Notas iniciais
Meninas esse capítulo está mais neles, claro rs, e as revelações vão surgindo ao poucos, estou deixando vocês curtirem bem eles dois mais próximos, por enquanto. Já que na novela mesmo em Las Amazonas está difícil. Cap dedicado: MichelleGodoy, Raay Rossetti, Chrisprs, bianca sabino, Iza Ruffo, Queen Liazzz, Raiane Gouveia ♥, Caroline Bottura, CRS, Lupita Évora Ruffo, dilma nunes da silva. Torres huddy seus comentários me diverte rs. É um prazer ler cada comentários, demoro para responder. Mas agradeço de todo coração meninas. Vocês me incentivam. Boa leitura!

O sol já estava nascendo, enviando seus primeiros raios alaranjados por sobre a cidade do México. Nas fazendas podiam-se ouvir perfeitamente os cantos dos pássaros, o despertar dos animais cada qual com seu sonido, o som forte e galopante dos cavalos por sobre a terra, o barulho da chaleira, os múrmuros na cozinha e o despertador natural. Para Inês fazia muita falta acordar pela manhã sem o som agudo do galo a despertando e a leveza dos cantos dos pássaros, o cheiro de terra fresca, a brisa relaxante que sopra por sobre as folhagens, com suavidade batia sobre seu rosto. Por mais que fora por muitos anos empregada na Fazenda Las Dianas, não podia reclamar da beleza do lugar, a alegria dos trabalhadores que dali tiravam seus sustendo, seus amigos. Inês era muito amada e respeitada por todos a que queriam, seu jeito simples e amoroso cativou a todos, ao mesmo tempo que a ira de outros, ou melhor dizendo: outra...

A pequena e aconchegante Vila começava a desperta, a vizinhança saindo para trabalhar, mães indo deixar seus filhos na simples escola do bairro, crianças correndo e sorrindo com suas mochilas nas costas. Inês despertou! Não ouvindo o lindo cantar dos pássaros como sonhara, mas o som das risadas de pequenos anjos, as crianças, ao ouvi-las, mesmo de olhos fechados deu um leve sorriso, puxando o ar para o pulmão enquanto se espreguiçava, lentamente com os braços o passando por sobre a cama, sentiu alguém ao seu lado, abriu os olhos de imediato, virou e viu dois par de olhos verdes a mirando intensamente. Tantos anos dormindo só que havia se esquecido por um momento que Victoriano estava dormindo ao seu lado, de que chegou em sua casa na madrugada a acordando lhe enchendo de beijos, embriagado. Os dois deitaram de lado, um de frente para o outro.

— Sonhei tanto com isso – diz Victoriano a olhando e passando as mãos por sobre seu rosto e levando seus cabelos para trás da orelha. Suspirou – de acordar e vê você ao meu lado, contemplar seu lindo rosto – a acariciando, Inês o olhava com um leve sorriso – Te amo tanto Inês. – Ela beijou a mão dele que acariciava seu rosto ternamente.

— Bom dia – os dois disseram juntos e sorriram.

— Como você se senti? – ela perguntou timidamente.

— Muito satisfeito de o primeiro rosto a ter que ver e admirar pela manhã ter sido o seu Mi Morenita – pegando a mão dela que estava sobre a cama e beijando.

Ela sorri – Me refiro a sua bebedeira de ontem. Você se senti bem? Está com algum incomodo? – o olhando.

— Com uma leve dor de cabeça. Mas, até agradeço a bebida – rindo – se não fosse por ela, não estaria aqui agora, tendo a melhor visão do mundo.

Inês suspira rindo – parece que alguém acordou inspirado hoje. É você e o Emiliano para gosta de...– ela para de ri e senta na cama rapidamente – EMILIANO – exclama ela levantando. – Meu Deus Victoriano tem que ir embora – diz ela pegando as roupas dele da cadeira e jogando em cima dele rápido.

— Para quê tanto afobo mulher – diz Victoriano subitamente sentando na cama a olhando mexer no guarda-roupa dela.

— Tem que ir embora, rápido se veste – diz ela entrando para o banheiro com uma muda de roupas, ele a seguiu.

