A Pena da Cura

33 Capítulo 33 - Pinturas, pinturas e mais pinturas.


Notas iniciais
Hoje vamos ter 4 capítulos. Fiquem com o primeiro o/ Boa leitura!

Lucy nunca se arrependeu tanto na vida, correr para descer as escadas tinha sido a pior escolha do mundo.

A primeira era de concreto, então não fez tanto barulho, mas o que ela não esperava é que tivesse uma nova escada caracol de metal.

O salto da sua bota vez barulho suficiente para acordar os habitantes daquela fábrica abandonada: morcegos que estavam dormindo e ratos antes escondidos.

Agora ela estava olhando por uma porta completamente de vidro, sem coragem para entrar e enfrentar aquele “pesadelo”.

— Credo, por que você fez tanto barulho? — Happy reclamou.

— Oras, como eu ia saber disso? O problema é passar por ali agora...

— Boa sorte, prove sua coragem ali sozinha. Eu sou neutro nessa missão — sentou na escada.

— Eu não entro sozinha, se for pra entrar nós vamos juntos.

— E como vamos entrar?

— Hum... Já sei! Abra-te o portão do relógio, Horologium.

— Em que posso ajudar, Lucy-sama?

— Consegue nos levar lá para dentro, por favor?

— Claro. Morcegos e ratos não são o problema.

O dois rapidamente abriram a porta de vidro e depois entraram dentro do relógio. Horologium entrou na sala e rapidamente chegou ao outro lado, que também tinha uma porta de vidro por onde ele passou e fechou.

— Muito obrigada, Horologium.

— Qualquer coisa é só me chamar — desapareceu.

— Luxy, socorro — Happy se escondeu atrás da loira.

— Por quê? — olhou para frente.

O lugar onde estavam era enorme e parecia uma galeria de arte. Tinha quadros pendurados, em cavaletes, empilhados no chão e presos no teto com linha.

O que assustou Happy não foi a quantidade e sim uma pintura em específico no fundo da parede. Ela era maior que a maioria e mostrava um Vulcan olhando fixamente para eles, como se estivesse se preparando para atacar.

— É só uma pintura de muito mal gosto, Happy.

— Continua sendo assustadora.

— Vem, precisamos encontrar as pinturas certas antes do tempo. Olha as de cima que eu olho as de baixo.

— Aye...

Assim que começaram a busca, um cronômetro apareceu no centro da sala, faltavam cinquenta minutos para o tempo acabar.

Happy voou e a primeira pintura que olhou mostrava as duas fábricas e, no canto inferior direito, tinha o símbolo do losango com o gato e o rato dentro. Comemorou e a colocou na frente da porta.

Lucy por outro lado se sentia perdida. Viu quadros de todas as formas e tamanhos, mas nenhum tinha o símbolo.

Ficou tão concentrada procurando que mal percebeu o tempo passando. Quando o relógio mostrou que falava exatos vinte minutos para acabar o tempo ela finalmente encontrou uma pintura, essa mostrava uma fruteira normal.

Tirou ela da parede e colocou junto da outra. Estava voltando para procurar a última, quando o quadro do Vulcan voltou a chamar sua atenção.

Algo nele a fazia querer se aproximar, mas assim como Happy, ela se sentia assustada. Era como se o Vulcan fosse sair e atacar.

Escondeu seu medo e se aproximou. Fechou os olhos, virou o rosto e esticou o braço até tocar na pintura. Quando viu que nada aconteceu, criou coragem e tirou ela do lugar, revelando uma porta.

A porta era de madeira escura e tinha uma plaquinha escrito “Sala do Pedestal”, a loira logo se lembrou das instruções e pulou feliz, mas perdeu o equilíbrio e caiu sentada, derrubando a pintura.

Ainda em clima de festa, se levantou e pegou a tela de novo vendo que a moldura quebrou na queda. Tentou arrumar, mas o que viu a fez mudar de ideia.

Embaixo da moldura tira nada mais, nada menos que o símbolo que ela procurava.

