A Pena da Cura

49 Capítulo 49 - Problemas resolvidos.


Notas iniciais
Olá o/ Estou aqui para trazer o penúltimo capítulo adiantado :3 Boa leitura!

Lucy se levantou assustada, lembrava de ter sido pega por Gênyro e Jones, mas não via nem sinal dos dois. Olhou ao redor e logo reconheceu onde estava, era um dos quartos da prefeitura, só que vazio e com vários colchões onde todos estavam deitados.

Conferiu se todos estavam respirando e depois voltou para o colchão, onde viu suas chaves intactas. Sorriu e pulou feliz, as abraçando como se sua vida dependesse disso.

— O chão vai cair se você continuar pulando, Luxy gorda — Happy ria, estava parado na porta do quarto junto com um Natsu que gargalhava escandalosamente.

— Happy, Natsu! O que fazem aqui?

— Viemos salvar você, mas pelo jeito nem uma luta eu vou poder ter — Natsu respondeu triste.

— Tinha dois caras amarrados lá na entrada quando chegamos, o Conselho Mágico está interrogando eles. Parecem que são foragidos, ou algo assim — Happy explicou. — Por que vocês estão dormindo?

— Quem está dormindo, bola de pelos? — Laxus o fuzilou com o olhar enquanto se levantava.

— LAXUS, LUTE COMIGO! — Natsu correu com os punhos em chamas para cima do loiro.

— Francamente — desviou do golpe facilmente, fazendo com que o rosado acabasse caindo da janela.

— NATSU! — Happy e Lucy gritaram assustados.

— Laxus maldito — o rosado resmungou.

— Natsu, você estava lá em cima criando confusão? — Erza perguntou já nervosa.

— Claro que não, Erza-sama — respondeu assustado.

— Cabeça de fósforo idiota — Gray alfinetou.

— O que disse, casquinha de sorvete?

— Está ficando surdo?

Os dois não tiveram nem tempo de continuarem as provocações, Erza nocauteou os dois, logo os arrastando com ela.

— Happy, vamos! — Erza chamou.

— Aye, Erza-sama — desceu o mais rápido possível.

— Seu time é maluco — Laxus comentou, observando tudo pela janela.

— Você nem faz ideia do quanto... — Lucy disse com uma gota.

— Crianças, o que aconteceu? — Tamandra acordou.

— Dona Tamandra, como se sente?

— Bem, eu acho... Ei, espera... Estamos na prefeitura, e lá fora está sol mesmo sendo uma hora exata — olhou para um relógio que tinha na parede. — Como? — perguntou emocionada.

— Acho que o tal Jones foi derrotado, eu só não sei como...

— Jones? Foi ele quem colocou a maldição na cidade. Ele fez mais alguma coisa de ruim? Vocês estão bem?

— Estamos muito bem — sorriu.

— Muito bem — retribuiu o sorriso. — Agora, quem são esses dois? — apontou para seu lado.

— A senhora não se lembra? — o loiro perguntou surpreso.

— Não... Na verdade me lembro de ver uma estrela na minha barriga, eu acho que estava sendo controlada... Vocês sabem se eu fiz algo de ruim enquanto estava fora de mim? — perguntou preocupada.

— Não, nadinha — a loira negou. — Possivelmente esse controle só servia para apagar suas memorias mesmo.

— É, talvez você tenha razão.

— Acho que vou voltar a treinar com minha magia, desmaiar não é para mim — Cendy reclamou, estava se sentindo meio tonta.

— Onee-san vai ser a melhor maga do mundo — Nico se levantou feliz.

— Nico, como se sente?

— Bem — sorriu.

— Ah, então seus nomes são Cendy e Nico. É um prazer conhecer vocês, me chamo Tamandra — a anja sorriu docemente, esticando a mão.

Cendy a olhou surpresa, logo virou seu rosto na direção da loira que apenas sorriu e fez alguns gestos que ela entendeu como “depois eu explico”. Ainda meio atônita, ela resolveu retribuir.

— O prazer é nosso, senhora Tamandra.

— Então que tal a gente descer para ver o que está acontecendo lá embaixo? — Laxus sugeriu.

— Boa ideia — Lucy concordou.

— Eu adoraria ir com vocês, meus jovens, mas o dever me chama — Tamandra mostrou uma pequena lácrimas que brilhava intensamente. — Meu superior precisa de mim...

— Nós entendemos, pode deixar que nós contaremos tudo para a senhora depois.

— Obrigada, bem, até mais — sumiu.

Os quatro saíram do quarto e desceram as escadas. Logo que chegaram na porta de entrada, foi possível ver vários membros da Rune Knight interrogando Jones e Gênyro.

— FOI ELE — Jones gritou ao ver Nico. — Ele nos fez ter pesadelos horríveis, além de nos prender nessas malditas cordas.

—Mas... Eu não fiz nada — o menino se escondeu atrás da irmã, a ponto de chorar.

— Ele é só uma criança inocente— Cendy revidou com raiva.

— Uma criança, não me faça rir, pirralha. Eu sei muito bem o que vi, e de inocente ele não tem nada.

— Como se alguém fosse acreditar em um maníaco como você, que queria nossas magias para transformar o mundo em um lugar pior — Laxus acusou.

— Francamente, Gênyro... Eu não acredito que você estava trabalhando com esse cara todo esse tempo, nós confiamos em você — Cendy disse decepcionada.

— Lamento, menina. Eu tinha meus objetivos, e não medi esforços para os alcançar, pena que falhei...

— Leve os dois — um homem loiro pediu para outros dois.

— ESPERA, EU NÃO ESTOU MENTINDO. VOCÊS PRECISAM LEVAR O MENINO TAMBÉM — Jones começou a se debater, sendo levado para longe.