— Mas por quê oras? Podemos tomar café juntos – a olhando fazer um coque em frente ao espelho.

— Não não, o Emiliano vai te ver aqui e pensar que passamos a noite juntos

— Mas passamos mesmo – ela o olha pelo espelho – quer dizer, só dormimos.

— Eu sei. Mas não quero que ele saiba que você passou a noite aqui – diz ela se virando para ele. – entendi?

— Sim – diz ele suspirando

— Obrigada.

— Estava tão bom ali na cama. Você e eu, nós! – se aproximando dela – tenho tantos sonhos contigo mi morenita, um se realizou hoje, que foi acordar ao seu lado. Mas, tenho um que anseio intensamente, apaixonadamente. Um que minha pele, meu corpo, meu coração e meus braços esperam e bradam incessantemente — passando as costas dos dedos na maçã de seu rosto – você está mordendo os lábios – observou ele indo até a boca dela com os dedos separando os lábios.

Inês baixa o olhar para ver sua mão em seus lábios, solta um pequeno ar pela sua boca entreaberta, o olha. Mira intensamente seus olhos e como em um campo magnético seus corpos foram se encostando. Victoriano levou a mão a nuca de Inês para tomá-la, subitamente seus lábios se encontram e em uma fração de segundos separam os lábios, quando ouvem a voz de Emiliano.

— Mãe? – chama Emiliano dentro de seu quarto – a senhora está ai?

Ela se afasta de Victoriano rapidamente o olhando assustada.

— Sim meu amor. Estou aqui no banheiro – responde ela alto para que ele pudesse ouvir.

— Ah sim. Bom dia. Irei lhe esperar aqui – responde ele sentando na cama e vendo roupas masculinas e dois par de sapatos perto da cadeira, achou estranho.

— E agora? – pergunta ela sussurrando, olhando para Victoriano.

— Vamos continuar onde paramos – diz ele também sussurrando e se aproximando dela a abraçando.

— Não – ela o afasta – não percebeu a situação que estamos? Deixa de graça Victoriano – o olhando sério.

— Agora está toda nervosa, ainda pouco estava me seduzindo – a olhando. Os dois falavam sussurrando.

— Eu...eu não estava te seduzindo- diz ela – você que... que

Victoriano a encosta de súbito na pequena mesa que ali tinha com alguns produtos, ela dá um pequeno grito derrubando alguns objetos que estavam em cima.

— Está tudo bem ai mãe? – pergunta Emiliano se aproximando da porta.

Inês mira Victoriano com raiva e o empurra – Sim...sim meu filho. Só deixei cai algumas coisas. Me espera lá na sala Emiliano que já estou indo.

— Não mãe o trabalho hoje vai começar mais cedo, porque quero sair antes, falei com o patrão e ele disse que me liberava antes do horário se eu chegasse mais cedo. – informa ele – Vou sair com Constanza – diz ele sorrindo, Victoriano olha para Inês- Vamos almoçar juntos. Então iremos nos ver só à noite, já que irei direto para a faculdade. Quero lhe dá um beijo antes de ir.

— Ah... sim filho. Me espera ai então, talvez eu demore. Irei tomar um banho, me arrumar e já saio- diz ela.

— Tudo bem eu espero. — Emiliano volta a sentar na cama e pega as roupas na mão – Mãe? De quem são essas roupas de homem aqui na sua cama?

Inês fica nervosa, pensando no que dizer, olha para Victoriano – É...é... para doação.

— Mas quem lhe deu para doar? E os sapatos?

— Filho deixe de perguntas, sim?! – fala Inês – são para doação, só isso. – ele não diz mais nada, mais fica desconfiado.

Victoriano coloca as mãos na cintura encarando Inês – que história é essa desse moleque ficar levando minha filha para almoçar?

— Esse moleque – respirando fundo – tem nome, Emiliano. MEU filho.

— E o que eu tenho haver com isso?! – diz ele grosso – não é nada meu e não quero minha filha perto dele.

