A Outra Face De Um Badboy...

8 Capítulo 8 - Mas... Como acabaria a noite?


Notas iniciais
Oi galerinha linda!

Novo capitulo bombando.

Espero que gostem. Quero opiniões!!!

Desculpem os erros, dei revisada, mas sempre tem falhas.

Boa leitura...

POV MADALENA

Minha nossa! Que violência! Era de mim ou hoje o sol brilhava com tanta força que até custava abrir o olho?

Levantei a cabeça do travesseiro e meio segundo depois me arrependi! Uma dor imensa me fez recuar e voltar a colá-la no travesseiro.

Na segunda tentativa de me levantar já não foi tão difícil. Levei a mão na testa, estava fria, mas por dentro sentia que ela já tinha atingido os cento e duzentos graus. Que raio era isso?

Estava meia que deslocalizada. E tudo o que estava pousado ao redor de minha pessoa parecia estar entrando numa dança de roda. Nada parava quieto, tudo se mexia.

Pestanejei umas quantas vezes e depois tudo pareceu acalmar. Estava vestida, com uma manta me cobrindo os pés. Tinha as botas desarrumadas no meio do quarto e via os fios de meu cabelo balançando na minha frente.

Aos poucos, meu subconsciente foi dando espaço para meu consciente acordar e eu finalmente dei por mim.

Mas como eu tinha chegado no quarto? Eu estava lá no linhas cruzadas sentada no balcão e bebendo ao mesmo tempo que ouvia o servente me encher o saco. Como eu podia estar no quarto.

Peguei minha bolsa que estava também pousada em cima da cama e peguei o celular. O visor marcava dez horas e quarenta e oito minutos. Tinha dormido pra caramba e por incrível que pareça ainda queria dormir mais.

Me sentei no colchão, pra me levantar e quando apoiei os pés no chão e meu Deus do Céu, o mundo virou ao contrário na minha frente.

Andei até ao banheiro, mais propriamente até ao espelho e vi dois olhos borrados e empapados, um cabelo todo desarrumado, uns lábios secos pedindo por água, ou alguma coisa liquida. Uma marca de babo rasgando minha cara, e um rosto grande e inchado.

Liguei a torneira e passei água na cara. Precisava também de um pouco pra beber, sentia a garganta seca e com o engolir ela doía. Minha boca tinha um sabor esquisito e meu nariz não identificava lá muitos cheiros.

Liguei a água pra encher a banheira e voltei para o quarto. Fui até ao roupeiro. Peguei de lá uma roupa, uma calcinha e um sutiã.

Me despi espalhando as peças pelo tapete que cobria o chão do banheiro e entrei dentro da água.

Não lembrava como tinha parado ali! Quem me tinha trazido? E coberto? E… Sei lá o quê…

Tudo estava estranho. Eu não lembrava como tinha acabado minha noite! Lembro de estar bebendo e depois, depois por muito que puxasse pela cabeça não conseguia lembrar.

Depois do banho, já estava mais localizada, menos confusa. Menos agitada. Me vesti e sequei o cabelo.

Arrumei a manta e estava ajeitando a cama quando alguém bateu na porta e sem receber qualquer tipo de permissão, entrou.

_ Mas que raio é isso? Agora é tudo seu? Acho que ontem deixei bem claro que deve bater na porta e esperar por reações não?

_ Desculpa. Mas é que eu queria saber como cê… — nossa sua voz entoou a mil na minha cabeça.

_ Shhhh! Mais baixo! – não só falei como exemplifiquei com a mão como queria que ele reduzisse a altura com que falava.

_ Ia perguntar como cê tava, mas já entendi que não está muito bem.

_ Muito bem? Eu diria nada bem, Tiago! Minha cabeça tá que nem panela fervendo. Cada vez que me movo parece que o universo entra em vibração.

_ É normal, depois do que aconteceu ontem! – alto e para o baile. Ontem? Aconteceu? Eu não estava gostando nada dessa conversa.

