A Pena da Cura
31 Capítulo 31 - Mantendo o foco.
Notas iniciais
A magia que tinha os atingido era uma espécie de teletransporte que os levou diretamente para o salão da guilda, onde acabaram caindo sentados.
Todos que estavam lá se assustaram, afinal não é muito normal chover pessoas, principalmente dentro da guilda.
— Droga, aquele maldito — Lacus reclamou enquanto ajudava Lucy e Tamandra a se levantarem.
— Happy! Você está bem? — a loira perguntou, ajudando o gatinho a se livrar das cordas.
— Aye... Me desculpa, eu me distrai com os peixes e não vi ele chegando... — abaixou a cabeça.
— Está tudo bem, amigão. Ninguém estava preparado para um roubo — Laxus sorriu de canto.
— Aye...
— Pirralhos? — Makarov saiu de seu choque inicial.
— Mestre! O que o senhor faz aqui? — Lucy perguntou.
— Eu quem pergunto, por que voltaram para a guilda?
— Guilda... — olhou ao redor — ESTAMOS NA GUILDA! Laxus, nos leva de volta para a casa onde estávamos, precisamos pegar a sexta parte!
— Aquele ataque não só teletransportou, como também sugou minha magia... Não consigo fazer nada no momento.
— Droga...
— Alguém poderia explicar o que está acontecendo? — Erza se pronunciou. — Desde o começo.
— Bem... Depois que saímos daqui... — Lucy começou a explicar.
A loira explicou quase tudo, detalhe por detalhe, sempre deixando o lado pessoal de fora. Como a história era muito grande ela deu uma boa, terminando de contar tudo em menos de trinta minutos.
Todos prestaram atenção, afinal não é todo dia que você ouve uma história tão maluca assim.
— ... E foi isso que aconteceu...
— Eu só não entendi uma coisa... Como a parte do cajado foi roubada se todas estão com a Virgo? — Gray perguntou.
— Coloca uma roupa, seu pervertido — Laxus reclamou.
— Ué? Cadê minha calça?
— Então... Os dois ficaram desacordados por doze dias, então eu guardei a sexta parte na casa onde eles estavam... Eu não sabia onde eles estavam escondendo, então deixei dentro de um dos armários... — Tamandra explicou. — Acho que estraguei tudo, me desculpem, meus jovens...
— Não tem com o que se preocupar, Dona Tamandra. Vamos encontrar esse ladrão, depois procuramos a última parte e abrimos o portão para seu mundo — Laxus sorriu.
— Sua confiança as vezes é assustadora... — Lucy olhou espantada.
— Devia confiar mais em si mesma, Gnoma.
— Eu já falei para não me chamar de Gnoma, que raiva...
— Vou te chamar de quê? Porteira de gaiola? Caçulinha? Cabelereira de Polly? — zombou.
— Maldito — o fuzilou com o olhar.
— Eles se gooooooooxtam.
— HAPPY! — gritaram juntos.
— Ora... Então vamos ter bebês loirinhos na Guilda! Posso planejar o casamento? — Mira surgiu do nada.
— Não é nada disso, Mira. Somos apenas amigos — a loira corou.
— Eu não chamaria o que vocês tem de amizade sabe... — Tamandra comentou como quem não quer nada.
— Que interessante — o Mestre sorriu. — Porém, temos que deixar o noivado para depois, agora nosso foco é recuperar aquela parte antes que seja tarde. Vamos separar algumas equipes de busca, para encontrar a parte roubada.
— Quais vão ser as equipes?
— Vou deixar que vocês decidam entre si. Dona Tamandra, pode ajudar eles a acharem o ladrão?
— Claro. Pode contar comigo, Seu Makarov.
— Certo. Vocês três, venham comigo — subiu a escadas.
O Mestre entrou em sua fala esse sentou na sua cadeira, sendo seguido pelos dois loiros e o gatinho que se sentaram no sofá.
Por alguns minutos todos ficaram em silêncio, enquanto ele procurava algo nas gavetas de sua mesa. Finalmente ele achou o que queria: um envelope branco com as bordas douradas.