— Olha Victoriano – diz ela mantendo a calma, se aproximando dele e o olhando bem – você melhor que ninguém sabe que não se manda no coração, não pos...

Ele a interrompe – O que está querendo dizer com isso? Han Inês – ela ficou calada – não me diga que os dois estão... – ela desvia o olhar cruzando os braços – Por que não me falou nada? – falando baixo irritado e virando de costas passando a mão na cabeça.

— Para quê? Sei muito bem que não aceitaria e eu não posso mandar o Emiliano deixar de amá-la – ele a olha, ela o mira – acha mesmo que poderia dizer “Aqui você deve amar, ali não” Ah, por favor, Victoriano você melhor que ninguém sabe que não se esquece um amor, tentamos apagar e arrancar de nossos corações... assim como tu tentou me esquecer, arrancar de seu coração se casando.

— Não...não estamos falando de nós – diz ele

— É verdade, porque não há nós – se afastando dele.

— Inês...

— Por favor – diz ela – preciso tomar banho, me arrumar para me despedi do meu filho. Fique ali na porta de costas. – apontando para porta

— O quê? – diz ele a olhando.

— Cuida vai – levando ele – não faça barulho, já passamos muito tempo aqui e Emiliano tem que ir trabalhar.

— Eu não vou te espiar se é isso que está pensando.

— Hunrum. Então fique ai – diz ela indo até o Box e entrando. O vidro na parte do meio, que cobria a parte intima do corpo era embaçado, o resto era liso, nítido. Dando para ver pernas, parte dos ombros e rosto – vira – diz ela notando que ele estava olhando.

Ele suspira, contrariado vira e fica olhando para a porta – estou me sentindo de castigo – diz ele para si e bufa.

— O que disse?

— Nada, não disse nada. – respondo Victoriano.

Inês tira a camisola e calcinha, liga o chuveiro, começou a se banhar, não molhando os cabelos. Ela olha para vê se ele estava olhando, não, estava virado meio que balançando o corpo para frente e para trás, parecia impaciente, ela sorriu de canto. Resolveu molhar os cabelos, os soltou, entrou debaixo d’água os molhando, fechando os olhos e passando as mãos. Victoriano virou lentamente com a cabeça, olhando de canto, viu ela tão linda, passando as mãos suavemente pelos cabelos de olhos fechados. Ela desligou o chuveiro ele percebeu e virou rapidamente. Ela o olhou para vê se ele estava a espiando, não aparentemente. Pegou shampoo e passou nos cabelos, formando uma cheirosa espuma. Inês com um tempo tira e pega o sabonete, começa a passar pelo seu corpo, vai chegando até as pernas se debruçando, ali passa. Victoriano tinha saído da porta e estava encostado na pia a olhando, seu olhar era de desejo, queria entrar ali, invadi o banho de Inês, fazer amor com ela, a fazer dele, sempre dele. Mas sabia que não devia, respeita Inês e ela como uma mulher íntegra jamais iria aceitar essa atitude dele, sendo casado. Ficou a cobiçando com o olhar atentamente. Ela levantou e ligou o chuveiro, sem perceber que ele a mirava, passou as mãos no corpo ajudando a água tirar o produto. Levantou levemente a cabeça, passando a mãos no pescoço, viu Victoriano a olhando, levou um susto.

— Victoriano – exclama ela. – Falei para ficar na porta. Será que é tão difícil assim me ouvi somente uma vez? – o olhando

— Desculpe — diz ele levantando as mãos – foi mais forte que eu – a olhando.

— Pare de me olhar. Volte para porta, por favor – com a água caindo sobre sua cabeça.

— Tá bom, tá – indo até a porta, se encostando.

— Vira! – manda ela – será que não iremos mais sair daqui hoje? Tenho que terminar de tomar meu banho Victoriano. Emiliano está ai ainda, lembre-se. Por favor, se comporte.

— Perdão – virando de costas, encostando a testa na porta.

20 minutos depois.

— Agora a blusa, por favor – diz Inês com os braços estendidos para fora do Box, já estava de calça e sutiã. Ele coloca nas mãos dela, ela ia puxando, ele puxa de volta a fazendo encosta no Box, beija a palma da mão dela e vai subindo, ela fecha os olhos, puxa o braço – Obrigada.

