Notas iniciais
Eliza e Tiago foram mandados para uma missão democrática em Frug (Voltaremos para lá mesmo) O cavaleiro não aceita que terá que obedecer as ordens da filha de Caspian e todos sabem que eles não se dão bem.

O cavaleiro das trevas recebeu a missão de voltar ao planeta Frug para negociações de paz com os líderes do planeta que prometeram se unir a República, e levariam cinco planetas neutros para o lado Del Leone. O garoto escolheu cinco soldados de sua confiança, o chanceler Yoda encaminhou Eliza Del Leone para a missão a pedido de Caspian, que queria que sua filha se tornasse a senadora que ela sonhava em ser, e, assim sendo, a filha do rei dos reis lideraria a missão diplomática por ser a mais graduada e a pessoa de mais confiança de Caspian. Enquanto isso Caspian e Gui-gon se reúniram, na sala da base do mestre de Tiago.

— Minha filha e seu aprendiz devem dar conta das negociações, até porque é assim que as crianças crescem. Enquanto isso, eu quero que vá comigo para Atlantis, parece que a capital do planeta foi inundada. Claro, a população possui a habilidade de conseguir respirar em baixo d´agua e na superfície onde tem ar. Mas para se socializarem com os demais planetas, os cientistas conseguiram criar terra artificial, assim nasceram as ilhas de Atlantis, assim foram construídas as cidades, e tudo começou pela capital há muito tempo. Então você pode dizer que é uma situação assustadora para os habitantes do planeta e para a República, grande parte da tecnologia dos laboratórios de pesquisa vieram de Atlantis, além de que o planeta foi um dos primeiros a se unir a República Del Leone e ser uma das grandes pontes para o comércio entre diversos planetas desse sistema – explicou Caspian.

— Não se preocupe, eu treinei Tiago muito bem – Gui-gon se mostrou confiante.

— Você treinou o garoto por muito tempo, e pelo que você me disse ele é um prodígio, mas vale lembrar que quase todos os cavaleiros ao meu dispor estão em suas próprias missões na galáxia, e em relação aos membros do conselho, Aldebaran resolveu sair de Fiore dizendo que tinha algo importante pra fazer – concluiu Caspian, mostrando que Tiago era sua única opção para essa missão.

— Sobre Yoda, eu sei que tem obrigações como Chanceler, mas Aldebaran? O que seria importante em um momento como esse? Ele é aquele que lida com todo tipo de comércio da República Del Leone, espero que ele volte com pelo menos 10.000.000 de euros depois dessa viajem – disse Gui-gon irritado.

— Não diga isso, o Nagato pode segurar “as pontas” até Aldebaran, você e eu voltarmos – concluiu Caspian.

— Por mim tudo bem, mas o que os Pierces (habitantes de Atlantis) disseram sobre o que causou a inundação? – perguntou Gui-gon.

— Disseram que foi causada por um furacão que saiu de uma tumba no ultimo distrito, é onde o seu informante frequenta, deve nos dizer algo – respondeu Caspian.

— Ok, vamos então pela manhã – concluiu Gui-gon.

— São dez horas de viagem na velocidade da luz, vamos agora – retrucou Caspian.

— Impossível, estou cansado demais pra isso – respondeu Gui-gon.

— Não diga isso, não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje – disse Caspian.

— Mas de qualquer forma chegaremos amanhã – concluiu Gui-gon.

— Vamos poder chegar lá à tarde e não de noite, é motivo o bastante. Se não formos agora vou retirar a Pizza Del Leone do cardápio da sua base nas quintas – ameaçou Caspian.

— E depois dizem que meu aprendiz veio das trevas – respondeu Gui-gon cabisbaixo.

Caspian e Gui-gon, que foi convencido pelos argumentos do Rei dos Reis, partiram para Atlantis após esperarem uma hora no aeroporto mais próximo para preparar a nave. O aprendiz e Eliza estavam em uma nave de transporte (Trem estelar) vindo de Frug, os soldados escolhidos pelo aprendiz de Gui-gon já estavam em seus aposentos, com exceção do comandante Connor, que estava malhando antes de dormir, enquanto isso, os líderes da missão diplomática estavam no ultimo dos vagões do transporte, conversando sobre a missão.

