A Outra história de Silent Hill

3 Capítulo 3: Finalmente um pouco de ação


Notas iniciais
AEEEEEE FINALMENTE POSTEI O CAPITULO 3 sério até eu estou com raiva de mim mesma,mas aí está eu não abandonei a fic e BOM PROVEITOOOOO!!!! youtube to mp3youtube to mp3

Era algo como uma sirene de bombeiro, mas muito mais aterrorizante. O som parecia reverbar em meus ouvidos e entrar em minha alma, congelar meus ossos e meu sangue. Mas, ao mesmo tempo, era uma promessa de diversão. Acompanhando o som, o céu nublado de, talvez, onze horas da manhã foi escurecendo até tornar-se negro como os olhos de minha parceira.

Olhei para Amy. Um sorriso involuntário havia aparecido em meus lábios, e nos dela também. Ela correu até mim, tirando as lâminas das costas, e eu só conseguia pensar que NÃO queria estar na pele de nenhum daqueles monstros. O olhar assassino de Amy dizia apenas uma coisa: se eu quiser te matar, vou revirar o mundo até te encontrar e, quando encontrar, bem, eu tenho pena de você. Era absolutamente aterrorizante para os outros e até um pouco para mim, que sabia que de modo ALGUM seria morto por ela.

Enfim, continuando. Olhamos ao redor, esperando pelo que sabíamos que viria a seguir — o chão, os postes, as paredes das casas, tudo congelando. Os objetos dobravam e, logo em seguida, estavam recobertos por uma camada de gelo. As paredes das casas começaram a descascar, uma versão muito mais suja e sinistra delas aparecendo por baixo. A temperatura pareceu cair uns trinta graus, mas o sorriso de Amy não desapareceu. A espectativa mantinha nossos corpos em chamas.

Quando as lascas voando pelo ar haviam terminado, e tudo já estava congelado, as luzes falharam uma vez e, então, se apagaram. Talvez por coicidência, talvez não, os únicos postes a acenderem novamente foram aqueles mais perto de nós.
— Caramba... Está mesmo acontecendo. — disse Amy, seu sorriso indo de uma orelha á outra — Não achei mesmo que fosse real.

- Nem eu. Mas era isso o que queríamos, certo? — falei, também sem poder conter o sorriso. Ela nem se dignou a responder, apenas assentiu com a cabeça, olhando ao redor curiosamente. Eu podia imaginar por quê.

A sirene parou, e tudo estava em silêncio, a não ser pelo silvo do vento. E foi assim por uns quinze ou vinte segundos, até que tudo começou a endoidar.

Primeiro, a porta de um dois edifícios começou a fazer um som esquisito, como se... como se houvesse alguém ou algo atrás dela, batendo insessantemente na esperança de abri-la. O som era bem alto, e não parou até que a porta foi ao chão.

O que surgiu atrás dela foi diferente de tudo o que eu já havia visto.

É impossível de explicar de uma forma que realmente dê para imaginá-la, mas a criatura parecia ter saído, literalmente, de um pesadelo.

A forma era humanoide, mas as semelhanças paravam por aí. A coisa não usava roupas, não tinha pelo algum no corpo e também não tinha formas muito definidas. Não tinha braços e nem rosto, o que a fazia parecer um pedaço de carne mal contornado e ambulante, repleto de machucados. Além disso, o monstro andava como se imaginaria que uma múmia andaria, ou talvez um zumbi, ou seja, como se ambas as suas pernas estivessem quebradas. E vinha em nossa direção.

Amy girou as lâminas nas mãos, dando um dos maiores sorrisos que eu a vi dar.

- Interessante — disse ela. — Mas é só um?

A coisa se aproximava. Ela nem esperou ele chegar até nós: cobriu a distância que restava em três longas passadas e transpassou o pescoço da criatura com as duas lâminas cruzadas. A facilidade e habilidade com a qual ela fez aquilo fez com que parecesse que não havia nada exceto o ar por onde suas lâminas passavam. Era realmente impressionante.

- Está se achando, senhorita Amy? Foi só um por enquanto — falei, dando um meio sorriso para ela.

- Com licença? — o olhar de escárnio me fuzilou, e o sorriso também — Quem foi mesmo que matou ele? Ah, tem razão. Fui EU eu não VOCÊ.

- Isso por que você não me deu chance de matá-lo — resmunguei, enquanto ela cutucava a criatura com a ponta da bota.

- Tanto faz — disse Amy — Como é o nome deste troço mesmo?