— Happy, traga as duas pinturas, eu achei a última!

— Aye!

Lucy encostou a pintura na parede e tentou abrir a porta, mas ela estava trancada. Começou a pensar em possíveis esconderijos para a chave.

Foi então que se lembrou de algo importante. Na última casa que alugaram, enquanto Laxus analisava a caixinha preta, ela achou uma chave na biblioteca. Podia estar enganada, mas não custava arriscar.

Remexeu nos bolso de sua saia até que encontrou a pequena chave. Rapidamente a colocou na fechadura e a girou, ouvindo um “click”. A porta destrancou.

— Luxy macumbeira — o gatinho zombou.

— Pode me zoar, depois não reclama quando eu te largar aqui — sorriu macabra.

— Que cruel..

— Vamos entrar.

A sala era bem pequena, e tinha apenas um pequeno pedestal, um sofá e uma televisão. Lucy colocou as três telas empilhadas, já que não tinha espaço para as três, e se afastou.

O pedestal brilhou e a televisão ligou, mostrando uma mensagem junto ao cronômetro que marcava sete minutos.

Missão parte 1 — Concluída.

Missão parte 2 — Em andamento.

— O Laxus ainda não conseguiu... — Happy olhou tristonho para a mensagem.

— Droga... Deve ter acontecido alguma coisa... Bem, só nos resta esperar — se sentou no sofá.

— Sim...

— Não se preocupe, ele vai conseguir. Tenho certeza — sorriu.

— Aye! — retribuiu o sorriso, se sentando ao lado da loira para esperar.

—- // --

Dessa vez Laxus acertou em cheio com seu palpite. Depois das ilusões anteriores ele já estava mais atento.

A lava poderia ter sido real, mas felizmente não passava de uma nova ilusão. Passou facilmente e continuou descendo as escadas, agradecendo por seu momento de coragem não ter o levado para sua ruína.

No final do buraco tinha uma porta, revelando uma sala cheia de pinturas (igual a outra). Assim que olhou para frente ele viu dois dos três quadros que precisava, ambos em cavaletes ao lado da televisão. Eles eram idênticos e mostravam um buquê de rosas.

Deixou os dois onde estavam e começou a procurar o último, mas não teve tanta sorte. O tempo ia acabando e nada de pintura. Ficou tanto tempo olhando para cima procurando que já estava com dor no pescoço.

Olhou para o cronômetro e ele avisou que faltava apenas cinco minutos. Tentou manter a calma e saiu da sala para se acalmar.

Voltou para o buraco e olhou para cima, percebendo algo preso no teto que não estava lá antes. Jogou um raio fazendo parte do teto cair junto ao objeto.

Quando caiu ele viu o que precisava, a última pintura, dessa vez de um queijo e um peixe. Pegou ela e levou até as outras duas. Ouviu um barulho no fim da sala e viu que tinha uma porta.

Juntos as três pinturas e correu até a porta, a abrindo com pressa. Colocou tudo em cima do pedestal e se jogou no sofá, lendo a mensagem na tela.

Missão parte 1 — Concluída.

Missão parte 2 — Concluída.

Tempo restante: 2 minutos.

A parede do fundo se abriu, revelando um corredor. Entrou esperando encontrar o cajado, mas o que viu foi muito diferente.

— Laxus? Ainda bem que você conseguiu — Lucy se aproximou sorrindo.

— A última pintura não estava na sala certa... Então, concluímos o desafio, mas cadê o cajado?

— Não sei... Eu achei que ele apareceria...

— Pessoal? Ferrou — Happy estava no fim do corredor, olhando através de uma janela de vidro.

— O que foi, Happy? — Lucy se aproximou.

— Aquilo — apontou pra dentro de um aquário gigante, o cajado estava no fundo.

— Algo me diz que não vai ser tão fácil...

— E não vai mesmo... Olha para o vidro.

— Não pode ser... — esbugalhou os olhos, estavam muito enrascados.

Notas finais
Até de tarde :3