_ Como assim, depois do que aconteceu ontem? O que rolou?

_ Você ontem, saiu um pouco das marcas! Bebeu que se fartou, já por isso que tá com essa dor de cabeça. E ainda por cima não está habituada a isso, ainda mais sente. Mas isso com café e aspirinas passa rápido.

_ Mas eu não bebi assim tanto. Um copo ou dois! – sentei na cama e fiquei mais uma veztentando me lembrar.

_ Um? Dois? Do jeito como tava, não parecia nada que tinha sido um ou dois! Eu diria mesmo que foi uma garrafa. Que deu em você, hein? — ele sentou de meu lado de frente pra mim, enquanto eu remexia nos dedos, nervosa e tensa.

_ Eu não era capaz de beber uma garrafa. Eu nem um copo inteiro consigo engolir. Isso é impossível!

_ É? Você não imagina como estava pois não?

_ Não estava tão ruim assim? Pois não?

_ Não, claro que não. Você estava otimamente bem. Você até tencionava acabar a noite de um jeito pra lá de fodástico.

_ Como assim? – ele estava me deixando confusa. Seu jeito gozador, não me estava deixando encontrar as respostas que tanto queria desvendar.

_ Sério, que não lembra de nada? – ele riu ao mesmo tempo que falou.

_ Não, mas como eu ia acabar a noite?

_ Dentro de um banheiro com um cara uns dez anos mais velho que você. – acho que entrei em pânico. Banheiro? Cara mais velho? Acabar a noite? Bêbeda? O meu deus! Me levantei exaltada me pondo na frente dele e exigindo saber da história direito.

_ E não acabei? – perguntei isso porque ele compôs a frase no futuro do pretérito. ( acabaria ).

_ Não. Eu te encontrei com ele e te arrastei pro colégio.

_ E depois? – era incrível eu não lembrava de nada. Como isso era possível?

_ Depois o caminho pra cá foi outra história. Você veio rindo que nem palhaço do circo todo o percurso. Fazendo muito ruido, e muito alarido. Eu te joguei na cama. Tirei sua bota, arrumei sua bolsa e depois você começou…- ele parou. Ele respirou, ele voltou o olhar pra mim. Ele me hipnotizou. O que eu comecei a fazer? Tiago humedeceu os lábios olhando para as mãos e depois me encarou, sério, com o olhar brilhante. — … Você começou falando e depois caiu que nem cachorro adormecido para o lado.

Não sabia mas fiquei com a sensação que ele estava encobrindo o que eu falei. E eu queria saber o que falei. Besteira? Quando se está bêbada não se tem muito a noção do que se fala, e eu sabia lá que minha mente linda tinha mandado minha boca falar. Não queria perguntar o que falei, mas queria saber. Ou seja tínhamos um problema. Pra eu saber o que falei tinha que o questionar, ora eu não o queria interrogar, logo não saberia o que proferi.

_ O que me falou era verdade? – legal. Boa Tiago. Me poupou gastar latim e abriu o jogo. Me deixou mas foi sem resposta.

_ Desculpa Tiago. Mas eu não lembro. – segredei baixo, bem baixinho. – O que eu falei? – ele mordeu o lábio inferior pensando no que ia falar e depois suspirou, esfregando uma mão na outra.

_ Disse que me queria beijar. Que me queria abraçar. Que eu estava cada vez mais gostoso! – não sei mas fiquei com o pressentimento de que lhe deu prazer não só falar mas também ouvir isso do gostoso.

_ Eu falei isso? – mas valia não ter perguntado mesmo o que falei. Me arrependi. Agora queria ver onde eu buscaria desculpas pra justificar isso!

_ Falou! È verdade? – ele interrogou e eu instintivamente desviei o olhar detestava encontros de olhos e que muito queriam dizer.