— Já terminamos os pequenos detalhes, espero que consiga o apoio dos representantes dos planetas neutros, que podem se unir a República – disse Tiago, sentado em uma das mesas do restaurante da nave, em frente à Eliza.

— Não se preocupe com isso, não é como se essa fosse a minha primeira missão, essa é só a primeira oficial – explicou Eliza.

— Também é o meu caso, já fiz varias missões com meu mestre, mas só tive uma oficial até agora. Algum motivo especial para o seu caso? – perguntou Tiago, se mostrando interessado.

— É porque a minha mentora me levava para várias missões diplomáticas, mas essa é minha primeira missão sozinha – Eliza esclareceu as duvidas de Tiago.

— Não fique nervosa com isso, você foi muito bem até agora – Tiago tentou acalmar a princesa.

— Obrigada, mas sem a sua ajuda eu não conseguiria muita coisa, obrigada, Tiago Dragogone – Eliza mostrou que nada seria possível sem a ajuda de seu cavaleiro acompanhante.

— Não é Dragogone, é Dragone – retrucou Tiago.

— Desculpe, mordi a língua. – Eliza fez uma referência.

— Ninguém morde a língua assim. – Tiago entendeu a referência.

— Eu mordi a língua. – Eliza mostrou uma cara muito fofa.

— Estou começando a acreditar. – Tiago fingiu acreditar com cara de bobo.

— Você até que é bom com referências – disse Eliza.

— Monogatari é fácil – concluiu Tiago.

— Mas por que você está sendo tão legal assim? – perguntou Eliza.

— Assim? – Tiago não entendeu a pergunta.

— Você me trouxe um copo com suco de uva – disse Eliza.

— Viva uma vida saudável – concluiu Tiago.

— Trouxe-me alguns livros pra que eu leia durante a viagem – Eliza continuou desconfiada.

— Ler livros é a melhor forma de passar tempo – retrucou Tiago.

— Você entrou no meu quarto e amaciou todos os travesseiros, trocou os lençóis de cama três vezes e isso aconteceu ontem, antes de partirmos para Frug – disse Eliza.

— Se você dormir mal pode acabar dormindo durante as negociações – explicou Tiago.

— Mas você também preparou o meu café da manhã, o meu almoço e meu jantar. – Eliza se mostrou cada vez mais interessada nos motivos de Tiago.

— A comida desse transporte é muito calórica – concluiu Tiago.

— Pode até ser, mas você está agindo muito estranho pra alguém que esteve brigando comigo desde a infância, não acha? – questionou Eliza.

— As pessoas mudam – respondeu Tiago.

— Brigamos ontem pra você aceitar que eu sou a líder da missão – disse Eliza.

— Ainda não acredito que perdi no par ou impar. – Tiago se mostrou desapontado.

— Acontece. – Eliza tentou consolar Tiago.

— Perdi no desafio de quem consegue prender a respiração mais tempo em baixo d´agua, mesmo que eu só consiga prender a respiração por 6 segundos, é estranho perder – concluiu Tiago.

— Por que escolheu esse desafio? – perguntou Eliza.

— Não sei – respondeu Tiago cabisbaixo.

— Agora entendi o motivo de tanta bajulação, você tem medo do que posso te mandar fazer. – Eliza finalmente entendeu o motivo de Tiago estar sendo legal.

— Talvez – disfarçou Tiago.

— Estou pensando em te mandar lavar o trem do lado de fora – ameaçou Eliza.

— Estou começando a temer meu futuro – disse Tiago, tremendo os dentes.

— Brincadeira – Eliza voltou a falar normalmente.

— Eu já sabia – disse Tiago.

— Mas já esta escurecendo, você vai fazer o meu jantar – ordenou Eliza.

— Não me importo – respondeu Tiago entrando na cozinha do restaurante.

— Obrigada – agradeceu Eliza.

Ao entrar na cozinha, o cavaleiro se deparou com Connor com uma coxa de frangos de Gotj.

