A Outra Face De Um Badboy...
25 Capítulo 25 - E mesmo sem pagar, assiste ao show!
Notas iniciais
Recebi 5 recomendações o que não esperava, devo confessar. Então esse capitulo é dedicado a: Mr Mora; Luma; Funny Girl; Carolina Kirshenbaum e Hedgehog.
Boa leitura e garanto nao demorar tanto tempo pra atualizar.
POV TIAGO
_ Garoto, eu espero sinceramente que você tenha uma justificação minimamente convincente pra justificar essa briga idiota. – Estava sendo arrastado por uma enfermeira, um dos pobres seres que entreviu em minha briga com aquele garoto, que nesse momento deve ter o rosto desfeita em pedaços.
_ Dá pra me largar? Eu ainda sei andar sozinho! – Ela apertava meu braço com tanta força, que eu duvidava seriamente que mais um pouco e ele acabava que nem o rosto do outro.
Passamos por um monte de corredores com portas brancas seguidas umas das outras. Todo o mundo estava olhando a gente.
Uma porta se abriu e do nada a imagem de minha mãe apareceu.
_ Filho? Mas… Olha só pra teu rosto! – Ele levou os dedos a meu queixo e erguendo um pouco, pra me analisar melhor.
_ Isso, não é nada, em comparação com Carlos. – Finalmente a bata branca me largou, mas muito bruta.
_ Pode deixar, Letícia, eu falo com ele! – A mulher acatou a ordem e desapareceu ao fundo do corredor.
Minha mãe me puxou pra dentro e me sentou numa cadeira. Pegou alguma coisa e depois caminhou até mim com uma bolinha de algodão entre os dedos e depois pôs meu rosto a jeito, limpando meu lábio, com cuidado. Mas mesmo assim não dispensando a dor.
Não fez nenhuma pergunta. Nem sequer falou, apenas cuidou de mim e depois arrumou tudo. Minha mãe era mesmo assim. Não que eu tivesse falado que não contaria pra ela, mas pela simples razão que ela sabia que quando eu queria contar algo, eu contaria no tempo certo.
_ Como ela está? – Perguntou quando se estava sentando na cadeira por detrás da secretária e abrindo umas papeladas quaisquer.
Tateei como estava o mini ferimento do lábio e depois falei, não esforçando muito os músculos:
_ Nem sei. – Levantei a bunda da cadeira e contornei a secretária, me sentando no colo de minha mãe.
Ela sorriu doce, como sempre fazia. Deixei minha cabeça cair em seu ombro e senti ela afagar meus cabelos e costas segredando baixinho, como conforto:
_ Ela vai ficar bem… — e repetiu isso três vezes, mas diminuindo o tom de voz.
…
Estava deitado no sofá da sala, vendo um programinha de música quando alguém entrou. Uma coisa carregada de sacos e de bolsas que encontrar o lugar certo pra deixar as chaves foi uma complicação dos raios.
Me levantei pra ajudá-la e juntos carregamos as coisas para a cozinha.
_ Brigada. Mas você não deveria estar no colégio. – Devia, mas estava sem cabeça, pra equações. Mas não podia falar isso assim pra minha mãe.
_ Peço pro pai me tirar a falta.
_ As coisas não são tão assim, Tiago! – pousou alguma coisa num armário e depois voltou-se remexendo nos sacos.
Fiquei uns segundos vendo ela arrumar tudo e ainda ajudei quando ela não chegou ao lugar que pretendia.
_ Sua amiga, já saiu do hospital. Deram alta hoje. Já deve estar em casa. – Como assim Madalena já estava em casa? Quanto tempo? Como minha mãe não falou isso antes?
Tantas perguntas volutearam por minha cabeça ao mesmo tempo, que eu não conseguia pensar direito.
_ Não vai falar nada? – A dona Helena entreviu. Me atrapalhando.
_ Como ela está? Ou estava? Ela tava bem? – as perguntas saltitaram minha boca fora, que duvidei seriamente se minha mãe tinha intendido todas.