_ Eu estava bêbada. Nem sequer tinha consciência sobre meus atos. Claro que é mentira!

_ E também é mentira que me tem fastio desde que me viu com a loira? È que cê também falou que antes de me ver com a garota loira queria fazer isso comigo, mas depois que me viu com ela queria era o inverso. È verdade?

_ Não. Claro que não!

_ Então quer dizer que você ainda me quer beijar e abraçar!

_ Não. Quer dizer… Sim. Não foi isso que eu quis dizer. Tá entendendo mal. – quanto mais falava mais me enterrava. Mas ele gostava de me ver, e mais se achava perante mim e o que eu falei.

_ Então se explique. Tou esperando.

_ O que eu quis dizer foi que queria te beijar e abraçar, mas depois de te ver com a loira, você pra mim acabou!

_ Então, está falando tudo isso, quer dizer que você lembra e que ainda quer!

_ Não. Eu não lembro. Tudo isso é mentira. Eu estava bêbada e nem sequer formar uma frase concisa eu conseguia. Não se fia no que escutou. Esqueça o que eu falei.

_ Mas eu não quero esquecer!

_ Deixa de ser complicado, Tiago!

_ Do que você lembra?

_ Então…- estava tão envergonhada que tinha medo de falar mais alguma coisa e acabar por falar o que não devia. — … lembro de estar na mesa, com Lucas e Soraia se pegando. Olhei para a pista e vi você com a tal loira, depois estava enjoada daquele clima todo e fui até ao balcão, pedi um copo de tequila, depois pedi o segundo, o terceiro – a cada numeral que eu falava ele coma cabeça dizia tipo: Só esse, tem certeza que não foi mais nenhum? O que em obrigava sempre a subir de numero. – o quarto e depois quando olhei de novo para a pista te vi saindo com ela em direção ao banheiro, entretanto pedi mais um copo e depois, não lembro de mais nada.

_ Então pera aí! Responde pra mim um coisa! Bebeu por minha causa? Eu fui o culpado por sua embriaguez?

_ O que está para aí cacarejando?

_ Cê tava com ciúme?

_ De onde tirou essa ideia? – agora ele me fazia pensar. Será que eu fiz tudo aquilo por ciúmes? Acho que agora eu não tinha que convencer apenas a ele, mas a mim mesma também.

_ De onde eu tirei-a? Primeiro bebe, depois me fala que me beijaria e abraçaria, mas que não o fazia porque me tinha visto com a loira. Isso só significa uma coisa CÍUME!

_ Eu nunca teria ciúmes seus! Porque haveria de isso acontecer? Tá pirando? Não tenho qualquer tipo de interesse por você!

_ Será que não tem?

_ Nunca na vida. – tá bom sinceridade acima de tudo. Eu queria beijá-lo, queria abraçá-lo e tinha de fato algum interesse nele. Principalmente nos últimos dias. Me encolhi e cocei meu braço esticado, tentando a todo o custo não ver o rosto dele.

Ele tem despertado em mim coisas que eu ainda não dei nome. Não sabia qual dar. Ele levantou se pondo ao meu nível.

_ Será que você não quer mesmo me beijar? – ele foi-se aproximando. Não, mais uma vez não. Como eu detestava suas aproximações.

_ Não. Eu não quero. – me fui afastando tentando fugir, mas não estava dando muito certo.

_ Porque foge de mim? Já falei que não faço mal pra ninguém.

_ Será mesmo que não faz? Mais vale jogar pelo seguro e manter a distância! – ele parou de andar me olhou e eu suspirei de alivio. Nossa ele pela primeira vez foi bem mandado. Estranho!

