A Pena da Cura

42 Capítulo 42 - A nova busca.


Notas iniciais
Boa leitura!

Laxus chegou na guilda na velocidade da luz, assustando todos que estavam por lá, não por ter aparecido do nada e sim por causa do estado na loira.

Ignorou todo mundo e correu para a enfermaria, abrindo a porta e dando de cara com os Dragons Slayers que tinham acabado de acordar.

— Oe, o que aconteceu com a Luce?

— Lucy-san — Wendy arregalou os olhos.

— Ela foi acertada por uma magia, onde está a Polyushka-san? – perguntou desesperado.

— Estou aqui — a rosada abriu a porta.

Polyushka não precisou olhar duas vezes, pediu para Laxus levar a loira para o quarto ao lado, pois era mais bem equipado, e logo saiu apressada atrás de algo.

O loiro fez o que ela pediu, logo vendo ela voltando com um monte de coisas desde folhas a soro. A rosada até tentou expulsar ele de lá, mas não adiantou, Laxus se manteve firme disposto a fazer o que fosse necessário para ajudar.

O tratamento começou rapidamente, algumas vezes Polyushka pedia alguma coisa ou simplesmente reclamava que odiava humanos, principalmente os teimosos.

Limpou, tratou e suturou. Podia até parecer simples, mas demorou mais de duas horas para ela terminar. O ferimento era mais profundo do que o imaginado e fechar tudo foi o que mais levou tempo.

Quando a loira estava devidamente enfaixada a rosada começou a vasculhar tudo com sua magia, até parar na parte da barriga. Parecia que tinha encontrado algo.

— Que tipo de mago acertou essa menina?

— Um anjo.

— Anjo? Pensei que tivessem feito amizade com eles, pelo menos foi o que Makarov disse...

— Parece que nem todos os anjos são tão bondosos assim... — suspirou olhando para a loira.

— Licença — Makarov entrou na sala. — Meu Deus, o que aconteceu?

Laxus começou a explicar todo o ocorrido, detalhe por detalhe. Contou desde a parte do Mundo dos Anjos até o que tinha acontecido horas atrás, ocultando partes inúteis para aquele momento.

— Então a Tamandra ficou com raiva porque vocês ajudaram quem ela amaldiçoou... – Makarov ligou os pontos.

— Como a Lucy está, Polyushka-san?

— Ela foi envenenada.

— Venenos?

— Sim, no começo achei que pudesse ser uma maldição ou alguma magia, mas depois de prestar mais atenção eu achei veneno dentro dela

— A senhora sabe como curar ela?

— Sei, mas infelizmente não consigo fazer isso – suspirou derrotada.

— Por que não?

— Olha garoto, existem dois grupos de veneno. O veneno normal feito com plantas, alimentos e até partes de animais, e existe o veneno com essência mágica. Nesse último caso a pessoa coloca um pouco de sua magia dentro, fazendo com que só seja possível fazer uma cura também com a magia.

— Então o único jeito de curar ela é com um antídoto feiro pela própria Tamandra.

— Exatamente.

— Podemos enviar grupos de busca atrás dela, assim facilita o processo — o Mestre sugeriu.

— Melhor não, velhote... Não sabemos do que ela é capaz, vamos apenas colocar mais pessoas em risco. Deixa que eu mesmo vou atrás dela, apenas cuidem da Lucy.

— Você pretende mesmo ir sozinho?

— Ele não vai sozinho – Cendy apareceu na porta da enfermaria. — Lucy se feriu para me proteger, não vou deixar ela na mão sabendo que posso ajudar.

— Cendy, e seu irmão?

— Melhor impossível, ele vai ficar com o Gênyro por enquanto. Posso ter perdido minha prática com magia, mas ainda tenho alguns truques na manga.

— Bom, então está decidido. Tenham muito cuidado e não sejam teimosos, se precisarem de reforços não hesitem em pedir ajuda — Makarov instruiu.

