Oito anos atrás.

Era uma vida difícil, mas só os bem-nascidos tinham vidas fáceis.

Alexandru Sperare, um plebeu de vinte e seis anos, vivia com sua família na cidade de Profectbus no reino de Ergálios.

A cidade tinha pouco mais de quarenta mil habitantes. As ruas eram largas e com muita lama, só as ruas do centro tinham paralelepípedos. Casebres ocupavam toda a parte periférica da cidade. Havia no centro o castelo do Senhor de Profectbus, com suas três torres e também uma grande praça em formato circular cercando todo o castelo.

Em Profectbus havia um bom comércio, que abrangia de roupas a diferentes tipos de comidas. Também era comercializada aguardente, vinhos e demais produtos.

Alex vivia com sua esposa chamada Marilyn, dois anos mais nova que ele. Ela tinha olhos e cabelos castanhos e pele clara. Eles dois tinham uma filha e um filho. A menina era mais velha e se chamava Annie, tinha seis anos, cabelos curtos e negros, olhos azuis e pele clara como o pai. O menino era um recém-nascido, seu nome era Kaleb.

Alexandru trabalhava nas plantações e também em obras, fazia de tudo. Nas horas vagas das madrugadas trabalhava em seus próprios projetos, era um inventor. Também praticava com uma espada velha e em mal estado que comprara com um ferreiro qualquer na cidade. Eram tempos difíceis, devia sempre estar preparado para o pior.

Todo o reino andava sobre tensão, já que a relação entre os Reinos de Ergálios e de Facsmile estava piorando cada vez mais. E isso tornava o povo instável.

Marilyn trabalhava junto a algumas outras mulheres catando grãos. Uma dessas mulheres era Sunnifa. Tinha cabelos ruivos bem escuros, e aparentava ter cerca de sessenta anos. Elas duas eram grandes amigas.

Sunnifa era esposa de um senhor que tinha, talvez, setenta anos. Este era conhecido por muitos em Profectbus como curandeiro, pois ele tratava de muitos dos enfermos. Ele e sua esposa eram casos excepcionais de pessoas, que no mundo em que viviam, conseguiram ir além dos cinquenta anos.

Sunnifa e Roycer tinham um filho de nove anos chamado Lyuben. Um rapaz, que apesar de ser adotado, tinha cabelos e olhos negros como os do pai. Ele sempre brincava com Annie quando não estava trabalhando com Roycer.

Em uma noite escura qualquer, de céu estrelado e com poucas nuvens, Alexandru se sentou em um banco velho de madeira em frente ao casebre em que vivia. Estava tudo quieto e a noite era fria, às vezes até podia se sentir um vento gélido vindo de qualquer lugar. Marilyn e as crianças dormiam enquanto Alex esboçava algo que nem ele mesmo sabia o que era ao certo. Simplesmente sentia a necessidade em fazer alguns rabiscos. Ele desenhava em papiro, tinha guardado em sua pequena casa vários pergaminhos com seus projetos.

Alexandru trouxe consigo uma candeia para ajuda-lo a enxergar, fazia fumaça e fedia, mas ele ignorava. Só importava passar as suas idéias para o papiro.

Havia passado bastante tempo desde que começou a desenhar. Apoiava o papiro em uma mesa improvisada. Já sentia o sono chegando quando sua esposa o surpreendeu surgindo de dentro da casa.

Ela cambaleou de sono até ele.

— O que foi querida? Por que ainda está acordada? – Ele perguntou.

— Só queria ver você. O que está desenhando desta vez? – Perguntava Marilyn olhando curiosa para os rabiscos.

— Não é nada de mais, são só algumas ideias que me tiram o sono. – Respondeu Alex com um sorriso.

— Tenho esperanças que algum dia você crie algo para mudar as nossas vidas. – Dizia ela abraçando sua cabeça.

— Eu também, meu amor... Agora vamos descansar. – Ambos entraram na casa e foram dormir. Todos dormiam juntos em um colchão velho. O casebre era pequeno e apertado, tinha apenas três cômodos na casa, nela não havia beleza alguma, isso não tinha importância.