— De nada.

Ela se arruma, coloca uma toalha nos cabelos e sai do Box.

— Já volto – diz ela indo em direção a porta, ele fica a olhando ir.

— Parabéns Victoriano – diz ele sozinho – que autocontrole- soltando o ar forte.

— Quarto de Inês –

Emiliano estava com uma parte do corpo deitado na cama, as pernas para fora sobre o chão. Quando a viu sair fechando logo em seguida a porta do banheiro, se sentou.

— Meu Deus mãe, que demora – diz Emiliano – Só tenho cinco minutinhos – indo até ela a abraçando.

— Desculpe a demora filho. Vamos te deixo até a porta- Inês e Emiliano vão abraçados – Já tomou café?

— Não, irei comprar alguma coisa no caminho.

— Se alimente bem viu – diz ela – quero meu filho bonito e forte.

— Já sou bonitão e forte. Olha aqui meus músculos – batendo no seu braço e sorrindo.

— Claro – rindo — Deus te acompanhe e abençoe – fazendo o sinal da cruz nele. – cuidado.

— Te amo mãe – beijando seu rosto e saindo.

Inês se despediu do filho e vai até o quarto, Victoriano já estava arrumado. Ela entra e o olha.

— Vamos, sua vez de ir – diz para ele.

Ele suspira – podemos nos ver mais tarde?

— Victoriano, melhor não – diz contrariada.

— Por favor, Inês só para conversar – pegando na mão dela – por favor.

— Você precisa ir. Vem – segurando na mão dele e saindo dor quarto.

— Vamos tomar café pelo menos?

Ela para com ele na sala e fica o olhando.

— O que foi?

— Por que não desisti? – pergunta Inês – precisamos ficar longe um do outro. Victoriano, não posso te corresponder, sabe muito bem o porquê.

— Mas Inês...- se aproximando dela, ela se afasta – não consigo ficar longe de te – passando uma mão na cabeça e sentando no sofá.

Ela anda um pouco pela sala, pensando em um modo de fazer Victoriano entender de que não poderiam seguir assim. Se senti triste e angustiada pela situação. O ama tanto, mas muitas coisas os separou e agora também tantas coisas os separam, esse amor sofria e por longos anos. Sofreu demais nas mãos de Loreto, talvez se tivesse sido sincera com Victoriano naqueles tempos, ele teria a ajudado. Mas parecia que o destino insistia em separá-los. Inês começa a derramar reprimidas lágrimas. Victoriano vai até ela, se senta no sofá e coloca ela no seu colo, ela o abraça pelos ombros e esconde seu rosto no pescoço dele meio desajeitada por conta da toalha que estava em seus cabelos, chorava.

— Me desculpe Victoriano – com a voz embargada – me desculpe por eu ter me calado anos atrás. Se...se eu tivesse te contado o que ele (Loreto) me fez, talvez estivéssemos juntos hoje – o apertando mais, chorando.

Victoriano beija a testa dela derramando lágrimas doloridas – Não mi morenita, não me peça perdão como se a culpa fosse tua. Você não tem culpa da maldade daquele miserável, você foi vítima dele, nosso amor foi vitima dele.

— Mas meu silêncio custou muito caro – diz Inês – eu menti para você dizendo que amava o Loreto e não você. Mas... – soluçando – mas eu fiquei com vergonha de lhe falar a verdade, não suportaria que me rejeitasse.

— E no final eu que fui o rejeitado – a apertando nos seus braços e encostando seu rosto sobre o dela – eu sofri tanto com seu abandono Inês. Assim como sofreu nas mãos de Loreto, eu sofri com tua ausência. Aquele desgraçado! Eu fui atrás dele no outro dia quando me disse o que ele te fez. Mas não o encontrei. Ainda vou encontrá-lo e ele vai se ver comigo.

— É melhor não Victoriano – diz ela o olhando – deixa esse homem para lá, a vida se encarregará de lhe cobrar todas suas maldades.