- Não faço ideia — falei — Mas você não acha que foi... bem, fácil demais?

- Não, não acho — Amy respondeu, limpando o muco preto que havia em suas lâminas no corpo inerte do monstro — Eu tenho CERTEZA. Se não me falha a memória, devem estar vindo muitos mais em poucos minutos.

Foi como se ela tivesse visto o futuro. Logo após ela ter terminado de falar, outra porta começou a bater. Então, mais uma. E, em pouco tempo, pudemos ouvir também gemidos se aproximando pela rua, as figuras vindo de todo lugar. Estavam nos cercando.

- interessante — repetiu Amy, olhando ao redor — Mas, ainda assim, muito fáceis de matar. Sabe quem eu realmente quero encontrar? O Cabeça de Pirâmide. Esse, sim, vai ser um desafio.

- Ah, com certeza. — concordei. Pelo que eu tinha ouvido, este tal de Cabeça de Pirâmide curte estupro. Não conseguia imaginar o que ele ia fazer quando visse o corpo escultural de Amy.

- Pare de voar, soldado — ordenou ela — Eles estão chegando perto.

Realmente. O cerco ia se apertando, a roda de criaturas estava a poucos metros, em todas as direções, de nós.

- O que posso fazer? É o TDAH, você também tem.

- Shh!! Chega de falar disso por enquanto — ela girou as lâminas novamente — Agora, vamos matar uns monstros.

Concordei, abrindo a bolsa pendurada em meu ombro e pegando minha metralhadora favorita de dentro dela, e depois largando-a no chão.

— É isso aí..

Amy correu até a criatura mais próxima e cortou-a inteiramente ao meio. Dei de ombros e fiquei de costas para ela, abrindo fogo sobre a linha de bichos.
Amy lutava de um modo interessante, combinando as lâminas com um tiro ou outro, ocasionalmente. Se o alvo estava perto, ela o cortava ao meio, em pedaços, fatias ou arrancava-lhe a cabeça. Quando estava longe, acertava-lhe um tiro no que devia ser a testa. Sua mira era perfeita, e as lâminas eram como uma extensão de seu corpo. Ela era, realmente, profissional no que fazia, incontestável.

Quem dera eu lutasse assim também. Eu preferia ficar só nas armas, o que tinha seu lado bom e seu lado ruim.

De certa forma, é melhor por que pode ser usada como arma de longo alcançe, também como para perto. Mas a munição acaba algum dia, coisa que não acontece com lâminas. Que, de certa forma, podem sim ser usadas como armas de longo alcançe se forem lançadas, porém assim você perde sua arma. É... complicado.

Metralhei o crânio de um dos bichos, e logo outro o susbstituiu. Derrubei-o com mais tiros, dilacerando sua carne estranha e pálida demais. De fato, era bem esquisito lutar contra bichos sem rosto.

Dei uma espiada em Amy. Já contei que ela fica sensacional quando luta? Seu sorriso brilha como em nenhuma outra situação, ela fica ainda mais linda do que normalmente. Parece estar em casa.

- Perdeu alguma coisa aqui? — perguntou ela, me encarando com seu sorriso e lutando sem olhar. Sacana. EU não consigo fazer isso.

- Sim. A minha sanidade — brinquei, voltando-me para as criaturas.

- Muito engraçado — respondeu, mas ela ainda sorria. — Ei, moleque, abaixe.

Imediatamente me ajoelhei no chão, perfeitamente a tempo para que ela estendesse as lâminas o máximo possível e girasse algumas vezes, cortando todos as criaturas em um raio de cinco metros ao meio na altura da cintura.

Mesmo de joelhos, não parei de atirar. Deviam ter apenas metade deles vivos agora, mas mais chegavam com seu andar de múmia de todos os cantos escuros da rua, já que deviam haver, no máximo, umas cinco lâmpadas acesas pela rua inteira.

- Foque no lado direiro. Vamos abrir caminho. — falei, e ela assentiu. Começamos a abrir uma trilha de caminho livre pelo lado direito, matando qualquer coisa que se movesse que não fossem nós próprios. Os monstros pareceram perceber isso, pois qualquer um que chegasse se dirigia imediatamente para o lado direito. Pensei em dar a volta e tentar a esquerda, mas Amy tinha outra idéia.

- Atrás de mim, playboy – ela disse, dando um passo á frente. Ficamos costas a costas, e eu a cobria enquanto pude ver, pelo canto do olho, ela arremessar uma das lâminas com tanta força que atravessou todos os bichos por quais passou e ainda enterrou-se no concreto puro do prédio mais próximo. Ali estava nossa trilha aberta.

