A Ordem dos Cavaleiros
43 Arco Arcádias - O Coringa de Charlie Hunter
Notas iniciais
O caçador de recompensas estava se esforçando ao máximo para conter seu ódio, porque ele percebeu que a habilidade de seu inimigo era fazer ilusões e, por isso, se ele perdesse a calma, seria impossível vencê-lo.
— Então vocês vieram? Estava me perguntando quando a República atacaria esse planeta, mas mudando de assunto, você conseguiu perceber ilusões, meus parabéns – disse Levi, enquanto batia palmas.
— Você é um dos subordinados de Charlie Hunter, estou certo? – perguntou Riruzen ao observar a tatuagem com símbolo da Família Hunter no peito do cavaleiro enfaixado.
— Sim, mas fique tranquilo, não estou aqui a mando dele. Aceita um pouco de chá? Você não parece muito calmo – disse o assassino, enquanto criava uma chaleira e xícaras com suas ilusões.
— Você não está seguindo ordens? Por que está aqui? – questionou o caçador de recompensas.
— Viu? Ouviu mesmo o que eu disse? Você precisa relaxar um pouco ou você pode “estourar” de tanta raiva – disse Levi com um tom sarcástico.
— Acabei de confirmar, você é louco – disse Riruzen, enquanto se preparava para lutar.
— Sabe, eu não consigo escolher o que eu quero mostrar, ou seja, você viu o que mais queria evitar! Isso não é incrível? Ao ver as suas ilusões, eu confirmei que sua vida é idêntica ao conto “O Rei impedido” – disse Levi Fosster.
— O que quer aqui? – perguntou Riruzen, enquanto cercava o pescoço do assassino com barras de gelo.
— Eu vim aqui para falar com Kairos, mas acabei decidindo ver se tinha alguns ratos perambulando por aí. Adivinha, encontrei um Cavaleiro de Prata – brincou Levi.
— Você não tinha como me encontrar, meus métodos de camuflagem não falham, ou seja, você estava interessado por esse lugar e acabou se deparando comigo – deduziu Riruzen.
— Bom, sua dedução está parcialmente errada, porque não tenho interesse nessa tumba. Estou aqui pelos Harappa, porque essa era a antiga cultura dos habitantes de Arcádias – explicou Levi.
— Por que está me dizendo isso? Pensando bem, não faz diferença, não tenho nada a tratar com você – disse Riruzen, que ordenou o ataque de suas barras perfurando Levi.
— Eu não disse para não se apressar. Você vai acabar se contorcendo de tanta violência – Levi atravessou o ataque de Riruzen e ficou em frente ao cavaleiro.
— Não é possível! Ele não está aqui? – pensou Riruzen abismado.
— Realmente não é possível – cochichou Levi, que se desfez na frente do caçador de recompensas mostrando que era uma ilusão.
— Ele sumiu? O que aquele miserável fez? Não faz diferença, preciso chegar às cidades próximas, bloquear as comunicações e conseguir plantas da Capital. Foi um erro entrar tão fundo nesse lugar apenas por curiosidade – pensou Riruzen.
— Ora, não diga isso. Você não queria ser arqueólogo quando era criança? – perguntou Kaguya.
— Eu não quero falar com você! – disse Riruzen.
O cavaleiro subiu até o topo das ruínas e colocou um isolante de grande porte, um equipamento capaz de impedir as comunicações de uma cidade inteira, desenvolvido pelo Dr. Alone usando algumas pesquisas do Dr.Apollo.
— Esse é um protótipo, mas espero que funcione – pensou Riruzen, enquanto ligava para Gabriel.
— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH, bom dia, quem é? – perguntou Gabriel pelo rádio.
— Gabriel, você foi incumbido da missão de encontrar um local próximo à Capital, preciso que me passe as coordenadas da Capital para deixar registrado no software – explicou Riruzen.
— Claro, eu te passo, mas não tem como você esperar algumas horas? Acabei de acordar e ontem foi um dia muito complicado – disse Gabriel.
— Você não deve ter feito nada importante, mande logo as coordenadas – retrucou o caçador de recompensas.
— Você não quer saber o que houve? Tudo bem, as coordenadas são 192.35.22.1 – disse Gabriel.
— Obrigado, vou deixar registrado e vou para o ponto de encontro – disse Riruzen, enquanto terminava de colocar os dados no equipamento.
— Ok. Até mais – despediu-se Gabriel, desligando a chamada.
— Bom, agora só falta o Tiago – pensou Riruzen.
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