— não Inês – diz ele limpando as lágrimas dela – eu vou dá uma surra nele – ela ia falar – E nada que me falhe me impedirá.

— Não é assim que se resolve as coisas Victoriano – retribuindo o gesto e limpando algumas lágrimas do rosto dele – violência não leva a nada.

— Mas tenho a certeza que o deixará com dores durante muitos dias.

— Por favor, não faça isso – pedi Inês

— Como pode pedi misericórdia a aquele miserável que tanto mal lhe fez? – a olhando – Inês isso é entre mim e ele.

— Não, não cabe a você pegar minhas dores e além do mais isso já passou.

— A sua dor é a minha Inês – pegando no rosto dela – e eu irei descontar todo o sofrimento que ele te fez passar e muito mais. Quero deixar bem claro para ele se manter longe de te.

— Esses meses não vi ele e nem ele me procurou – ficou pensando desconfiada – espero que não esteja tramando nada.

— Não irei deixar que nada de mal te aconteça Inês – ela o olha – finalmente estamos tendo a conversa de meses atrás – passando uma mão no rosto dela – a que não podemos terminar.

Ela lembrou o porquê não puderam terminar a conversa e se levantou — Você precisa ir, as meninas devem estar preocupadas e – diz ela – sua esposa também.

— iremos nos ver novamente, não é? – levantando também.

— Não.

— Inês – com uma voz calma – não me castigue assim me deixando sem te ver. Se não posso te tocar me deixa pelo menos te apreciar. Por favor, mi morenita.

— Sinto muito – diz ela com a voz triste – mas definitivamente aqui nos despedimos.

— Fazenda Las Dianas –

Sobre o ar livre, sentada a mesa estava Diana sozinha, tomando seu suco fresco de laranja e pensando sobre o assunto ‘Deborah’. Precisava descobri o que há por trás dessa mulher, o que ela pretendia, sabia que tinha se casado com seu pai pelo dinheiro, mas desconfiava que tinha algo a mais. O olhar, a maneira de Deborah falar sempre com um ar de duplo sentido a intrigava. Mas Diana iria descobri para defender sua família das garras dessa oportunista. “Tenho que me dedicar mais a descobri sobre essa mulher, os seus planos, não posso ficar de braços cruzados” pensava.

— Bom dia – diz Casandra a tirando de seus pensamentos.

— Bom dia – sorrindo para ela – dormiu bem?

— Ah, um pouco mana – fazendo uma carinha...

— O que aconteceu? – pergunta Diana a olhando atentamente.

— Eu e Eduardo nos beijamos – diz ela – ele se declarou para mim – ela sorri – disse que me amava – suspira – eu o amo tanto.

— Então por que fez aquela carinha de preocupada?

— A noiva dele nos viu – diz Casandra com as mãos no rosto os cotovelos apoiados a mesa – sabe, eu me senti tão mal, Montserrat é uma pessoa boa e justamente quando ele estava se declarando para mim ela apareceu. Aii ela com certeza disse para Fabrizio, nem conversei com ele ainda. E ainda tem a mãe dele Dona Bernarda, essa que não irá aceitar nada entre eu e ele mesmo.

— Mas, por que não me disse isso antes? – pergunta Diana – parecia tão contente ontem e despreocupada.

— Certas coisas desfaçamos com um simples sorriso não é – fala ela – mas quando estou com você, Constanza e a Nana, realmente fico feliz, vocês me faz feliz – diz pegando nas mãos dela.

— Te amo – diz ela sorrindo – conte comigo para tudo. Mas fiquei intrigada, você não colocou papai na tua roda de felicidade. Por que?

— Aai Di – faz uma cara triste – amo o papai. Mas ele não aceitará um relacionamento entre mim e Eduardo. Ele odeia a família dele. Mas iremos lutar seja com quem for por esse amor. Hoje iremos jantar – rindo.

— Papai odeia o Alejandro também. Mas mesmo assim estamos juntos – diz Diana – quando o amor é verdadeiro sempre vence todas as adversidades. Lutaremos sempre – segurando as duas mãos da irmã e sorrindo.

