A Páscoa Da Hellsing

1 Meu coelhinho branco (one-shot)


Notas iniciais
desculpem os erros!
Primeira one-shot que faço na vida, não me fuzilem!

Eu estava sentada no sofá vermelho do meu escritório, num instante ouvi aquele sorriso sarcástico e irritante de Alucard invadindo o lugar.

Fiquei parada ouvindo sua risada maligna em meu ouvido, eu poderia ter atirado nele, mas... eu não queria, simplesmente quis ouvi-lo, estava excitada...

-Desejas algo mestra? -sorrindo maquiavelicamente-

-Não Alucard, só o chamei para ter companhia enquanto eu estiver aqui, me sinto necessitada de você agora apenas para olhar meu rosto.

-Então, quer minha companhia? Por que não me pede isso quando está dormindo? -piadista sem emoção esse-

-Bem, não tenho a menor intenção de praticar algo com você durante a noite, então cale-se, sente-se e observe apenas.

-Seu desejo é uma ordem minha Condessa... -rindo mais ainda-

Ele se sentou ao meu lado enquanto eu apenas lia um livro sobre a origem da páscoa, simplesmente achei tão infantil quanto Alice no País das Maravilhas... Ele lia meus pensamentos e decidiu fazer uma brincadeira comigo.

-Minha senhora, por que eu não faço algo bem divertido com você? Não é sexo com certeza, já que estou proibido de te tocar nessas condições.

-O que você quer Alucard? -séria eu perguntei-

-Você vai gostar, vou te deixar fazer uma caça aos seus ovos de páscoa que acaba de receber na entrada da mansão de todos os teus homens da organização. Você vai gostar minha pequena Alice, façamos assim, hoje a meia-noite você acordará como a menina dos olhinhos azuis que fitava sua esperança em encontrar o coelhinho da páscoa. Se conseguir achá-los até final do dia de amanhã você ganhará todos eles e eu desaparecerei por uma semana sem te perturbar. Mas se perder vai ter que dormir comigo por uma semana inteira sem reclamar... A pequena Hellsing aceita?

-Sabe que nunca perco um desafio! Eu aceito é claro! -confiante-

-Muito bem então Condessa, hora de dormir...

Ele estalou os dedos e eu já sentia meus olhos pesarem muito, do nada desmaiei de sono e parei em meu quarto, a meia-noite acordei sem sono algum, vi inúmeros ovos de páscoa em meu quarto e Ele não estava vestido como o habitual, e nem mesmo se parecia um vampiro... Estava mais para um coelho... Levantei da cama e me vi com uma roupa toda diferente, curta e clara, eu estava usando meias grandes, desde quando eu uso meias grandes?! E coloridas?! Eu me sentia menor e mais travessa, não estava de óculos, mas enxergava muito bem sem eles. Usava um vestido azul bebê com babados brancos e sianinhas azuis. Meus cabelos estavam longos até a cintura e eu estava com uma tiara preta e um laço nela por cima.

Eu desci da cama com êxito e sai do quarto com vontade de encontrar Alucard, virei para trás e o "coelho" sumiu junto com os ovos, sabia que aquilo era só ilusão... Quando vi aquele corredor escuro e vazio sentia a presença perversa daquele vampiro, corri até as escadas e procurei Walter, não encontrei na cozinha, nem na sala de visitas, nem na sala de TV, muito menos na sala de treinamento. Fiquei irritada e procurei no salão de festas, nada, fui até o saguão de entrada e também não avistava ninguém...

-Walter! Waalteer?... mas o quê?! -minha voz era de uma menina de 5 anos no mínimo! Fiquei indignada com aquilo! O que Alucard fez com meu corpo e minha mente?!

Andei por toda a escura e assombrosa mansão Hellsing atrás daquele maldito! Mas não me sentia como Integra Hellsing a mulher, me sentia Integra Hellsing a menina.

-O que desejas pequena Alice? Quer começar sua caçada? Eu vou permiti-la em alguns segundos, mas antes vou te explicar três pequenas regras... Primeira, não vai achar ninguém além das pegadas e das outras pistas, segunda, Alucard não está aqui, siga sempre o coelho branco, terceira, a vida te torna impossível quando sua morte é muito mais possível que os sonhos... Boa caçada minha pequena Condessa... -finalizando com a risada sarcástica-

Vi uma luz se ascender no andar de baixo, eu estava subindo as escadas novamente quando vi a luz iluminar os pezinhos ali no chão... Eu era mesmo uma Alice da vida.

Me olhei no enorme espelho do corredor e vi a criança se mostrar e dividir a Integra que sou, fiquei de olhos arregalados.

-Alucard seu vampiro maldito!

Minhas bochechas ficavam rosadas de raiva quando eu me irritava, achei engraçado e ri por dentro.