_ Você que sabe, Madalena! – ele se dirigiu até á porta sem falar uma única palavra e antes de a fechar retorquiu:

_ Ibuprofeno, costuma resultar quando se trata de ressaca, alivia a dor de cabeça…

… ( definam o tempo que bem entenderem, essas reticencias podem significar umas horas, uns dias, uns meses,… interpretem como entenderem ! =)

POV TIAGO

Agarrei ela pelo braço, e joguei Madalena pra dentro da sala. Encostei-a na parede e fui me aproximando devagar. Sabia que ela também queria. Sentia seu coração bombardear, vi ela humedecendo os lábios. Agarrei seu rosto com uma mão, joguei seu cabelo pra trás e fui juntando meus lábios nos seus e…

Acordei, transpirava por tudo o quanto era lugar. Meu peito escorria água. Me sentei na cama e tentei controlar a respiração. E meu coração também. Passei a mão pelo cabelo e revirei os olhos me encostando na cabeceira da cama, jogando a cabeça pra trás.

Essa garota estava mexendo comigo. Ainda mal nos falamos, nos conhecemos, nos encaramos e de repente eu já sonho com ela. Todos os dias nos cruzamos e raramente nos falamos, eu fico bravo quando a vejo me encarar mas desviar o olhar.

Acordo pensando nela. Me deito pensando nela. De todas as que conheço essa tá mexendo cá dentro. Ela me está deixando louco. Essa vontade de sentir seu beijo, seu corpo, e seu calor, matar o desejo que tenho de sentir seu sabor está acabando comigo. Meu coração está em constante aceleração quando ela passa, quando ela fala, quando ela simplesmente se movimenta. Que raio tá dando em você Tiago? Que raio? Esqueça!

De um momento para o outro eu deixei de ver aquela nerd sem graça que antes eu humilhava. Acho que nunca vi ninguém com tanta beleza. Seu sorriso, seu olhar, seu jeito de se movimentar, o cheiro que deixa no ar, sua forma de falar, tudo de uma hora para a outra me fazia desejá-la. Estava atraído por todas essas coisas.

Me levantei e olhei pela janela um relâmpago, seguido um trovão. Precisava de água, de leite, de suco. Precisava de molhar a boca.

Desci até á cantina apenas de jeans e sem nada cobrindo meu peito. Tudo estava escuro, nem tinha olhado para o relógio mas já deviam ser umas duas ou três horas da manhã.

Entrei na cantina peguei num copo e enchi com leite. Uma cadeira das mesas era mega desconfortável por isso preferi um dos sofás da sala de convívio.

Quando lá cheguei só a luz da lua adentrava pelas janelas e iluminava alguns cantos. Tinha alguém sentado de costas num dos sofás. Me aproximei pra ver quem era.

_ Sem sono?

_ Não gosto de trovoada! – tinha também um copo de leite na frente e estava encolhida com os pés apoiados não no chão mas também no assento do sofá!

_ Sem sono?

_ Acho que sim!

_ Acha? Não tem certeza? – me sentei no mesmo sofá que ela, só que de frente. Estava escuro e mal conseguia vê-la direito.

_ É, eu tenho certeza!

_ Qual a razão? Insónia? Cólica? Pesadelo?... – ela enumerava quais as razões de minha falta de sono e naquela altura um desejo incontrolável de matar minhas vontades me deu. Estava mais que na altura de acabar com os sonhos e de torna-los realidade. Chega de fantasia! Vamos viver a real e não a imaginação.

Enquanto ela falava, pousei o copo de leite rápido e ganhei coragem.

_ Não. É mesmo você! .... -Sem ela contar cortei o espaço e a barreira de ar que nos separava e finalmente fiz o que tanto desejava fazer: beijei…

Notas finais
O que acharam? Quero opiniões agora, se não surto.

Não sei se o capitulo ficou bom, fiquei com um certo pressentimento que podia ser melhor. O que cês acharam?

Deixem opiniões pra mim. tenho certeza que também adorariam que os leitores de suas fics dessem comentário pra vocês, assim como eu também adoro.

Façam para os outros aquilo que gostariam que fizessem pra vocês!

Boa noite pra todas, beijão,

Duda =)