Dias mais tarde uma terrível peste chegou em Profectbus. Uma doença horrível que castigava toda Ergálios e além. Chamavam-na de Castigo de Deus. Muitos ficaram doentes incluindo Alexandru. Marilyn e Annie ficaram desesperadas, temendo por sua vida. Alex ficou de cama, com febre altíssima, tremores por todo corpo, fraqueza, manchas negras na pele e tendo constantes desmaios.

Os doentes tiveram que ser isolados e tratados por Roycer e também alguns homens misteriosos, que ofereceram ajuda ao Lorde Haneghar Carvalhier em troca de algumas poucas compensações. Ninguém sabia exatamente de onde esses homens vinham e alguns diziam que usavam de bruxaria para livrar os enfermos da praga. Mas boatos também diziam que realmente conseguiam curar as pessoas. Eram conhecidos como corvos, graças as suas vestes negras e as máscaras que usavam que caracterizavam tal nome.

Como se Castigo de Deus não fosse o suficiente, alguns dias depois, Lorde Haneghar decidiu fazer um pronunciamento trazendo más notícias para o povo.

No dia, se reuniram um grande número de pessoas na praça central. Haneghar estava vestido com um grande gibão branco com detalhes coloridos. Era um dia frio e cinza. O Lorde esperou a multidão silenciar para que pudesse falar. Quando achou que era o momento adequado começou, e de cima de uma de suas torres falou à todos.

– Atenção! Todos os homens saudáveis deixarão suas casas e se prepararão para a batalha. O castelo da família Flanagan está sob ameaça de ataque. E me foi solicitado apoio. – A multidão de imediato vaiou em resposta. Mas em vão, já estava decidido. Todos os homens fortes e saudáveis iriam para a batalha.

O castelo dos Flanagan era em Iuris. Mesmo separados pelo mar Frigidum, Iuris fazia parte do Reino de Ergálios.

Todos sabiam que Haneghar Carvalhier e Velimir Flanagan, Senhor do castelo da família Flanagan, eram amigos de infância. Suas famílias eram aliadas há várias gerações. Além de Haneghar também se sentir culpado por não ter enviado apoio a Velimir anos antes, quando os Flanagan sofreram um ataque supresa de bárbaros. Esses que chegaram a matar a esposa e o filho único de Velimir. Depois de tudo que aconteceu dizem que Velimir Flanagan enlouqueceu. Pensou consigo mesmo Haneghar. Preciso ajuda-lo.

Levou poucos dias para que fossem concluídos os preparativos para a partida de seus homens. Haneghar deixou as mulheres, crianças, idosos e doentes na cidade, enviaria apenas homens saudáveis. Deixaria também alguns poucos guerreiros para prevenção. Irônicamente parecia que a doença salvaria a vida de Alexandru. Haneghar também decidiu ficar. Estava velho e cansado demais para participar de batalhas. Mandou seu filho Haenys Carvalhier em seu lugar. Mais de quinze mil homens foram enviados para apoiar Velimir.

Dias mais tarde, os homens que haviam partido para Iuris pararam de enviar mensagens para Profectbus. Sem mensagens com informações sobre a batalha, nem sua localização, nem nada. Nenhuma notícia sequer. E Castigo de Deus continuava a se espalhar pela cidade, muitos não resistiram.

Alex ainda estava muito doente. Marilyn e Annie estavam extremamente preocupadas, Sunnifa tentava conforta-las. Kaleb chorava sentindo falta do pai. Nem os corvos nem Roycer estavam dando conta do número de pessoas com a peste.

Uma quinzena já se passara e Haneghar continuava sem receber notícias de seus homens ou do castelo da família Flanagan. Pilhas de corpos começavam a se formar, de acordo com o crescente número de mortes decorrentes da praga. Haneghar enviara uma ave pedindo auxilio da coroa para contornar aquela situação, mas tudo que recebeu foi um pedido de desculpas. O rei dizia que não podia ajudar, a falta de recursos era a justificativa. O Lorde ordenou que queimassem os corpos dos mortos para tentar conter a disseminação de Castigo de Deus. O pânico já tomava conta da cidade, algumas pessoas saudáveis começaram a matar os doentes e queimar seus corpos. Os remédios milagrosos que os corvos forneciam de nada serviam.

