A Pena da Cura

35 Capítulo 35 - Cajado montado.


Notas iniciais
3/4 :3 Boa leitura!

— Vocês acham mesmo que vou deixar levarem essa coisinha? — o homem sorriu. — Eu bolei o plano do ano para roubar isso, podem me devolver.

— Só por cima do meu cadáver — Erza sorriu preparando sua espada, finalmente uma luta.

— Novatos — o homem tirou um revólver do bolso e começou a atirar.

— Ice Make Shield — Gray criou um escudo.

— Nunca subestime um oponente — Erza aproveitou a situação para se aproximar, nocauteado o ladrão com um único soco na cabeça. — Eu esperava mais...

— Vamos levar isso antes que ele acorde — Charles sugeriu, sendo seguida pelos demais.

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— Que maravilha! Eu não esperava que vocês fossem voltar tão cedo — Tamandra pulava, com um bolo de morango nas mãos.

— O ladrão não era lá muito esperto... — Gray explicou rapidamente.

— Melhor assim, muito obrigada meus jovens — sorriu. — Bem, vocês podem avisar as outras equipes? Vou levar a parte para eles... Pretendo pegar o barco da madrugada, estou sem magia no momento... Prometo voltar para buscar vocês assim que eu estiver renovada!

— Não precisa se preocupar com a gente, enquanto tivermos bolo de morango nós estaremos bem — Erza estava com os olhos brilhando.

— Certo — riu. — Qualquer coisa me avisem — saiu, acenando para eles.

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Lucy acordou e ainda estava escuro, afinal estavam no subterrâneo, não tinha como ter uma janela por lado de fora. Tentou se sentar, mas algo a impediu.

— Isso está começando a se tornar comum — abriu olhos, encarando o homem a sua frente.

— Ainda bem que também acha isso — Laxus sorriu. — Bom dia, Gnoma.

— Bom dia. O que faz aqui? Pensei que tivesse ido para SEU quarto.

— Fiquei sem sono, então vim pra cá — deu de ombros. — Ah, um passarinho de magia deixou uma carta de madrugada.

— Passarinho? Aqui embaixo?

— Foi o que eu disse.

— A cada dia que passa, mais estranho fica... — saiu parcialmente da cama. — Ei, poderia me soltar?

— Claro, mas você não está esquecendo de algo? — se aproximou.

— Tem razão — pegou suas chaves — Star Dress, Virgo Form! — rapidamente se desvencilhou do loiro, cavou um buraco e saiu do quarto.

— Droga, eu devia ter escondido as chaves dela... — também se levantou.

Enquanto Laxus voltava para seu quarto, Lucy acordou Happy. Com todos de banho tomado, começaram a fazer o café da manhã.

Sentaram para comer e, só então, pegaram o envelope. Lucy o abriu e começou a ler a carta.

Olá, magos, me chamo Cendy e preciso da ajuda de vocês. Sei que não me conhecem, mas peço que pelo menos leiam até o final.

Sou descendente de demônios e, a cinco anos atrás, meus pais faleceram por causa de uma maldição jogada por um anjo, mais especificamente a Tamandra.

Não a culpo, meus pais eram cruéis e mereciam ser punidos pelos crimes que cometeram, mas essa maldição trouxe outros malefícios.

Eu tenho um irmão mais novo que também recebeu essa maldição assim que nasceu, foi algo passado de mãe para filho. Ela não mata imediatamente e sim aos poucos, em seis anos exatamente.

Tamandra acha que nós ajudávamos nos crimes e que meu irmão é um demônio adulto, que se disfarça para a enganar e a induzir a tirar a maldição, mas eu juro que nunca fizemos nada de mal e que ele é só uma criança.

Ela não acredita na gente, infelizmente... Ando observando vocês e sei que são boas pessoas, dispostas a ajudar.

Preciso do Livro de Maldições, Tamandra deve ter contado dele para vocês. Prometo devolver depois, apenas quero salvar meu irmãozinho, que a cada dia fica mais fraco...