Eenetendendo a manobra, pendurei a metralhadora no ombro e juntei as mãos, nas quais ela imediatamente pisou. Lancei-a no ar na direção na qual havia jogado a lâmina, e ela aterrisou bem ao lado, graciosamente levantando-se e puxando a lâmina do concreto.

- E depois diz que eu sou forte – resmunguei, correndo atrás da garota.

- Como é que é? Desculpa se não sou eu que tenho um braço maior que o do Chris Redfield. – Amy revidou, enquanto eu descia em um joelho e ela usava minha perna para pular para a tenda de algo que parecia ser uma loja de frutas e legumes. Então, enrolou as pernas em um cano quase grudado á parede, virou ao contrário, com a cabeça logo abaixo da tenda e me ofereceu as mãos.

- O Chris Redfield do jogo ou do filme? – perguntei, pegando suas mãos e tomando impulso, logo estando ao lado dela na tenda, que rangeu.

- O do jogo – disse ela, sorrindo. Ainda de cabeça para baixo, com as pernas enganchadas no cano, pegou uma das lâminas e usou-a para cortar a cabeça de todos os bichos perto o suficiente. Sim, ela consegue fazer isso de cabeça para baixo, e sim isto também é extremamente irritante, além de impressionante. Enquanto ela fazia esta artimanha digna de uma ginasta das olimpíadas, escalei o prédio até chegar ao telhado e, de lá de cima, continuei a atirar. Amy logo voltou para a posição normal de um ser humano, com os pés no chão e etc, e conseguiu subir no telhado fazendo estrelas frontais. Tive o impulso repentino de atirar NELA, e não nos montros.

- Vamos acabar logo com isso. Está começando a me irritar – ela disse, pegando sua arama e dando apenas um tiro em cada um. Cada tiro atingia seu alvo e derrubava uma das criaturas, demodo que, trinta segundos mais tarde, nada se movia além de mim e dela mesma. Olhei para ela, como que com raiva, e ela deu de ombros, tentando conter um sorriso.

- Você é ótimo também, amorzinho.

- Você está tirando com a minha cara? Da próxima vez, tente deixar alguns para mim também, certo? – desci do telhado com apenas um pulo, e ela logo me seguiu, dando umas três purietas (obviamente) antes de atingir o chão com perfeição.

- Ah, como assim, Johny?? Nós conseguimos dividir perfeitamente. – Amy falou, guardando a segunda lâmina nas costas.

- Ah, sim, do tipo “você pega os três da esquerda e eu os mil da direita”. Entendi – respondi, encarando o chão, fingindo raiva.

- Ei – ela deu um soco do no meu ombro para chamar minha atenção, e eu olhei para ela. – Não vamos ter esta discussão de novo, certo? Vamos fazer o seguinte, da próxima vez que isto acontecer eu vou sentar em um canto e você acaba com todos. Estamos combinados?

Olhei em seus olhos. Pareciam sinceros. Mas eu a conhecia melhor do que isso. Agarrei seu pulso e trouxe sua mão, novamente escondida atrás da coxa esquerda, á vista. E lá estava. Como imaginado. Os dedos cruzados.

- Pode enganar o agente do FBI, mas a MIM você não engana – falei, sorrindo. – Promete mesmo? Sem truques nem nada disso?

Ela revirou os olhos.

- Tá bem, tá bem. Agora, senhor, será que podemos sair daqui ou você vai continuar com essas suas frescuras??

Suspirei.

- Vamos logo.

Ela riu. Correu até o meio do mar de criaturas mortas que havia se juntado no chão e pegou a bolsa de munição e as outras armas. Andou até mim e me entregou, e então continuou andando.

- Aonde vamos agora? – perguntei, andando atrás dela.

A garota respondeu parando e olhando para o céu, ainda negro como a cor de seus olhos. Então olhou pra mim, o que produziu um efeito bem sinistro acompanhado ás lascas de parede que voltavam ao seu lugar e aos postes que descongelavam.

- Bem, está de noite, não é? AGORA podemos montar acampamento.

Notas finais
Sim, eu demorei, sinto muito mesmo, sei que não mereço reviews mas POR FAVOR MANDEM REVIEWSSSSSS. Eu gostaria muito mesmo e me faria escrever bem mais rápido se ganhasse alguns reviews novos! Obrigada desde já HUSHAUHSUAHSUHSUA
Câmbio, desligo.youtube to mp3youtube to mp3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.