Alex e alguns outros poucos doentes que ainda resistiam estavam escondidos em uma parte no subsolo da casa de Roycer, para que ninguém os matasse.

E então, vinte e seis dias após a ida dos homens para Iuris... Aí que aconteceu a maior desgraça da vida de Alexandru. Naquele dia a cidade de Profectbus foi atacada, e com pouca guarnição não conseguiu conter o ataque. Os invasores não tiveram dificuldades de transpor os muros e os portões da cidade. Mulheres foram violentadas e crianças assassinadas, saques e fogo por toda parte. Depois de invadida foi instaurado o caos.

Grande parte dos invasores se foi ao ver os corpos das vítimas da praga, pareciam temer aquela doença. Mas alguns ainda ficaram para saquear.

Logo após as coisas se acalmarem um pouco o velho Roycer se apressou em acordar Alexandru. O velho temia por sua família e então o avisou sobre o que havia acontecido. Disse que sua esposa e filhos deviam estar em casa, escondidos. No mesmo instante Alexandru lutou com todas as suas forças para se por de pé. O velho Roycer não tentou impedi-lo.

— Para onde está indo? Está muito fraco e debilitado... – Dizia Sunnifa, mas foi interrompida.

— Preciso salvar minha família. – Disse Alex lutando para se manter em pé e consciente.

— Deixe-o ir. É algo que precisa fazer. – Falou Roycer para a mulher enquanto Alex se arrastava para fora do esconderijo.

Cada passo para Alexandru era como se carregasse toneladas de pedras nas costas. Parte de si sabia o que ele veria, mas tinha esperanças de poder chegar a tempo em casa.

Ao avistar de longe sua casa viu fogo, e com uma descarga de energia correu em sua direção. Não se sentia mais doente, não havia tempo para aquilo.

Alexandru parou em frente a sua casa e conseguiu ouvir gritos de sua esposa dentro dela, ouviu um estrondo e então arrombou a porta com um chute, sentiu uma fumaça sufocante sair de la de dentro. Quando entrou, viu algo que nenhum marido suportaria ver. Viu sua esposa caída no chão queimando nas gigantes chamas que dançavam dentro da casa. Quando viu aquilo congelou. Depois de uns instantes percebeu que seus dois filhos estavam do outro lado do cômodo. Annie estava caída e apagada, com uma ferida aberta sangrando em sua testa, parte do teto da casa havia desabado e uma madeira havia acertado a menina, mas a maior parte tinha caído sobre dois homens estranhos, prováveis agressores. Esses pareciam mortos. Kaleb estava caído ao lado de Annie chorando. Na mesma hora em que viu seus filhos sentiu um impulso instintivo de salva-los. E foi isso que fez. Pegou um em cada braço e os levou para fora da casa. Ao sair colocou os dois em um gramado e se virou e viu a casa desabar. Logo percebeu que Marilyn não tinha como sobreviver a aquilo.

– Não... por favor Deus não... Meu Deus... por favor... não... – Alex estava caído de joelhos, chorando, inconsolado. Estava em desespero.

Ficou um bom tempo ali caído. Seus filhos estavam apagados no chão por terem inalado muita fumaça. Depois de se recompor quis levar-los para o velho Roycer.

Ao chegar ao esconderijo, encontrou Sunnifa com seu filho Lyuben e Roycer cuidando do resto dos doentes que ainda restavam. Alex colocou seus filhos em uma cama improvisada e os deixou sob os cuidados de Sunnifa. – Onde está Marilyn? – Perguntou ela. Nada respondeu Alex e pelo seu silêncio ela teve sua resposta. Sunnifa chorou por sua amiga por alguns instantes. Roycer a repreendeu dizendo que ela precisava ser forte naquele momento – depois haverá tempo para isso. – Ela secou os olhos com as costas das mãos e voltou a cuidar das crianças com a ajuda de Lyuben, mas continuava abalada.

