A Pena da Cura
40 Capítulo 40 - Dois em um.
Notas iniciais
Aquele mês tinha passado de um jeito meio maluco para Nights e Happy. Os dois esperaram pacientemente por cada senha, mas elas surgiam em lugares um pouco inusitados.
A primeira senha foi a mais normal, estava em um papel grudado na porta de um dos quartos. A segunda já foi um pouco mais estranha, pois apareceu em um bilhete que estava dentro de um pudim.
A terceira pegou Happy distraído. Ele foi, de madrugada, fazer o famoso “assalto de geladeira”, mas quando abriu a porta da mesma, um monte de peças de quebra-cabeça caíram na sua cabeça, fora o alarme que começou a tocar.
Porém, a quarta foi a que mais assustou. Nights estava com muito calor, então decidiu tomar um banho frio. Entrou no banheiro e ligou o chuveiro, mas não saiu nada. De repente as luzes começaram a piscar, a descarga acionava sozinha e uma água preta saiu do chuveiro e lá, no chão, essa mesma água formou a última senha.
— Espero não passar por isso de novo... — Nights jogou as asas para o ar, se rendendo.
— Nem eu, ainda mais para receber senhas estranhas...
As senhas eram palavras aleatórias que eles colocavam apenas para liberar a próxima. Quando colocaram a quarta senha, as outras apareceram no painel e formaram uma frase.
Vocês são muito idiotas.
Ficaram sem entender nada, até que o painel se virou, revelando uma portinha que os dois tinham visto antes, mas não pensaram em abrir, pois achavam que era onde estavam os mecanismos. Quando abriram lá estava as duas partes do parafuso da tesoura.
— Essa portinha estava aberta o tempo todo? — Happy olhava tudo ainda confuso.
— ... Esse líder está de brincadeira com a nossa cara... Vamos sair daqui antes que eu fique mais bravo — disse nervoso, começando a seguir pelo túnel por onde tinham vindo.
Estavam no meio do caminho, quando ouviram um barulho no teto. Olharam para cima a tempo de verem rachões se formando e tudo despencar. Rapidamente desviaram, olhando para o local esperando algo assustador.
No meio dos destroços estavam Lucy e Lio, sendo protegidos pela lã rosa de Áries.
— Obrigada por me salvar lá em cima, Lio.
— Disponha, agora onde estam... O que vocês dois estão fazendo aqui?
— Nós estávamos saindo daqui, mas fomos interrompidos pela queda de vocês — Nights explicou resumidamente.
— Luxy, você devia fazer um regime. Quase mata a gente esmagado — o gatinho ria descontrolado.
— Você... — levantou irritada. — Só no corro atrás de você, porque quero sair logo daqui.
Começaram a procurar uma saída do local. Por onde Nights e Happy passaram estava inacessível pelos escombros e, estranhamente, o buraco no teto sumiu.
Cada um foi para um lugar, o único que teve algum progresso foi Lio que sentiu o cheiro de flores da cozinha. Todos se reuniram e começaram a olhar em todos os cantos possíveis.
— Não tem nada aqui, cansei — Happy sentou em cima da bancada, mas esbarrou em um faqueiro.
O faqueiro se moveu para o lado, e como resultado a geladeira saiu do lugar revelando um buraco na parede.
— O cheiro está mais forte — Lio correu na frente para se certificar se o lugar estava seguro.
— Eu sou um gênio.
— Gênio da lâmpada vencida — a coruja zombou.
— Até você, Corujão? Assim magoa...
— Esse túnel me dá arrepios — Lucy se auto abraçava.
— Galera, é realmente a saída, mas parece que vamos ter que passar por um pequeno obstáculo... — Lio voltou correndo.
— Qual obstáculo?
— Aquele.
Olharam para a frente e logo entenderam. Tinha um buraco enorme ao redor de um único “pedaço de terra” no centro (tipo uma forma de pudim). O fundo estava repleto de pedras pontudas.
Podiam simplesmente voar até lá, mas tinham vários lasers vermelhos ao redor. Nights jogou uma de suas penas na frente de um, e ela logo se desintegrou.
— O que vamos fazer? Não quero virar churrasco — Happy olhava assustado para os lasers.
— Fiquem aqui, eu tenho um plano — o lobo pulou no buraco.
— LIO! — a loira gritou assustada.
— EU ESTOU BEM!
Usando toda sua habilidade, ele desviou dos “espetos” e escalou a parte central do buraco. Seu plano tinha sido simples, os lasers não iam até lá embaixo então ele pegou esse caminho mais seguro.
Perto do topo ele não tinha mais como subir sem se queimar, então caavou para a frente e logo para cima, fazendo um buraco até o meio. Assim que chegou no topo, todos os lasers se desativaram e uma pequena caixinha surgiu no chão, do outro lado do buraco, onde estava a saída.
Happy ajudou Lucy a levando até o outro lado, onde ela pegou a caixinha e abriu, revelando a outra metade da tesoura.
— Espera... Se nós encontramos todas as partes... O Laxus foi atrás do quê?
— Talvez o líder tenha se enganado — Happy deu de ombros.
— Vou ligar para ele, com sorte a lácrima agora funciona... — a loira pegou a lácrima, sendo rapidamente atendida. — Laxus, você não imagina o que encontramos.
— A última parte da tesoura.
— Como sabia?
— O que eu encontrei aqui não parece a metade de uma tesoura...
— O que você encontrou? — Happy perguntou curioso.
— Quando vocês vierem para o castelo eu mostro — respondeu misterioso.
— Você já está ai? — a loira perguntou.
— Estou aqui faz tempo. Tenham cuidado no meio do caminho, agora vou voltar ao meu atual trabalho — desligou deixando o mistério no ar.
Sem alternativa, os quatro saíram do subterrâneo e seguiram até o castelo.
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~ Um mês atrás ~
Laxus navegava sozinho pelo mar enquanto Virgo se propôs a mergulhar para procurar algo. O lugar estava coberto por neblina, então não era possível ver nada além de si mesmo.
O mapa mostrava apenas uma linha reta, então ele apenas pegou o barco que tinha na beirada do mar e seguiu para frente.
Navegou por exatos cinco minutos até encontrar terra firme: uma pequena ilha com um coqueiro no centro. Desembarcou e andou ao redor, mas não achou nada visível, então se abaixou para olhar o chão mais de perto, foi quando o sentiu o chão tremer.
Afastou-se rapidamente quando viu a grama se movendo, logo Virgo surgiu em um buraco na terra.
— Desculpe o susto, Ouji-sama... Encontrei essa caixa de vidro lá embaixo e achei que deveria te mostrar. Punição?
— Não, Virgo... — pegou a caixa que continha um livro dentro.
O cadeado estava aberto, facilitando o trabalho. Tirou o livro completamente preto e leu seu título em letras brancas “Livro de Maldições”. Era o livro que a Tamandra estava procurando e também o que eles precisavam para tirar a maldição do irmão da Cendy.
Na primeira página do livro tinha um pequeno aviso.
Duas partes da tesoura estão no mesmo lugar, se você está aqui é porque eu me esqueci disso e te mandei para o lugar errado...
Ass. Líder dos Anjos.
— Francamente... Virgo, vamos voltar para o castelo. Não vamos achar mais nada aqui...
— Sim. Escavamos ou nos teletransportamos?
— Que tal como punição nós apostarmos uma corrida? — sugeriu divertido.
Laxus mal teve tempo de raciocinar, Virgo sorriu com os olhos brilhando e logo “sumiu” por um buraco. Ele não queria perder, então logo tratou de “sumir” também.
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