A Pena da Cura
36 Capítulo 36 - Planos paralelos.
Notas iniciais
— Acho que estamos perdidos — Happy olhava para os lados.
— Bem... O mordomo nos disse que saberíamos quando chegássemos... — Lucy parou de andar.
— Então acho que chegamos, meu braço some se eu esticar para a esquerda — o loiro mostrou para eles. — É uma barreira invisível.
— Eu já vim aqui várias vezes, nunca reparei nisso...
— Vejo que encontraram a barreira — o mordomo chegou atrás deles.
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAH, LAXUS SOCORRO — o gatinho se escondeu atrás do loiro.
— Esse é o senhor Gênyro, ele trabalha para a mulher que viemos conversar — Laxus reconheceu a voz.
— Ah, entendi...
— Desculpem o susto, eu senti que tinha magos aqui, então vim verificar. Sigam-me, Lady Cendy está esperando por vocês.
Gênyro entrou na barreira, sendo seguido pelos três. O local era completamente diferente da floresta, tinha flores para todos os lados.
Andaram mais um pouco e deram de cara com um paredão de pedra, com uma porta camuflada. O senhor abriu e deu passagem para eles entrarem, revelando uma mansão no centro da caverna.
— Uau, nunca imaginaria uma mansão dentro de uma caverna — a loira olhava admirada.
— Demônios tem preferência pelo escuro, é mais fácil de se esconder e passar despercebido. Lady Cendy quase nunca sai dali, ela fica cuidando do jovem Nico.
A mansão era completamente azul escuro, com várias janelas brancas e uma enorme porta preta. Gênyro abriu a porta para eles entrarem e logo sumiu de vista.
Estavam em um salão vazio, com uma escada no centro. Ficaram parados esperando algo acontecer, ou alguém aparecer. Passando alguns segundos uma porta se abriu, na direita.
— Bem vindo, magos — uma mulher de cabelo lilás saudou, era Cendy.
— Cendy-san, certo? — Lucy perguntou educadamente.
— Sim, mas não precisa ser tão formal. Venham, vamos conversar em um lugar mais adequado.
Entraram na porta que ela tinha aberto. Era uma sala grande, com três sofás roxos, uma lareira e uma mesinha de centro, repleta de doces e pães, além de chá e café.
— Sinceramente eu não esperava que fossem aceitar... Não é muito comum recebermos ajuda — começou a os servir.
— Nós nos sensibilizamos com sua história e bem, você demonstrou muita sinceridade na carta — Lucy explicou. — Estamos dispostos a ajudar, mas antes queríamos saber mais dessa maldição.
— Ah, certo... É chamada de “Deterioração Interna”. No quesito aparência, a pessoa não muda em nada, na verdade ela não sente nada... Mas os exames não mentem... A pessoa começa a deteriorar por dentro, até que ao completar seis anos com a maldição ela vira pó, literalmente...
— Que horror... — Happy arregalou os olhos.
— Eu sei que meu irmão não sente nada, mas mesmo assim eu sempre o convenço a ficar a maior parte do tempo deitado.
— Quantos anos seu irmão tem? — Laxus perguntou curioso.
— Cinco anos e nove meses... Faltam apenas três meses para a maldição ser completa... — abaixou a cabeça
— Bem, então temos tempo de sobra. O problema vai ser pegar o livro...
— Nós apenas precisamos copiar o que estiver escrito no livro, assim não levantamos nenhuma suspeita — a loira sugeriu.
— Ótima ideia.
— Somos tipo aqueles agentes duplos, só me falta um terno e óculos escuro — Happy sorriu feliz.
— Muito obrigada, mesmo.
— Não precisa agradecer, ficamos felizes em poder ajudar — Lucy sou amavelmente.
— Onee-san? — um menininho entrou na sala.
— Nico, o que faz aqui embaixo?
— Vim te chamar para brincar comigo e... — fez uma pausa, olhando para os magos. — Oi — disse envergonhado.
— Olá — todos sorriram para o garotinho.
— Esses são os magos que vão nos ajudar, Nico.
— Aaaaah, magos legais, olha nee-san, um gatinho.
— Eu sou o Happy, um exceed.
— ELE FALA!
— Eu não só falo, como também sei voar — começou a conversar com o menino.
— Bem, então agora temos um plano — a loira se animou.
— Levem isso com vocês — entregou um colar prata, com um pingente de pedra preta — Isso vai indicar onde é a entrada daqui, assim vocês não vão ficar perdidos na floresta.
— Obrigada. Agora nós precisamos ir, temos que nos preparar antes do portal se abrir — Lucy levantou.
— Certo, vou levar vocês até a saída.
— Não precisa, podemos nos teletransportar — Laxus explicou.
— Entendo, qualquer coisa sabem onde nos encontrar.
— Tchau, magos legais — Nico acenou com a mãozinha.
— Tchau, Nico. Nos vemos logo — Happy sorriu.
Os três saíram do local e foram parar na biblioteca da guilda. O cajado ainda flutuava, e já era possível ver um pequeno círculo branco se formando em sua frente.
Lucy começou a procurar livros que pudessem ajudar, Laxus voltou para casa e Happy foi para a enfermaria da guilda, visitar os Dragon Slayers.
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— Happy? — Lucy entrou na enfermaria. — Eu estou indo para casa, quer vir comigo?
— Eu posso?
— Claro, não quero te deixar aqui sozinho — sorriu.
— Podemos pedir pizza? — seguiu a loira para fora da guilda.
— Melhor do que pedir é irmos lá buscar.
— Aye!
Compraram as pizzas, comeram, tomaram banho, escovaram os dentes e foram dormir. Finalmente conseguiriam ir até o Mundo doa Anjos, então queriam estar descansados para isso.
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— Lucy, tem um ladrão na sua casa — Happy se escondia debaixo do travesseiro.
— Ladrão? Onde — levantou alarmada, pegando seu chicote.
— Na cozinha, eu ouvi um barulho...
— Vou ver o que é, seja lá quem for, vai se arrepender.
Lucy abriu a porta do quarto devagar, sem fazer barulho. Olhou ao redor e não viu nada, estava prestes a sair quando ouviu o som de pratos na cozinha. Voltou para o quarto e pegou suas chaves.
— Abra-te, o portão do leão, Leo! — sussurrou baixinho.
— Em que posso ajudar, Hime?
— Loki, preciso que me dê cobertura...
— Morango ou chocolate? — Happy ria, ainda escondido.
— Vou te jogar na sala, gato atrevido...
— O que aconteceu? — Loki a olhou preocupado.
— Estou ouvindo um barulho estranho na cozinha... Fique aqui, ataque apenas se necessário.
— Sim, tenha cuidado.
Com toda a delicadeza do mundo, a loira voltou a abrir a porta. Saiu do quarto, se esgueirando pelas paredes. Tentou ver quem estava na cozinha, mas as cortinas atrapalhavam a visão. Automaticamente se arrependeu de colocar elas ali.
Continuou andando, até que finalmente entrou, mas não encontrou ninguém. A única coisa que via era uma panela suja na pia, indicando que alguém cozinhou ali.
Resolveu voltar para o quarto, aquilo estava muito estranho. Estava prestes a se virar, quando sentiu alguém atrás de si.
— Procurando alguma coisa? — um homem perguntou.
— Você... — arregalou os olhou, virando para encarar seu “visitante”.
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