A Ordem dos Cavaleiros

41 Arco Arcádias - A Fuga


Notas iniciais
Após os acontecimentos no leilão, Gabriel se vê obrigado a fugir com Brion e Sakura para evitar atrapalhar o plano de Tiago, mas é impedido pela aparição de um cavaleiro misterioso que interpõe seu caminho.

Um novo inimigo entrou na batalha, ele atacou Gabriel com uma velocidade espetacular. Mesmo o cavaleiro da República conseguindo se defender, ninguém além dele percebeu a entrada desse misterioso homem.

— SAI DA MINHA FRENTE! – Gabriel o arremessou com sua foice.

— Conseguiu perceber a minha presença? Quem é você? – questionou o inimigo, que vestia roupas cinzas e possuía uma pele extremamente branca, parecia não possuir emoções.

— Esse cara! Ele é um Dellóscurita? Estranho, ele é diferente daqueles que encontrei durante minhas lutas com o pessoal da base 493 – pensou Gabriel.

— Quem é esse cara? Ele apareceu do nada! – disse Brion.

— Senhor Gabriel, você está bem? – perguntou Sakura.

— Se afastem! Esse é problema! – avisou o aprendiz de Yoda.

— Problema? Eu acho que está enxergando mal a situação. Você deixou o líder dos nobres com aquela aparência deplorável e está atrapalhando o leilão. Tem certeza que eu sou o problema? – questionou o cavaleiro misterioso.

— Antes eu ainda tava decidindo, mas agora tenho certeza! – debochou Gabriel.

A luta parecia inevitável, o aprendiz de Yoda sabia que não podia ser capturado pelo inimigo, principalmente porque seria uma grande catástrofe para o plano de tomar o planeta para a República, e o inimigo estava decidido a capturar Gabriel para descobrir sua identidade.

— Quer saber, acho que vou contar algo pra você. Está vendo aquela parede? Vou destruir ela. – Gabriel arremessou os explosivos que carregava consigo e conseguiu abrir uma brecha para escapar.

— Muita fumaça! O que está havendo? – questionou Sakura, que ficou carregando Brion.

— Que tipo de plano maluco é esse? O que ele vai fazer? – perguntou Brion.

— “Ele” irá salvar todos vocês em grande estilo – respondeu Gabriel enquanto segurava Brion e Sakura.

— Grande estilo? Então você vai voar! – deduziu Brion.

— Voar? Que viagem é essa? Vou pular e rezar pra dar certo! – disse Gabriel com seus olhos brilhando.

— QUE PLANO HORROROSO É ESSE? VOCÊ NÃO PODIA TER PENSADO EM UM PLANO MELHOR? – gritou Brion.

— Queria o quê? Aquele esquisito estava cobrindo o outro lado do salão! – retrucou o cavaleiro.

— NÃO ME IMPORTA! PENSE EM OUTRA COISA – gritou Brion.

— QUER FICAR AQUI? EU NEM PRETENDIA AJUDAR VOCÊS – gritou Gabriel, enquanto pulava.

— VAMOS MORRRRRRRRRRRRRRRERRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR – gritaram Brion e Sakura.

— Vocês nunca pularam de paraquedas antes? – questionou Gabriel, que conseguiu manter a calma enquanto caia.

— SEM PARAQUEDAS? – retrucou Brion.

— Isso é só um detalhe! – afirmou Gabriel

— Um detalhe? MAS, SENHOR GABRIEL, VAMOS MORRER! – questionou Sakura.

— MAS QUE TIPO DE PLANO É ESSE? – retrucou Brion.

— Sigam para leste, tem uma floresta, escondam-se lá! – ordenou Gabriel.

— Mas nunca estivemos em uma – disse Brion.

— PRA TUDO TEM UMA PRIMEIRA VEZ! – O cavaleiro arremessou as crianças e as carregou com o vento até um telhado de uma casa que estava fora do Muro de Sangria .

— NÃO VÁ MORRER!!! – gritou Brion.

— VAMOS NOS VER DE NOVO SENHOR GABRIEL! – gritou Sakura.

— Sim, eu prometo! – prometeu Gabriel, enquanto amortecia sua queda com o ar.

— Acha que vai conseguir cumprir essa promessa? – O cavaleiro misterioso caminhou pelo ar até chegar ao aprendiz de Yoda.

— Eu não costumo fazer promessas que não posso cumprir, porque isso é um saco. Então, eu te garanto que conseguirei cumprir essa promessa – disse Gabriel.

— Entendo, parece que seus sentimentos estão cegando você – explicou o cavaleiro, que mostrou seu braço para Gabriel.

