A Passagem
1 Prólogo
Notas iniciais
Os homens de preto andavam em direção à casa. Seus passos eram suaves e unissonos. Destinados à completarem sua missão, não importando o que custasse, imaginavam qual seria a recompensa, dali a algumas horas. Faltava pouco até que o martelar de suas botas parasse e eles dessem de cara com o inimigo.
A alguns metros dali, Tegor Heetilor trabalhava constantemente, o suor escorrendo pelo canto do rosto. Não dormira a dois dias, e não via a hora de seu grande sucesso. Se o que tentasse desse certo, poderia dar início a uma das maiores descobertas de tudo o que se passa despercebido aos olhos da humanidade.
Não demorou até que o som da campainha de tirasse da cadeira com um grande susto.
Quem será?, pensou ele, com medo da resposta.
Ele não era um homem de receber visitas. Aquele era um lugar escondido, um lugar onde só ele mesmo deveria saber que existia. Para ficar em paz, fazendo suas pesquisas.
O homem rapidamente guardou os objetos brilhantes em uma das gavetas da escrivaninha. Alguns segundos depois e estava descendo as escadas, arrependendo-se de ter comprado uma campainha. Mas não foi em vão, foi para seus filhos, pensava ele. Seus filhos que não estava mais com ele.
Quando abriu a porta, deu de cara com dois homens altos e fortes. Os dois totalmente vestidos de preto.
– Agente especial da CIA. – disse o homem, mostrando um emblema. — Por favor, nos acompanhe.
Heetilor ficou estagnado com a autoridade do homem, sem saber ao certo sua próxima decisão a tomar.
– Mas como...
– Por favor, senhor, não há momento para conversar, preciso que nos acompanhe.
Heetilor tentou reagir, mas logo uma das grandes e fortes mãos dos segundo agente seguru seu braço, o puxando em sua direção. Tegor sentiu a mão apertar seus músculos do braço e se esforçou para não gritar de dor.
A dois quilômetros do local, um terceiro agente visualizava os três homens entrando numa BMW preta, estacionada um pouco distante da casa. Ele comemorou consigo mesmo. Dali a um tempo, a sua parte na missão se daria início.
Alguns minutos haviam se passado e Tegor não entendia o que estava fazendo ali, dentro daquele carro preto, com aquelas pessoas. Assim que tentou fazer a primeira pergunta, ele viu o homem que o acompanhava o olhar, mas não lhe responder.
O carro instantaneamente parou e pela primeira vez na viagem, o forte homem abrira a boca.
– Vamos!
Tegor desceu do carro e acompanhado dos dois agentes seguiu pela entrada de um luxuoso prédio. Os três entraram em um elevador, e um agentes apertou o botão para o último andar.
Logo atingiram a cobertura. Os três saíram e ficaram de frente para uma extensa pista para pouso de avião. Então Heetilor ficou parado, esperando os fortes homens o levarem para o resto do percurso. Ele queria exitar, mas sabia que não conseguiria nada contra os grandalhões ao seu lado. Ele só esperava. E suas mãos tremeriam mais, se soubesse qual seria o final daquela viagem.
O primeiro agente olhava pacientemente para o rosto apavorado do homem no início da velhice. Já havia revelado qual era o intuito daquela missão, e botara o homem contra a parede. Dentro do helicóptero o homem hesitava em dizer o restante das coordenadas.
''Um dia nós o encontraremos, seja hoje, ou amanhã'', havia falado, pressionando o homem. A arma apontada para a cabeça do homem só angustiava-o mais ainda. Mas ele sabia que não podia matá-lo, não agora.
– Vamos, está quase lá.
Tegor estava nitidamente apavorado. Com todas a ameaças o homem ao seu lado acabara de fazer, não tinha mais nada a perder. Então no auge de excitação, ele disse a última letra. Rapidamente o comandante do helicóptero localizou o local, e o transporte aéreo seguiu ligeiramente para o local.
– Agora me deixe ir! — gritou Tegor. — Você me prometeu que...
– Quieto — anunciou o homem, fazendo um gesto para o outro agente, que a tempo os observava.
O velho não poderia estar morto antes, pensou o primeiro agente, mas agora...
Eles haviam chegado.
O segundo agente levantou e puxou Heelitor pela gola da camisa.
O inocente homem não pôde dizer mais nada, estagnado pelo medo que lhe subira o corpo. Alguns segundos depois e ele caia do helicóptero. Ainda sem entender como aqueles homens haviam descoberto seu segredo.
Ou melhor, quem eram aqueles homens.
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