A Outra Face De Um Badboy...
19 Capítulo 19 - Acho que estamos sem luz...
Notas iniciais
Notas finais, falamos
Boa leitura...
POV MADALENA
_ Hey, é melhor a gente voltar. Já faz um tempo que sumimos do colégio. – sugeri enquanto acarinhava o cabelo de Tiago.
O certo é que umas horas tinham já passado desde que ambos estávamos dentro daquelas quatro paredes. E o escuro da noite já invadia todo o lugar.
_ Não quero voltar. Não hoje!
_ Mas se seu pai sabe disso, as coias vão complicar ainda mais, e cê que vai sair prejudicado.
_ Talvez não! Se a gente for pra outro lugar, talvez eu passe pela indiferença.
_ Como assim? – eu não estava intendendo nada, de nada!
_ Vamos! – ele se levantou de meu colo, pegou minha bolsa e meu blusão e me estendeu a mão.
Quando se apercebeu que eu tinha a minha sobre a sua, me puxou cabana fora.
…
Andamos, andamos, andamos! Não sabia onde estava e Tiago não fazia qualquer intensão de falar pra mim pra onde estava me levando. Isso era rapto, caso ele não soubesse. E tendo em conta que eu sou mais nova, e ele já atingiu a maioridade, isso era considerado rapto de menores!
_ Tiago, Chega! – falei parando de caminhar. – Onde vamos?
_ Já verá. Agora acelere o passo, não tarda e começa chovendo. Deixa de ser marrenta. Quanto mais rápido andar, mais rápido saberá onde vamos.
Ele agarrou de novo minha mão e depois me puxou.
Em uns dez minutos, chegamos numa casa. Tiago abrir as portas e depois que eu entrei, e que ele acendeu a luz, levantou as mãos que nem grilo falante e anunciou:
_ Minha donzela, seja bem vinda á mansão Vasconcelos.
Eu fartei rindo, com sua sutileza. Esse garoto com certeza que se não existisse teria que ser inventado.
_ Venha! – ele me puxou pelo braço, mais uma vez. E que raiva que eu já tava disso acontecer, ele podia ter um pouco de cuidado, francamente!
Subimos uma escadaria e Tiago abriu, uma porta, desvendando um quarto de menino, bem arrumado e arranjado. Ele que não se atrevesse a falar que era dele, porque se isso acontecesse eu não acreditaria! Arrumado? Nunca na vida, definitivamente esse não é o estilo de Tiago.
_ E esse é meu quarto! – e isso era o que eu temia.
_ Nossa! – foi a única palavrinha que saiu de me boca.
_ Admirada?
_Bastante! Esse não tem comparação com o seu dormitório lá no colégio.
_ É! Antes tinha. Se esqueceu que agora não tem Anne pra me arrumar dormitório. Aqui em casa é o contrário, ela arruma meu quarto e toda a casa.
_ Mas o que a gente faz aqui exatamente?
_ Sempre é melhor dormir numa cama do que num sofá, não?
Ele até era capaz de ter razão. Fiquei vendo o que ele fazia. Tiago apalpando a parede do quarto escuro, tentou encontrar a luz e quando encontrou, acendeu e num segundo tudo foi abaixo, todas as luzes que antes estavam acesas na casa desligaram. E tudo ficou escuro.
_ Então? – perguntei. Qual a razão pra isso?
_ Acho que estamos sem luz.
_ Como? Eu aviso desde já que odeio escuro. – caminhei até ele e amarrei seu braço. È eu era um pouco medricas quando o assunto era o escuro.
_ Calma. Tem algumas velas guardadas ali.
Tiago pegou umas quantas e distribuiu pelo quarto. Depois pegou em seu famoso isqueiro e acendeu uma a uma. E luz! Se fez luz!! ( batendo palminhas, mentalmente, nesse momento!) Não tão forte como uma artificial, mas iluminavam, isso era o importante.
Tudo parecia mágico.
Tiago guardou o isqueiro e depois parou em frente de cama, mas virado para a porta em frente. Lugar onde eu estava, apreciando o que aquele bobo gostoso fazia.
Ficamos fixados um no outro, por um tempo. Não sabia o que falar por isso achei o silencio a melhor fala. Acho que Tiago se cansou de tanto silencio, por isso olhando em volta e depois me encarando de novo, sorriu, libertando ar pelo nariz. E com isso eu acabei rindo também.
_ Lindo! – sussurrei.
_ Quem? Eu ou o clima?
Deixei minha bolsa deslizar por meu ombro e cair no chão e depois corri até Tiago, me jogando em cima dele e caindo juntos na cama. Deitados, abraçados, agarrados.
Passei minha mão por seu rosto e sorri leve, ele também era lindo, tudo nele era lindo.
_ Te amo… — murmurei. Esse era o momento ideal pra falar isso! Talvez não tivesse a hipótese de ter outro e todo o mundo vive por aí falando “ não deixe pra amanhã, o que pode fazer hoje”!
Tiago, estava por baixo por isso fez impulso e me levantou junto com ele. Acabamos sentados na cama entrelaçados um no outro. Ele jogou meu cabelo pra trás com cuidado e sorriu, passando sua mão em meu rosto. Depois agarrou ele e me puxou pra sua boca. E quem não gosta de ficar se beijando? Pois todo o mundo gosta. E eu não era exceção.
Juntamos nossas testas e nossos narizes e ficamos nos olhando um ao outro. Tiago levou sua mão até meu blusão, mais propriamente ao zíper de meu blusão e o abriu devagar. Quando chegou no fim me olhou. Empurrou as mangas pra baixo e com minha ajuda, me vi livre dele.