— Sim, sempre – sorrindo.

Deborah chega vê aquela cena e revira os olhos.

— Bom dia – sentando em seu lugar.

— Estava bom até ainda pouco – Diz Diana a encarando.

— Bom dia Deborah – fala Casandra.

— Vocês sabem onde está o Victoriano? – pergunta Deborah se servindo – ele não dormiu em nosso quarto.

Diana rindo em deboche diz – parece que alguém está perdendo a confiança.

— Querida, seu pai me adora – levando seus cabelos para o lado – e tenho a certeza que não me trocaria por ninguém.

— Pode até adorar esse teu corpo – fazendo cara de nojo – porque você o seduz. Mas jamais irá te amar. Porque você é incapaz de despertar o amor em alguém.

— Você não me falhe assim – Diz Deborah a mirando.

— falo do jeito que quero – rebate Diana – não sei para quê se faz de ofendida, uma mulherzinha capaz de vender o próprio corpo para consegui o que quer. Você me enoja Deborah.

Deborah a puxa pelo braço levantando da cadeira – Olha aqui, você não sabe do que sou capaz, então não se meta comigo.- Diana puxa seu braço com violência da mão de Deborah.

— Do que é capaz Deborah? – pergunta Casandra se aproximando delas

— Vamos – diz Diana – responda.

— Não vou responder nada – fala Deborah as encarando. – não tenho nada a esconder.

— Será mesmo? – diz Diana levantando a sobrancelha – talvez tenha um amante e esse filho que espera seja dele.

— Não sei do que está falando sua louca. Esse filho que espero é do seu pai, pelo visto já sabem – diz ela esboçando um sorriso e passando uma mão sobre a barriga – irei dá para ele o varão que tanto anseia. Já que sua querida mamãezinha não foi capaz de dá – Diana dá um tapa na cara de Deborah fazendo seus cabelos caírem sobre seu rosto, ela vira a encarando com os olhos em chamas com uma mão sobre o rosto.

— Você não falhe da minha mãe – Diz Diana apontando o dedo.

— Essa é a ultima vez que encosta a mão em mim. Esse tapa irá sair muito caro para você. Acredite.- Diz Deborah saindo.

— Tudo bem? – pergunta Casandra passando uma mão sobre os braços de Diana – ela irá contar para o papai.

— Não ligo para as ameaças de Deborah – diz Diana respirando fundo – irei proteger o papai dessa mulher, nem que seja contra a vontade dele.

— Good morning *Bom dia* — diz Constanza animada abrindo os braços, as meninas olha para ela – Que caras são essas? Deborah passou por mim igual um furacão.

— Diana esbofeteou Deborah – respondi Casandra.

— De novo?! – Fala Constanza sentando – ela irá contar para o papai.

— Eu sei, eu sei – respondi Diana – não estou preocupada com isso. Onde será que o papai dormiu?

— What? *O que* — exclama Constanza as olhando. – Papai não dormiu em casa?

— Pelo que tudo indica não. Deborah disse que o papai não dormiu no quarto com ela – respondi Casandra.

— Estou preocupada – Fala Diana – ontem vocês viram como ele ficou quando você Constanza falou o que estava escrito no bilhete da Nana? Muito estranho.

— Yes, ele fechou a cara de repente – fala Constanza com as sobrancelhas franzidas.

— Se trancou no escritório e nem deu boa noite para a gente — Casandra diz — Era como se estivesse com...

— CIÚMES – as três disseram juntas espantadas se olhando.

— Casa de Inês –

Victoriano fez um drama e tanto para ficar mais um tempo com Inês. Queixou-se de dores na cabeça forte, Inês como uma boa pessoa e preocupada deu uma aspirina para ele e decidiu tomar café junto a ele. Inês preparou o café deles, arrumou a mesa e antes de se juntar, foi até o quarto secar seus cabelos. Victoriano ficou na cozinha sentado a mesa, com os dedos sobre os olhos fechados, de verdade estava com uma leve dorzinha, não tanto quanto o drama que ele fez. Pensava em como fazer Inês mudar de ideia e deixar ele ficar mais próximo dela. Quer Inês perto dele, para ele e com ele. Mas tinha o bebê que Deborah esperava, Inês não aceitaria ter nada com ele estando casado. Passasse uns 18min.