— Terminamos por aqui, fiquem fora de problemas, magos — o mesmo homem falou, antes de ir embora.

— Cendy, sobre a Tamandra... — Lucy começou a explicar, mas foi interrompida.

— Ela estava sendo controlada, por isso não se lembra de nada. Estou certa? — arriscou.

— Sim, ela não teve culpa pelo que aconteceu.

— É reconfortante ouvir isso, sabe? — sorriu olhando para o céu. — Ela sempre pareceu ser uma ótima pessoa, anjo no caso. Saber que ela não teve nada a ver com toda essa confusão faz com que um enorme peso saia dos meus ombros. Vocês não falaram nada para ela, falaram?

— Não. Eu acho que ela não precisa saber disso.

— Concordo, então vamos manter isso só entre nós.

— Onee-san, por que aquela mulher ruiva está arrastando aqueles dois homens de um lado para o outro.

— Na verdade, eu não sei...

— Aqueles são nossos amigos, Nico. Meio malucos, mas muito legais — Laxus explicou para o garoto.

— Que legal, eu posso ser um mago legal como vocês?

— Claro que pode, mas você precisa crescer mais um pouco para isso.

— Certo, vou me esforçar para crescer o mais rápido possível — sorriu empolgado.

— Acho que tudo está resolvido agora, muito obrigada por nos ajudarem, de verdade. Eu não sei nem como agradecer — Cendy sorriu agradecida.

— Não precisa, ficamos felizes por termos ajudado. Aliás, obrigada por ter vindo até aqui me ajudar.

— Sem problemas.

— Vocês vão continuar morando na floresta de Magnólia? — a loira perguntou curiosa.

— Por enquanto sim, mas acho que já passou da hora de morarmos em um lugar mais visível. Com tudo resolvido, nós não precisamos mais nos esconder, embora eu prefira um lugar mais escuro mesmo.

— É uma ótima ideia, qualquer coisa vocês sabem onde nos encontrar.

— Sim, prometemos manter contato. Então, vamos para casa, Nico?

— Sim, foi legal conhecer vocês, magos legais — sorriu inocente.

— Nós também adoramos conhecer você, pequeno. Venham nos visitar.

Os quatros se despediram já marcando um próximo encontro, por insistência de Nico. Com certeza aquilo era o início de uma bela amizade.

— Finalmente tudo acabou, chega de emoções para mim — Lucy sorriu.

— Tem certeza que não quer saber de emoções? — Laxus se aproximou, pegando em sua cintura.

— Bem, depende. Quem sabe eu não possa abrir uma exceção? — sorriu travessa, apoiando seus braços nos ombros do loiro.

— Eu vou adorar uma exceção — sorriu, antes de finalmente selar seus lábios nos da loira.

Pela primeira vez, o beijo deu completamente certo. Laxus começou a movimentar os lábios e rapidamente, com medo de interrupções, pediu passagem com a língua, recebendo a permissão, logo travando uma deliciosa luta com a loira.

Lucy não ficou para trás, abraçou fortemente o pescoço do loiro, ficando nas pontas dos pés no processo, apesar de Laxus estar um pouco curvado para baixo, ainda não era o suficiente.

O loiro a puxou mais para si, e só a soltou quando precisaram de ar, se separando de Lucy com leves selinhos.

— ELES SE GOOOOOOOOXTAM — não só Happy, como Natsu também gritou.

— Idiotas — Lucy escondeu o rosto corado no peito do loiro.

— Laxus, se você fizer algo para ela, eu juro que... — Erza começou a ameaça.

— Pode deixar, Titânia, prometo fazê-la feliz — sorriu enquanto falava.

— É bom mesmo, vou ficar de olho — Gray também ameaçou.

— Que tal deixarmos isso de lado? O Mestre deve estar preocupado — Lucy tentou desviar o assunto.

— Olha, Happy, a Luce toda vermelha. Parece uma bomba prestes a explodir — o rosado ria sem parar junto do gato.

— Luxy bomba!

— Ora, seus malditos — virou para eles com uma aura maligna.

— Natsu... CORRE — Happy saiu voando.

— HAPPY, NÃO ME DEIXA AQUI! — continuou rindo, mas agora fugindo de uma loira furiosa.

— Acho que não podemos ficar para trás — Laxus tomou a iniciativa, indo atrás dos três.

— Como se eu fosse perder para o foguinho — o moreno também correu, sendo seguido por Erza que apenas estava preocupada em comer seu bolo.

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Quando chegaram na guilda já era de noite, mas isso não impediu ninguém de comemorar o fim de todos os problemas, desde a recuperação dos Dragon Slayers, até o namoro dos dois loiros.

Esse último foi um baque para todo mundo, principalmente para Lucy que estava sentada tranquilamente com seus time, comendo um pedaço de bolo quando Laxus foi chamado pelo Mestre no palco, para falar um pouco da missão.

Ao fim da sua explicação ele sequer “preparou o terreno”, já fez o pedido sem nem gaguejar. Quem estava comendo ou bebendo, engasgou na hora, isso inclui a pobre loira que acabou levando uma “leves” tapinhas nas costas de certa ruiva. Quando finalmente conseguiu respirar, ela aceitou o pedido com lágrimas nos olhos.

A partir dai a festa não parou tão cedo, principalmente para uma Mira eufórica que surtou com a notícia e já fazia até lista de nomes de bebês.

Os dois loiros apenas olhavam sorrindo para tudo o que acontecia ao redor, e naquele momento tiveram a certeza de que nada era melhor do que estar de volta em casa, principalmente juntos.

Notas finais
Não pretendo demorar muito para trazer o próximo. Até!