— Isso aqui chegou ontem de tarde na Guilda, está com o nome de vocês três. Ninguém abriu para saber o que era.
Os três se entreolharam com dúvida, até Laxus pegar o envelope e abrir. Dentro dela tinha fotos do cajado montando e um bilhete prata, com letras douradas que o loiro logo começou a ler.
Olá, crianças.
Vejo que estão tendo progresso na procura pelas partes do cajado para virem ao meu mundo.
Fico feliz por terem entrado nessa aventura por uma causa tão nobre.
Estou enviando uma foto de completo, para auxiliar na hora da montagem.
Minha esposa e eu estamos esperando ansiosamente pela chegada de vocês, tomara que estejam preparados para o desafio final.
Ass. Líder dos Anjos.
— Líder dos Anjos? — Happy arregalou os olhos.
— Desafio final... Como se sete desafios já não fosse muito — Lucy resmungou, apoiando a cabeça no braço do loiro.
— Vamos passar esse desafio também, tenho certeza — Laxus afirmou, guardando a foto e o bilhete no envelope.
— Não seria você se não tivesse certeza — riu.
Makarov apenas observou a cena com um largo sorriso, estava feliz por ver que os dois loiros tinham se dando bem, até melhor do que ele esperava. Parece que suas chances de ter uma nora-neta eram altas.
— Vocês devem estar cansados, precisam ir descansar antes.
— Ficamos doze dias dormindo, Mestre. Podemos continuar — a loira disse, sorrindo levemente.
— Vocês tem certeza?
— Claro.
— Certo, qualquer coisa não hesitem em descansar.
— Aye! Vamos logo, antes que eu fique com fome — saiu voando na frente, fazendo os outros rirem.
Os dois loiros desceram as escadas enquanto analisavam o mapa. A última parte do cajado ficava um pouco longe, mas por ser em Magnólia já facilitava o trabalho.
Quando chegaram lá embaixo, viram que a Guilda estava meio vazia. As equipes de busca já tinham saído.
— Espero que eles encontrem algo...
— Não tem com que se preocupar, Gnoma. Tenho a impressão de que eles vão voltar antes da gente.
— Graças a Deus, vocês ainda estão aqui — Tamandra surgiu na frente deles.
— Dona Tamandra, aconteceu algo?
— Não, meus queridos. Eu vim pedir a ajuda do Nights, como ele tem uma boa visão, vai ser de grande ajuda para as buscas.
— Ah, claro — sorriu. — Abra-te o portão da Coruja, Noctua.
— Em que posso ser útil?
— Nights, pode ir com a Dona Tamandra?
— Claro — sorriu. — Vou adorar — pousou na cabeça da senhora.
— Antes que eu me esqueça, isso é para você, Lucy — estregou uma chave parecida com a de Nights, branca, mas essa não era fosca, e tinha um lobinho na ponta. — É a chave do Lúpus, aquele lobo que perseguiu vocês dias atrás.
— Ele não é um espírito independente?
— É sim, mas ele gostou de você. Bom, agora vou voltar para instruir os times — sumiu.
— Anda, Luxy. Faz o contrato com o Lio, ele é muito legal.
— Não era você que tinha medo dele?
— Tinha, mas agora eu sei como ele é.
— Ok, mas não preciso fazer um contrato formal com ele. Espíritos independentes selam seu contrato entregando suas chaves.
— Então...
— Sim, já temos um contrato. Eu apenas prec... — foi interrompida.
— A sétima parte está em uma fábrica abandonada, nos limites de Magnólia — Laxus mostrou um cartão de visitas — Estava no balcão. Deve ser nossa dica.
— Magnólia tem várias fábricas abandonadas, qual será a certa?
— Não sei, mas acho que vamos ter que procurar até encontrar — deu de ombros.
— Então vamos logo, quero voltar para casa antes que anoiteça — Happy subiu na cabeça de Laxus.
Os três saíram de casa determinados, com a ideia de ir investigar e depois voltar para casa. Mal sabiam eles que não conseguiriam usufruir dessa regalia tão cedo.
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