Alexandru se sentou em um banco e colocou uma das mãos no rosto, estava desolado. Roycer passou por ele e fechou a porta do esconderijo em sua casa.

— Você tem o Olho de Lua. – disse o velho se voltando para Alexandru.

— Do que você está falando? – Perguntou Alex. Estava quebrado.

— Olho de Lua, uma habilidade que não vejo há anos. Eu tenho e você tem também.

— Hã?!

— Você não está mais doente. Despertou essa habilidade.

— Não ligo para lendas, velho! – Tinha raiva nas palavras que dizia. O velho fez uma cara de que sentia pena do homem.

— O que irá fazer agora? – Roycer colocou uma mão em um dos ombros de Alex.

— Eu não... não sei.

— Vá ao castelo e veja se Haneghar está vivo. Se estiver lhe dará respostas que podem iluminar sua visão, depois volte. Deixe que eu trato de seus filhos – Alex sentiu que devia seguir as instruções de Roycer, mas não sabia ao certo o motivo. Se levantou e saiu em direção ao castelo.

Enquanto caminhava observava a destruição e todo caos que Profectbus havia se tornado. Corpos por toda parte, gritos, choro e gemidos vinham de todos os lados. O fedor da morte tinha tomado o ar e corvos já começavam a se banquetear com os mortos.

Alexandru percebeu que não tinha mais as manchas na pele e se sentia realmente curado da doença, não conseguia entender como. Mas talvez nunca seria curado da perda de Marilyn.

Quando chegou na frente do castelo viu alguns invasores que haviam acabado de saqueá-lo. Saiam dele rindo, e satisfeitos. Traziam consigo suas recompensas roubadas. Um deles estava violentando uma mulher na entrada do castelo. A maioria dos invasores já havia partido com medo da doença, mas alguns poucos ficaram para saquear. Falavam uma língua estranha que Alex não compreendia. Quando o viram vieram em sua direção com espadas em punho. Eram nove deles, com roupas de couro e peles de animal em mau estado, suas espadas também eram rudimentares. – Bárbaros! – Exclamou Alex – Mas o que fazem aqui? – O primeiro tentou um corte horizontal na barriga de Alex que esquivou com facilidade saltando para trás. Parecia saber o que iam fazer antes que o fizessem. Em seguida saltou para frente socando o pescoço do seu agressor esmagando a traqueia deste, fazendo-o cair e não se levantar mais. Alex pegou a espada da mão desse enquanto caía e se virou para os demais. Sentiu uma estranha ardência nos olhos e os fechou, quando voltou a abri-los sua pupila se dilatou até quase cobrir toda iris. Viu os homens que o atacavam serem lançados para longe. Todos morreram com seus órgãos e músculos sendo esmagados por uma força que desconheciam.

— O que aconteceu aqui?! – Alexandru não entendia nada, estava assustado com o que tinha feito. A mulher que estava sendo violentada ficou ainda mais assustada pelo que tinha acontecido e correu desesperada para longe de Alex. Ele a ignorou e continuou.

Entrou no castelo e foi até o salão onde ficava o cadeirão do Lorde, o viu caído no centro dele junto com alguns de seus poucos homens mortos. Chegando perto de Haneghar, Alex percebeu que ainda tinha vida.

— Sor, o senhor está bem? – Perguntou à Haneghar, levantando levemente sua cabeça do chão.

— Vou morrer meu jovem. – Disse. Estava fraco, tinha perdido muito sangue por um corte que levara entre duas costelas.

— Diga-me. Por que bárbaros nos atacariam? Pensei que não saíssem mais das montanhas. E também como saberiam que estaríamos vulneráveis?

— Me parece um... ah... ataque planejado... aah... – O Lorde lutava para falar.

— Tem ideia de quem poderia planejar este ataque?