— Esse número, você é um lorde? – questionou o cavaleiro.

— Eu sou Kirin Jaeger, o Settimo (sétimo) Lorde – disse Kirin apontando seu número para Gabriel.

— Entendo. Então ele é como aquele cara que lutou com o Tiago, não posso baixar minha guarda! – pensou o cavaleiro.

— Está com medo? Não adianta pedir perdão, tocar em um membro de Sharaf Leh é a mesma coisa que declarar guerra contra todos os Lordes do sistema de Ember, essa é uma das ordens mais antigas desse sistema – disse Kirin, retirando sua espada para começar a luta.

— Já não gosto de vocês. Nesse caso, estou pronto para acabar com todos – disse Gabriel, retirando sua foice.

— Você não está com medo dessa situação? Parece que vai morrer com mais coragem do que a maioria – disse Kirin.

— Medo? De caras como você? Acho que isso seria algo bem difícil de imaginar – provocou o cavaleiro.

— Não vou cair na sua provocação – disse Kirin.

— Serio? Você realmente é sem graça. Pensando bem, mudei de ideia. – Gabriel estava preparado para a luta, mas estava ciente que não poderia usar seu elemento na frente do Lorde, por isso, pegou seu teletransportador e voltou para a nave.

— Esse homem, ele desapareceu? Teletransporte? Ele devia estar rendendo conversa para conseguir tempo para carregá-lo. Por que ele fez tudo isso? Por que ele decidiu salvar aquelas crianças? Quem era aquele homem? – questionou Kirin.

Enquanto Gabriel escapava da luta, Sakura carregou Brion, e juntos conseguiram descer do telhado e correram para o mais dentro da floresta possível.

— Finalmente chegamos! – disse Sakura cansada, colocando Brion no chão.

— Mas não podemos ficar muito tempo, logo o ambiente deve ficar muito frio – disse Brion, pois estava quase na hora da mudança climática do planeta.

— Mas e a sua perna? Ainda está sangrando. Senhor, por favor, me deixe rasgar um pedaço de sua camisa para enfaixá-la – pediu Sakura.

— Claro. Por mim tudo bem. – Brion rasgou parte da camisa e entregou para Sakura.

— Ela está p....perto demais. Como eu sou patético, como deixei ela me carregar até aqui mesmo ela estando tão cansada? Se não fosse essa perna – pensou Brion,

— Senhor Brion, posso te perguntar uma coisa? – perguntou Sakura com muita timidez, enquanto caiam várias pétalas de rosas ao seu redor.

— Claro. Bom... o qu...e você quer saber? – disse Brion, enquanto gaguejava, pois ele percebeu que era a primeira vez que conversava com uma garota.

— Por que me ajudou? Tipo, vivemos na mesma casa por anos e você nunca demonstrou se importar comigo ou com qualquer pessoa. Você não falava nem com seus pais direito, quanto mais com uma escrava como eu. Então, poderia, por favor, me responder, senhor Brion – disse Sakura enquanto se ajoelhava.

— O Império de Ember proibiu a todos os membros do sistema de colocar os sobrenomes nobres em pessoas comuns. As famílias nobres de Ember estão ligadas aos seus sobrenomes desde nascimento do Império. Então, você realmente é filha da senhorita Ymir, ela era minha mentora, mas ela decidiu abandonar Ember e se unir a República Del Leone. Por isso é tratada como traidora – explicou Brion.

— Entendo. Então foi por isso que me ajudou – concluiu Sakura.

— Esse foi só o primeiro motivo. Pra ser sincero, eu odeio a escravidão e tudo que esteja relacionado à Sharaf Leh, eu simplesmente nunca aceitei como eles fazem as coisas, mas nunca tive coragem para enfrentar os costumes dos nobres e quando me questionava se eles estavam certos... Eu apenas conseguia fugir da resposta que estava mais clara quanto à água – explicou Brion.

— O que seria? – perguntou Sakura curiosa.

— Eles são podres. Essa é a verdade, mas apenas graças ao Gabriel e a você, que eu consegui enxergar isso e tentar fazer alguma coisa. Então, muito obrigado – agradeceu Brion abaixando a cabeça.

— Você não precisa me agradecer por nada! Graças a você, estou salva, e isso me deixa muito feliz. Então, que tal agradecermos ao mesmo tempo? – disse Sakura com um sorriso.

— Bom.... Eu não desgosto da ideia- disse Brion desviando o olhar.

— Você é bem fofinho, senhor Brion – disse Sakura.

— Naaaaaão sou na....da disso. Vamos logo com isso! – retrucou Brion gaguejando.