— Se sente bem? – perguntou Inês com os cabelos já secos e bem arrumados, Victoriano a olhou admirando. — desculpe a demora.

— Sim – respondi ele – sente-se aqui – levantando puxando a cadeira para ela sentar, Inês senta.

— A dor já passou? – pergunta ela.

— Está passando, vou ficar bem. – olhando para ela – você está linda!

Ela sorri sem jeito e começa a se servi – obrigada.

Ele sorri e se serve também, toma um gole de café – seu café é maravilhoso, senti saudades. Na verdade senti saudades de tudo seu

— Victoriano...

Ele muda de assunto – Queria te propor algo?

— Pode falar – diz ela o olhando.

— Quer trabalhar comigo?

— Não irei voltar para sua casa. Achei que já soubesse disso.

— É para trabalhar na empresa Inês – informa ele – comigo!

— o quê? – pergunta Inês o olhando.

— Sim – afirma ele – Sei que não está trabalhando.

— Mas isso não quer dizer que aceito tua proposta – fala ela – não.

— Por que não? Você precisa.

— Não estou tão necessitada assim e além do mais já estou resolvendo isso.- diz ela tomando seu café.

— Como resolvendo? – pergunta ele a olhando;

— Arthur me ajudará em um projeto – se contem nos detalhes. – em um sonho.

— Que projeto? Que sonho? – franzindo as sobrancelhas.

— Desculpe. Mas não quero falar disso com você – diz ela olhando para sua xicara – é assunto meu com Arthur – passando o dedo indicador nas laterais da xicara.

— Sei – respira fundo – tudo bem então.

Ela o olha de canto levantando a sobrancelha sabendo que para ele não estava nada bem.

— Então recusa minha proposta mesmo? – a olhando.

— Definitivamente não, não aceito – olhando para ele – você não tem vergonho Victoriano? Tua mulher trabalha lá. Acha mesmo que depois do que aconteceu iria ficar no mesmo ambiente que ela?

Ele fica calado agora olhando para seu café. Eles continuam a comer em silêncio. Em alguns minutos terminam.

— Te acompanho até a porta — diz Inês se levantando ele a olhou – você já terminou. Agora precisa ir, não tem que está na empresa?

— Não irei hoje – levantando – não estou com cabeça para os negócios. Posso te ajudar a retirar a mesa.

— Não é necessário. Vamos.

Os dois vão para sala e se direcionam para a porta, Inês abre a mesma, Victoriano passa e se vira para ela. Eles ficam se olhando como se estivessem se admirando, Inês se aproxima dele e passa a mão em seu rosto ternamente, ele a olha com os olhos lagrimejantes, sabia que ela ia dizer adeus, segurou a mão dela e beijou.

— Não se despeça de mim Inês – súplica ele – por favor. Você é meu amor, a única mulher que amei em toda minha vida. Nunca estarei preparado para te deixar – pegando em seu queixo, ela fica em silêncio.

Victoriano aproxima seu rosto do de Inês a olhando suplicante para um beijo. Encosta seu nariz no dela, vira levemente sua cabeça, ela o olhava, queria resisti mais era mais forte que ela, não poderia negar esse amor. Victoriano a tomou pelos lábios pegando em seus cabelos macios, Inês ficou com as mãos repousadas sobre seu peito, sentindo as batidas de seu coração, Victoriano levou as mãos a suas costas a apertando e tornando o beijo exigente. Os dois giravam suas cabeças em busca de mais, aprofundando o beijo. Victoriano levou uma mão a nuca de Inês, a arrepiando, suas línguas se entrelaçavam.

— Papai? Nana? – fala Constanza os olhando surpresa. Victoriano e Inês separam seus lábios rapidamente ficam a olhando nervosos, ainda abraçados – Oh . my . God – falando lentamente com a boca aberta.

Notas finais
Esperando comentários! ♥ Torço que tenham gostado.