— Infelizmente sim... – dizia o Lorde se esforçando para continuar– só quem sabia... que estaríamos desprotegidos... uh... poderia ter mandado esses bárbaros... aah...

— E quem poderia ter sido?

— Ou o Rei ou Lorde Velimir... Não acho que a Coroa... quisesse isso... não ganharia nada com isso... então... só resta Velimir Flanagan... Meu melhor amigo... aaah... – E então não pode resistir mais, sua vida se esvaiu de seus olhos.

— Velimir Flanagan! Mas por quê? – Alexandru estava com uma confusão em sua cabeça. Deixou ali o corpo de Haneghar e retornou a casa do velho Roycer.

Ele estava sentando junto de seu filho Lyuben, olhando as crianças de Alex dormindo. Enquanto Sunnifa cuidava dos doentes.

— E aí meu rapaz, teve suas respostas? O que você vai fazer agora? – Perguntou o velho ao vê-lo.

— Vingança. – Disse deixando que as palavras saíssem entre os dentes.

— Esse caminho trará somente a mais desgraças. Para si mesmo e aos que estiverem a sua volta.

— Preciso fazer isso.

— Tudo bem rapaz... Não posso impedi-lo... Cada homem traça seu próprio caminho – Falou com um desapontamento na voz –, eu cuidarei de suas crianças enquanto você resolve isso. Farei isso para que as crianças não se percam em sua busca por vingança. Mas não se esqueça, quando perceber que isso é tolice volte para buscar os seus filhos. Não pode abandona-los.

— Eu sei.

— Estaremos nas montanhas ao norte, use o Olho de Lua e irá nos encontrar. Infelizmente esses doentes só resistirão mais uns poucos dias. Não poderei salva-los. Depois que se forem, eu, minha família e seus filhos viajaremos para lá.

— Mas como aprenderei a usar essa coisa?

— Usando. – Disse com simplicidade o velho. Em seguida começou a falar com mais seriedade. – Rapaz o caminho que você escolheu para traçar será duro. Encontrará outros como você, não fique só. – Essa frase iria definir muita coisa que aconteceria no futuro

— Entendo. Adeus velho. – Queria logo sair daquele lugar.

— Até mais.

Alex beijou a testa de Annie e a de Kaleb se despedindo, depois se virou e começou a caminhar. Perdoem-me meus filhos, mas preciso fazer isso.

Ao sair pelos portões de Profectbus caminhou por alguns instantes até encontrar um cavaleiro montado em seu cavalo. Este vestia um colete de couro marrom que revestia somente o tronco do seu corpo. Tinha o brasão da família Flanagan bordado em seu braço direito, na manga de uma blusa branca que vestia por de baixo do couro. Haneghar deduzira corretamente. Velimir Flanagan realmente armou tudo. Compreendera Alexandru. Esse cavaleiro veio se certificar de que o ataque aconteceu. Não sabia como, mas sabia que era essa a verdade. Sentia que sim. Meus olhos. Seus olhos queimavam.

Alex correu e saltou para cima do cavaleiro derrubando-o de sua montaria. O cavalo se assustou e fugiu. Alex caiu por cima do inimigo e rapidamente o imobilizou, colocou a lâmina da espada que roubou do bárbaro encostada em seu pescoço. Não deu tempo para que o cavaleiro falasse, jogou a espada para o lado e deu um, dois, três, por fim, quatro socos violentos contra a face do cavaleiro, quebrando seu nariz e fazendo o sangue escorrer.

— Eu serei breve. – Disse Alex impedindo que o cavaleiro falasse qualquer coisa. – Quero que você diga ao seu Senhor que sei que foi ele quem planejou esse ataque. Diga que houve um sobrevivente e é esse quem irá atrás dele, é esse quem o matará. – Antes que o cavaleiro pudesse dizer qualquer coisa Alexandru continuou. – Agora você irá o mais rápido possível dizer isso a ele. Mande ele se lembrar desse nome: Alexandru Sperare.

Notas finais
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