_ Porque não faz uma visita a ela?
Sorri irónico e pelo nariz me encostando num canto, acumulando toda a minha força nos punhos.
_ Acho que sou a ultima pessoa que ela quer ver na frente.
Minha mãe parou de fazer o que quer que fosse que estava fazendo e me encarou.
_ Duvido!
_ Pois eu tenho certeza! No mínimo quando pisar o chão de casa dela, corro o risco de levar com uma floreira na cabeça.
_ Ui, tanto barulho por nada. A menina ainda está recuperando, não tem força suficiente pra fazer uma coisa como essa! – minha mãe sempre ironizava, ela me compreendia melhor que meu pai, que quando me dirigia a palavra parecia que me apedrejava.
_ Você não conhece ela, Madalena tem a mão pesada.
_ Tiago, eu estou segurando a pergunta que está entalada aqui na garganta desde ontem, quando eu te trouxe até casa. Quem é essa menina?
_ A pessoa que eu mais amei, que eu mais desiludi e que eu mais sinto falta. – me joguei numa cadeira. Custou falar tudo isso.
Senti alguém se agachar de meu lado e erguer meu rosto com o dedo.
_ Ela te amava?
_ Um dia ela falou que sim. – engoli em seco, pois tinha sido um dia!
_Então?
_ Eu estraguei tudo! Eu desiludi ela, e se aparecer em sua casa, fazendo visitinha, ainda vou desiludir mais!
Ela me fez olhar bem no fundo de seus olhos, sorrindo e sussurrando.
_ Ter medo de desilusões impede a gente de viver grandes histórias, sabe?
Não foi preciso falar mais nada. Apanhei o primeiro táxi que apareceu e quando olhei pela janela estava na porta dela.
Ouvi o motorista resmungar qualquer coisa parecida com “ Hey, garoto não tenho todo o tempo do mundo. Chegou ao destino, agora desocupa meu lugar de passageiro.”
Saí e toquei na campainha, a velha Betânia abriu e não foi necessário falar muita coisa.
_ Acho que já sabe onde é o quarto, não precisa de manual de instruções e muito menos que eu faça de GPS! Parece que todos decidiram invadir essa casa hoje! – ainda ouvi ela pigarrear.
O que ela queria dizer com aquilo? Enfim, a idade já não perdoa!
Subi a escadaria e rapidamente cheguei na porta. Arranjei a roupa, respirei fundo e calmamente, para em caso de ela estar dormindo acordá-la.
Mas não, ela estava bem acordada e curiosamente ocupada. Cerrei os punhos, tentando manter o controle e não terminar o inacabado no hospital.
Eles nem deram conta de minha entrada, permaneciam agarrados, grudados se beijando, se abraçando, e tudo mais. E pareciam não querer parar.
Ele escorregou as mãos até suas costas e depois enfiou-as debaixo da blusa. Eu não ficaria assistindo a esse show ridículo, por muito mais tempo.
_ Mais valia num ter vindo, mesmo!- vi quatro olhos me seguirem. Desprezível era a única palavra que eu tinha pra ela e pra descreve-la.
Saí de casa dela e não sabia muito bem pra onde ir, pra bem longe daquele lugar isso eu tinha a certeza mais que absoluta.
Não queria ir pra casa, minha mãe estaria lá e com certeza meu pai também. Fui para o colégio. Entrei em meu quarto e a primeira coisa que fiz foi distribuir uns valentes socos no saco de boxe que caia do teto e bailava no quarto. Queria desfazer o rosto de Carlos e enquanto não tinha ele em minha frente, imaginava que o saco de boxe fosse a pessoa dele.
Só parei quando a força dos braços desapareceu e eu não conseguia mais. Me sentei no colchão e apoiei os cotovelos nos joelhos tentando acalmar as batidas de meu coração...
Notas finais
Ah e ideias também são bem vindas.
Tenho algumas guardadas de leitoras que já enviaram e algumas que até eu curti.
Se sentiram saudade comentem também!!!
Beijos Duda =)
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