apesar da pouca idade, sua irmã tinha o alertado sobre os riscos que corriam e o ensinado como reagir em variadas situações, e essa era uma delas.

Olhou para ver se tinha alguém vindo e voltou a se mexer, passando seu corpo com facilidade pelas tiras de elástico que o prendiam. Não sabia muito bem o que deveria fazer, então apenas optou por causar algum estrago na máquina.

Viu a tomada e puxou, logo abrindo um painel e arrancando alguns fios. Talvez assim ganhasse tempo até que algum dos magos acordasse e o ajudasse. Quando ia puxar o último fio, uma mão o agarrou, tampando sua boca.

— Moleque atrevido, você vai se arrepender do que está fazendo — Gênyro pegou o menino com facilidade, o colocando de volta na maca, mas logo se arrependeu.

Nico o olhou profundamente, seus olhos estavam pretos e uma aura macabra girava em sua volta. De repente, tudo ficou escuro.

Notas finais
Até :3