A Ordem dos Cavaleiros
32 O Debate
Notas iniciais
O cavaleiro e seu amigo chegaram ao Senado Del Leone, os convidados foram obrigados a sentarem na parte de baixo do senado, os senadores se sentaram na área central e a sessão se iniciou:
— Boa noite, senadores. Está iniciada a sessão do Senado dessa noite – disse o Chanceler Yoda através de um holograma.
— Por que o mestre Yoda está de holograma? – perguntou Tiago a Connor, que também havia ido com ele.
— Ele deve estar treinando o Gabriel, o General Gui-gon me disse que o Yoda pretende dedicar todo seu tempo ao garoto, para que ele possa lutar de verdade após um mês – respondeu Connor.
— Pelo que me disseram, ele entrará no nosso batalhão. O Gabriel é um prodígio, igual a mim, então posso esperar muito dele – concluiu o aprendiz de Gui-gon.
— Fique quieto, a sessão começou e é a vez da Princesa. – O comandante deu um soco na cabeça de seu amigo para que prestasse atenção no discurso de Eliza.
— Senadores. Venho aqui com um pedido, eu acredito que o planeta Arcádias está necessitando de nossa ajuda – disse Eliza.
— Não podemos ajudar planetas de Ember, nossos exércitos estão lutando para proteger nossos planetas e acabar com a guerra, ou seja, estamos incapazes de ajudar outros sistemas, principalmente se for nosso maior inimigo. – A senadora representando Semk mostrou o retrospecto da guerra.
— Senadora Tilla, seu planeta era neutro há pouco tempo e agora é um dos planetas principais da República para produção de especiarias e busca de minérios. Por que não podemos fazer o mesmo com Arcádias? – perguntou Eliza, defendendo sua proposta.
— São situações diferentes, o planeta de Semk era neutro, mas Arcádias é membro do sistema de Ember. Além de ser um planeta “deserto”, ou seja, não tem muito a ser explorado, pois Ember já esgotou praticamente todos os recursos do planeta, e por isso ele não deve ter utilidade à República – explicou um dos senadores de Atlantis, que apoiou a senadora Tilla.
— O povo de Arcádias está sofrendo, eles não podem se defender da tirania de Ember. O Imperador deles não se importa com a própria população. – A princesa não desistiu da ideia de ajudar Arcádias e continuou tentando convencer os senadores.
— Os habitantes daquele planeta são ladrões, caçadores de recompensa, muitos outros que fizeram barbaridades e são habitantes de Ember – lembrou outro senador que estava na bancada.
— O planeta era uma prisão para todos os inimigos de Ember capturados, que eram escravizados e postos para trabalhar para encontrar minérios e uma superstição chamada Joia do Rei – lembrou Tilla de uma época antes da República.
A maioria das pessoas no Senado estava do lado da Senadora Tilla, no entanto, alguns senadores estavam tentados a aceitar a proposta de Eliza, se ela desse um argumento capaz de satisfazer a todos os demais. O momento de decisão estava próximo:
— Tenho uma pergunta. Somos melhores que o sistema de Ember? – Quando Eliza perguntou isso, diversos senadores se levantaram e começara a gritar: “Não nos compare com aqueles bárbaros”, mas o que todos pensavam, soaria melhor como: “Não nos compare com o lixo”. Os membros de Ember eram vistos como os principais inimigos da República desde sua criação por conta da guerra e da suposta ajuda do sistema à Noctis, durante o período de guerra contra a República.
— Essa guerra está durando mais tempo do que o esperado, a República não está preparada para uma guerra de longo prazo, porque a Ordem dos Cavaleiros se desvinculou do sistema. Agora, temos poucos cavaleiros, nosso exercito possui poucos líderes experientes, se não vencermos essa luta rápido, perderemos e assim seremos derrotados – explicou a filha de Caspian, que acabou tocando no fundo do coração de vários senadores, porque ela sabia que a única coisa que poderia movê-los era o medo de perder essa guerra.
— Arcádias é um dos planetas mais próximos a Bifres, que é um dos fundadores de Ember e o segundo planeta mais importante, ou seja, se conquistarmos Arcádias, conseguiremos um ponto estratégico importante para vencermos essa guerra. Ainda querem ignorar o planeta? – Eliza terminou seu discurso e 70% dos senadores estavam aos gritos, mostrando seu apoio à proposta da filha do Rei, por conta dessa situação, o chanceler aprovou a proposta.
— A campanha começará após sete meses – disse Yoda, a princesa não foi contra ele, porque ela sabia que isso era o máximo que conseguiria.
O debate principal estava causando muita intriga entre os senadores, mas o aprendiz de Gui-gon e o comandante de seu batalhão estavam de acordo com a filha de Caspian:
— Olhando pelo ponto de vista militar, ela está certa, mas olhando pelo ponto de vista político, ela está errada – concluiu Tiago.
— De certa forma, ela disse tudo isso para convencer os senadores, provavelmente ela só quer ajudar as pessoas que estão lá – disse Connor.
— Provavelmente – o cavaleiro concordou com seu comandante.
— Não parece muito animado, pensei que quisesse salvar todas as pessoas que conseguisse – retrucou o soldado.
— Não me leve a mal, eu realmente quero ajudar as pessoas e tudo mais, mas depois da luta contra o Charlie Hunter. Eu percebi que a única coisa que eu realmente quero é saber se existe alguma formula para paz – explicou o aprendiz de Gui-gon.
— Bom, faz sentido – concordou o soldado.
A sessão terminou e todos foram dispensados. Depois do debate, o cavaleiro estava voltando para casa, quando percebeu que estava sendo seguido, por isso seguiu para um parque e se aproveitou de um deslize do perseguidor para pegá-lo de surpresa e jogá-lo contra parede.
— Quem é você? – questionou o cavaleiro.
— Relaxa, sou o 04 – respondeu o traficante de informações, enquanto retirava seu capuz e a mascara.
— Então encontrou meu bilhete? Interessante – disse Tiago.
— Você não escondeu ele muito bem, de qualquer forma, estou aqui para te agradecer por me resgatar, estou de volta à D.I.N.A.M.I.C.A como seu líder – explicou 04, enquanto abaixava sua mascara normalmente.
— Pelas minhas pesquisas, você prefere andar de máscara, pra mim é fora de moda, mas gosto é gosto – brincou o cavaleiro.
— Esperava que fosse um pouco mais calado – retrucou o mascarado.
— Enfim, por que veio até mim? – perguntou Tiago.
— Vim lhe agradecer, ou seja, te passarei informações como gratidão por ter me soltado – explicou 04.
— Perfeito, mas eu gostaria que me passasse informações frequentemente. – O cavaleiro reconhecia a importância de um traficante de informações.
— Eu tinha certeza que esse era o motivo para você ter se importado em me soltar. De qualquer forma, posso te passar informações sobre Arcádias agora, mas, nas próximas vezes, pedirei algo em troca – disse o mascarado.
— Uma troca de favores? Tudo bem – aceitou o aprendiz de Gui-gon.
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