— Nervoso? É sua segunda missão, e é uma missão sem o Gui-gon – perguntou Connor preocupado.

— Não se preocupe comigo, você e meu mestre me treinaram para que eu fosse capaz de fazer de enfrentar qualquer situação – respondeu Tiago.

— Tem razão, mas você não teria que treinar para aperfeiçoar suas habilidades? – questionou Connor.

— Eu aprendo melhor na prática e as negociações só começarão depois de três dias – concluiu Tiago.

— É verdade – entendeu Connor.

— Você se preocupa demais, meu amigo – retrucou Tiago.

— Claro que sim, não se esqueça de que eu sou quem “cuida” pra você não fazer nenhuma besteira – concluiu Connor.

— E quando eu errei? – perguntou Tiago.

— Não sei como começar – respondeu Connor.

— Não em missões oficias – concluiu Tiago.

— Brincadeiras à parte, eu já estou indo dormir, e você? Não vai pro seu quarto? – perguntou Connor.

— Não, eu vou cozinhar o jantar da Eliza e o meu – respondeu Tiago, começando a cozinhar.

— Serio? Vocês começaram a se entender? – Connor perguntou muito feliz com a possibilidade de um entendimento entre Eliza e Tiago.

— Mais ou menos isso – respondeu Tiago.

— Você já contou pra ela? – questionou Connor.

— Sobre eu saber que ela dedurou os garotos e a mim, para que nos conhecêssemos e virássemos amigos? Que ela prendeu as crianças que me espancaram em Fiore por um dia dentro de um antigo poço? Que ela me protegia na escola em Dragonína e lembrá-la que já fomos amigos de infância no meu planeta natal? Impossível, até porque ela não se lembra de mim e eu nunca disse meu nome pra ela – explicou Tiago.

— Por quê? – Connor mostrou não entender os motivos de Tiago.

— Ela nunca perguntou – respondeu Tiago de forma honesta.

— Mas foi o fato de que ela te ajudava sem te conhecer que o fez decidir ajudar a todos que conseguir, a lutar pela paz, não é por isso que quer a imortalidade? – questionou Connor.

— Pode até ser pelos atos dela, mas não é como se fosse mudar alguma coisa eu dizer ou não isso, fora que eu sou um Cavaleiro das Trevas e vou perder todos os meus sentimentos algum dia – explicou Tiago.

— Sabe como os cavaleiros das Trevas perderam seus sentimentos? – Connor estava pronto para esclarecer uma duvida de Tiago.

— Como? – perguntou Tiago interessado.

— Eles desistiram do mundo em algum momento de suas vidas – respondeu Connor.

— Algum Cavaleiro das Trevas já conseguiu não desistir de tudo? – questionou Tiago.

— Segundo as histórias e livros de verdade, não. – respondeu Connor.

— Então é assim que eu vou morrer? – Tiago começou a aceitar esse fardo.

O comandante, que costumava ser um homem até muito sério na frente de seus subordinados, começou a rir sem parar, enquanto Tiago não entendia o motivo de tanta risada.

— Voltou a me odiar? – perguntou Tiago.

— Não, mas você está sempre querendo simplificar as coisas – respondeu Connor.

— O que quer dizer? – questionou Tiago.

— Não é porque ninguém conseguiu, que alguma coisa se torna impossível, o impossível só existe se você parar de tentar – explicou Connor.

O Cavaleiro das Trevas começou a rir de felicidade junto a seu comandante, e após Connor ter dito o que disse, ele foi para seu quarto, e Tiago começou a cozinhar, mas já havia se passado uma hora e o relógio mostrava 00h00min. O cavaleiro foi até os aposentos da princesa e a encontrou dormindo com a cabeça e os braços sobre a mesa, sentada em uma cadeira, e decidiu levá-la para a sua cama, colocar cuidadosamente sua cabeça em um travesseiro e a cobriu com dois cobertores, pois deveriam chegar a Frug pela manhã, e depois de confirmar que ela estava dormindo:

— Obrigado – Tiago finalmente agradeceu por tudo que Eliza fez por ele em sua infância.

Notas finais
espero que tenham gostado