Tiago me deitou de novo na cama, mas dessa vez, tomando ele conta da situação, voltando a dar espaço pra beijos e caricias. Isso não por muito tempo, pois eu dei a volta por cima e voltei ao topo. Permitindo ele, me roubar a blusa que assentava em meu corpo. Tirou ela com cuidado, me deixando sobre seu colo.
Passei minhas mãos debaixo de sua camiseta e a arrastei para cima, de modo a tira-la.
Sentia um frio percorrendo meu corpo, sentia que toda a minha força já não existia. Cada vez que Tiago me tocava eu estremecia. O impacto era tanto que eu nem sabia bem qual a sensação que ele provocava em mim ou em meu corpo, meu coração batia acelerado e minha cabeça parecia vazia.
Ele voltou a se sentar comigo na cama, frente e frente um com o outro e comigo, mais alta que ele um pouquinho. O afastei um pouco:
_ Tem proteção? – perguntei.
Ele assentiu positivamente ao mesmo tempo que falava e me voltava a beijar:
_ Tenho,…
Passei as mãos por seu peito e por suas costas, enquanto ele agarrava meu rosto e arrumava meu cabelo.
Passou seus dedos por meus ombros e uma de cada vez, desviou as alças de meu sutiã para o lado, deixando elas correrem por meu braço. Ele estava indo com calma e não forçava nada. Beijou minha pele onde antes tinha passado os dedos e sempre me olhava depois de fazer o que quer que fosse, como se precisasse de aprovação.
Deslizou por minhas laterais suas mãos enquanto beijava meu pescoço, desviando depois pra minha boca, ao mesmo tempo que achava uma forma de abrir o feche de meu sutiã, o arrancando de meu corpo logo depois.
Acho que fiquei com vergonha, quando Tiago encarou a área descoberta de meu corpo. Será que ele tinha gostado? Sim? Não? Não soube a resposta. Ele arrumou todos os fios de cabelo que cobriam meu peito e sorriu. Expressando tranquilidade, pedindo pra eu ficar tranquila. E depois mais beijo.
Deitei ele pra baixo e deslizei sobre seu corpo até chegar a sua boca, permanecendo sentada em seu colo. Os beijos tomaram outra intensidades, os toques ficaram mais provocantes, as mãos percorreram outras áreas e ganharam mais força, as respirações ficaram descompassadas. E eu até afirmava que ele já estava excitado.
Mas apesar de tudo isso, apesar de estarmos atingindo outro grau e outra frequência ele fazia de tudo pra me relaxar.
Tiago sabia que eu estava tensa, que eu tinha medo, receio. Ele já era especialista nisso tudo, mas eu era apenas uma mera iniciada.
Trocamos de posições e ele ficou por cima, e eu sabia bem que agora tudo atingiria o grau máximo, mas não, Tiago me fez um pedido um pouco estranho, substituindo assim aquilo que eu imaginei.
_ Vira de costas pra mim. – fiquei meio sem reação no começo. A insegurança leva a isso. – Confia em mim. – ele pediu ofegante.
E assim o fiz. Me virei de costas, ou seja ed barriga pra baixo e senti ele sentar em cima de mim. Tirou meu cabelo e seus dedos deslizaram por minha coluna, me arrepiando. Depois senti ele me beijar nos lugares exatos onde suas pontas passaram e depois algo quente e bom.
Cera de vela. Lindo! Ele pegou umas quantas, vermelhas, brancas, amarelas, laranjas, por isso minhas costas estavam todas coloridas, com várias pintas.
Suas mãos subiram por meus braços e o percurso terminou com um beijo no ombro.
Peça a peça. Beijo a beijo. Carinho a carinho. Olhar a olhar. Nós acabamos pelados. E depois dele botar a camisinha, tudo fluiu naturalmente.
Com um pouco de dor? Talvez. Com um pouco de amor? Não! Com todo!
E foi entre gemidos de dor, gemidos de prazer … suspiros escondidos no corpo de cada um … com mãos entrelaçadas apertando forte uma contra a outra … com respirações abafadas na boca um do outro … com dois corpos escorrendo suor … com dois corações saindo pela boca e com um olhar mergulhado noutro que a gente terminou nossa noite. A melhor até hoje. Aquela em que nos amamos um ao outro por completo.
Deitei no peito dele, que ia fazendo caricia em minha pele das costas, ou em minha cabeça ou em meus braços.
Estava cansada, suada, com dores ( vá, temos que ser sinceras) porém sem ponta de sono. Não queria que isso mais acabasse. Queria ficar ali acordada até sempre.
Olhei pra Tiago que estava sorrindo de leve. Suspirei e voltei a me aconchegar em seu peito, recebendo como recompensa um leve beijinho na testa e um abraço mais apertado. Talvez a forma que ele encontrou pra dizer: “Boa noite…”
Haviam lençóis pra trocar e tantas coisas mais pra fazer, mas isso do que importa? Pois quase nada! E foi abraçados que adormecemos…
Notas finais
Mais uma vez de 30 e tal reviews fiquei reduzida a 20 e poucos.
Tudo legal. Vocês poupam nos reviews eu pouco nos capitulos, que acham?
Quando se vive perdendo reviews, os autores ficam com a sensação de que a história está desinteressante, que mais ninguém liga, que não presta!
É, eu to com essa sensação.
Leitoras fantasma, se apresentem e aquelas que não gostam de comentar eu queria falar que não cai dedo nem faz entorse, por isso não custa deixar um com uma opinião!
Beijos e aguardo comentários em breve!
=) Duda!
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