Por favor, me ajudem... Eu posso retribuir de qualquer forma, vocês escolhem, apenas ajudem ele... Vou entender caso não queiram ajudar. Obrigada por lerem até aqui.

Ass. Cendy Sinato.

— Isso... — Lucy enxugou as lágrimas. — É tão triste....

— Espero que seja verdade, se for nós podemos ajudar — Laxus sugeriu.

— Com certeza, só não podemos contar para a Dona Tamandra sobre isso..

— Como vamos fazer para mandar uma resposta para eles? — o gatinho perguntou, levando uma xícara até a boca.

— EPA! Solta essa xícara, nada de café — Laxus ameaçou.

— Isso é café? — olhou para a xícara. — Pensei que fosse chá...

— O chá tá na outra garrafa.

— Vocês são engraçados — uma voz masculina falou.

— Ah, o passarinho azul — Lucy olhou para o sofá.

— Eu sou o mordomo da Lady Cendy, eu fui encarregado de trazer a carta para vocês. Esse passarinho é feito de magia, não posso entrar ai para conversar diretamente, sei que ficaria preso até Tamandra chegar e bem... Não seria fácil explicar pra ela...

— Então, o senhor já sabe que vamos ajudar.

— Sim, agradeço imensamente por isso. Lady Cendy disse que, caso aceitassem, eu teria que os convidar até a casa dela. Fica na floresta de Magnólia, mas está escondida com magia. Vocês saberão quando chegar.

— Pode deixar que vamos sim, obrigada pelo convite — Lucy sorriu.

— Muito bem, agora vou desfazer a magia e voltar. Ela já deve estar preocupada. Vejo vocês depois.

— Sim — responderam, vendo o passarinho se desfazer.

Terminaram o café normalmente e depois ficaram passando o tempo. Conversaram, contaram piadas, montaram quebra-cabeças, dormiram ou simplesmente ficaram sem fazer nada.

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~ Três dias depois ~

— Cheguei meus jovens favoritos. Desculpem a demora, eu peguei o trem errado... Quatro vezes seguidas... — Dona Tamandra chegou na sala.

— O importante é que a senhora chegou — Lucy sorriu. — Foi muito difícil recuperar?

— Seus amigos chegaram bem rápido, parece que o ladrão não era lá essas coisas... Bem, vejo que já estão com as outras peças em mãos, segurem um no outro e vamos sair daqui — os guiou para fora.

Demorou cerca de uns três minutos para saírem das fábricas. Seguiram caminho para guilda, onde o Mestre pediu para abrirem o portal na biblioteca, pois assim seria fácil vigiar e impedir algum intruso de entrar.

— Pronto, agora só precisam montar e colocar um pouco da magia de vocês dois — apontou para os loiros. — Depois esperamos um dia, esse é o tempo para o portão abrir completamente.

— Ok, hora de montar — Laxus pegou a foto e começou a colocar as partes em ordem.

No começo as partes não estavam se unindo como deveriam, até que Happy percebeu que na base de cada uma tinha um número. Com todas colocadas em ordem, a união foi instantânea.

O cajado montado era enorme, com um metro e setenta de altura. A pedra de esmeralda no topo dava um chame a mais, já que seu cabo era completamente liso.

— Isso não é um cajado, é um poste — Lucy olhou para cima.

— É claro que é um cajado, você que é nanica — Laxus zombou.

— Idiota...

— Realmente, ele é mais alto do que eu me lembrava... Bem, vou deixar vocês fazerem o resto. Vou buscar os amigos de vocês — sumiu se despedindo.

Os dois loiros não perderam tempo, seguraram o cajado e transferiram um pouco de suas magias para ele. Instantaneamente a pedra se iluminou e o cajado passou a flutuar.

— Então, o que vamos fazer agora? — Happy perguntou.

— Nós vamos aproveitar que a Dona Tamandra não está. Está na hora de fazermos uma visitinha a dois demônios — Laxus respondeu os teletransportando para a floresta de Magnólia.

Notas finais
Mais tarde posto o último de hoje!