— Vou buscar algumas coisas, já volto para começarmos as buscas – Cendy saiu da enfermaria, assim como os outros dois, deixando apenas o loiro lá dentro.

— Volto logo, Gnoma — deu um leve beijo na testa dela. — Vou trazer o antídoto para você, eu prometo.

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— Ela está na Cidade das Flores, é uma das cidades vizinhas — Cendy indicou em um mapa.

— Como funciona esse seu treco? — perguntou colocando a mochila no banco do trem.

— Isso? É um mapa mágico, depois do ataque ao Nico eu adicionei um pouco da magia dela no mapa, assim eu sempre saberia onde ela estava e poderia fugir facilmente.

— Ele avisa quando ela está por perto, então.

— Sim, mas estranhamente ele não avisou quando ela se aproximou do quarto, era como se não fosse ela, sabe...

—A magia dela estava meio estranha, mas achei que era só impressão minha por conta da raiva.

— Não foi, estava realmente diferente. A magia que sentimos era a mesma de quando ela acertou o Nico... Meio macabra. Eu até pensei que ela... — parou de falar, achava sua teoria algo impossível.

— Estava possuída ou sendo controlada por alguém?

— Sim, você também?

— Sim. Durante todo o tempo que passamos com ela, a magia era diferente, mais calma. Dessa vez estava completamente diferente. Ou ela tem dupla personalidade, ou ela está realmente sob o controle de alguém.

— Magia de possessão... Temos que encontrar o símbolo!

— Símbolo de quê?

— Toda vez que alguém está sob controle de alguém, o controlador coloca um selo na pessoa, esse é a sua “garantia” de que a magia funcionou. Se nós acharmos o selo só precisamos quebrar ele com isso — tirou uma borracha da bolsa.

— Uma borracha? Sério?

— Não duvide da capacidade de uma borracha purificadora. Eu comprei para tentar purificar meu irmão, mas não funcionou... Talvez com ela funcione.

— Então só precisamos achar um selo e apagar ele? Eu riria se não estivesse com raiva...

— Objetos mágicos disfarçados não são facilmente percebidos, é a nossa chance — pulou no lugar, estava animada.

— Vocês parece bem alegre, faz tempo que não sai?

— Em uma missão? Faz muito tempo — caiu sentada quando o trem parou. — CHEGAMOS! Vamos logo — saiu correndo.

— ... Então tá — deu de ombro, pegou a mochila e seguiu ela para o lado de fora.

A cidade onde estavam era realmente muito floral, desde flores plantadas a placas em formato de uma. Olharam o mapa e ele indicava uma casa no final da rua.

— Esconda sua magia, ela não pode saber que estamos aqui — Laxus disse antes de começar andar.

Os dois andaram calmamente, como se fossem simples turistas passeando, não podiam levantar suspeitas. A casa indicada no mapa era pequena e bem decorada. Sua faixada era toda bege com alguns detalhes em marrom, e aparentava ter apenas um andar.

Estranhamente a porta estava aberta e, quando entraram, descobriram que era um pequeno restaurante que estava vazio. Vasculharam o local sempre tomando cuidado para não fazerem barulho.

O local tinha quatro portas: cozinha, dois banheiros e uma que não sabiam o que era. Quando foram até essa última porta, ela estrava trancada. Laxus facilmente arrombou a porta, revelando um quarto normal, com cama e guarda-roupa.

— Você são bem ingênuos, né? Vir atrás de mim foi bem ousado — Tamandra apareceu atrás deles. — Pena que tenho um assunto para resolver e não tenho tempo para conversar, até mais, crianças — desapareceu.

— Droga, para onde ela foi?

— Laxus... Estamos com problemas — Cendy arregalou os olhos quando olhou no mapa.

— Por quê?

— Ela foi para Magnólia, para a Fairy Tail.

O loiro não precisou nem perguntar de novo, apenas teletransportou os dois para a guilda.

Notas finais
O próximo só depois do Natal, então Feliz Natal para vocês e suas famílias! Aproveitem bastante o/