A Origem (Quando Chega A Meia-Noite)
4 Coincidência
Talvez eu esteja me precipitando, mas desde que o Ale chegou, muitas pessoas tem desaparecido. Mas talvez seja apenas outro vampiro que resolveu aparecer, justamente na mesma hora que ele.
– Mih, eu, o Ale e o Nicollas vamos caçar. Estamos a dias famintos. Acho que você irá ficar bem. Dentro de uma semana estaremos de volta. Estaremos em outra cidade para não chamar muita atenção. Fique bem. — recomendou Thomaz
– Ok Thomy. Voltem logo. — respondi
Ale estava apenas de passagem em Weastfall, logo iria partir de novo...
Os dias sem eles era tão entediante, parecia demorar uma eternidade para passar as horas.
Eu ficava sozinha nos intervalos de aulas da escola. Me sentia sozinha...
Se bem que eu nunca imaginei que vampiros realmente existissem, não isso nunca! Era uma coisa surreal, até hoje, de vez em quando me beliscava para ver se não estava sonhando...
Como estava longe deles, passava a maior parte do tempo no covil (o esconderijo secreto para vampiros que estava na floresta, eu o apelidara de covil).
Esses longos dias que tanto custaram a passar, passaram desapercebidos.
Bem quando eu estava saindo do covil fui abordada por um homem. Ele parecia tão nervoso...
– Você! Você mesma. A culpa disso tudo que está acontecendo é sua! Sua assassina. Eu vou matá-la. — gritou o homem extremamente irritado apontando para mim
– O que? Do que você está falando? — eu mal podia entender do ele ao que ele se referia
E de repente ele começou a me perseguir. Estava totalmente enfurecido.
Ele me pegou pelo pescoço, tentou me sufocar, eu havia aprendido alguns golpes com Thomy, então eu achei que era uma boa hora para testá-los. Eu o chutei com toda minha força, ele caiu.
– Que força, acho que te subestimei pelo tamanho e aparência garota. Mas ainda sou mais forte e vou matá-la antes que a desgraça aconteça. — berrou ele mais nervoso do que nunca
Ele me arranhou, quer dizer, ele tinhas garras, garras enormes, mas eu sei que ele não era um vampiro, pois não era muito ágil apesar de ter bastante força bruta aparentemente.
– Eu sei que você é uma vampira e que é você quem está por trás de tudo de ruim que está acontecendo. — ele realmente estava convencido disso
– Se eu fosse uma vampira não estaria com o braço sangrando depois do arranhão que você me deu! Vampiros tem cicratização rápida e fácil! E eu sou somente uma humana. — disse isso e fiz uma careta
As vezes pensava em como seria se eu fosse uma vampira...
Um minuto de distração e ele me deu um tapa com tanta força que voei para longe e bati com as costas em uma árvore. Eu estava tentando me recompor quando o vi pegando um árvore com as duas mãos e tentado me acertar com ela com toda sua força.
Não dava tempo de fugir, ele ia me acertar, era meu fim, eu tinha quase certeza.
Estava quase sendo acertada quando senti alguém me abraçar e por a mão na frente da árvore que vinha com toda força e velocidade em minha direção, era Thomaz. Ele me puxou e me abaixou e conseguiu parar a árvore com uma única mão. Era inacreditável.
– Quem é você? — perguntou Thomy ao homem
– Sou Gabriel. Eu quero matar esse ser desprezível. — apontou para mim novamente
Eu me encolhi, minhas pernas não paravam de tremer, eu mal podia sentí-las em meio a tanto caos, acabei me escondendo atrás de Thomaz.
– Muito bem acho que você realmente me convenceu de que é uma humana, mas continuarei te observando. — disse Gabriel
– Essa foi por pouco. — suspirou Thomy
– Thomaz acho que está na hora você começar a me contar uma parte dessa história de vampiros... — olhei para ele assustada e também suspirei em meio a tanto alivio por ter sobrevivido
– É... Acho que sim... — respondeu ele sem saída
Thomy não parava de olhar meu braço machucado.
– Esta sangrando muito... — observou ele
– É, está... — respondi
– Você está bem? Acho que vou te levar ao médico. — perguntou preocupado
– Estou bem... Como você consegue suportar o cheiro do meu sangue? — perguntei
– Na verdade, não consigo... É insuportável, eu queria te matar agora. — ele abaixou a cabeça
Olhei para ele incrédula.
Fomos ao médico, ele limpou meu machucado e enfaixou.
– Você foi muito corajosa, eu vi você enfrentar aquele lobisomem. Seu golpe foi incrível. — Thomaz me encojarou
– Então é por isso que ele era tão forte. — observei
– Depois quero conversar com você, te contar algumas coisas, você precisa saber. — Thomaz me trouxe até em casa e se foi
Fiquei ali parada na porta pensando em qual desculpa daria para minha mãe com relação ao meu curativo.
Fale com o autor