Logo entrei no meu quarto e encontrei um bilhete amarelo dizendo para olhar o fundo do pote de biscoitos na cozinha, eu obviamente corri até a cozinha e olhei atentamente o pote... Uma pegada de coelho, tinha um número nela, 5... Mas se começou por ali, onde está a pegada número um?

-Pense Integra, pense.

Ele parecia rir na minha mente, isso irritava profundamente.

Encontrei várias pegadas de coelho no jardim, com vários números, do 1 ao 10, todas de número um de cor rosa, número dois de cor verde, três de cor azul, número quatro de cor vermelha, número cinco de cor amarela, número seis de cor preta, número sete de cor laranja, número oito de cor cinza, número nove de cor branca e número dez de cor roxa.

Todas elas estavam espalhadas, eu tinha que segui-las, pelo menos as pegadas estavam em direita e esquerda nessa ordem com o mesmo número, como pegadas mesmo. Parei e pensei na frase que Alucard disse antes de'u procurar os ovos: A vida te torna impossível quando sua morte é muito mais possível que os sonhos... sabia o que fazer agora, segui as pegadas de número quatro, além do mais... o coelho branco tem os olhos vermelhos, usava gravata vermelha e assim como Alucard, adorava ver o vermelho do sangue da Rainha Vermelha jorrar pelas paredes e manchar o branco com seu sangue que tingia o ódio. E consegui, cheguei até meu quarto de novo, entrei no banheiro e me vi adulta de novo, mas ainda com aquela roupa de Alice, e agora, enxergava com meus óculos repousando sobre a frente de meus olhos...

-Encontrei você coelhinho vampiro, pode me dizer o que faz dentro do meu banheiro? -me pausei na porta toda autoritária-

-Você está atrasada para o chá! Mas conseguiu encontrar os ovos de chocolate, parabéns Condessa...

Do nada aquele coelhinho branco de olhos vermelhos como sangue começa a aumentar de tamanho dentro da banheira e logo se transforma em Alucard de novo, mas um Alucard sem roupa... Deus que corpo é esse?... Olha o que eu tô pensando?!...

-Desejas algo mais minha mestra? Logo de manhã colocarei seus 150 ovos de páscoa no seu quarto e se quiser posso pedir a Walter que os deixe bem guardados na geladeira também...

-Quero você... Mesmo que eu tenha ganhado não quero que você me deixe em paz, preciso que me tire do sério para eu sempre ser a Integra, se não... eu não serei nem mesmo sua pequena Alice.

-Procure não olhar para baixo agora, eu tenho ovos, mas não são de páscoa. -ele ri-

-Mas eu posso olhá-los de perto? -pedi maliciosamente-

-Seu desejo é uma ordem Condessa...

Cheguei perto hesitando alguns passos, mas com coragem que não me faltava eu me abaixei colocando as mãos nos joelhos e arqueando meu pescoço para dentro, o deixando baixo e olhando mais de perto aquele membro grande e muito maculado.

-Vai avaliá-lo mestra?

-Não teria o porque, é um membro masculino como qualquer outro, a diferença é que tem meia-vida e é vampiresco, fora isso tudo é normal como em qualquer outro homem.

-Você pode me garantir isso?

-Talvez não... Eu posso tocar?

-A vontade... -sorrindo de orelha a orelha-

Eu nem cheguei a pegar com as mãos, e sim com a língua, encostei de leve e ouvi Alucard suspirar fundo... parecia gostar muito daquilo. Eu não era mais virgem graças a um certo alguém... Não me importaria de tocar no membro dele assim, mesmo que na minha primeira vez eu não tenha feito isso nele. Agora eu não queria me importar com essa brincadeira de caça aos ovos de páscoa, eu queria Alucard por inteiro e ele também...

-Tua pequena Alice serás das mais malvadas a pior, serás das mais sedutoras a melhor entre elas, terás todo o prazer que queiras com sua loira menina, verás o nobre corpo de tua Senhora sem hesitar em maculá-la. Verás que teu interior serás preenchido pelo auge do sussurro vulgar de tua Condessa... Vlad Dracula... sua pequena Alice gostaria de brincar com o famoso coelho branco, permite-me? -maliciosamente eu falava-

-Como eu disse, está na hora do chá e você mocinha, está bem atrasada...

Aquele sorriso maquiavélico que eu adorava ouvir na morte de meus inimigos estava sendo solto apenas para mim agora, e não porque eu morreria como inimiga dele, mas porque morreria de prazer em ter aquele corpo imortal a noite inteira e durante uma semana toda.

Que vampiro mais travesso o meu, ás vezes, vampiro, ás vezes cão, ás vezes... Meu coelho branco... Descobri que eu demorei quase cinco horas para encontrar aqueles ovos... que truque ele usa para isso hein? Não sei e não me importava, eu apenas quero aquele corpo vampiresco em mim... ás vezes sinto que devo parar de conversar com Anderson, ele é muito pervertido...

Notas finais
se ficou ruim comentem!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!