— Por mim tudo bem! Muito obrigada, senhor Brion – disse Sakura sorrindo.

Mesmo depois de tudo o que acontece, uma parte de Brion se sentia culpado por quebrar todos os tabus que eram pregados pelos nobres, mas o sorriso sincero de Sakura mostrou para Brion que sua decisão não estava errada.

— Muito obrigado, Sakura, mas, por favor! Não fique me chamando de senhor Brion, pode me chamar de Bivalvan – disse Brion sorrindo.

— Ok. Vou te chamarei de Brion – disse Sakura.

— Meu primeiro nome? Bom, se você não se importar de eu continuar te chamando de Sakura – perguntou Brion com muita timidez.

— Claro! – respondeu Sakura rapidamente, enquanto voltava a carregar Brion.

— Por que está fazendo isso? Não estava cansada? – questionou Brion surpreso.

— Você havia dito que a estação deve mudar em breve, por isso, melhor andarmos mais rápido para encontrar uma arvore ou algum abrigo – explicou Sakura.

— Faz sentido. Bom, nunca estive tão longe de casa, e você? – perguntou Brion.

— Não. Parece que vamos ficar perdidos – brincou Sakura.

— Nem brinque com isso! Não quero parecer o Gabriel se perdendo o tempo todo – resmungou Brion.

— Você já o conhecia? – perguntou Sakura.

— Eu tinha encontrado com ele no caminho para a capital, ele estava indo para o lado contrário – respondeu Brion.

— Serio? Ele parece mesmo alguém assim – disse Sakura.

— Não é? Concordo totalmente com você – disse Brion.

Os dois conseguiram encontrar uma caverna enquanto andavam, e Sakura fez uma fogueira com galhos encontrados no caminho, eles continuaram conversando até o aparecimento das primeiras estrelas no céu e adormeceram. Enquanto isso, Gabriel havia voltado para o único lugar marcado em seu mapa, o ponto de encontro que foi combinado entre ele e seus companheiros.

— Bom, marcamos aqui! Mas eles devem voltar depois de três dias. Como será que estão indo? – questionou Gabriel.

— Não devia tentar entrar em contato com o Tiago? Ember declarou guerra a você, não devia avisá-lo? – questionou Rá.

— Já estamos em guerra com eles, por que deveria falar disso pra ele? – retrucou Gabriel.

— Faz sentido – concluiu o Extreme.

— Lógico – disse o aprendiz de Yoda.

— Nesse caso, melhor se preocupar com aquelas crianças, elas devem estar perdidas agora! – disse Rá.

— Isso é verdade, vou levá-las comigo para o local da base, vão se esconder lá até o ataque, e vão eles irão sair do planeta, escoltados por nossos soldados – disse Gabriel.

— Bom plano, mas terá que contar a eles sobre você e sobre o ataque – retrucou Rá.

— Eu sei! Vamos logo com isso. A floresta é por ali. – Gabriel começou a andar para o sul.

— A floresta era perto da cidade, e ela era no oeste – retrucou Rá.

— Oeste, mas não era no norte? Tanto faz, vamos pro leste – ordenou Gabriel.

— De acordo – disse Rá.

O cavaleiro decidiu encontrar Brion e Sakura, que se separaram dele durante seu combate com Kirin, mas como seu senso de direção não era dos melhores, ele se perdeu e ficou andando por horas dentro da floresta até encontrar uma caverna.

— A madrugada chegou? Que maravilha – disse Gabriel com um tom sarcástico.

— Estamos andando há horas! Que tal descansarmos naquela caverna? – sugeriu Rá.

— Foi a melhor ideia que teve em horas – retrucou o aprendiz de Yoda, pois eles estavam discutindo sobre o caminho o tempo todo durante a noite.

— Como não consegue usar CEE por estar cansado de forma física e mental, você é um inútil! – disse Rá irritado.

— Periquito de merda! – retrucou Gabriel.

— Pelo menos tive uma boa ideia, diferente de alguém que eu conheço – disse Rá.

— Vamos logo descansar na caverna – disse Gabriel.

Ao entrar na caverna, Gabriel encontrou duas crianças dormindo abraçadas, ele conseguiu encontrá-los e decidiu se sentar próximo a eles.

— Vou levá-los para o local onde firmaremos acampamento e construiremos nossa base. Quando a República chegar, eles vão conseguir deixá-los em segurança dentro de uma das naves, mas, por hora, vou esperar eles acordarem. Devem estar exaustos– pensou Gabriel, enquanto começava a descansar e observar a natureza.

Notas finais
Como eu não consigo postar capítulos toda semana Decidi postar dois hoje, espero que tenha gostado!